Come As You Are
45 Let Me Put My Love Into You Baby
Notas iniciais
Boa leitura
– O que tem de mal em os meninos viajarem pelo mundo? – Perguntei sentada na calçada em frente a minha casa. Depois que Jen havia desligado o celular eu corri o mais rápido possível até em casa, eu sabia que ela estaria me esperando lá.
– Eu estou feliz por eles, eu juro. – Disse desanimada. – Mas eles vão ficar quase dois anos viajando. – Murmurou e pude ver os seus olhos lacrimejando.
– Também vou sentir falta deles. – Sorri olhando pro céu. – Mas pense bem, todo o nosso trabalho finalmente valeu a pena, pelo menos não nos vestimos de puta e saímos nos oferecendo para os outros na rua atoa. – Gargalhei.
– Nos oferecemos? – Indagou. – EU me ofereci, você ficou se corroendo de vergonha enquanto eu me jogava pra cima dos caras.
– Me desculpe se eu não tenho talento pra prostituta. – Cruzei os braços.
– E eu por acaso tenho talento? – Questionou arqueando uma de suas sobrancelhas.
– Eu não disse isso, mas não podemos negar que você se saiu muito bem. – Gargalhei alto e Jen me deu um tapa bem forte na minha coxa. – Porra Jen. – Reclamei massageando o local que instantaneamente ficou vermelho com a marca de seus dedos enquanto essa piranha azul se desmanchava de tanto rir.
– O que vamos fazer nesse tempo que ficarmos longe deles? – Perguntou encostando sua cabeça em meu ombro. – Pelo menos você tem o Ste, já eu vou ficar sozinha. – Se lamentou contornando a marca vermelha na minha perna.
– Eu e o Ste terminamos. – Falei baixinho e Jen como um raio se desencostou de mim e me encarou.
– COMO ASSIM? – Gritou fazendo com que sua voz ecoasse pela rua.
– Você sabia mais do que ninguém que esse namoro estava se acabando aos poucos. – Falei estranhando sua surpresa.
– É verdade, você gosta do Gates. – Jen riu caindo para trás com o empurrão que eu lhe dei. – Falando nele... – Comentou ainda deitada na calçada. –... ele viaja semana que vem, você tem menos de uma semana para declarar o seu amor por ele.
– Eu não amo ele. – Neguei.
– Não, eu que amo. – Disse sarcástica.
– Deve ser mesmo, porque vocês já se pegaram loucamente. – Rebati com um meio sorriso.
– Mas não mais que vocês dois. – Respondeu soltando uma risada logo após.
– E você e Matt? – Perguntei mudando de assunto, e pelo olhar que recebi da Azul, com certeza ela percebeu que eu estava me desviando do assunto.
– Vamos terminar né. – Respondeu como se fosse totalmente obvia a resposta.
– Mas você não está triste? – Perguntei também me deitando na calçada daquela rua deserta.
– Acho que sim... não sei. – Murmurou.
Passamos um bom tempo deitadas no meio da calçada conversando sob a luz da lua cheia que brilhava naquele céu lindo e estrelado. Mas sempre que tocávamos no assunto “turnê dos meninos” o meu coração se apertava por saber que eu iria ficar distante deles durante um bom tempo. Passamos dois anos estudando juntos, fazíamos tudo em conjunto, matávamos aula, bebemos, brigamos... tudo isso em conjunto.
– Eles vão perder a formatura. – Jen murmurou de olhos fechados.
– E daí? Eles vão ser estrelas do rock mesmo. – Desdenhei.
– Podíamos fazer uma festa de despedida pra eles. – Jen sugeriu animada. – Ai convidamos todos do colégio.
– Gostei da ideia. – Concordei animada. – Só temos um problema... as nossas festas sempre são na casa dos meninos e seus pais sempre estão em casa e na minha não dá de jeito nenhum por causa da minha tia.
– Ok... – Disse pensativa. – e se você dopasse a velha e a gente trancasse ela num quartinho até o fim da festa? – Sugeriu.
– Você ta falando sério? – Perguntei assustada.
– To! Você dopa ela umas horas antes da festa e depois quando ela estiver caidona a gente amarra ela e tranca no quarto dos fundos. – Explicou animada.
