Começo, Meio E Fim
108 Capitulo 108
Notas iniciais
Pov Roberta
– Então você já pensou em alguém para o vernissage? – perguntou-me Victor, estávamos discutindo sobre nossos projetos para a Gallery, há algum tempo na minha sala.
– Sim, já tenho algo em mente.
– Podemos saber quem seria?
– Ainda não, mas em breve vocês saberão – disse a eles – ainda tenho que entrar em contato, saber se estaria disposto a expor aqui, checar sua agenda.
– E é apenas isso que você pode nos dizer por enquanto? – disse Fernanda, intrigada assim como os outros.
– Sim – ri – mas tenho a certeza que vocês não irão se arrepender, ele é um jovem artista genial, suas obras são magníficas e é tudo que posso dizer por enquanto.
– Jovem artista? – questionou Diego, assenti – pensei que já houvéssemos decido que não lançaríamos ninguém, por agora.
– E não iremos, não se preocupe ele já é um artista conhecido, com um belíssimo futuro e se ele aceitar será incrível para JunF’s – eles apenas assentiram.
– Então – disse Fernanda – chegaram esses convites hoje, endereçado a vocês – entregou um envelope a mim outro ao Diego, era para uma exposição de arte contemporânea, em São Paulo, daqui a três semanas, estamos sendo convidado a comparecer e apreciar ao evento, tudo custeado pelos patrocinadores, um deles a companhia da JunF’s Artes...
– Hmm... – disse Diego – bom, Victor você vem comigo colocar as caixas que estão lá em baixo, nos fundos.
– Vou, claro – assim ficamos Fernanda e eu a sós na minha sala, fiz sinal para que se sentasse.
– Tá tudo bem? – perguntei a ela, que assentiu sorrindo – hum, acho que já sei o porquê desse sorriso – riu – você e o Matheus se acertaram, estou certa?
– Sim, nós estamos bem agora – sorri – você tinha razão sobre a reação dos meus pais, eles pareceram aceitar bem, meu pai agora quer conhecê-lo – ri.
– Você me disse na segunda, está vendo, não adiantou nada você terminar com o rapaz só porque estava receosa da reação que os seus pais teriam em relação ao seu namoro.
– Acontece que o Matheus é o meu primeiro namorado, nunca levei nenhum garoto para casa e ele já quer conhecer a minha família – não me aguentei e ri novamente.
– Mas você já não conhece a família dele? – assentiu – então nada mais natural que você o a presente a sua família, isso prova que ele tem boas e sérias intenções em relação a vocês.
– É você tem razão – retribui seu sorriso – acho melhor eu descer.
– Vou com você – quando estávamos no andar térreo, Diego e Victor já haviam terminado de retirar as caixas que estavam no saguão, quando...
– Olá – ouvimos uma voz feminina, muito conhecida minha, dizer chamando nossa atenção, abri meu melhor sorriso assim que avistei quem estava acompanhado dela...
– Meu amor – Rafael veio até mim, peguei-o no colo enchendo sua bochecha de beijinhos, então Rafael abraçou Diego, que estava ao meu lado, indo para os seus braços, recebendo outro beijo na bochecha, hoje Silvia não pode ficar com ele, então o deixei com a Carla.
– De quem ele é? – Victor perguntou.
– Meu – merda, Diego e eu dissemos em uníssono – dela... dele... — falamos juntos novamente, nos entreolhamos, Carla cotinha um sorriso divertido e debochado do nosso embaraço, Victor e Fernanda estavam confusos e divertidos, visivelmente, merda!
– Eu sou dos dois – Rafael disse a eles que riram, fui capaz de ouvir um sussurro de ambos, “Isso faz todo o sentido...” vindo de Victor e “Eu sabia...” de Fernanda.
– Er... Rafa – disse Diego, tentado melhor a situação embaraçosa – esses são Fernanda e Victor.
– Prazer em conhecê-los – sorriu para ambos.
– Igualmente – disseram em uníssono, retribuindo o sorrido do meu filho.
– Victor e eu vamos te apresentar a Gallery – assim Diego e Victor levaram meu filho... Ah, sim, Carla...
– Feh, deixe-me te apresentar – o sorriso dela estava radiante, uma fã diante da ídola – Feh, Carla Ferrer, Carla, Fernanda Kunhs.
– Olá, tudo bem? – Carla foi até ela e a abraçou, pegando-a de surpresa.
– Oi – sorriu meio tremula – nossa, nem sei o que dizer direito – minha comadre sorriu para ela, tão simpática a minha ridícula... – você foi uma grande inspiração para mim... – sorria ao observá-las, ver a Carla toda atenciosa era divertido...
