Come Home
3 Dança
Notas iniciais
gostei desse capítulo.
Boa leitura.
Desiré Marie M. Collins POV – tarde de 28 de maio de 2012.
Amanhã seria o aniversário da Melane. Preciso falar que ela ta mais animada que um bêbado quando ganha cachaça de graça? Não, eu acho.
- Desiré, você vai ter que cumprimentá-los, por favor, arruma a postura! – minha mãe disse.
- Marie, mãe! – disse indignada.
- O que eles vão pensar se você os cumprimentar assim?!
- Quem se importa com o que eles vão pensar? Eu não. – falei e soltei um risinho.
- Senhorita Marie, seus amigos estão aí. – a empregada, Lucy, disse. Sorri assentindo e indo em direção a porta, abraçando Laís, Bruna, Bruno e Charlotte.
Eu havia os conhecido quando fugi de casa pela primeira vez. A Laís meio que me ajudou. E então eu conheci Bruno, que, segundo Bruna, era apaixonado por mim, e ainda é. Mas não acho que seja.
- Bitch, please, minha melhor amiga é uma princesa! – Laís disse e jogou o cabelo, rimos e eu abracei os quatro.
- Achei que fossem me abandonar. – falei fazendo cara de bebe pra eles. – não vieram ontem, nem anteontem... Que isso...
- A gente veio, mas sua mãe tava aqui fora, então a gente achou bem melhor não te chamar.
- É, foi melhor mesmo.
- A gente vai poder vir mesmo pro aniversario da Mel? – Bruna perguntou com receio.
- É lógico! Ela também adora vocês. – respondi sorrindo.
- Ai meu Deus! Eu não to acreditando que eu vou conhecer One Direction!! – Laís disse dando mini pulinhos.
- E a Mel te ama, Laís! – falei revirando os olhos.
- Eu não sei como elas conseguem gostar tanto assim deles!! – Bruno disse indignado.
- Nem vem, Bruno! Ontem você tava cantando Up All Night com a Laís no meio da rua! – Charlotte disse dando um leve soco no ombro de Bruno, que deu de ombros.
Ficamos um tempão conversando sobre tudo que aconteceu nesses dois dias sem nos ver. Bom, eles falavam, eu mais ouvia, já que meus dias todo mundo já sabe de cor e salteado. Tédio, fome, preguiça, fome, sono, fome! Ah, e aulas chatas pra burro.
- Senhorita Marie? – Lucy apareceu no jardim. – A sua mãe está te chamando para a última prova do vestido de amanhã.
- Diga que eu já estou indo, Lucy. Obrigada. – sorri, ela sorriu de volta e saiu.
- Mas o quê? Você faz provas de vestido? – Bruna disse.
- Todos os dias, quando tem alguma festa. É a pior coisa do mundo! Eu odeio ter que ficar põe vestido, tira vestido, arruma ali, pões vestido de novo. – bufei deitando na grama. – Desculpe.
- Pelo quê? – Bruno perguntou confuso.
- Eu bufei, desculpa. – falei me sentando de novo.
- Você não ta lá dentro, Marie. Se solta! – Charlotte disse fazendo uma dança estranha.
- Vocês sofrem! – falei rindo. – Bom, eu vou entrar, antes que a minha mãe apareça.
Me despedi deles e entrei na minha “casa”. Subi até meu quarto e a dona Elena me mandou tomar banho antes de provar.
Foi o que fiz. Demorei um pouco, não estava nem um pouco a fim de colocar aquele vestido. Coloquei o vestido e a costureira deu os reparos finais, na verdade ela nem fez nada, só viu se tava tudo certo. Que tédio.
- Deixa eu ver como está minha princesa! – meu disse entrando no meu quarto. Ele é mais liberal do que minha mãe. E na verdade o reino é dele, mas de tão solto que ele é, parece que é minha mãe.
- Pai... Isso não funciona. Eu já sou uma princesa. – disse desmanchando minha postura, logo corrigida pela minha mãe.
