Syn acordou de manha e embirrou que eu tinha de ir com ele para o estúdio ou passar o dia com Michelle, visto que não me dava assim tão bem com ela, escolhi o estúdio, porem preocupava-me o facto de Matt estar lá.

No caminho liguei para Lacey e contei tudo o que aconteceu, excepto a parte do Matt que enviei por mensagem para que Syn não ouvisse. Ela ficou louca, bem… louca ela já era, ficou foi pior.

- Você é mesmo amiga de Lacey. Nunca pensei que, de todas as
Avenged girls, essa você se tornar a sua melhor amiga. – Syn falou enquanto dirigia.

- Ela é diferente, eu adoro aquela garota.

- Ela sempre foi a mais diferente, a mais distante das outras. Eu também gosto dela, Michelle não me parece gostar muito dela.

- Desculpe mano, sei que ela é sua mulher mas eu acho que ela é um pouco estranha, alem disso parece que tem um mini clube com Valary e é difícil chegar a elas. – arrependi-me logo que falei.

- Não se preocupe não fiquei ofendido. Sabe em parte foi isso que me atraiu nela, a possibilidade de entrar nesse mini clube. – Mostrou me a língua e estacionou o carro.

Chegamos lá, Arin veio-me abraçar e obrigou me a contar tudo o que tinha acontecido. Depois sentei-me a trabalhar no meu projecto enquanto observava Matt sentado ao longe num dos computadores, olhou para mim quando cheguei mas não me dirigiu a palavra.

Finalmente consegui adiantar grande parte do trabalho, claro que continuava a ter distracções, tipo Arin que estava sempre a meter conversa, ou Pinkly que queria brincar. Para meu mal precisei de ir a casa de banho, então quando caminhava no corredor de regresso ao estúdio, senti alguém me puxar pelo braço, fui arrastada para uma arrecadação cheia de vassouras e produtos de limpeza, por momentos senti medo, mas depois que ele acendeu a luz e vislumbrei Matt, o medo passou a terror. Olhei para ele e sem dizer uma única palavra nos beijamos, um beijo bem demorado, desta vez não o parei.

- Mal dormi a pensar em você. E depois Syn ligou a contar o que aconteceu e entrei em pânico, pensei que ia perder você também.

- Matt isto não faz sentido. O seu discurso não faz sentido. Você nem me conhecia.

- Eu sei. Mas agora conheço e agora eu te quero. Alem disso, estas coisas não têm de fazer sentido. Acredite pequena, eu estou gostando
muito de você. – Voltou a beijar-me.

- Você é casado e eu sou irmã de um dos seus melhores amigos. Isto não pode acontecer. – nesse momento estávamos quase abraçados, ele olhava para mim enquanto eu falava e suas mãos brincavam com meu cabelo.

- E vamos desperdiçar os nossos sentimentos só por isso? Penso que são coisas que se resolvem. – ele parecia seguro, mas isto era estranho, ele nunca deixaria Valary, e Syn nunca aceitaria isto, então como é que se ia resolver? Ele queria que eu fosse a outra, mas isso eu não ia ser.

- Matt, me solta, vou embora. Eu não vou ser “a outra”. Eu adoro você, nunca senti isto assim por ninguém mas isto não tem futuro e eu não sou brinquedo para você se divertir as escondidas.

- Ninguém aqui será um brinquedo. A verdade é que estou farto das discussões com Val e você foi uma lufada de ar fresco na minha vida,
foi como se de repente aquilo que eu estava vivendo deixasse de fazer sentido porque você é uma opção melhor. Sabe, uma coisa que aprendi com seu irmão foi que não somos obrigados a suportar situações que nos são desagradáveis só porque fica bem para todo o mundo. – Era para ter ido embora mas depois de ouvir aquilo voltei a abraça-lo e dei um beijo leve.

- Não podemos sair daqui ao mesmo tempo. Eu saio primeiro. – Sorri e dei um passo para longe dele, mas ele me puxou de volta.

- Promete que vamos dar um passeio só os dois?! – acenei afirmativamente com a cabeça e trocamos outro beijo. Sai da despensa com o coração a bater a mais de 200km/h. O que será que ia resultar dali?!?!

No dia seguinte eu ia finalmente apresentar o meu trabalho, estava nervosa com isso, mas mais ainda por que seria Matt a me pegar lá para o
tal passeio.

O trabalho até correu bem, ele iria avaliar e rever todas as propostas para a publicidade, então sai do prédio, caminhei um pouco e depois senti uma mão no ombro.

- Olá gatinha. – Nem olhei para trás, peguei a mão do meu ombro e torci os dedos, só depois me virei. – Caramba LIz isto é violência doméstica.

- Ai desculpa Matt. Assustei-me e achei que me devia defender. Desculpe. – ele sorriu e aproximou se de mim com a sua mão na minha
cintura, percebi que me iria beijar. – Aqui não Matt. Estamos no meio da rua.

- Tem razão, desculpe. Vamos que tenho o carro aqui perto. –
Entrelacei o meu braço ao dele e caminhamos juntos ate ao carro, cada um entrou pela respectiva porta.

- Onde vamos Matt? – Ele sorriu e passou a mão pelo meu cabelo.

- Não gosta de surpresas, linda? Logo vê quando lá chegarmos. – Sorri, o meu coração batia tão depressa que pensei que ia saltar, mas tentei aparentar calma. Ele dirigiu por uns 10 minutos até parar perto de
uma falésia, ponderei que ele pudesse ser perigoso estar lá sozinha com ele, podia violar-me ou mesmo matar-me e atirar o corpo ravina a baixo, mas depois lembrei me de quem ele era, ele era o homem que eu amava e que parecia retribuir esse sentimento, ele não me faria mal.

- Venha, quero te mostrar a vista. O horizonte é lindo daqui. – fomos ambos até a ponta da falésia, eu começava a ficar com frio e então ele me abraçou para me aquecer.

-Matt?? Alguma vez traiu Val?? – ele olhou para baixo com uma cara seria. Eu não devia ter perguntado, agora sim estava com medo que ele virasse um serial killer.

- Depende do que quiser saber. Se a pergunta foi no sentido se já dormi com outras mulheres? Então a resposta é sim, foram coisas de uma
noite. Mas se a pergunta é no sentido de se já amei alguém alem dela, então a resposta é não. Eu amei Val toda a minha vida, umas vezes mais que outras, mas agora o sentimento bonito está desaparecendo, sendo substituído por raiva, rancor, ódio, infelicidade… posso continuar mas não queria estragar o momento com isso. – olhei para o horizonte, confusa com o que tinha acabado de ouvir, senti os seus olhos cravados em mim mas decidi continuar em silencio. Será que ele estava dizendo aquilo para me levar para a cama e depois nunca mais iria dizer nada?! Será que aquilo era a maneira dele me dizer que esta farto dela e se está
apaixonando por mim?!?

- Não vai dizer nada?? Desculpe Lizz não a queria chocar com nada. Percebo que isto seja estranho.

- É um pouco. Desculpe a pergunta. Vamos esquecer isto sim?!
– sorri e ele me beijou, depois me pegou no colo e me sentou na capota do seu carro onde ficamos falando e namorando até ficar de noite, então combinamos nossas historias e fomos para casa, não podia haver erros, ninguém podia saber que tinha passado a tarde com ele. Porem a insistência dele em ninguém saber fez-me duvidar de tudo aquilo e ainda me fez perceber que eu tinha realmente me tornado na “outra”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.