Começo, Meio E Fim
115 Capitulo 115
Pov Diego
Saí daquele local um tanto quanto irritado, merda, não deveria ter ido até ela! Tentava com todas as minhas forças esquecer o que havia se passado, foi um erro, bom, gostoso... Merda, ela tinha razão, sobre tudo... Estava me sentido péssimo, as coisas não deveriam ter acontecido desse modo, no fundo sabia que elas não deveriam ter acontecido... Céus, onde estava com a cabeça quando me deixei levar por um impulso, por um desejo incontrolável, pelas ideias de vento de Elizabeth... Elizabeth, merda, Rafael!
Estava dirigindo sem rumo pelas ruas, meus pensamentos a mil, remoendo tudo que havia se passado nas ultimas vinte quatro horas, quando percebi que já se passava das onze da manhã, há essa hora provavelmente Rafael já deveria estar acordado, merda, não deveria tê-lo deixado, mesmo sabendo que posso confiar em Elizabeth para cuidar dele... Fiz o retorno, dirigindo-me ao meu apartamento, imaginando qual seria a desculpa que minha namorada teria dado ao meu filho, quando o mesmo acordou e perguntou por mim... Merda, qual seria a minha desculpa para com eles?!
Cheguei ao meu apartamento, não encontrei Rafael nem Elizabeth, apenas um bilhete, na cozinha, sob a mesa posta do café da manhã.
“Dih, saímos para dar uma volta na praia, não se preocupe, logo estaremos de volta. Tome seu café se ainda estiver com fome – bufei – com carinho, Rafa e Lizie”.
Aproveitando que estava sozinho, tomei um banho na tentativa de relaxar e deixar que se evaporassem junto com a água todas as minhas frustrações, o que não ajudou muito, minha irritação havia passado, mas ainda continuava cansado, como se um furacão tivesse passado por mim, e sim havia, um furacão com nome e sobrenome...
– Chegamos – disse Elizabeth, ao me ver parado na entrada da sala, sorri fraco ao dois, acolhi meu filho, que veio até mim, em meus braços, depositando um beijo em sua bochecha.
– Você está bem? – perguntei a ele que assentiu – que bom – beijei-lhe a têmpora esquerda.
– Você chegou há muito tempo?
– Não, não muito – assentiu, parecendo querer dizer algo, claro, não havia duvidas que ela ainda me diria muitas coisas...
– Nós trouxemos o almoço – ergueu as sacolas que segurava – gatinho, você não poderia colocá-las na cozinha para mim, por favor? – sorriu ao menino.
– Pode deixar, Lizie – pegou as sacolas e se retirou da sala.
– Ok, o que é que está acontecendo? – perguntou-me, assim que se certificou que estávamos sozinhos – por que essa cara? Pensei que encontraria você com o melhor humor do mundo hoje – debochou.
– Essa, é a única cara que tenho e eu não estou num bom dia, é um péssimo dia – ralhei – não sei onde eu estava com a cabeça quando deixei você me induzir!
– Jura?! Pois eu tenho uma leve ideia de onde estava sua cabeça! – ironizou.
– Elizabeth! – repreendi-a, ela iria dizer algo, mas se calou... Entendi o porquê, Rafael estava de volta a sala.
– Está tudo bem? – meu filho perguntou incerto, Elizabeth assentiu sorrindo a ele.
– Está sim, Rafa – eu disse a ele – eu só estou com um pouco de dor de cabeça – sorri-lhe fraco, mas o mesmo não retribuiu, pelo contrario, pareceu paralisar-se, seu corpinho ficou tenso, sua face estava séria e pálida, seus olhos estavam arregalados, refletia medo, aflição... Merda, o que estava havendo? – hey?! – abracei-o, tentando tranquilizá-lo do que quer que fosse, seus bracinhos automaticamente envolveram meu pescoço, seu corpo estava tremulo e mole, ele estava gelado, olhei para Elizabeth que parecia estar tão confusa quanto eu, então Rafael beijou minhas têmporas e sussurrou, ainda abraçado a mim...
– Passou, papai?! – abracei-o ainda mais forte ao ouvir suas palavras, com o coração acelerado, um nó se formou em minha garganta, ele havia dito...
– O que foi que você disse? – perguntei, sentando-me com ele em meu colo, no sofá, encarando seu rostinho pálido, seus olhinhos estavam brilhando, parecia querer chorar...
– Perguntei se passou sua dor de cabeça – disse receoso, ah... – passou, papai? – papai, eu não estava ficando doido, ele havia dito sim, sorri a ele assentindo, que pareceu duvidar, então beijei-lhe a testa e novamente o abracei.
– Está tudo bem, filho – olhei para Elizabeth, que nos observava sorrindo.
– O senhor tem certeza, papai? – assenti sorridente, impossível não ficar feliz ao ouvi-lo me chamar de papai, exceto pela preocupação e temor em sua voz... – o senhor quer que eu pegue seus remédios? – perguntou afoito, céus, o que estava havendo?!
– Que remédios? – perguntei sem entender.
– Os seus, para dores de cabeça – disse com os olhos brilhantes e aflitos.
– Eu não tomo remédios – disse a ele calmamente, que ficou ainda mais inquieto – não preciso, não sinto dores com frequência, na verdade, não tenho dores de cabeça, são raras as ocasiões – garanti a ele, que mesmo parecendo incerto assentiu, descansando sua cabeça em meu ombro – está tudo, está tudo ótimo...
Continua...
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