– Você ta falando serio mesmo? – Insisti. Eu não conseguia acreditar nessa sua ideia insana.
– To cara. – Reafirmou.
– Ok Jen a resposta é não. – Essa é uma ótima ideia, a não ser pelo fato de que depois quem teria que arcar com as consequências de ter drogado a velha e amarrado ela seria ninguém mais ninguém menos do que euzinha.
– Taa... – Bufou. – E se a gente drogasse a velha e trancasse ela dentro da floricultura onde ela trabalha. – Sugeriu animada.
– Jen, nada de dopar a velha ok? – Esclareci para a Azul.
– Nossa que sem graça, você está ficando chata que nem a sua tia em. – Zombou.
– Você não tem dinheiro pra alugar um salão não? – Eu sabia que ela não tinha, mas não custava nada tentar.
– Não, gastei tudo naquelas viagens loucas com os meninos. – Respondeu desanimada.
– Eu também. – Murmurei. Todo o nosso dinheiro tinha sido usado para financiar as viagens da banda pelo estado e para comprar algo para nos alimentar.
– Temos que pensar em outra coisa então. – Resmungou se levantando. – Vou fazer o seguinte, eu vou pensando em alguma coisa e você também, quando uma tiver alguma ideia que preste avisa pra outra. – Sorriu estendendo a mão para me ajudar a me levantar.
Jen se despediu de mim e foi para casa e eu entrei em casa correndo para não dar de cara com a minha tia e poupar os meus ouvidos de suas reclamações. – Mas com certeza eu iria receber alguma bronca sua porque os meus pés estavam sujos de areia e sem querer tracei trilha de areia por onde passei e claro porque eu tinha um caminhão de areia dentro do sapato e deixei ele cair na escada, sujando tudo. – Entrei no meu quarto e peguei uma muda de roupa e entrei no banheiro para tomar um banho quente e relaxante.
Realmente eu havia gostado da ideia de Jen de realizar a festa de despedida dos meninos, mas se a festa fosse na casa de um dos meninos não teria a mínima graça porque é pra ser surpresa. Quando eu havia acabado de desligar o chuveiro escutei um grito acompanhado de um barulho de algo caindo, imediatamente me enrolei na toalha e sai correndo para ver o que havia acontecido.
Ao chegar na porta do meu quarto vi a tia Beth imóvel esticada no chão próximo ao ultimo degrau da escada. Pronto, a velha morreu e vão me acusar de assassinato.
– T-tia. – A chamei enquanto descia a escada segurando para que minha toalha não caísse. – Tia fala alguma coisa. – Pedi temendo pelo pior.
– Minha cabeça. – Resmungou e na hora soltei um suspiro aliviada, pelo menos acusada de assassinato eu não seria.
– O que aconteceu? – Perguntei enquanto ela resmungava ainda deitada no chão.
– Alguma coisa na escada me fez escorregar. – Murmurou soltando um gemido de dor e discretamente olhei para o chinelo que estava jogado no chão e percebi que tinha areia nele. Droga, a velha quase morreu porque deixei areia cair no degrau.
– Mas tinha o corrimão, porque você não se segurou nele? – Falei tentando esconder a minha cara de culpada.
– Ele também estava escorregadio. – Explicou. Não é possível que até o corrimão eu sujei de areia!
Minha tia não conseguia se levantar, então liguei pra ambulância e troquei de roupa correndo enquanto aguardava a chegada dos socorristas. Tia Beth foi imobilizada e colocada dentro da ambulância, fui junto com ela para dar entrada no hospital.
Aguardei por mais ou menos uma hora sentada na sala de espera enquanto a velha realizava alguns exames. Eu estava pálida e me remoendo por dentro por quase ter matado minha própria tia. Eu já era a ovelha negra da família, mas matar ela ia ser uma passagem de primeira classe para o top ovelhas negas da família Fletcher, eu ia superar o meu tio que foi preso seis vezes no mesmo ano, deve ter sido dele que eu herdei a minha potencialidade para fazer coisas erradas.
