Come As You Are
6 The Judas Kiss
Notas iniciais
ANTES DE TUDOOOO... queremos agradeçer as lindas reviews que voces mandaram, elogiando, criticando, tudooo amamos! E bem vindas novas leitoras =D
Agora deixa eu explicar oq q rolou ..
PRIMEIRO- eu to em semana de prova, então to sem tempo.
SEGUNDO- quando eu tinha tempo o Nyah tava fora de área
TERCEIRO- quando eu tive um tempinho e o Nyah tinha voltado a ativa ... eins que deu um apagão aqui no bairro .. tudo tava conspirando contra essa fic hsauhsauhsuahs
Mas qualquer coisa, vcs podem mandar uma mensagem ou me chamar pelo twitter(@JordanaGD) pra pedir explicações ou qualquer coisa que eu respondo vcs com todo prazer ..
Vamos a fic né!
Como Jen consegue ser carinhosa mesmo falando essas palavras “lindas”? Peguei-me perguntando enquanto respondia a sua mensagem.
“Boa tarde vaca azul! Claro que to, vou só pegar o dinheiro e passo ai.”
Sabe aquela cena em que você pensa em algo engraçado e sem querer você começa a rir sozinha? Aí todos ficam te olhando como se você fosse uma retardada? Pois é, foi exatamente assim que aconteceu. Por um momento eu tinha me esquecido de onde eu estava e fiquei imaginando o meu plano. Eu olhando pro nada e rindo, qualquer um pensaria que eu era uma idiota.
– Err... – Gaguejei e dei uma risadinha quando percebi todos me olhando com uma cara de interrogação. – Gente desculpa, não vai da pra assistir o ensaio de vocês, tenho um compromisso.
– Eu não acredito que você vai trocar a gente! – Jimmy falou fazendo drama.
– Larga de viadagem menino... eu prometo que venho no próximo ensaio.
– Nããão, agora também não quero mais. – Jimmy me respondeu cruzando os braços e fazendo bico.
– Ta vendo? Depois o infantil aqui sou eu. – Advertiu Johnny.
– Pelo menos eu não sou um gnomo!
Depois de assistir a “briga” das duas crianças e o drama de Jimmy fui para casa pra trocar de roupa e pegar dinheiro.
Chegando em casa abri a porta da sala bem devagar, tomando o máximo de cuidado para que a minha tia não me visse – Já que eu saí de casa sem a permissão dela, provavelmente essa velha ia tentar me prender lá dentro, só pra me atrasar mais. –, ouvi o radio tocando e percebi que ela estava em casa, merda! Coloquei só a minha cabeça pra dentro e vi que ela estava sentada no sofá, de costas pra porta lendo um livro.
Entrei bem devagarinho e fechei a porta cuidadosamente. Quando dei o primeiro passo a tábua do chão rangeu fazendo um barulho muito alto, ótimo... a tábua berrava a cada passo que eu dava.
Parei e comecei a pensar; “como poderia chegar às escadas sem que a minha tia me visse e sem que essas tábuas gritassem?” E comecei a travar mentalmente uma batalha comigo mesma.
E se eu fosse me arrastando pelo chão? Tá idéia idiota. Ah, se é tão idiota então pense em algo melhor. To pensando porra, cala a boca. Ta ok Emily, você não tem outra escolha, você vai ter que se arrastar. Eu não acredito que eu vou ter que me arrastar. Para de frescura, o que tem de mais em se arrastar? Se você não percebeu, eu to vestindo uma blusa do Guns e não to afim de sujar ela. Se abaixa logo carai! Da pra esperar? Vai logo antes que a velha te veja! Calma, to indo. Então para de brigar com você mesma e começa a se arrastar!
Detalhe: Eu ainda estava parada que nem uma estátua atrás da minha tia.
Sim eu me arrastei, quase aos prantos, mas me arrastei, tomando cuidado triplicado para que a minha tia não me visse, que as tábuas não gritassem e que a minha blusa não estragasse.
Quando cheguei aos degraus da escada me levantei rapidamente me contorcendo toda na tentativa de enxergar se a minha blusa estava inteira – Ta eu sou chata mesmo com as minhas blusas de banda, elas custaram caro poxa e não é em qualquer lugar que você acha uma blusa descente. – e subi pro meu quarto, toquei de roupa – Agora uma que eu pudesse me arrastar no chão. –, peguei o dinheiro e desci. Me arrastei até a porta e sem que ela percebesse eu sai de casa.
Quando comecei a caminhar em direção a casa da Jen o meu celular começou a tocar e era a bendita no telefone.
