Come Dance
4 There are no coincidences
Notas iniciais
Novamente, obrigada pelos comentários fico muito feliz! *-*
Aproveitem ^^/
Uma vez me contaram que coincidências não existem. Eu não acreditava muito nisso naquela vez, mas agora...
- Puxa você por aqui? Anda me perseguindo, senhorita Heartfilia? – Natsu perguntou sorridente, arqueando as sobrancelhas.
- Eu que pergunto! O que faz aqui? – Perguntei.
- Isso é uma cafeteria, então...
- Ah claro, desculpe...
- O que você faz aqui? – ele rebateu a pergunta.
- Procurando um emprego. E, pelos deuses, consegui.
- Isso é bom. Parabéns.
- Obrigada. – Eu disse e ficamos apenas nos olhando, em silêncio. Estava ficando desconfortável, e quando eu fui falar ele foi mais rápido.
- Não quer me fazer companhia por aqui?
- Hum... – Não posso aceitar, Lucy recuse educadamente. – Tudo bem. – Droga coração! Eu queria ouvir o cérebro dessa vez!
- Ótimo! Vem! – Ele disse me puxando delicadamente para uma mesa, que se encontrava em uma janela. Logo uma garçonete veio nos atender.
- O que desejam?
- Eu gostaria de uma mocaccino, por favor. – Natsu disse.
- E eu um capuccino, por gentileza. – Eu disse e ela anotou os pedidos e saiu nos deixando a sós.
- Então, Lucy, é daqui? – Natsu perguntou, querendo iniciar uma conversa. O tom de voz dele era gentil e caloroso. Sentia-me bem com ele.
- Não, eu vim do Japão. E você?
- Eu sempre morei aqui, mas minha mãe é japonesa, por isso tenho esse nome.
- Eu gosto do seu nome. – Falei sem pensar. Cala a boca Lucy!
- Gosta?
- É-É. – Minhas bochechas deviam estar muito coradas.
- Você é estranha Lucy. – Ele disse e riu baixinho. – Mas Obrigado. Eu gosto do seu cheiro.
- M-M-Meu cheiro? – Perguntei. Como assim meu cheiro?
- É você tem cheiro de lavanda e baunilha. É muito bom. Isso me acalma.
- Jura? – Eu perguntei e nessa hora a garçonete voltou com nossos pedidos.
- Juro. – Ele falou e tomou um pouco do seu café. – Sabe, preciso te dizer. Eu... Gostei de dançar com você hoje. Muito. Estava pensando em falar com Laxus sobre... Você ser minha parceira nas aulas. Você aceitaria? – Ele olhou para mim com olhos esperançosos.
- Mas Lisanna não é sua parceira? – Falei pondo mais açúcar no meu capuccino.
- É, mas, eu não a vejo dançar com o mesmo sentimento que você dança. Ela nem queria fazer faculdade de dança. Alguma coisa a fez mudar de ideia. Mas então, aceita?
Pensei por um momento. Ao dançar com Natsu eu senti tudo e mais um pouco. Realmente ele é um dançarino nato. E também muito apaixonado pelo o que faz. Seria ótimo ser sua parceira.
- Claro, eu adoraria. – Respondi sorrindo e ele corou levemente. Estranho...
- Que bom, fico feliz. Por favor, não ache que estou sendo inconveniente, mas eu gostaria de saber mais sobre você.
- E eu sobre você. – Eu disse. Ah, eu posso jogar com a mesma moeda não posso?
- Tudo bem, mas comece falando sobre você.
- Está bem. Bom, meu nome você já sabe, eu tenho 17 anos. Faço 18 anos em Agosto. Terminei o ensino médio ano passado e meu sonho sempre foi o de entrar para a faculdade de dança Fairy Tail, e cá estou. Eu tenho um irmão chamado Gray e ele é casado. É um ótimo irmão, amo ele. Meus amigos todos ficaram no Japão, mas eu tenho o meu primo Loke aqui, então não é ruim. Eles são minha única família, já que minha mãe e meu pai faleceram em um acidente de carro quando eu tinha 10 e Gray tinha 16. Ele cuidou de mim, quando não tínhamos mais ninguém.