Depois de algumas horas agonizando naquela sala chata, um médico aparentando ter seus setenta anos, surgiu chamando pelo meu sobrenome e me passou o diagnostico de minha tia. Ela havia quebrado a perna direita e a clavícula e teve que passar por uma serie de exames, e eles vão deixa-la internada por alguns dias porque ela sentia muita dor e havia levado uma pancada forte na cabeça quando rolou escada a baixo.
Como ela iria ficar naquele hospital a noite toda e já estava sedada de tantos remédios só me restou voltar para casa sozinha e torcer para que a velha não morra, porque a culpa iria me matar.
(...)
No dia seguinte.
– Não precisava jogar a velha escada a baixo, era só a gente dopar ela e joga-la no quarto dos fundos. – Jen dizia meio aos risos.
– Vá se fuder! – Revirei os olhos segurando o riso.
– E se você tivesse matado ela? – A Azul me provocava. – Bem que você podia ter tentado matar a Michelle né.
– Para Jen! – Pedi.
– Calma ruiva, é só uma brincadeira. – Ria. – Ahh agora que você jogou a sua tia no hospital, bem que podíamos fazer a festa aqui na sua casa né. – Sugeriu.
– Não sei, eu to me sentindo mal mesmo por isso. – Confessei.
– Ah depois passa, a primeira tentativa de assassinato sempre é a pior, depois que você pegar pratica nem vai se sentir culpada mais. – Disse calmamente.
– Jen se você não parar com isso a minha segunda tentativa de assassinato vai ser com você. – A ameacei lhe mostrando o meu punho fechado.
– Então você confessa que teve uma primeira tentativa? – Perguntou com um sorriso maléfico no rosto.
– Arrgghh... – Grunhi pegando uma almofada e arremessado em sua cabeça enquanto Jen gargalhava a ponto de seus olhos lacrimejarem.
Os meninos iriam viajar daqui a três dias e os preparativos para a festa já estavam sendo arrumados. Como Jen adorava organizar as coisas, deixei para que ela ficasse apenas me mandando o que fazer. Fizemos uma lista de cinquenta convidados, não queríamos muitas pessoas. O jardim dos fundos foi todo enfeitado. Para que tivéssemos dinheiro para comprar os comes e bebes, cobramos de cada um a entrada na festa, já que uma festa com o Avenged Sevenfold era uma grande coisa agora, todos queriam participar desta reunião exclusiva.
Eu sempre ia visitar a minha tia pelo menos duas vezes por dia, e sempre que eu chegava em seu quarto ou ela estava dormindo ou rezando. Às vezes eu podia jurar que ela rezava enquanto dormia.
Finalmente a noite da festa havia chegado. Eu e Jen decoramos a sala toda em preto e lilás, que era a cor da capa do álbum dos meninos. Tiramos a mesinha de centro, a mesa de jantar e metade das plantas da sala de estar para aumentar o espaço. Todo o jardim foi iluminado com luzes coloridas e colocamos várias mesas de plástico e cadeiras os convidados. O andar de cima foi isolado, eu não queria ninguém se pegando dentro dos quartos, e principalmente, não queria ninguém se pegando dentro do MEU QUARTO!
Os convidados foram chegando por volta das oito horas da noite. Jen ficou encarregada da recepção enquanto eu ficava encarregada de ver se estava tudo em ordem e de repor a mesa de salgados e de doces.
Nessa noite eu usava um short jeans preto, uma camiseta branca com os escritos “A7X” e nos pés um all star verde. Desta vez, a pedido de Jen resolvi caprichar na maquiagem, meus olhos estavam marcados por um lápis preto e nos lábios eu usava um batom vermelho que combinava perfeitamente com a cor dos meus cabelos.
Jen usava uma calça jeans justa e também uma blusa com os escritos “A7X”, só que a dela era de cor preta, seus olhos estavam marcados por uma linda sombra azul que combinavam com a cor de seus olhos e de seus cabelos, que estavam amarrados em rabo.
Havíamos combinado com os meninos de eles virem aqui em casa ver um filme lá pelas nove horas, assim daria tempo de todos os convidados chegarem.
Quando os meninos finalmente chegaram podia se perceber que eles estavam realmente surpresos com a festa que organizamos, afinal, eles iriam embora no dia seguinte, não podíamos deixar de realizar uma festinha de despedida.