– Que historia é essa de vaca azul? – Jen gritou antes mesmo que eu tivesse tempo de dizer alô.
– Um apelido novo pra você! – Respondi rindo.
– Mas enfim, meu irmão vai sair de casa às cinco horas e disse que da uma carona pra nos duas até o shopping, então se apressa ai.
– Que horas são agora?
– Quatro e quarenta e oito. É melhor você chegar rápido, não to a fim de ir a pé.
– Ok, to chegando. – Mentira.
Desliguei o telefone e comecei a correr que nem uma louca pela rua – A casa da Jen ficava uns vinte minutos da minha, ou seja, corre. –, esbarrando em todos que atravessavam o meu caminho, tropeçando em todos os lugares possíveis e torcendo pra não cair. Batendo o meu tempo record, em dez minutos eu consegui chegar lá.
Juntando o pouco de força que ainda me restava, bati na porta.
– Demorou viu, veio se arrastando? – Jen disse abrindo a porta e me dando passagem pra entrar. E eu pensando que tinha chegado rápido.
– Vai pro inferno! Corri como nunca e você ainda ta reclamando?
– Bom que você fez alguma atividade física. – Falou rindo da minha cara vermelha de tanto ter corrido.
– Morre! – Foi a única coisa que consegui responder já que eu resolvi ter uma crise de falta de ar.
Depois de ter que agüentar a infeliz da Jen me zuando de sedentária e ficar rindo da minha cara, ela resolveu me levar pra conhecer o quarto dela. O quarto dela era do caralho dava de dez a zero no meu. – Começando pela cor das paredes. – O quarto era enorme, com os moveis todos pretos, com um sofá quase tão grande quanto a sua cama. Nas paredes vários pôsteres de bandas e fotos suas com os seus amigos. Sua casa também era linda.
– Vamos meninas? – Um garoto enorme de cabelos loiros e olhos castanhos apareceu na porta do quarto de Jen.
– Steven essa é Emy, a minha amiga que eu te falei.
– A revoltada? – Brincou me cumprimentando com um abraço. Ele tinha um humor bem parecido com o de Jen, o que explicava aquele jeito todo animado dela.
Quando chegamos no shopping Jen agarrou o meu braço e começou a correr para olhar as vitrines das lojas me arrastando pra todo lado. Ficamos mais ou menos uma hora andando pelo shopping olhando todas as vitrines possíveis – Já não agüentava mais ver manequins na minha frente.
– Jen me solta, meu braço ta ficando dolorido. – Resmunguei.
– Larga de frescura! Nem te apertei tanto assim. – Disse Jen me soltando.
– Não, imagina se tivesse.
– Caralhooo esse roxo ai no seu braço fui eu? – Jen gritou chamando a atenção de todos que estavam no shopping.
– Grita mais alto Jen, acho que os meus pais que estão no CANADÁ não conseguiram te escutar! E você não é tão forte assim ta. Machuquei na educação física, uma menina idiota resolveu me marcar e acabou me machucando... só não arranquei o pescoço dela porque a professora entrou no meio! – Disse pondo a mão em cima do meu hematoma e me lembrando da garota com ódio.
– E aonde eu tava nessa hora?
– Na direção por ter jogado giz na professora.
– Aiai, aquele dia foi divertido. – Ela disse rindo. – Já escolheu a cor?
– Do que?
– Da tinta animal! Não foi pra isso que viemos aqui?
– Jen, às vezes você é tão carinhosa comigo que eu até me emociono. – Fingi enxugar algumas lágrimas. – Mas não, ainda to na dúvida.
– Pinta o seu quarto de azul, que nem a cor do meu cabelo, e sempre que você olhar pras paredes você vai se lembrar de mim. – Jen falou dando uns rodopios e uns pulinhos.
– Então tá, azul está fora da lista! – Brinquei.
– Amarelo?
– Detesto amarelo, cor de doente!
– Hmm... então... verde?
– Odeio verde, cor de mato.
– Mas você odeia tudo também viu! – Falou levando a mão na cintura.
– Você que só fala cor que eu não gosto.
– Laranja?
– Não gosto de laranja.
– Que merda viu, de cor que você gosta?!
Tá, eu até gosto de laranja, mas estava divertido ver a Jen ficando irritada quando eu falava que não gostava das cores que ela sugeria, por mim eu ficaria a tarde toda ali irritando ela.
É eu gosto de irritar as pessoas mesmoo.
– Nossa! Olha a roupa daquela mulher! – Jen me sacudiu apontando pra uma mulher com uma blusa rosa e azul piscina. – Que coisa horrível!
