Começando Uma Família
15 Capítulo 15 - As Diferenças que nos Unem
Notas iniciais
P. O. V. Nessie
Cheguei em casa, coloquei os dois na minha cama, retirei o bilhete da mesinha da sala. E voltei, deitei, liguei a TV. Escrevi uma mensagem.
“Já chegamos em casa. Por favor, não demore, estamos com saudades. Te amo, amo e amo.
Nessie”
Apertei o botão enviar e em seguida o telefone vibrou.
“Amor, assim que der eu volto. O avô de Quill teve um enfarte. Não saia de casa, é provável que sua mãe vá aí. Te amo.
“Jacob.”
Olhei para a mensagem e dei um longo suspiro. Me deitei entre Dan e Anne e aninhei os dois em meus braços, deixei que a inconsciência me levasse a algum lugar.
P. O. V. Jacob
Eu precisava voltar. Nessie está me esperando com as crianças. Mas a correria de todos para ajudar Quill era muita.
- Sam, eu preciso voltar para ver como estão as coisas em casa. Prometo que volto logo. – falei
- Vá Jacob. Qualquer nós coisa avisamos!- ele disse
Peguei o carro e dirigi o mais rápido possível para casa. Cheguei e estava tudo quieto só havia barulho da TV no quarto.
- Nessie?! – falei subindo as escadas. Ela não respondeu.
Entrei no quarto e ela dormia com Dan e Anne aninhados em seus braços. Anne estava acordada, bem quietinha vendo TV.
- Princesa. – sussurrei.
- Paizinho! – ela disse baixinho.
- Venha cá. – falei, pegando ela no colo, ela me abraçou e dei um beijo em sua testa.
- Fui ao cinema. – ela disse.
- Foi legal? – ela disse.
- Mais ou menos. – ela disse.
- Por quê?
- Você estava lá. Dan brigou com o Senhor Batata. – ela disse.
Coloquei ela de volta na cama e peguei Dan no colo, ele fingia estar dormindo.
- Te peguei! Rá! – falei.
- Não vale. – ele protestou.
- Você cuidou da mamãe e da maninha? – perguntei.
- Sim. O Senhor Batata fez Anne chorar, eu ia bater nele, mas mamãe não deixou. – ele disse com raiva. Devia ser os genes de lobos.
- Mamãe fez certo. Não ameace e nem bata em nada ou ninguém. É errado. – falei.
- Desculpe. Pai eu fui ao cinema, mas só que você fez falta. – ele disse.
- Papai estava trabalhando.
- Mamãe chorou dormindo e chamou você. Bem baixinho. – ele disse olhando para Nessie.
Tudo o que precisávamos era a volta dos sonhos dela...
- Cheguei! – Seth gritou.
- Anjos, vão lá ficar com tio Seth e tia Lyss. – pedi. Os dois desceram as escadas correndo;
Deitei-me ao lado de Nessie e lhe dei um beijo.
- Jacob! – ela disse virando para me abraçar e me dando vários beijos.
- Oi amor. – falei.
- Senti sua falta. Onde eles estão? – ela disse.
- Lá em baixo, com Lyss e Seth. Desculpe o avô de Quill enfartou. Não pude sair. – falei rapidamente.
- Psiu! Celular existe pra quê? Deixa pra lá. Vai ficar aqui? – ela disse suplicante
- Não. — falei, ela fez uma cara emburrada, se levantou da cama, sentou na cadeira de braços cruzados e encostou a cabeça na mesa.
— Eu devia ter imaginado. Porque não ficou por lá? É esse o nosso problema! O que nos impede de vivermos felizes, de sermos uma família! Sempre tem alguém para atrapalhar. – ela disse batendo a mão na mesa.
- Me deixe explicar! – falei mais alto do que o desejado. Ela parou e me olhou chorando. “Ah droga! Jacob olhe o que você fez!” – pensei.
Deitei na cama e coloquei o no meu rosto um travesseiro.
- Quill havia brigado com o avô dele. O avô dele passou mal e ele achou que era fiasco, então ele deixou o avô dele passando mal. Quem socorreu foi o pai. Depois que Quill descobriu o que houve ficou com tanta raiva que se metamorfoseou involuntariamente e agora estão tentando fazê-lo voltar à forma humana. – desabafei.
