Come Back To Bed

1 Come Back to Bed


Notas iniciais
Quem narra é ele. Shortfic. Os principais são Kate e Tom

Ela não está aqui! Penso ao passar a mão ao meu lado no colchão. Ao abrir os olhos, vejo que estou sozinho na cama, outra vez. Sempre é assim, á noite eu sempre falo alguma besteira e nós dois vamos dormir brigados, e sempre no dia seguinte, eu acordo sozinho aqui. E as coisas ficam ainda piores quando estamos no inverno. E esse está sendo o pior da minha vida. Eu sinto que as coisas entre nós dois estão quase indo por água a baixo. Levantei-me e fui direto até o banheiro, a porta está aberta e ela não está lá. Escovei os dentes e tomei um banho rápido. Depois de vestir minha roupa, desço as escadas indo para a cozinha. Ela também não está lá. O Café está pronto, ao me sentar para comer, vejo um bilhete ao lado das minhas panquecas. Dizia que ela tinha ido até a casa de sua amiga e mais tarde voltava. Provavelmente deve estar na casa de Kallana, as duas não se desgrudam mais. E mais uma vez tenho que tomar café sozinho.

Kate e eu estamos casados á três anos e nunca estivemos tão perto do fim, isso pelo menos é o que ela diz quando nós brigamos, mas nenhum dos dois tem coragem de dar um basta nisso. Não que eu quero que acabe, eu amo essa mulher, ela é tudo na minha vida. Eu só não sei mais o que fazer pra que tudo volte a ser como era antes. Depois que uma ex-namorada minha veio me visitar dizendo que estava com “saudades” de mim, Kate ficou estranha. Não, eu não tive um caso com aquela garota e nem traí a minha menina, mas não sei, desde aquele dia ela mudou e eu sou forçado á acordar todos os dias sozinhos pois ela nunca me espera acordar.

A única coisa que me resta agora é fazer alguma coisa enquanto Kate não volta. Hoje é sábado, ou seja, eu não tenho que ir para aquela porcaria de empresa onde eu trabalho. A única coisa que ainda não me fez sair de lá é Kate, pois ela ficou muito feliz quando eu finalmente larguei de ser vagabundo. Peguei as louças que eu sujei e levei até a pia começando a lavar. Às vezes eu fico irritado com ela. Eu sou um bom marido, o que eu sujo, eu lavo. Nunca deixo a tampa da privada levantada e sempre coloco a toalha molhada no lugar dela. Não entendo porque ela diz que nosso casamento está desgastado.

Subi para o quarto e peguei o tênis que estava em baixo da cama para calçá-lo e fazer uma caminhada pela neve. Consegui pegar um par, mas o outro tive que me abaixar para pega-lo. Ao fazer isso, vejo um caderno velho jogado lá em baixo, eu o reconheço. Era meu caderno de musica. Todas as minhas composições estão aqui. Antes de me casar, eu tinha uma banda, eu e mais quatro amigos. Fazíamos pequenos shows aqui na cidade e foi por isso que eu conheci minha pequena. Nós começamos a sair e depois que nos conhecemos melhor, eu sabia que era com ela com quem eu deveria ficar. Um tempo depois, nós poderíamos ter dado muito certo com a banda, mas eu e Danny, um dos meus amigos resolvemos sair da banda por causa das nossas namoradas, constatamos que elas eram mais importantes do que fama e glamour. Alguns anos depois que a banda acabou e que Kate e eu namorávamos, eu a pedi em casamento, foi exatamente no mesmo dia que Danny pediu Kallana, melhor amiga de Kate, em casamento. E aquilo foi um sonho maior que todos que eu já tive. Casar-me com ela. E não me arrependo de ter deixado a banda, até porque Kate queria que eu tivesse continuado nela, o que mostrava que ela se importava com o que eu queria. E tenho certeza que ainda se importa. Sento-me na cama com o caderno em meu colo e começo a folheá-lo. Encontro uma música que eu tinha composto á anos atrás enquanto Kate estava viajando para a casa dos pais em Birmigham. Nessa época nós já morávamos juntos. Uma musica que depois de eu passar os olhos por ela, percebo ter tudo a ver com essa situação de hoje. Tem tudo o que eu quero dizer para ela, para que entenda que eu odeio acordar sozinho sem sua presença. Ainda mais nesse frio. Não que eu queira dizer que ela serve como um cobertor, mas sim que eu só me sinto bem quando eu acordo ao lado dela, com ela abraçada á mim, mostrando que ela ainda é minha. Que ainda me ama como eu a amo.

