Come As You Are
22 I'm Not Okay
Notas iniciais
Mais uma vez me sinto na obrigação de agradecer pelas reviews maravilhosas que me inspiraram taanto, gente vcs são lindas demais!!!
PS: Recebi um convite para escrever uma nova fic e acho que voces vão gostar muito, ela se chama Extraordinary Girl, a sinopse dela ta um lixo, relevem... https://www.fanfiction.com.br/historia/201148/Extraordinary_Girl
Depois dessa tarde “emocionante”, fui caminhando em passos lentos para casa, cantando algumas músicas e tentando ao máximo livrar a minha mente de meus pensamentos.
Vamos pensar em coisas boas. Suicídio, morte, velório. Eu disse coisas boas! Um suicídio seria uma ótima idéia pra você. E porque devo me matar? E porque não deve se matar? Cara você se mete em uma merda maior a cada dia. Você é pior sozinha do que mal acompanhada. Eu sei, mas eu não quero morrer ainda, não nessa semana. Segunda é o festival de talentos e tenho que derrotar alguém. Se você quer se iludir com isso, vá em frente!
...
É claro que não consegui me livrar dos meus pensamentos.
Ao abrir a porta de casa, ouvi tia Beth gritando meu nome.
– Emilyyy!
Ok, nós damos meia volta e nos livramos da velha! Da meia volta caralho!
– Emily! Ai está você! Posso saber onde você estava? – Ela me perguntou levando suas mãos até a cintura. – Em? – Ela me encarava seria esperando uma resposta minha.
– Ahh eu fui ao shopping. – Respondi com uma voz fraca. O desanimo começava e me consumir. Caminhei até as escadas com a cabeça baixa deixando minha tia sem entender o que se passava.
– Amanha... – Ela começou a falar. Sabe quando a voz de uma pessoa te irrita profundamente? Pois é. –... eu quero que você lave essas louças que estão na pia e que VOCÊ... – Apontou pra mim quase me furando o meu olho. –... sujou e quero que varra a casa também.
– Ahh claro, e você quer que eu lave as suas roupas também? Não sou escrava na ok? – Debati nervosa.
– Faça! – Ordenou. – Ou você aproveitará uma boa temporada de castigo em casa e sem a sua guitarra. Soltei uma risada irônica.
– QUE GUITARRA? – Explodi. – Não tem mais guitarra. Ela está quebrada, QUE-BRA-DA. – Subi as escadas batendo o pé como uma criança e entrei no quarto.
Pra quê que ela foi falar dessa guitarra? Eu tinha até me esquecido dela por uns instantes. Eu to nervosa, estressada, preocupada, triste... ótimo, estou ficando doida.
Amanhã seria o último ensaio meu e de Jen, e depois seria segunda – Dia do maldito festival. –, ao dia da verdade.
Só quero saber onde está a maldita – A guitarra. – e quando que ela vai ficar pronta.
– Vou morrer aqui na cama um pouquinho e amanhã eu cuido disso. – Resmunguei me deitando e caindo no sono logo em seguida.
“Eu corri, corri e corri, mas não sabia do que eu estava correndo, pra onde estava correndo e de quem eu estava correndo. Eu sentia o vento batendo forte contra os meus cabelos, a poeira dificultava a minha visão, o medo dominava o meu corpo.
Quando de repente eu trombei contra um corpo e esse mesmo me envolveu em seus braços. O seu cheiro era familiar, uma sensação de paz alimentou minha alma fazendo com que um sorriso brotasse em minha face. Ele se tornara meu porto seguro em tão pouco tempo que isso chega até a me incomodar. Eu havia me acalmado.
Nossos olhares se encontraram, e ele sorriu ao me ver. Eu podia ver a minha imagem refletida em seu olhos castanhos. O vento fazia com que nossos cabelos se misturassem e eu sorri.
Nossos corpos se inclinaram caminhando em direção a um beijo.
O chão começou a se desfazer e uma cratera enorme se abriu bem abaixo dos meus pés. O inferno se mostrou para mim, me puxando para baixo. A ultima coisa que vi foi Brian assistindo a minha queda com um sorriso.”
Fui despertada pelos raios solares entrando pela brecha da janela de meu quarto. Fechei mais os meus olhos e me enfiei em baixo das cobertas na tentativa de dormir mais. – Como se dormir fosse uma coisa boa, já que nem em meu mundo particular eu consigo me livrar dele.
Levei um susto ao ouvir a porta do meu quarto bater com força contra a parede, minha tia entrou gritando reclamando
– Emily as louças não vão se lavar sozinhas... olha esse chão, que bagunça que está o seu quarto. Isso é um prato de comida? – Começou a gritar e puxar o meu edredom.