– Você não vai me dizer, oi Carlinha como vai? – perguntou-me, assim que Fernanda deixou-nos a sós, para atender ao seu celular.
– Tá fazendo o que aqui, Carla? – perguntei para irritá-la, mas com ela não dá certo, apenas com a Alice, a ridícula riu revirando os olhos.
– Vim trazer seu filho para te visitar e conhecer seu trabalho, mas se quiser nós vamos embora?
– Não fica – pedi manhosa e ela riu.
– Viemos saber se você vai demorar muito pra ir embora.
– Daqui a pouco já estou saindo – sorri.
– Hmm, que interessante, você de bom o humor – zombou – porque semana passada você tava um porre.
– Carla!
– E não é verdade? – rimos.
– Eu tava de TPM – admiti – mas agora eu to bem – riu, ridícula...
– Já passou seu período menstrual – assenti revirando os olhos – que bom, mas ainda acho que o seu problema é a falta de... – dei um tapa no braço dela, antes que ela terminasse sua frase, fazendo-a gargalhar, muito ridícula...
– É sexta-feira, eu estou ótima e você não vai estragar o meu humor hoje.
– Deve ser por isso que o tempo está fechando, tá até relampeando – zombou e revirei os olhos novamente – o que você e a Alice vão fazer amanha?
– Qualquer coisa, que não seja compras – rimos – espero que o tempo não mude, você vai pra Petrópolis mesmo assim?
– Vou, trabalho fazer o que – deu de ombros – mas no domingo estarei de volta, tem o tal jogo.
– Eu sei – bufei – você vai? – negou – eu também não, mas o Rafael não fala em outra coisa.
– Isso te incomoda?
– Um pouco – admiti – Rafael e o Diego passaram a semana inteira grudados um no outro, agora ele só fala no Diego, só quer estar com o Diego, já estou a ponto de ter uma overdose do Maldonado – bufei, fazendo-a rir.
– Deixa de ser boba, você diz isso, mas no fundo tá amando tudo isso – dei de ombros, é, talvez ela estivesse certa, mas só um pouco...
– E então, o que você acha? – perguntei a Isa, estávamos conversando há algum tempo, mas havia algo de errado com ela, estava mais contida.
– Ótima ideia – concordou – tenho certeza de que o Jake não hesitará em aceitar ao seu pedido, fiquei sabendo que ele estará em Buenos Aires antes do Natal para uma exposição.
– Sim, eu li sobre isso, talvez ele possa passar por aqui e conversarmos, irei telefonar para ele.
– Bom...
– Isa, tá tudo bem?
– Sim – merda, tem alguma coisa acontecendo com ela...
– Ok, bambina, depois nos falamos agora tenho que apressar o meu filho, estamos indo à casa da minha mãe para jantarmos.
– Vá bene, mande um beijo ao Rafa e outro para você, bambina.
– Até, bambina, beijo – encerrei a chamada, indo até o quarto do Rafael, que estava sentado em sua cama conversando com alguém pelo meu celular, calou-se e arregalou seus olhinhos levemente ao me ver.
– A mamma está aqui – disse a pessoa do outro lado da linha – tá bom, mamma o nonno quer falar com a senhora – ah... Entregou-me o celular.
– Você já está pronto – assentiu – já volto – disse a ele, antes ir ao meu quarto – pode falar, pai.
– Como você está?
– Bem e o senhor?
– Estou bem – suspirou – o Rafa me disse que vocês vão jantar com a sua mãe.
– Sim, eu já lhe contei que fizemos as pazes semana passado.
– Já havia passado da hora – repreendeu-me.
– Mas agora nós estamos ótimas.
– Não só vocês – ah, claro... – Rafa me contou que ele vai passar o final de semana com o Diego.
– Ele sempre te conta tudo?
– Apenas o que ele acha que deve – revirei os olhos, lembrando-me de algo...
– O senhor tem visto a Isa, pai? – ótimo, a reação do meu pai me confirmou o que pensava, pois meu pai começou a tossir.
– O que ela te disse? – perguntou um pouco afobado, acho.
– O que ela deveria ter dito? – ele não respondeu, então... – eu não acredito que o senhor esteja transando com a minha amiga, que tem idade para ser sua filha! – exasperei-me.
– Roberta! – repreendeu-me com a voz firme, bufei – isso não lhe diz respeito!
– Tudo bem – disse revirando os olhos.
– Acho melhor vocês irem ao jantar logo, mais tarde te ligo.
– Tá.
– Amo você, querida, cuide-se.
– Também amo o senhor, cuide-se também, beijo – ótimo, era só o que me faltava, meu pai se envolvendo com a minha amiga...
Continua...
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