Jimmy carregou Jen em seu colo enchendo-a de beijos por todo o seu rosto, Johnny e Zacky me agradeciam com abraços e apertos na bunda, após Jimmy colocar Jen de volta no chão, Matt sorriu abraçando-a e disse alguma coisa em seus ouvidos fazendo com que Jen sorrisse. Brian agradeceu a nos duas com um abraço, deixando o cheiro de seu perfume em minha roupa durante mais da metade da festa.
– Cadê o seu namoradinho? – Brian chegou por trás perguntando próximo aos meus ouvidos devido ao volume alto da música que tocava.
– Porque você quer saber? – Perguntei. Eu não ia dar a Brian o gostinho de saber que eu e Steven havíamos terminado há quase uma semana.
– Por curiosidade mesmo, te vi aqui sozinha, normalmente ele sempre está te rondando. – Zombou se encostando-se à parede atrás de nós.
– Eu sei que o Ste te intimida. – Provoquei o olhando de lado.
– Aquele franguinho? – Riu pelo nariz ajeitando a sua camisa vermelha de gola em “v”.
– E a Michelle? Cadê? – Alfinetei, eu sabia que aquela piranha não viria porque não a convidamos.
– Em casa me esperando. – Disse com desdém. – Talvez ela vá na turnê comigo. – Provocou e ele conseguiu, na hora o meu sangue ferveu. – O viadinho do seu namorado está em casa te esperando também? – Riu.
– Você pode chama-lo do que for, mas foi ele que me conquistou no final. – Disse virando um gole da minha bebida. – E eu fiz uma ótima escolha. – Sussurrei no ouvido de Brian e o moreno se posicionou na minha frente colando o seu corpo junto ao meu.
– Não era por ele que você se derretia toda. – Disse me olhando nos olhos.
– Isso era no passado. – Falei tentando empurra-lo para longe de mim, mas por mais que eu fizesse força o seu corpo permanecia imóvel. – Agora eu tenho o Ste. – Finalizei a minha frase com um sorriso sarcástico e Brian mordeu o lábio pensativo.
– Aposto que vocês nunca se divertiram de verdade. – Provocou ainda parado na minha frente.
– Está falando de sexo? – Perguntei sem meias palavras. – Ste é um Ó-T-I-M-O amante, não existe nenhum melhor que ele. – Disse lhe lançando uma piscadela. Nunca me senti tão determinada a provocar Brian, eu jamais o deixaria saber que estava com toda a razão. Meu orgulho em primeiro lugar.
– Então vocês realmente ficaram juntos? – Questionou surpreso se afastando um pouco de mim.
– Claro que sim. – Menti descaradamente. – Agora se me der licença. – Falei me afastando dele e subindo as escadas em direção ao meu quarto, quando eu abri a porta senti uma mão me puxando pelo braço.
Brian tirou o copo que estava em minha mão jogando-o no chão e me puxou para um beijo. Eu lutei com todas as minhas forças para evitar o inevitável, mas eu o queria também. Seu halito de cerveja se misturava com o forte cheiro de seu perfume, me trazendo recordações que eu implorava para esquecer. Com uma brutalidade tremenda o moreno me empurrou para dentro do quarto. Seus beijos me causavam vertigem, o desejo percorria por nossas veias. Sendo levada pelo seu corpo o moreno me jogou contra a parede apertando os meus braços violentamente.
– Brian você está me machucando. – Falei sentindo uma lave ardência no local que era apertado.
– E ainda vou te machucar muito mais. – Sussurrou mordendo meus lábios me causando uma série de arrepios. – Me mostre como você é quando está com os seu namoradinho. – Provocou passando suas mãos por de baixo de minha blusa.
– Brian você está bêbado? – Perguntei estranhando a sua atitude violenta.
– Nunca estive tão lúcido querida. – Sussurrou em meu ouvido me causando uma série de arrepios, ao perceber isso Brian sorriu maliciosamente. – Me mostre como ele te faz sentir. – Insistiu.
– Ele me faz sentir de um jeito que você jamais fará. – Provoquei recebendo um chupão seu em meu pescoço. Remexi tentando me soltar de seus braços mas isso só fez com que Brian me apertasse mais. Eu não confiava em mim mesma perto dele, principalmente quando ele estava tão perto de mim.
