Come As You Are!

4 Waiting for the night


Notas iniciais
Bem, sei que vocês devem estar mais que putos comigo, mas eu realmente estou fazendo o que posso para conseguir arranjar tempo para escrever e postar o mais rápido possível. E, além disso, não estou recebendo muitos reviews. Sério, estou me esforçando aqui e não recebo nada em troca, isso me deixa mal e desmotivada. Quero pelo menos 3 pessoas comentando esse capítulo, ou o próximo vai demorar o tempo que eu bem entender, afinal, vou achar que ninguém quer ler mesmo. Poxa galera, três é um numero ridiculo de tão pequeno, vou esperar, sério, não tenham medo ou vergonha, e eu juro por tudo que eu amo que vou responder seu review. Se não quiser falar sobre a história, pode só puxar papo comigo, ou mandar um 'oi...' qualquer coisa, gente :( Beijosss!

Antes de tudo, quero que leiam as notas finais, e, por favor, coloquem em prática o que estou pedindo lá, amo vocês todos :3

Após o incidente com as roupas de James que sumiram misteriosamente por algum milagre divino, resolveram suspender as aulas do restante do dia, com medo de que o 'maníaco tarado' atacasse outra vez. Fala sério, tem como ficar melhor?

E agora, tudo o que tenho para fazer pelo resto do dia é: porra nenhuma. Mas de modo algum pense que isso é ruim! Ficar de bobeira no quarto, tocar violão, assistir televisão, conversar com Lih e Jas, talvez aprontar mais alguma coisa... Enfim, o que eu quiser! E, completando o pacote, hoje é sexta. Ah, isso me lembra uma coisa que só serve para deixar tudo ainda mais foda: hoje é sexta, e sexta é dia de festa.

Como estamos em um internarto, somos privados de uma vida social, passamos a vida dentro da escola, então, pensando pelo menos um pouco no nosso bem estar como adolescentes, a escola nos deixa planejar uma festa toda sexta-feira. As líderes de torcida são as responsáveis pela organização da festa, e todos os outros, absolutamente todos, só tem que comparecer. Todo mundo sempre é convidado para a festa de sexta: nerds, excluídos, rockeiros, patricinhas, os 'normais', e, é claro, o time de futebol. Todo mundo, ninguém fica de fora dessa. É sempre a maior loucura, uma festa sempre supera a outra e sempre acontece algo inacreditável. E, obviamente, sempre termina com todos os adolescentes bebados e todos os dormitórios femininos vazios. Resumidamente: noite de alcool e sexo.

E não me julgue por dar um nome desses à festa, esse realmente é o nome das festas de sexta. Quando recebemos o convite que é deixado em frente à nossas portas toda quarta é exatamente isso que vem escrito!

'Coloque um sorriso na cara e a sua melhor roupa no corpo, a semana acabou e vamos comemorar outra vez! Alcool e sexo ;)
Tema dessa semana: -----------'

Ah, sim, temos um tema diferente toda semana! É incrível a capacidade que essas meninas tem de conseguir inventar uma coisa nova toda santa sexta-feira durante um ano inteiro, uma das poucas coisas que fazem uma líder de torcida usar o cérebro. Enfim, o convite dessa semana foi algo tão clichê que surpreendeu a todos:
'Coloque um sorriso na cara e a sua melhor roupa no corpo, a semana acabou e vamos comemorar outra vez! Alcool e sexo ;)
Tema dessa semana: Máscaras!'

Sim, máscaras. Porém, caso você esteja pensando em um baile de máscaras digno de 'Romeu e Julieta', por favor, tire isso da cabeça. As meninas jamais planejariam algo tão inocente, puro e antiquado assim. A única exigência dessa festa é o uso de máscaras, ou seja, a música não será lenta e romântica, as roupas não serão de gala e não iremos em pares. Cada um por si, roupa de escolha própria (logo, veremos muitas meninas usando 'semi-vestidos') e música própria para que a pegação corra solta. E, caso você ainda não tenha reparado em um outro motivo oculto para as máscaras: pegar pessoas que você simplesmente não sabe quem são. Já é dificil identificar estando sóbreo e sem nada na cara, bêbado e de máscara então, fudeu. E sim, todos ficam bebados pra caralho, incluindo nerds e excluidos sociais. Um problema para aqueles que namoram, uma dádiva divina para os solteiros.

