Notas iniciais
graças ao feriado eu consegui postar o capitulo mais cedo. espero que gostem :D

Eram 8.30 da manha e eu corri para o autocarro, em 15 minutos estaria na biblioteca, eu sabia que não ia conseguir trabalhar nada em
casa com Suz sempre de um lado para o outro e Kenna que chegava da escola e ficava horas contando como correu o seu dia, também Brian não ajudava muito, ele estava sempre rondando para ver se eu ainda estava lá ou se, por alguma razão, eu tinha fugido.

Procurei uma mesa bem afastada de toda a gente, bem isolada.
Procurei uns livros temáticos para ter umas ideias mas quando comecei a por as minhas ideias no papel, tudo o que me aparecia era os olhos de Shadows, a tatuagem no seu braço, as covinhas na bochechas… eu estava entrando em paranóia, tudo porque ele me tinha convidado para almoçar.

Eram quase 11 horas e de repente alguém se senta na cadeira em frente a minha, maldição, para a próxima escolho uma mesa só com uma
cadeira.

- Olha, não está ocupada, mas eu prefiro trabalhar sozinha tá? – Olhei para cima, e vi um sorriso lindo direito a mim.

- E então vai-me arrancar daqui a porrada ou vai-me cumprimentar com dois beijos?!

- Oi Matt. – Levantei-me para lhe dar dois beijos. — Não é um bocado cedo para o almoço?

- Pois, é, desculpa ter vindo chatear, mas estava em casa sozinho, sem nada para fazer e então vim ter com você, sabe, foi quase automático, quando dei por mim já estava no carro dirigindo.

- Isso era tudo ansiedade para me ver ou é fome mesmo? – Disse, rindo em tom de brincadeira.

- estava ansioso por a ver mesmo. – Engoli em seco quando ele disse isso, e ele pareceu notar e gargalhou para disfarçar. – Não precisa
ficar nervosa, em parte também é fome.

- Então vamos já. Onde vai querer ir almoçar?

- Já? São 11 horas. Continua trabalhando, eu prometo ficar aqui quietinho, não digo nada nem mexo em nada.

- Como se isso fosse possível, eu não me consigo concentrar com você aqui. Vamos dar um passeio antes.

Arrumei as minhas coisas e Matt fez questão de carregar a minha pasta, eu estava tão feliz de estar ali com ele, no mesmo carro, sentindo
o seu cheiro bem pertinho de mim. No caminho falamos da banda, de Syn em particular, Matt descrevia o meu irmão como um dos seus melhores amigos e um cara muito carinhoso mas muito cola, e que ele se estava a esforçar para se aproximar de mim e por de lado os pensamentos de que só queria o dinheiro e fama dele. Andamos as voltas até fazer 12.30 e fomos almoçar a uma pizzaria, Matt pediu uma pizza familiar e deu conta dela, quase sozinho, esse cara comia que nem uma besta.

- Deixa que eu pago, fui eu que convidei. – Falou quando tentei apanhar a conta para ver quanto tinha sido o almoço.

- Obrigada.

- Obrigada eu, pela companhia. Você faz-me sentir bem.

- Matt! Se me permite perguntar. Como ficou aquele assunto com Val? Não tem de responder, não é da minha conta, eu sei.

- Não ficou, não falamos mais nada. Ela hoje foi gravar uma coisa qualquer. Eu ainda estou furioso com ela.

- Mas vão fazer as pazes não vão? – Ah que raio fui eu perguntar.

- O mais provável é recalcarmos o assunto e não falarmos mais nisso.

- Não faça isso. Vai acabar tendo montes de assuntos guardados e um dia tudo explode e a briga é muito maior.

- Eu gosto do seu jeitinho querido de pensar. Mas na prática as coisas correm muito diferente, tenho de pensar bem no que digo e no que faço para não magoar ninguém e não arruinar o que tenho.