Eu mal acordei e minha tia já está reclamando, MULHER CE QUER QUE EU FAÇA AS COISAS DORMINDO, É ISSO?
– TÁ! – Gritei numa forma de implorar pra que ela calasse a porra da boca.
Eu não vou discutir, não vou gastar a minha energia com essa velha PORQUE SE NÃO EU VOU ACABAR PULANDO NESSE SEU PESCOÇO FINO... respira ...respira ...respira.
Caralho que dor de cabeça dos infernos.
– EMILY JÁ ARRUMOU O SEU QUARTO? – A velha gritou.
Sentei na cama esfregando minhas têmporas na tentativa – Só tentativa mesmo. – de relaxar um pouco. Normalmente eu não acordo de mau humor, mas não acordo de bom humor também. Eu acordo normal, mas eu fiquei tão puta ontem que a raiva está se prolongando durante os dias – Eu não estou de TPM. – e a velha ainda me acorda aos berros, o que me ajuda mais ainda com o meu humor.
Fui até o quarto dela procurar a caixa de remédios pra pegar um pra dor de cabeça e adivinheeem??? CADÊ A CAIXA? CADÊ OS REMÉDIOS?
– Tia... – Perguntei calmamente com um sorriso psicopata no rosto. – Cadê os remédios?
– Joguei todos no lixo. – Respondeu ríspida enquanto regava aquela floresta dela.
– NO LIXO?
– É claro! Você acha que depois da merda que você fez eu deixaria uma caixa de remédios a mercê? Sim eu fiquei sabendo pela diretora da sua escola. – Pela minha cara de espanto ela percebeu que eu queria saber como ela ficou sabendo disso.
– Eu quero só um, eu estou com dor de cabeça. – Resmunguei ignorando as outras coisas que ela falou.
– Não tem mais nenhum. – Respondeu se virando de costas pra mim. Velha maldita tomara que morra!
Próximo passo: Um tiro, ao menos isso deve resolver essa dor de cabeça maldita.
O que mais que eu fiz nessa merda de manhã? Banquei a escrava e varri a casa – Muito mal varrido só pra constar mua ha ha. – Arrumei o meu quarto e quando eu estava quase acabando recebi uma mensagem de Jen.
“Vem pra garagem do Rev, o nosso ultimo ensaio é hoje.”
Ok, o ensaio não seria na casa dela? Ahh fodas, melhor que eu ando menos.
Coloquei uma roupa bem pivete – Quando digo pivete é um short jeans surrado, uma blusa de banda velha e um chinelo. – e fui pra lá.
Cheguei na garagem vi Jen envolvida nos braços de Jimmy, enquanto ele cariciava suas madeixas avermelhadas.
– Oi. – Entrei cumprimentando os dois que olharam para mim sorridente. – O que houve?
– Nada. – Jen respondeu se soltando dos braços de Jimmy com um sorriso fraco e um olhar marejado. – Já volto. – Avisou subindo as escadas da garagem deixando eu e Jimmy confusos.
– É por causa do Matt não é? – Perguntei já certa da resposta que receberia.
– É. Eles são amigos há anos e ela esperava que ele a entendesse. – Jimmy lamentou. – Val até que é uma pessoa legalzinha. – Completou. – Mas e você? Já está melhor? – Perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas.
– E porque não estaria? – Me fiz de idiota.
– Vamos lá Emy, todos nos sabemos que você estava afim dele. – Jimmy me puxou para se sentar ao seu lado.
– Não é bem assim, eu nem sei direito o que se passava pela minha cabeça. – Tentei lhe explicar, mas pela cara de Jimmy ele não entendeu nada. – Eu já esperava isso dele, mas mesmo assim fiquei surpresa, ainda mar por ser a Michelle. – Minha cabeça até doía de falar o nome dela.
– Entendo... na minha opinião... – Jimmy me olhou parecendo pensar no que estava prestes a falar.
– Fala caralho. – O sacudi.
– Ta calma, eu só estou pensando numa maneira melhor de falar. – Disse segurando os meus pulsos. – Ok, eu acho que você estava ficando apaixonada por ele sim e acho isso desde a primeira vez que vocês se beijaram e que agora você está completamente apaixonada por ele. – Jimmy falava rapidamente e eu fiquei parada tentando digerir suas palavras.
– Não to. – Foi a única coisa que consegui falar. Parabéns Emy, bem convincente essa sua resposta.
– Claro que não. – Me respondeu irônico.