– HAHAHAHAHAHAAHA. Credo!
– Nossa olha o cabelo daquele cara! Ta parecendo o Elvis. – Ela me sacudiu de novo.
– Jen, para de apontar que eles vão perceber. – Ta, eu não sou muito de falar das pesso... – PUTA QUE PARIU OLHA A CALÇA DAQUELE CARA! – Gritei fazendo que um cara de que estava com uma calça estilo “cowboy” com franjinhas do lado olhasse pra mim me encarando, enquanto eu e Jen riamos alto.
Fomos andando em direção a loja de tintas e quando passamos em frente a uma loja de instrumentos musicais foi quase que automático eu parar e para ficar “apreciando” – Babando – aquelas guitarras maravilhosas.
– Um dia... quando eu tiver a minha casa... vou ter uma sala com uma parede cheia de guitarras penduradas. – Confessei.
– Ei! Aquele é o Brian? – Jen gritou tão alto que ele acabou ouvindo, e se virou pra nós duas dando um sorrisinho.
– Sério Jen, você tem que aprender a falar mais baixo.
– Olha só quem está me espionando... Então quer dizer que vocês duas me seguiram? – Brian perguntou se aproximando perto até demais de nos duas.
– Você não é tão importante assim meu querido. – Jen respondeu dando de ombros.
– Eu sei que sou. – Brian respondeu passando a mão em seus cabelos e disse segurando as mãos de Jen. – Vamos minha azulada, que dia que assumiremos o nosso romance? – Riu.
– ROMANCE? GATES SAI DE PERTO DE MIM AGORA ANTES QUE EU TE CASTRE NA FRENTE DE TODOS! – Jen gritou fazendo com que Brian desse um pulo pra trás e caísse no chão rindo dela, que por sua vez estava vermelha de raiva.
Puxei Jen para dentro da loja antes que ela resolvesse matar o Brian ali mesmo – Não que eu me importasse com a morte dele, por mim tudo bem, mas enfim. –, ela ficou reclamando no meu ouvido sobre o quanto ela achava ele idiota, imbecil, filho da puta e outras coisas que eu não ouvi porque eu tava “apreciando” outra guitarra.
Acabei topando dentro da loja com Jimmy, que estava sendo “consolado” por Matt.
– Cara para com isso, é só uma baqueta! A gente compra outra.
– Aquela baqueta me acompanhava há anos. Eu jamais serei o mesmo baterista de antes. – Jimmy falava acariciando a baqueta quebrada.
Jimmy sabia ser mais dramático do que eu, e olha que eu sei fazer um drama daqueles, mas isso é história pra outra hora.
Do outro lado da loja estavam Zacky e Johnny brigando por uma camisa do Pantera.
– Essa camiseta não vai te servir seu gordo, solta! – Johnny dizia puxando um dos lados da camisa.
– Vai sim! Em você ela vai ficar parecendo um vestido seu anão! – Zacky gritava puxando o outro lado.
Depois os meninos nos acompanharam até a loja de tintas na intenção de me ajudar a escolher uma cor, mas isso gerou mais discussões entre eles, fazendo com que Jen e eu chorássemos de tanto rir.
– Pinta de azul, pra você se lembrar dos meus cabelos.
– Não! Pinta de vermelho. – Johnny sugeriu.
– Que tal marrom? – Alguém falou. Essa foi a pior idéia ate agora, deve ter sido idéia do Jimmy, já que ele falava as cores mais estranhas como; verde-musgo ou algo pior.
– Porque você não pinta o seu quarto de preto e branco? – Zacky sugeriu
– Preto e branco? – Pensei comigo mesma tentando imaginar como ficaria. – Gostei, é ... então a cor do meu quarto vai ser preto e branco. – Falei animada.
FINALMENTE alguém teve uma idéia descente! Já estava começando a pensar que voltaria pra casa sem nenhuma tinta e ficaria com o quarto rosa mesmo.
– Ohhh, isso é um milagree! Ela gostou de alguma ideiaaa! – Jen gritava. – Mas ainda prefiro azul!
– O gorducho sempre foi o cara das boas idéias, criatividade é com ele mesmo! – Matt falou batendo a mão no ombro do amigo.
Compramos as tintas e depois fomos arrastados pelo Zacky para a praça de alimentação com a desculpa de que precisava comer porque “dar boas idéias o deixava com fome”.
