Come Dance

9 An afternoon with the pink


Notas iniciais
Oi pessoal!! Saudades? Por que eu senti saudades de vocês u.u hehe
Esse capítulo tem bastante NaLu, eu espero que gostem ^^
Ah! Muito obrigada pelos comentários, vocês não tem noção de como isso me deixa feliz e estimulada! Muito obrigada!
Aproveitem ^^/

– Eu avisei você não me ouviu! – Natsu resmungava. Dei mais um espirro e ele suspirou irritado. – Olha aí viu? Não era para nós termos pego chuva!

– Você também tem culpa no cartório, ok? – Retruquei limpando o nariz com um lenço.

– Não, não, eu disse para esperarmos a chuva diminuir!

– Mas a loja de doces fica do outro da Fairy Tail!

– Mesmo assim! Ah, minha casa é mais perto, vou te levar até lá.

– Mas por quê? – Perguntei corada.

– Por que eu não quero que fique mais resfriada do que já está! Vai tomar um banho quente e colocar roupas secas.

– Eu não tenho roupas secas. – Falei ainda mais corada.

– Nós damos um jeito. Anda, vem. – Natsu disse e começou a me puxar para atravessarmos a rua.

Depois de vermos o que aconteceu com a faculdade, Natsu e eu resolvemos por mais açúcar no organismo, comendo algodão doce. Há uma loja especializada em doces no lado oposto ao da Fairy Tail, mas ainda chovia muito. Porém, eu queria muito colocar algo doce na boca e disse para Natsu que se nós corrêssemos não iríamos pegar tanta chuva. Ah meus deuses. Por que Lucy precisa ser assim né? O resultado foi: Nós dois encharcados, sujos de meleca rosa e verde, e eu, resfriada. Natsu não ficou do jeito que estou aquele sortudo.

Caminhamos mais um pouco (não estava mais chovendo), até pararmos em frente a um pequeno prédio de três andares. Sua fachada era simples, mas bem sofisticada. Natsu abriu a porta do hall e depois começou a subir as escadas até o terceiro andar. Parou em frente a uma porta com o número 301, abriu-a e nós entramos.

O apartamento era bem limpo até, considerando que o dono é um garoto solteiro. A cozinha e a sala eram embutidas e pouco mais a frente, havia um corredor com duas portas que eu julgo ser o banheiro e o quarto.

– Seu apartamento é bonito. – Falei enquanto tirava o casaco que Natsu havia me emprestado.

– Obrigado, mas... Ahn... A-Acho melhor continuar com o casaco até conseguirmos roupas secas para você usar. – Natsu disse corado e desviando seu olhar do meu.

– Ué, porque Natsu? – Perguntei confusa e ele, sem me olhar, apontou nervoso para eu mesma. Olhei para baixo e entendi. Eu usava uma blusa branca e agora ela estava encharcada, transparente, e grudada no meu corpo. Rapidamente recoloquei o casaco e desviei o olhar, envergonhada.

– D-Desculpe – Falei ainda sem olhar para Natsu.

– T-Tudo bem. O banheiro é a primeira porta do corredor. Têm toalhas no armário embaixo da pia. Vou procurar algo para você vestir. – Natsu disse nervoso. Eu assenti e me fui em direção ao banheiro. Fechei a porta e suspirei cansada. Despi-me, peguei uma toalha e entrei no box, ligando o chuveiro. A água quente escorria pelo meu corpo, dando-me uma sensação de paz e satisfação. Pode até ser verão, mas essa chuva deu uma esfriada no clima. Quando estava para acabar Natsu bateu na porta.

– Entre! – Gritei e ouvi o barulho de porta abrindo.

– As roupas estão penduradas atrás da porta, ok? São minhas então creio que ficarão grandes em você.

– Não tem problema, obrigada Natsu. – Falei e ele fechou a porta. Dois minutos depois, encerrei meu banho, enrolei-me na toalha e peguei a roupa que estava pendurada. Uma camiseta do Iron Maiden e uma calça de moletom cinza. Vesti a roupa e realmente ficou enorme. Sai do banheiro e senti um cheiro de pipoca amanteigada. Natsu estava na cozinha segurando um pote gigante de pipoca. Ele virou-se na minha direção, e sorriu.

– Até que não ficou ruim. Confortável?

– Sim, muito. Você está limpo, como…

– Há um banheiro no meu quarto.

– Ah bom. – Falei respirei o cheiro da pipoca. – Estou com fome.

– Não sei bem o porquê, mas sabia que diria isso. – Natsu disse e riu. – Estava te esperando para escolhermos um filme, quer ver?

– Claro! – Falei empolgada. Eu adoro olhar filmes, principalmente comédia romântica, desenho e ação.

– Ótimo, vamos lá! – Ele disse me puxando para o sofá. Escolhemos ver A Lenda dos Guardiões. O filme é tão bonitinho, eu adorei.

Depois que o filme terminou me espreguicei e bocejei. Olhei para a janela e notei que já era noite.

– Meus deuses, Loke deve estar querendo me matar!! – Falei desesperada e Natsu riu. – Está rindo da minha desgraça?! – Perguntei irritada.