– Vamos ruiva, fique quieta e me mostre como faria se o Steven estivesse aqui. – Pude ver os seus olhos queimando de raiva e de desejo.
Tentei soca-lo, mas Brian foi mais rápido e conseguiu se desviar e como um raio ele me jogou na cama se posicionando em cima de mim deixando suas pernas ao redor da minha cintura. Eu me detestava por isso, eu não conseguia lutar contra o desejo, mesmo quando ele me provocou falando que Michelle estaria a sua espera.
Novamente seus lábios atacaram os meus e tomada pelo ódio eu mordi o seu lábio tão forte que pude sentir o gosto de seu sangue em minha boca, mas isso não o atrapalhou em nada, foi como se Brian nem ao menos sentisse dor, naquele momento ele era levado apenas pela luxuria.
Em questão de segundos minha blusa havia sido arremessada para o outro lado do quarto, meu sutiã também não durou muito em meu corpo.
Sua mão já estava na maciez do meu seio apertando-o com força, minhas pernas já estavam moles de desejo e eu já podia sentir a sua ereção pressionando contra o meu corpo. Brian voltou a depositar chupões em meu pescoço enquanto apertava com certa força os bicos de meus seios entre seu indicador e polegar.
Fiz uma careta de dor, mas ao mesmo tempo senti prazer com aquilo. Mordi meu lábio para me impedir de emitir qualquer sinal de que estava gostando daquilo.
Ele escorregou seus lábios até um de meus seios e o chupou, suas mãos ágeis deslizaram pela lateral de meu corpo até a barra de meu short. Habilmente se livrou da peça de roupa.
Fui pega de surpresa quando senti seus lábios entrarem bruscamente em contato com os meus. Inconscientemente um leve e baixo grunhido escapou de minha garganta.
Tentei fingir indiferença perante a meu deslize, mas já era tarde demais. Ele já havia percebido minha reação, tanto que soltou uma risadinha baixa.
– Não adianta fingir, não adianta resistir, você vai ser minha. – Ele sussurrou apertando minha cintura.
Não adiantava, ele tinha razão. Era humilhante admitir a verdade, mas eu queria aquilo, naquele momento tudo que eu mais queria era ele. Mais cedo ou mais tarde eu iria acabar cedendo, que diferença faria ser agora?
Levei uma das mãos em seu pescoço e o beijei sem pudor ou vergonha alguma. Senti que ele sorriu vitorioso, mas não me importei.
Suas mãos pesadas me apertavam violentamente e castigada pela serie de arrepios que percorriam pelo meu corpo minhas costas arqueavam. Minhas unhas castigavam os seus braços torneados, deixando quatro grandes linhas vermelhas por toda sua extensão. Sorri satisfeita por marca-lo, queria que Michelle visse todo o estrago feito nele em nossa noite juntos.
Com a mão em minha nuca Brian me ergueu me obrigando a sentar na cama e me beijou com voracidade. Aproveitando o momento tirei a sua blusa e a visão de seu peito nu tatuado, como sempre, me deixou boba. A urgência era grande, o desejo era incontrolável. Não nos importávamos de estar sendo bruscos, só queríamos o corpo um do outro.
Por falta de ar interrompemos nosso beijo. Nossas testas coladas, seus dedos entrelaçados em meus cabelos, beijava seus ombros e arranhava suas costas, enquanto ele retribuía com mordidas em qualquer lugar que sua boca fosse capaz de alcançar.
A cada segundo ficávamos mais e mais sedentos, descontrolados, desejando cada vez mais.
Brian me deitou novamente na cama tirando o meu short e levando junto com ele a ultima peça intima que restava. ele mordeu levemente seus lábios, o brilho do desejo iluminava seus olhos negros.
Estava totalmente entregue a ele.
Toquei de posição com Brian, que sem hesitar atacava os meus seios apertando-os, sem delongas abri os botões de seu jeans e retirei suas calças. Não pude evitar de reparar no tecido esticado de sua cueca e no enorme volume formado ali e aquilo me deixou com mais desejo.