- Eu sinto muito, Lucy. – Natsu disse apertando minha mão gentilmente.
- Tudo bem... E, a partir daí, nossa vida tomou um novo rumo. Eu fiquei bem triste no começo, mas depois, as coisas começaram a se acalmar. Foi aí que eu comecei a me interessar por dança. Assisti a um recital de balé pela televisão, e eu me apaixonei. Comecei a conhecer diversos tipos de dança e não parei mais. Meu objetivo de vida é me tornar uma dançarina profissional.
- Se continuar do jeito que está, irá alcançar esse objetivo rapidinho. – Ele falou sorrindo e apertou minha mão mais ou pouco.
- Obrigada. – Falei e lhe dei um gentil sorriso.
- Como consegue? – Ele perguntou fechando os olhos, mas sem soltar a minha mão.
- Como consigo o que? – Perguntei confusa.
- Fazer meu coração acelerar apenas com um sorriso. – Ele respondeu e eu senti o meu rosto ficar extremamente quente. Ele deu um largo sorriso e soltou minha mão. Ele tem um lindo sorriso. Lindo mesmo. – Mas então. Quer saber sobre mim?
- É claro! – Falei ainda corada.
- Bem, meu nome completo é Natsu Dragneel, tenho 18 anos e faço 19 anos em Novembro. Também sempre quis para a Fairy Tail e, como viu, consegui. Moro sozinho, meus pais voltaram para o Japão. Assim é até melhor. Posso seguir minha vida sem problemas. Meu pai não gosta da ideia de eu querer ser dançarino, mas minha mãe me apóia então a situação ameniza um pouco. Acho que sempre gostei de dançar. Comecei dançando na rua com um pessoal do meu bairro e depois fui conhecer outros tipos de dança. Sinceramente, eu adoro dançar. É quando...
- É quando você mostra tudo o que sente não? Eu sei como é.
- Exatamente. Você tem cara de quem lê muito. Estou certo?
- Certíssimo. Eu amo ler. Acho que da mesma forma que eu amo dançar.
- Eu trabalho em uma livraria. O nome da livraria é Dream of Books. Livros novos chegam todo dia. Se quiser passar lá, eu te dou o endereço.
- Ah, eu iria adorar! – Bem nessa hora, meu celular começou a tocar. Olhei no identificador de chamadas e vi o nome de Loke. – Desculpe, vou atender. Alô?
- Lucy?! Onde você está?
- Ahn... No Penny Lane Coffee, por quê? Eu deixei um bilhete!
- Sim, Lucy, às três da tarde, ou seja, há cinco horas! Estou arrancando os cabelos de preocupação aqui e Áries também! Vem para casa, por favor!
- Tudo bem, tudo bem, estou a caminho, se acalme. Tchau, até logo. – Falei e desliguei o celular rápido. Loke preocupado consegue, não sei como, ser pior que Gray.
- Precisa ir? – Natsu perguntou.
- Preciso se não, perco o meu couro e eu gosto de ter ele preso ao meu corpo. – Falei levantando da mesa e pondo o dinheiro sobre a mesa.
Natsu riu e depois pegou o dinheiro da mesa e me devolveu.
- Pode deixar eu pago. – Ele falou.
- Mas... – Tentei retrucar, mas ele não deixou.
- Não, não, eu insisto. Uma gentileza por outra.
- Mas que gentileza eu lhe fiz?
- Graças a sua companhia, minha tarde valeu à pena. Até amanhã, Lucy. – Natsu disse e me abraçou amigavelmente.
No começo fiquei estática e muito corada. O abraço dele era tão quente, que não pude deixar de retribuir. Ficamos uns minutos assim e depois nos soltamos.
- Até amanhã, Natsu. – Falei e sai caminhando com um sorriso bobo no rosto. Não vou pensar nas consequencias agora. Não quando eu finalmente... Estou voltando a sorrir como antes.
Fale com o autor