- Ah, é mesmo... A princesa mais linda da Inglaterra, depois da sua mãe! – ele disse a abraçando de lado.
Embora os dois discutam às vezes por causa da liberação dele pra tudo, eles se amam muito, e eu gosto disso nos dois. Amor verdadeiro existe.
- Já pode se trocar Marie. – meu pai disse e minha mãe o repreendeu.
- Ai, muito obrigada, já tava ficando sufocada! – falei indo pro banheiro e colocando outro vestido mais confortável, largo e solto.
- Vou te levar a um lugar.
- Como assim, Robert? – minha mãe o olhou incrédula.
- Como assim o que, Elena? Eu vou levar a minha filha pra uma aula de dança de verdade. Onde tem várias alunas e não só ela a Melane. – ele disse no tom mais calmo possível.
Sorri boba. Meu pai sabia como me deixar feliz.
Coloquei um sapato qualquer e nós saímos do castelo. Passamos pelo centro da cidade de East Sussex até chegarmos em uma academia de dança nomeada East Sussex Dance.
- Olá, senhor Collins. – Uma moça com aparência de uns trinta e poucos anos se dirigiu ao meu pai. – Em que posso ajudá-lo?
- Essa é minha filha, Marie. Marie, essa é a Diana, professora aqui da East Sussex Dance.
- Então você é a famosa Marie. Ou nem tanto. – ela disse simpática. Eu não era muito conhecida aqui em East, por minha opção. Não gosto de estar em capas de revistas, televisão, coisas desse tipo...
Cumprimentei Diana e ela nos levou até uma sala com dançarinas e dançarinos.
- Como a conheceu? – perguntei ao meu pai sussurrando vendo todos na sala dançarem de acordo com a música.
- Ela é namorada do cunhado da sua mãe. – ele respondeu no mesmo tom. Eu, super lerda, não entendi direito. Levei um tempo até falar um “ah!” e meu pai riu da minha “falta de inteligência”.
- Hoje nós temos duas pessoas muito especiais presentes aqui conosco. – Diana disse parando a aula. Todos a olharam curiosos. – Esse é Robert Collins, ou, nosso rei. E a menina linda ao lado dele é sua filha, a princesa, Marie.
Sorri um pouco tímida e dei um breve aceno. Normalmente, princesas fariam uma reverencia, mas eu não sou desse tipo.
- Por que não mostre pra gente o que sabe Marie?
- Ah... Não acho uma boa idéia. – falei baixinho e tímida. Todos me olharam incompreensivos.
- Ora, Marie... Dançar pra você é sempre uma boa idéia. – meu disse entre sorrisos. Obrigada papai, pensei.
Respirei fundo. Diana colocou uma música calma. Bem do estilo que eu gosto. “My Heart Will Go On”, a música de Titanic.
Comecei meus passos lentos, sentindo a música, como se ela fizesse parte de mim. Eu amava aquela música. A velocidade foi aumentando, meus passos também, sincronizados na dança, como se a coreografia estivesse sido preparada há tempos. Mas a verdade é que meu dom é dançar. Eu não sei o que seria de mim sem a dança. Eu vivo a dança. Eu respiro a dança. Eu sou a dança.
Assim que a música terminou, e conseqüentemente minha dança também, ouvi aplausos tomarem conta no local. Olhei para meu pai, que sorria orgulhoso. Diana também me olhava perplexa, acho que não é todo dia que vem uma princesa dançar aqui nas aulas dela.
- Você estava linda! – meu pai disse quando me aproximei dele.
Continuamos assistindo as aulas, e percebi um olhar sobre mim, uma moça de cabelos longos, bem cacheados, morena, linda. Ela sorriu pra mim e eu sorri de volta.
(...)
Assim que chegamos em casa começou a falação da minha mãe, que eu estava atrasada pra minha aula de alemão. Bufei, sem que minha mãe percebesse, indo em direção a sala de estudos, onde se encontrava meu professor. Ele não era chato, mas pegava bastante no meu pé, embora eu falasse muito bem alemão, obrigada.
Notas finais
Se eu conseguir posto mais um depois.
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