Largo o caderno em cima da cama e corro até o closet. Ao abri-lo e entrar lá dentro, vejo meu violão encostado na parede. Eu nunca mais havia pegado naquele violão para nada. Kate ainda o guardava porque dizia gostar de se lembrar de quando eu ainda era da banda, dizia que eu ficava lindo com aquele violão nos braços.

Peguei-o e voltei até a cama me sentando lá em cima. Boto o violão apoiado em minhas pernas e começo a dedilhar apenas para ver o quanto estou enferrujado. Vejo que estou indo bem e começo a tentar tocar aquela musica do mesmo jeito que eu fazia antes de parar de tocar. Ok vai ser um longo dia.

- Tom? Ta aí? – Escuto sua voz no andar de baixo e logo depois a porta bateu. Abro meus olhos. Droga! Eu babei em cima do travesseiro. Devo ter dormido enquanto tentava tocar a musica. Vejo Kate entrar no quarto e parar de olhos arregalados, olhando para mim que estava esparramado pela cama. – Você está bem? – Ela pergunta tirando o cachecol e a toca.

- Sim, eu só estava tentando tocar um musica e acabei dormindo. – Falei e ela me encarou novamente. Caminhou até a cama e se sentou ao meu lado. Colocou a mão em minha testa.

- Tem certeza que você está bem? – Ela perguntou. Mando língua pra ela e a puxo para se deitar ao meu lado, subindo em cima dela. – Sai seu gordo.

- Não saio não. – Falei enfiando meu rosto na dobra de seu pescoço. Desde que começamos a brigar, é muito raro esses momentos. Eu simplesmente amava ficar abraçado com ela, era uma coisa tão boa e eu me sentia tão bem, tão feliz. – Quero tocar uma coisa pra você, posso? – Perguntei na mesma posição que estava.

- Claro que pode. – Falou ela. Levantei meu rosto e lhe dei um leve beijo nos lábios. Sentei-me e peguei o violão que estava no pé da cama. Ela se sentou também dobrando as pernas. Ok, lá vamos nós. Comecei a dedilhar, olhando as notas no caderno em minha frente. Logo depois veio a melodia mesmo. Até que não estou tão ruim assim.

Still is the life

Of your room

When you're not inside

And all of your things

Tell the sweetest story line

Your tears on these sheets

And your footsteps are down the hall

So tell me what I did

I can't find where the moment went wrong at all

Os olhos dela se arregalaram, mostrando que ela sabia do que eu estava falando, ou que provavelmente eu estava tocando e cantando tão ruim que a deixava assustada daquele jeito. Tudo bem, vamos pro refrão, quem sabe as coisas melhorem depois do refrão.

You can be mad in the morning

I'll take back what I said

Just don't leave me alone here

It's cold, baby

Come back to bed

Come back to bed

Come back to bed

Come back to bed

Come on back to bed

Ela agora já não tinha os olhos arregalados, mas sim marejados. Não! Eu não quero que chore querida, quero que me ame.

What will this fix?