- Não me importa! Você tem mais coisas para fazer! Não é mais eu e você, agora somos uma família com filhos! Prioridade conhece? Se não conhece, eu te apresento. Jacob, prioridade. Prioridade, Jacob. – ela disse com raiva, porém baixo para Dan e Anne não ouvirem. Ela chorava muito.
Em certa parte ela estava certa. Eu devia ter deixado um bilhete, ligado ou acordado ela.
- Não sei o que dizer. Só posso pedir desculpas. Não obrigo você aceitar. Apenas pare de chorar. – falei controlando os tremores que seguiam pelo meu corpo. Meu sangue fervia, mas eu não deixaria essa porcaria de lobo me dominar.
- Terminou? Por que se já... A porta está aberta e a janela também se preferir. – ela disse apontando para a janela.
- Renesmee. Antes que você dê outro ataque. Deixe eu te lembrar duma coisa. Você não é a única que te família e problemas com ela. As mesmas OBRIGAÇÕES que tenho aqui eu tenho lá. Desculpe-me não avisar. Não era minha intenção passar o resto do dia lá. Acha que não senti sua falta e a falta de Dan e Anne? – falei me levantando e caminhei até o closet.
- Não. Eu não acho. Já estou quase tendo certeza. Talvez seja melhor que você volte para a sua maldita família. E só para te lembrar, não é só a minha família que atrapalha. Nosso casamento, a briga com Paul. Se talvez eu tivesse morrido, deixado Charlie Everson me matar, seria mais fácil para você. – ela disse.
Nessie deitou, pegou o travesseiro e pressionou contra o rosto. Puxei o travesseiro e o atirei no chão. Deitei junto com ela.
- Você decide se quer brigar por um erro. Ou quer me botar para fora de casa e perder o marido, por mais doloroso que seja para mim, vai ser melhor do que brigarmos. Ou se aceita que eu errei e que me arrependo disso. – falei.
- Opção três. – ela sussurrou.
- Me desculpe? – pedi.
- Não.
- Me entendeu?
- Sim. Não te desculpo pelo fato de que faltou uma coisa. – ela disse.
- O que?
- Você me desculpar, às vezes eu perco a cabeça. – ela disse sorrindo.
- Desculpo sim. Você me perdoa? – pedi novamente.
- Sim. – ela disse.
Minha mão segurou a dela e ela parou de respirar por um momento. Nossos olhares se encontraram...
P. O. V. Nessie
Quando me dei conta da besteira que falei. Quis me matar.
Meu olhar se encontrou com o dele. Era difícil controlar o impulso de beija-lo. Nossos rostos foram se aproximando involuntariamente, como imãs. Meus lábios procuravam os dele, enquanto eu sentia seu halito quente.
Beijei-o com certa vontade. Meus dedos se entrelaçaram em seu pescoço e ele me puxou para seu colo. Puxei sua camiseta e puxou minha blusa. Quando o empurrei para a cama, ele me afastou com certo esforço.
- Temos visitas. – ele sussurrou.
- E você tem que ajudar Quill. Leve Claire até ele e diga para ela pedir para ele voltar que eles precisam fazer alguma coisa que ele tenha prometido e ainda não cumpriu. Peça para ela chorar. – sugeri.
- Isso é golpe baixo. – ele disse sorrindo.
- Você deitar bem perto de mim, me olhar nos olhos e permitir que eu me agarre em você é golpe baixo. – falei.
- Você deixar seus lábios encontrarem os meus já, é o suficiente para que eu perca o controle. – ele disse me beijando.
Nós descemos para falar com Seth e Lyss. Dan e Anne assistiam a algum desenho.
- mamãe porque chorou? – Anne me perguntou.
- Mamãe foi brincar na porta e machucou o dedo. – falei.
- Estão melhores? – Seth disse.
- Sim. – respondi.
- Pai olha o que eu aprendi. – Dan disse. Ele pegou um daqueles bonecos infláveis que bate e ele volta. Deu um soco e um golpe de Karatê. – Viu que legal?!
- Dan bater não é legal. – Anne protestou.
- Quem deu isso para você meu filho? – perguntei.
- Tio Emmett.
- Dan vem cá. – Jake o chamou sentando no sofá.
- Não tem nada de errado em saber lutar. Mas bater nas coisas ou nas pessoas é errado. O papai e a mamãe ficariam muito felizes se você não demonstrasse esse comportamento agressivo. Você em uma maninha e deve dar exemplo a ela. – Jacob disse.
Ele levantou me deu um beijo, se despediu das crianças e saiu.
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