– Na verdade estou rindo da sua cara, você fica muito engraçada quando está desesperada! – Ele disse e gargalhou. Peguei uma almofada do sofá e joguei na cara dele.

– Preciso ligar para o Loke. – Eu disse e levantei do sofá, indo para a cozinha. Peguei minha bolsa, tirei o celular. Na tela estava escrito: 25 chamadas não atendidas. Cliquei para ver de quem eram mesmo já sabendo. Loke. Ah, ele vai me matar. Disquei o número de Loke. Ele atendeu no primeiro toque.

– É bom ter uma ÓTIMA desculpa, Lucy Heartfilia Fullbuster, porque se não, você está morta! – Loke disse exaltado e eu pude ouvir a voz de Áries no fundo pedindo para Loke se acalmar. Meus deuses salvem sua filha agora, por favor… Ok, hora do teatro.

– BUÁÁÁÁ, NÃO ME MATA LOKE POR FAVOR, ME DESCULPA!! EU NÃO QUERIA TE PREOCUPAR!! – Falei alto e fingindo choro. Há quero ver agora, Loke, Gray sempre cai nessa.

– Não adianta espertinha, Gray me avisou sobre isso. – Loke disse e deu uma risada vitoriosa. Droga!

– Ah, está bem! Mas me desculpa, esqueci de te avisar que iria passar à tarde na casa do Natsu.

– Certo… Vou pensar se desculpo. Já é tarde Lucy, e se não percebeu, a chuva voltou com tudo. Pretende fazer o que?

– Que tal passar a noite aqui? – Natsu sussurrou no meu ouvido de repente.

– AAAAAAAAAAAH – Gritei assustada. – Natsu seu idiota, quer me matar do coração?! – Falei exaltada.

– Ah, fiquei surdo agora. E a culpa não é minha!

– Nunca é sua culpa não é?!

– COMO ASSIM PASSAR A NOITE AÍ?! – Loke gritou no telefone.

– Já está tarde, e eu não quero que fique doente por causa dessa chuva Lucy. Não tem problema nenhum você dormir aqui. Você fica no meu quarto e eu no sofá. – Natsu falou calmo.

– Pensando bem eu também não quero que você fique doente, Lucy acho melhor dormir aí. MAS SÓ HOJE! – Loke disse e olhei para Natsu pensando no assunto. Sei que Natsu não fará nada, e eu não quero sair nessa chuva.

– Tudo bem então, vou dormir aqui. Tudo bem mesmo Loke? – Perguntei.

– Tudo bem, tudo BEM, não, mas é o que tem para hoje, não? – Loke disse suspirando frustrado.

– Ok, obrigada Loke! Boa noite! – Eu disse, desliguei o telefone e olhei para Natsu. – Obrigada por me deixar dormir aqui, é muita gentileza sua.

– Sempre que precisar. – Natsu falou sorrindo e eu retribui.

– Natsu…

– Sim? – Ele disse se aproximando.

– Eu ainda estou com fome. – Falei rindo e ele quase caiu para trás.

– Mas será possível que você só pensa em comida?!

– Fazer o que estou com fome mesmo. – Falei inocente.

– Está bem… Pode ser pizza?

– MAS CLARO!!! –Falei empolgada.

–-------♥--------

Onde estou? Deitada na confortável e cheirosa cama de Natsu. Onde ele está? No sofá da sala. Eu estou conseguindo dormir? Não. Por quê? Porque está chovendo pra caramba, com direito a raios e trovões. Eu morro de medo de trovões.

De repente, um forte estrondo ecoa no ambiente, e eu gritei assustada. Nessa hora, a luz do abajur se apagou. Ótimo era só o que faltava! Outro estrondo e gritei novamente.

– Luce! – Ouvi a voz de Natsu vinda da porta. E lá estava ele, com uma expressão preocupada.

– Natsu... – Sussurrei com a voz embargada. Ele andou na minha direção, sentou na cama e me abraçou.

– Calma Luce, calma, estou aqui, não se preocupe. – Natsu sussurrou palavras confortadoras. Outro estrondo e eu o abracei mais forte, sendo correspondida.

Ficamos um bom tempo assim até que eu senti minhas pálpebras pesarem e pude ouvir Natsu bocejar. Mas ainda chovia, e eu não queria que ele saísse do meu lado.

– N-N-Natsu... – O chamei já ficando vermelha.

– Oi?

– V-V-V-ocê p-pode dormir a-aqui… C-Comigo? E-Eu me sinto mais segura.

– Claro Luce, sem problema nenhum. – Natsu disse e me soltou. Fez a volta na cama e deitou-se devagar do meu lado. – Não se preocupe, estou aqui agora, pode dormir tranquila.

Assenti com a cabeça e me deitei também, e, sem perceber, aninhei-me perto do seu peito.

– Obrigada Natsu. Oyasumi.

– Oya o que? – Ele perguntou confuso.

– Oyasumi. – Falei mais claramente. – Quer dizer boa noite em japonês.

– Ah bom, então Oyasumi Luce. – Natsu disse e depois adormeci.

Notas finais
A partir do próximo, as coisas começam a esquentar!
Espero que tenham gostado! Aguardo seus comentários!
Até o próximo ^^/