Começo, Meio E Fim
77 Capitulo 77
Pov Diego
– Aguardo sua resposta, um bom dia para você também – disse ao encerrar a chamada, no exato momento em que Lizie adentrou na sala – pronta?
– Sim – sorriu-me e retribuí – quem era?
– O Jorge – ergueu as sobrancelhas, sempre curiosa – telefonou para me informar que já deu entrada no pedido de reconhecimento de paternidade do Rafael – meu sorriso se ampliou, assim como o dela que veio até mim e me abraçou.
– Isso é ótimo, não é?! – assenti – estou tão feliz por você – sorriu – a Roberta já sabe?
– Acredito que ainda não, mas logo ela saberá, por causa do exame.
– Que exame? – perguntou confusa.
– O teste de DNA – expliquei, fazendo com que ela desse um forte tapa no ombro – aii... por que você fez isso? – perguntei sem entender.
– Para você deixar de ser idiota – ainda não estava entendendo nada – você vai pedir um teste de DNA?! – levei outro tapa, tão forte ou ainda mais que o anterior – até eu que sou de fora, sei reconhecer que aquele menino é seu filho – ah, entendi... mas estava achando divertido a reação dela, então decidi deixá-la se expressar – você não tem ideia de como isso é humilhante para uma mulher, não é?! – bufou irritada – depois se ela não te quiser mais, vier a te rejeitar você não saberá o porquê – agora eu estava indignado.
– E quem te disse que eu quero algo com a Roberta? – perguntei um pouco irritado também, fazendo-a gargalhar.
– Tua cara de otário toda vez que fala dela – riu, provavelmente, da minha expressão incrédula, merda! – e não tente enganar a si mesmo, é muito feio – advertiu-me risonha.
– Para a sua informação eu não estou tentando enganar a ninguém – disse convicto, tentando convencer a mim mesmo do que havia acabado de dizer, merda! – e eu também não estou pedindo um teste de DNA, porque não tenho a menor dúvida sobre o menino, acontece que o juiz irá pedir o exame para comprovar a paternidade e para que assim eu possa registrá-lo como meu filho, e tem o tal testamento que também pede a comprovação de algum parentesco entre nós dois – expliquei a ela que sorriu.
– Bom, sendo assim, menos mal – deu-me um selinho – agora deixe de discutir comigo e vamos, antes que você chegue atrasado no seu primeiro dia na Galeria – Meu Deus, como foi que eu arrumei uma namorada dessa?!
Graças a Deus fomos o caminho inteiro sem tocar no assunto abordado mais cedo, depois de deixar Lizie no seu local de trabalho, segui rumo ao meu. Havia sido informado que um representante estaria a nossa espera para explicar-nos os detalhes, a mim e ao meu parceiro administrativo. O prédio onde a Galeria ficava localizada era um ambiente claro e climatizado, não havia obras expostas, obviamente, com o objetivo de que teríamos que organizá-las.
– Olá, como vai? – disse uma mulher, que aparentava ter cerca de uns quarenta anos, ao me recepcionar – você deve ser o Diego Maldonado, certo? – sorriu-me simpática e retribui.
– Sim, como vai? E a senhora...? – cumprimentamos-nos com um aperto de mãos.
– Sou Sandra Spinner, encarregada de lhe apresentar a Gallery, mas antes precisamos esperar pela chegada da sua colega – assenti, então seria uma mulher!? – ah, ali está ela – nesse instante ouvi uma voz que vinha detrás de mim, que me deixou estático, não podia ser, podia?!
– Desculpem-me o atraso, mas o trânsito de dessa cidade está um caos – virei-me para a pessoa, que assim como eu aparentava estar surpresa e confusa – você?! – dissemos juntos.
Continua...
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