You know you're not a quick forgive

And I won't sleep through this

I survive on the breath you are finished with

You can be mad in the morning

I'll take back what I said

Just don't leave me alone here

It's cold, baby

Come back to bed

Come back to bed

Come back to bed

Come back to bed

You can be mad in the morning

Or the afternoon instead

But don't leave me

98 and 6 degrees of separation from you, baby

Come back to bed

Come back to bed

Come back to bed

Why don't you come back to bed?

Don't hold your love over my head

Don't hold your love over my head

Don't hold your love over my head

Don't hold your love over my head

Don't hold your love over my head

Don't hold your love

Terminei em um sussurro e ao olhar para Kate, seus olhos já não estão mais marejados, pois ela estava chorando, seu rosto estava molhado e suas bochechas vermelhas. Coloquei o violão no chão, escorado na mesinha que tinha do lado da cama. Viro-me de novo para ela que agora encara os dedos. Segurei suas mãos e me aproximei dela, me sentando em sua frente. Segurei seu queixo, direcionando seu olhar ao meu.

- O que eu fiz de errado? – Perguntei e ela desabou a chorar, pulando em meu pescoço. Puxei-a para meu colo, abraçando-a e apertando-a contra mim, mostrando que eu estava ali. Estava ali por ela. Passei a mão em seus cabelos, tentando acalmá-la. Aquilo tudo só mostrava que tinha algo muito forte acontecendo com ela. – Está tudo bem, baby.

- Você não fez nada de errado! – Ela soluçou. Arqueei a sobrancelha.

- Então por que as coisas estão tão difíceis baby? Por que você diz que nosso casamento está perto do fim? O que está acontecendo com você? Não me ama mais? – Perguntei segurando seu rosto e ela balançou a cabeça freneticamente.

- Claro que amo, você ainda é tudo pra mim, mas... eu estou com medo Tom. – Falou ela.

- Medo do quê? – Pergunto confuso.

- Medo de que depois que você descobrir o que aconteceu, nada mais seja como era antes. – Ela sussurra e meu coração dispara. Do que ela está falando senhor?

- Descobrir o que? O que aconteceu? – Pergunto e ela abaixa a cabeça novamente, fungando. Segura minha mão e a aperta. Logo depois olha pra mim ainda com os olhos vermelhos e aquilo me matava, eu odiava vê-la chorar. Com uma das mãos ela levanta a blusa e com a outra, coloca minha mão em sua barriga. Epa! Ela não está querendo dizer que está... – Você está grávida? – Perguntei arregalando os olhos e ela, logo depois assentiu abaixando a cabeça. – Eu vou ser pai! – Não foi uma pergunta. Estou afirmando. Meu Deus. Ela está grávida! Eu vou ser pai. Ela afirma novamente. Sem conter a emoção, eu a puxo contra mim lhe dando um beijo. – Meu Deus Kate, eu vou ser pai! Por que não me contou isso antes? Temos muita coisa pra preparar! Precisamos comprar uma casa maior, comprar uma cadeirinha pro carro pra gente passear com o bebê, temos que fazer o quarto dele, comprar as roupinhas os brinquedos, temos que fazer o pré-natal... – Parei de falar ao escutar a gargalhada alta dela. – Do que está rindo?

- Pensei que você fosse brigar comigo, mas está mais empolgado que eu.

- Brigar com você? Eu vou ter um filho. E vai ser com a mulher mais linda do mundo e que eu mais amo. Eu nunca brigaria com você Kate, eu te amo. – Falei a deitando na cama e me deitando por cima, tomando cuidado com sua barriga. Beijei-a. E de novo, e de novo e de novo. Eu seria pai. Seria pai de um filho da Kate. Eu não tenho do que reclamar agora.

E no dia seguinte...

Tom acordou sentindo algo quente por cima dele. Não, não era o cobertor. Era Kate que dormia tranquilamente com a cabeça e o braço no peito do rapaz. Ao abrir os olhos e ver que ela estava ali, sorriu. Sua vida estava realmente completa. Abraçou a menina adormecida e fechou os olhos voltando a dormir.

The End

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!