E para a minha “sorte” fiquei sozinha na mesa com Brian, porque os meninos e a vaca da Jen – Obrigada amiga! – pediram pra nos dois vigiarem a mesa enquanto eles iam buscar os nossos lanches. Resolvi ficar calada cantarolando mentalmente alguma música e torcendo para que Jen ou algum dos meninos chegassem o mais rápido possível, já que eu não iria puxar conversa com o Brian por dois motivos; Primeiro que eu não vou com a cara dele e segundo ... tá, é só porque eu não vou com a cara dele mesmo, mas isso já é motivo o suficiente pra mim.
– O ruiva? – Brian tentou chamar a minha atenção.
Não olha pra ele, finja que não ouviu e talvez ele desista.
– Emy? – Ele tentou de novo.
Continua olhando pro lado, ele vai desistir.
– Ei! – Ele gritou puxando a minha mão que estava em cima da mesa.
– Que foi porra? – É... não deu certo.
– Ei, calma garota só quero conversar com você.
– Mas eu não quero conversar.
– Então podemos fazer outra coisa juntos. – Ele falou levantando uma sobrancelha e fazendo um biquinho. – O que você acha?
– Qual é o seu problema Brian?
– Relaxa ruivinha... é brincadeira. – Disse se sentando ao meu lado e colocando o seu braço por cima do meu ombro.
Ficamos tão próximos que pude perceber detalhadamente os traços do seu rosto e... cara... ele é bonito pra porra! Tá eu sabia que ele era “bonitinho”, mas olhando bem ele ate que ... ACORDA EMY! VOCE ESTÁ FALANDO DO BRIAN! AQUELE QUE SE ACHA O GOSTOSÃO, O FODASTICO!
– Porque você está tão nervosinha?
– EU NÃO TO NERVOSA! – Gritei empurrando ele pra longe de mim. Ta agora pareceu que eu to nervosa, mas não to! Serio mesmo.
– Ei? Foi só uma pergunta. – Ele falou passando a mão nos seus cabelos e se sentando novamente ao meu lado.
– Quer saber mesmo qual é o motivo deu estar assim? – Falei dando um sorrisinho irônico.
– Porque você fica tensa estando tão perto de um cara como eu? – Ele falou rindo e deslizando sua mão pela sua barriga. – Brincadeira! – Disse colocando as mãos pro alto quando percebeu que eu estava prestes a dar um soco nele. – Mas vai, fala?
– Porque você é um IDIOTA! Pessoas idiotas me irritam profundamente, parece que você não consegue passar mais que dois segundos sem falar de alguém que não seja você mesmo! – Explodi.
– Você acha isso mesmo? – Ele me perguntou parecendo um pouco magoado.
– Uhum... – Assenti com a cabeça.
Fiquei surpresa com a sua reação, achei que ele iria rir, me xingar ou qualquer outra coisa assim. Pra mim ele não era desses caras que se importavam com a opinião de qualquer pessoa ou muito menos com a minha. – Que criticava tudo que ele fazia ou falava. – Mas antes que ele ou eu pudéssemos falar mais alguma coisa, Jen nos interrompeu.
– Estamos interrompendo alguma coisa? – Disse maliciosa, que vinha acompanhada dos meninos logo atrás.
– Claro que não! – Falei o mais rápido possível.
– Cadê as minhas batatas seu gordo? – Brian falou mudando rapidamente de humor.
Brincamos, fizemos guerra de comida, conversamos, e nisso Brian – Que ainda estava sentado do meu lado. –, não dirigia uma palavra se quer a mim. É ele parecia ter ficado chateado com o que falei... ou deve ter sido pelo modo como eu falei, aah eu tava estressada com ele, talvez se ele fosse menos idiota eu teria sido um pouco mais “educada” com ele. Mas de certo modo eu fiquei intrigada com isso.
– FUDEU! – Johnny exclamou. – Lá vem o dragão! – Falou indicando com a cabeça para uma menina de cabelos loiros, pele branca e vestida como uma biscate, que caminhava em direção da nossa mesa.
– Aaah essa vai ser legal de assistir. – Jen falou se ajeitando na cadeira para ficar mais confortável.
Reparei na menina... ela me era familiar... aquele jeito de andar, mas de onde eu conheço ela? Não eu não conheço... devo estar confundindo ela com alguém. Mas na medida em que ela se aproximava, a sensação de que eu a conhecia de algum lugar só aumentava.
– Oi Brian. – Ela disse com um tom de voz meloso.
– Oi Michelle. – Respondeu ríspido.
– Syn precisamos conversar. – Ela falava com ele praticamente implorando por sua atenção.
PUTA QUE PARIU ALGUÉM CALA A BOCA DESSA COISA! Que voz irritante!
– Michelle eu não tenho nada pra conversar. – Brian falava serio fitando-a nos olhos.