– Não pense que eu consigo esperar. – A voz de Brian saiu rouca e quando dei por mim ele já estava em cima de mim atacando os meus lábios novamente.
Num piscar de olhos a cueca de Brian já havia se juntado as outras peças de roupa que estavam atiradas no chão. Sem delongas o seu membro me invadiu causando uma leve sensação de dor e de prazer.
O som da música que tocava no andar de baixo era inaudível aos nossos ouvidos, o som dos nossos gemidos ecoava pelas paredes do meu quarto. Tentava ao máximo me segurar, não queria dar o prazer de gemer para ele, mas a cada estocada sua eu percebia que era impossível.
Suas mãos apertavam minhas coxas sem nem o menos se importar com o a marca roxa que iria deixar. Ele se movimentava com mais força dentro de mim e eu o prendi com as pernas de modo a recebê-lo melhor e como uma quase súplica muda para que não parasse.
Brian afundou o seu rosto na curva do meu ombro e continuou a se mexer com cada vez mais força dentro de mim. Numa tentativa falha, mordi o seu ombro tentando abafar um grito de prazer, mas de nada valeu, era impossível conseguir me conter. Minhas pernas começaram a bambear, e senti uma onda de prazer enorme tomando conta de meu corpo. Meus músculos estavam totalmente relaxados.
Antes que eu pudesse me recuperar do primeiro orgasmo Brian já me puxou pelos cabelos me colocando por cima dele.
– Ainda não terminei com você. – Disse enquanto colocava suas mãos em minha cintura e me ajudava a me movimentar em cima dele. Eu nunca o tinha visto tão nervoso assim, nem quando Brian descobrira que fui eu quem cortou as cordas de sua guitarra. Talvez eu tenha ido longe demais nessa historia de provocá-lo, mas agora eu não poderia voltar atrás e nem queria.
Meu corpo me dizia que não aguentava, mas eu não me importava, eu queria mais. Pela segunda vez eu senti aquela onda de prazer arrebatadora consumindo o meu corpo e antes que eu percebesse eu já tinha gemido o seu nome, Brian sorriu vitorioso com o que ouvira e lentamente foi soltando suas mãos de minha cintura e deslizando pelas minhas pernas. Sem mais nenhum pingo de força cai lentamente sobre o peito, tentando me recuperar. Sua respiração era quente, ofegante e alta, assim como a minha
– Seu namorado já te fez se sentir assim. – Perguntou com dificuldade e eu ri.
– Eu te disse que o Ste é o melhor não é atoa. – Provoquei me arrependendo logo em seguida, pois Brian se reergueu disposto a um terceiro round.
– É o que veremos. – Disse ríspido, mas consegui perceber uma pontada de diversão em sua frase.
Ele me deitou na cama e voltou a apertar com força meu corpo, seus lábios roçavam em minha pele me provocando fortes arrepios. Em pouco tempo ele me tinha novamente. Ambos exaustos, mas o desejo acabava superando.
No fim, a noite se resumiu em beijos em lugares nem um pouco convencionais, respiração ofegante, os corpos suados e ser invadida por sensações que descobri que só ele era capaz de me fazer sentir.
(...)
Acordei na manhã seguinte com os raios solares entrando pela janela fazendo os meus olhos arderem, minha cabeça doida de uma forma inacreditável, mas nada se comparava a tremenda dor no corpo que eu sentia.
Meu pai fui atropelada por um caminhão enquanto dormia. E... cadê o Brian? CRETINO FILHO DA PUTA EU NÃO ACREDITO QUE ELE SAIU... olha tem um bilhete dele na cabeceira da cama.
“Bom dia!
Emy me desculpe por ter saído sem se despedir, mas você estava mergulhada em um sono tão profundo que ninguém na terra seria capaz de acorda-la. Quando você estiver lendo este bilhete provavelmente já estarei tomado o avião que nos levará para a primeira cidade onde irá acontecer o show da banda, mas não se preocupe, quando eu voltar você será minha novamente.
Te ligo quando der.
Te amo, Brian.”
Acabooouuuu =\\\\\\\\\\\\
A segunda temporada vai ser postada no anime ok? Corram pra lá
http://animespirit.com.br/jordanagd
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