Desviei-me de meus pensamentos quando ouvi, inicialmente, três batidas na porta, seguidas por cinco mil porradas na mesma. Lilith e Jason, deduzi rapidamente. Levantei da minha cama da velocidade da luz e corri até a porta, com medo de que Jason arrombasse a mesma. Ele é a pessoa mais impaciente que eu já conheci, e olha que eu já conheci gente pra caralho. Assim que abri a porta os dois seres que ouso chamar de melhores amigos voaram para dentro de meu quarto, me deixando a encarar o nada. Soltei um 'podem entrar' alto o suficiente para que eles ouvissem e arranquei risadinhas do casal, e logo em seguida fechei a porta e fui ao encontro dos mesmos, que já estavam bem acomodados em cima da minha cama, me fazendo ser obrigada a pular em cima dos dois e sair destribuindo socos para que abrissem um espacinho para mim. Cama de casal, três pessoas são facilmente acomodadas em uma dessas! E, além disso, a porra do quarto é meu! Se eu quiser deitar sozinha lá e deixar os dois no chão, eu posso! Mas eu sou gente boa, e aprendi a dividir na segunda série.
Jogavamos conversa fora e riamos como costumavamos fazer toda tarde depois da aula, sendo no meu quarto, no de Jason ou no de Lilith, até que ouvimos o sinal que nos chamava para o almoço. Descemos da cama e nos dirigimos até o local, que ainda estava meio vazio, e pegamos uma mesa um pouco mais a direita do centro do local. Almoçamos sem enrolar ou sequer conversar, estavamos loucos de fome. Assim que acabamos, voltamos ao meu quarto e continuamos a jogar conversa fora.

Já havia contado a ambos que havia sido eu a fazer aquilo com James e Lih gargalhou tanto que cheguei a pensar que estava passando mal, de tão avermelhada que sua pele ficou. Já Jason, disse que isso não é algo que se faça e blablabla, enfim, defendeu o melhor amigo, mas, em seguida, ao lembrar-se da cena hilária que foi ver James andando por aí peladão, não aguentou e soltou a gargalhada que estava tentando segurar. Depois de mais uma ou duas horas conversando, rindo e zoando percebemos que já se passava das cinco, então eu e Lilith tratamos de expulsar Jas do quarto para podermos começar a nos arrumar para a festa.

Logo que nos vimos livres de Jason, assisti Lilith correr até o outro lado do corredor, adentrando seu quarto, que ficava localizado exatamente em frente ao meu, e voltar com suas roupas em mãos. Tomariamos banhos e nos aprontariamos no meu quarto, como faziamos toda sexta-feira antes da festa, que começava as oito e não tinha hora para acabar.

Assim que Lilith passou voei como uma bala até a porta do banheiro, para que pudesse tomar banho antes da menina que mais demora no choveiro de todo esse universo. Sim, eu sei que parece estúpido, uma competição de criancinhas para ver quem consegue chegar primeiro. Mas, vamos lá, pelo menos ninguém disse 'quem chegar por último é a muher do padre'... Vocês tem que entender minha situação: o inferno congelaria em um tempo menor ao que Lilith demora pra tomar banho, o que resultaria em um atraso gigantesco, já que eu demoro para me arrumar, assumo. Então, isso deveria ser uma regra, eu tomo banho primeiro porque assim posso ter o tempo que precisar para me arrumar, e ela, já que se arruma rápido, porém demora no banho, deveria tomar banho depois. O foda é enfiar isso na cabeça dessa menina! Teimosa do caralho!

Dessa vez, graças ao bom Jesus, consegui chegar primeiro ao banheiro, fechando a porta com um baque violento na face de Lilith, que soltou gritinhos de frustação e me prometeu vingança. Tudo bem, não era a primeira nem última vez que ouviria minha mãe ser xingada por Lilith, então, sequer me importei ao ouvir a chuva de palavrões que vinha do outro lado da porta. Apenas dei risada e iniciei meu banho, que durou cerca de 10 minutos. Pode não ser dos mais rápidos, mas, levemos em consideração que são 30 minutos a menos que os banhos de Lih costumam durar. Deixei o banheiro enrolada em uma pequenina toalha, dando espaço para que uma Lih furiosa pudesse iniciar sua jornada de vida — vulgo, banho — e assim pudessemos chegar ao nosso tão aguardado destino: uma sexta a noite para beber, dar uns amassos e arranjar confusão.

Não me pergunte o motivo, mas algo me diz que essa sexta, acima de todas as outras, não vai prestar. Não que alguma preste, jamais, todas acabam em merda, todos ficam bebados e acabam a festa acompanhados, sempre, mas essa sexta... Ah, essa vai ser pra fuder com a gente pelo resto do fim de semana, aposto que, sábado, ninguém estará vivo antes de duas da tarde. Ou seja, não me acordem, não garanto estar de bom humor... Ou sozinha.

Calma, estou só brincando. Já falei que isso não é muito minha cara.