– Vamos ensaiar? – Jen surgiu sorridente me salvando de mim mesma.
– Vamos! – Respondi sem hesitar me levantando e pegando a guitarra de Zacky que milagrosamente ele não havia a levado para casa.
– Que horas os meninos chegam girafa? – Jen perguntou para Jimmy.
– Daqui uma hora e meia mais ou menos smurf. – Respondeu sorridente.
Tocamos algumas músicas aleatoriamente, ainda não tínhamos decidido o que tocaríamos no festival. Eu queria alguma música agitada e com solos, já Jen queria uma mais calma. Ficamos discutindo várias por algum tempo sobre qual musica tocaríamos até que Jimmy se intrometeu na conversa e perguntou se “Master of Puppets” do Metallica não era uma boa idéia.
Jen e eu amamos a idéia, como não havíamos pensado nisso? A letra é pequena, e isso ajuda pra que Jen possa se concentrar mais na bateria e o melhor de tudo... ela tem uma porrada de solos !!!!!
Tocamos Master of Puppets umas três vezes, pra pegarmos o jeito. Estávamo-nos divertindo, nem parecia que eu estava tão mal humorada essa manhã.
Enquanto tocávamos a música, Jimmy assistia alegremente cantando junto e gritando coisas como “gostosas”, “lindas”, fazendo com que ríssemos muito dele.
A porta da garagem foi aberta e invadida pelos raios solares que iluminavam o dia, quatro pessoas entraram e se sentaram ao lado de Jimmy.
Lancei um olhar de “vamos cair fora” para Jen, mas ela se recusou, não seria porque Matt estava lá que ela se abalaria com isso então continuamos a tocar, até terminar a música.
Meu olhar se encontrou com o de Brian, fazendo com que flashbacks viessem à tona em minha mente, me atormentado com cenas de quando estávamos “juntos”. Puta que pariu, aquele sorriso, aquele olhar, me fazia sentir um turbilhão de coisas, mas o sentimento que predominava era a raiva. Raiva de mim, por ter cedido, por ter me deixado nessa situação, por não ter escutado a mim mesma... raiva.
E assim eu errei o solo...
– Porra! – Exclamei irritada.
– O que foi? – Jen perguntou parando de tocar. – Eu errei?
– Não, eu errei. – Respondi colocando a guitarra de Zacky em seu lugar. – Por hoje chega.
– Se quiser eu posso ajudar. – Brian se ofereceu. HA HA HA, ótima piada... por mais que eu quisesse xingá-lo, gritar com ele, e o chamar de todos os palavrões que eu conhecia ou que eu pudesse inventar... o meu orgulho não deixaria. Ele já está ferido o suficiente.
– Ahh pode deixar Syn, eu me desconcentrei... foi só isso. – O respondi meiga e sorridente. Matt, Johnny, Zacky e até mesmo o próprio Brian me olharam incrédulos, eles também esperavam uma reação agressiva de minha parte.
– Eu AMO essa menina! – Jimmy gargalhava me abraçando e me elevando do chão. Ele já havia entendido qual era o meu jogo. – Seja forte. – Sussurrou em meu ouvido e assenti.
– Já que paramos... – Jen comentou. –... vamos ali que tenho uma surpresa pra você.
Saímos da garagem e nos despedimos de todos, Matt nem ao menos se deu ao trabalho de respondê-la, o que a deixou mais triste do que ela já estava com essa situação, mas preferi não tocar no assunto para não piorar a situação.
– Qual é a surpresa? – Perguntei enquanto caminhávamos.
– Quando chegarmos lá você verá. – Me respondeu voltando a olhar para frente.
Chegamos a sua casa e Jen subiu as escadas correndo me pedindo para que lhe esperasse na sala.
Steven estava cochilando no sofá e resolvi brincar um pouco.
Peguei um tufo do meu cabelo e passeei com eles pela sua face, lhe causando cócegas. Depois de coçar algumas vezes seu rosto, Steve abriu os olhos nervoso, e logo ao me ver o encarando ele abriu um sorriso.
– Bom dia flor do dia. – O cumprimentei.
– Bom dia flor do dia. – Me respondeu sonolento. – Cadê a “Blue”? – Me perguntou esfregando os olhos. Fiz uma cara de confusa, provavelmente “Blue” deve ser a Jen né?
– Lá em cima.
Conversamos um pouco enquanto Jen não descia, a cada dez palavras que Steve falava, sete me faziam rir. Ele era muito engraçado, espontâneo, risonho e bem humorado.
– Tchanaaamm. – Sem que eu percebesse Jen surgiu na sala carregando a bolsa da minha guitarra.