- Você pensa demais. Depois acaba por todo o mundo estar feliz menos você. – Ele não disse nada, apenas olhou nos meus olhos e suspirou. Por alguma razão ele parecia me um cão mandado em vez daquele rebelde decidido que costumava ver na tv.

- Que se passou consigo Shadows? Eu imaginava você doutro jeito. Mais decidido, ou sei lá.

- Fui obrigado a crescer. Eu não era assim, mas de repente eu era um homem casado, meu melhor amigo tinha morrido, e eu tinha montes de responsabilidades e precisei começar a planear tudo antes de fazer, a pensar antes de falar e … sabe parece que antes era tudo automático e agora tem de ser tudo pensado. As vezes me sinto um robot sabe!?! – ele se encostou na cadeira e voltou a respirar fundo. Levantei-me, rodeei a mesa e peguei na mão dele.

- Tive uma ideia. Tem GPS no carro não tem? Então vamos.

- Vamos onde? Para onde me esta a arrastar, pequena?

- Para um sitio onde o meu pai me levou quando eu estava chateada por ter falhado no exame de condução. Fica um pouco longe por isso vamos rápido. – Ele olhou para mim como quem diz “garota louca”, mas nem por um momento parou de andar, continuando a seguir-me em direcção ao carro.

Fi-lo conduzir cerca de uma hora e meia em estrada e mais um
pouco em terra, até chegarmos a um lago, era um sitio lindo com uma cachoeira de agua que caia por uma rocha e por baixo tinha uma pequena piscina natural. Saímos do carro e arrastei-o até ao topo da pedra de onde caia a água.

- Tira a roupa Matt. – Disse-lhe enquanto me descalçava.

- Porque? Vai-me violar? – Mostrei-lhe a língua, ele já estava descalçando os tennis.

- Isso queria você, ser violado por uma garota linda como eu. – Ri para lhe mostrar que estava brincando, e logo tirei minha camisola
ficando só de sutiã.

- Por acaso, não me importava. – ele falou enquanto tirava as calças, era difícil não olhar para o seu corpo perfeito, mas logo dei uma
pancada no braço dele e continuei tirando minha roupa.

- Vai Matt. Salta. – Ele olhou para mim com cara de perturbado.

- Tá louca? Não quero morrer.

- Não vai morrer. Salta. – Ele não se movia, então peguei na mão dele e saltamos os dois, mal caímos a agua debatemo-nos para vir a cima, e já á superfície senti as mãos dele a percorrerem as minhas costas despidas.

- Foi lindo. Que liberdade. Você é louca garota. — nadamos até costa e deitamo-nos na areia, eu estava cansada e ele também, mas pouco
depois ele inclinou-se em cima de mim, tirou os cabelos molhados que ainda estavam na minha cara e depois uniu os nossos lábios em movimentos lentos e apaixonados, eu estava adorando o beijo dele e o corpo dele mas aquilo não podia continuar e o empurrei para longe de mim.

- Tá louco Matt? Você é casado. eu não sou dessas mulheres.
E sou irmã do seu melhor amigo. Vamos embora não quero estar nem mais um minuto aqui com você. – Aquelas palavras tinham doido.

- Desculpa Liz, eu li mal os sinais, eu sei que você não é esse tipo de mulher, mas o dia de hoje foi … tão… envolvente. Há muito tempo
que não sentia ter alguém do meu lado como senti hoje e … eu li mal os sinais, desculpe.

- Vamos embora, vamos fingir que isto nunca aconteceu. – Fomos buscar as nossas roupas e ele foi-me levar a casa, aquela viagem tinha
sido a mais longa da minha vida, tinha sido tão silenciosa. As únicas palavras que trocamos naquelas horas de viagem foi “liga o aquecimento” e “troca o cd”.
Eu esperava que ninguém fizesse perguntar quando chegasse a casa, eu morria se tivesse de inventar uma desculpa, mas isso não aconteceu ,pois fui a correr para o quarto afirmando estar cansada.

Notas finais
Mereço reviews??