– Mas e nos dois? – Ela ainda insistia.
– Michelle, isso é passado e ... – Brian falou me dando um cutucão discreto no braço. – eu estou em outra. – Concluiu a frase segurando a minha mão que estava em cima da mesa.
OI? QUE? WTF? Não acredito que ele queria A MINHA AJUDA com essa mentira! LOGO EU! Se bem que... se eu o ajudasse seria uma forma de eu me “redimir” por ter sido tão “grossa” com ele e o melhor de todos... CALARIA A BOCA DA BISCATE.
Apertei a mão de Brian e sorri sinicamente olhando para Michelle – Que a essa altura já estava vermelha de raiva. –, ouvi alguns sussurros vindos de Zacky e Jen e logo depois alguém falou.
– Vamos galera? O clima aqui não ta legal! – Matt falou se levantando.
– É Syn, vamos pra um lugar onde podemos ter mais “privacidade”? – Falei me levantando e dando uma piscadela pra Michelle.
Brian veio logo atrás de mim e me segurando pela cintura caminhou ao meu lado me dando um sorriso como agradecimento.
– Gostei do “Syn”. – Brian cochichou enquanto caminhávamos “juntos”. Mas antes que eu pudesse responder algo senti alguém me puxando.
– Fica longe dele sua vagabunda. O Brian é meu! – Michelle disse me segurando pelo braço. Ela me apertava com uma força tremenda, cravando as suas unhas na minha pele, provavelmente aquilo deixaria uma marca.
A MARCA! FILHA DUMA PUTA! VADIA! SUA QUEN-GA! Agora me lembrei porque ela era tão familiar! Foi ela, a piranha que deixou essa marca roxa no meu braço. AGORA A COISA FICOU PESSOAL!
Eu podia muito bem arrebentar a cara dela por ter me chamado de vagabunda e por ter me deixado essa marca, mas vê-la morrendo de ciúmes era melhor ainda.
– A vagabunda aqui que está com roupas mais curtas do que de a de uma prostituta não sou eu meu bem! – Falei me soltando dela.
– Você está louca Michelle? E outra coisa, eu não sou de ninguém! – Brian falou se colocando a minha frente na tentativa de me “defender”.
Era só isso que me faltava, até parece que eu precisava ser defendida, ainda mais dessa vadia. Mas eu ainda podia provocá-la mais.
– É sim! – Falei puxando Brian e colando os nossos corpos frente a frente. – É meu!
E agora senhoras e senhores ... lhe apresento EMILY, o ser imbecil que não pensa antes de agir?
A linda da Emily olhou para Brian – Que ainda estava com o seu corpo colado ao dela, só pra constar. –, olhou para Michelle, mordeu o lábio e deu um sorrisinho puxando a gola da blusa de Brian e lhe tascou um beijaço!
PUTA QUE PARIU EMILY! Você só pode ter um distúrbio mental e dos fortes. Porra eu fiz isso sem pensar. Claro que foi sem pensar, porque se você tivesse parado pra pensar por UM SEGUNDO... um segundinho... você não teria beijado O BRIAN! Por favor alguém me apedreje, porque eu to merecendo!
– Ah meu deus! Isso está mais divertido do que eu imaginava. – Ouvi Jen exclamar.
Soltei-me dos braços de Brian e com um sorriso vitorioso olhei para Michelle e me virei para ir embora, mas a guerra apenas tinha começado.
Michelle mais uma vez me puxou pelo braço, mas dessa vez ela não falou nada, e simplesmente me deu um tapa no rosto me fazendo dar alguns passos para trás. – Agora ela foi longe demais! – Antes que ela percebesse, eu já tinha a derrubado com um soco e estava em cima dela distribuindo tapas e socos por todo o seu rosto.
Matt e Brian até tentaram me tirar de cima de Michelle – Que gritava por socorro. –, mas sem querer acabaram levando alguns tapas e arranhões e acabaram desistindo. Eu só iria parar quando eu descontasse toda a minha raiva.
Sai de cima dela – Que ainda estava esticada no chão. – e caminhei em direção aos meninos enquanto Michelle gritava comigo.
– Desculpa amiga, vamos ter que comprar outra tinta preta. – Jen falou abrindo a lata de tinta preta e despejando todo o seu conteúdo na cabeça de Michelle.
– Essa ai ta preta de tanto ódio! – Jimmy falou soltando uma gargalhada alta.
– Ótimo, lá se foi o meu dinheiro. – Falei em meio aos risos.
– Os seguranças... CORRE! – Alguém falou.
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