– MENTIRAA! – Me levantei rapidamente abrindo a bolsa e retirando a minha preciosa de lá de dentro. – O meu bebe voltoou! – Comemorei saltitando como uma criança. – Obrigada Jen. – Me joguei em seu colo lhe abraçando.
Toquei um pouco pra matar a saudades, minha guitarra não estava como antes, mas mesmo assim eu estava feliz de ter ela de volta comigo. Eu estava nas nuvens, minha guitarra está comigo de novo!
Voltamos pra garagem de Jimmy e os meninos ainda estavam ensaiando, e claro... Brian ainda estava lá.
Ao entrar na garagem revirei os olhos ao vê-lo concentrado em um solo que fazia, seus dedos deslizavam pela guitarra com uma facilidade tão grande, e ele fazia isso com tanta vontade que chegava a me deprimir... não vai ser fácil ganhar dele.
– Olha quem voltou!! – Brinquei sorridente quando eles pararam de tocar. – A minha guitarra! – A retirei a guitarra de dentro da bolsa e a exibi orgulhosa.
Brian e Johnny se sentaram ao meu lado enquanto Jen foi conversar com Zacky e Jimmy.
– Deixe-me ver. – Brian retirou a guitarra de minhas mãos e tocando-a. – O som está meio estranho. – Ele criticou e eu bufei.
– Não ta merda nenhuma, me da ela aqui! – Tentei pega-la de volta.
– Ele é assim, critica tudo como se fosse o perfeito. – Johnny implicou com ele tentando tomar a guitarra das mãos de Brian.
– É eu sei... – Assenti. – Agora me dá ela aqui Brian! – Pedi já nervosa.
– Eu quero ver você tocando ruiva. – Matt pediu e todos concordaram e tive que tocar. – Mas só se Jen me acompanhar na bateria. – Impus a minha condição e ela concordou comigo.
Jen e eu estávamos tocando “The Unforgiven II” do Metallica. Eu não conseguia me concentrar, Brian parecia analisar cada movimento meu. Normalmente eu não me importaria com isso e tacava o fodas, mas EU NÃO ESTOU NORMAL! Brian se levantou sumindo do meu campo de visão, e quando finalmente eu havia conseguido me concentrar, um barulho alto de microfonia surgiu e o som da minha guitarra ficou totalmente distorcido.
– Mas que porra foi essa? – Perguntei nervosa parando de tocar.
– Desculpa... apertei um troço errado. – Brian estava agachado ao lado do amplificador com um sorriso sem graça no rosto.
– Não! Há 17 anos a sua mãe deu a luz há um troço errado! – Gritei nervosa. Eu tentei me segurar, mas nunca, jamais, NEVER, me interrompa. – Eu tenho que ir. – Catei a bolsa da minha guitarra e fui pra casa sem ao menos olhar para trás.
– Ei Emy! – Jimmy me chamou quando eu estava quase entrando em casa. – Espera porra. – Ele apelou e eu parei imediatamente.
– Eu. – Me virei pra ele.
– O que foi isso? – Ele perguntou com um sorriso irônico.
– Eu cansei, simplesmente isso. – Caminhei em sua direção. – Cansei dessa situação, cansei desse idiota do Brian me atormentando, cansei... – Bufei. – isso ficou chato Rev. – Olhei pra ele com um olhar triste esperando que ele me desse alguma solução, mas ele fez melhor que isso, ele me abraçou.
– Minhas duas lindas com problemas. – Brincou se referindo a mim e a Jen.
– Jimmy eu tento fingir que não me importo, mas até a voz dele me irrita. – Choraminguei.
– Eu não devia fazer falar isso... mas que se foda. – Jimmy deu um sorriso sapeca. – Ele ODEIA ser ignorado, ou seja? – Me lançou um olhar sugestivo e eu retribui o olhar com um sorriso.
– Vou ter que ignorar suas provocações. – Conclui.
– Isso mesmo. – Concordou. – Agora se acalme e treine mais um pouco porque amanha é o dia. – Se despediu de mim me dando um beijo na testa e voltando pra garagem.
Cara eu tenho que ajudar a Jen, me concentrar para o festival de amanha e tentar esquecer o corno do Gates.
Pra quem não leu, leiam as notas!!
com amor Jordana s2 kkk
Notas finais
Gente pra vcs uma nova fic, ela se chama Extraordinari Girl https://www.fanfiction.com.br/historia/201148/Extraordinary_Girl ...
Leiam lá e deixem reviews comentando, se ta boa, se ta ruim sei la oq mais
Beijos e ate a próxima
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