Come An' Get It

11 Esqueça e seja independente


Notas iniciais
mwahahahaha, quem sabe o que teria acontecido quando Ichigo e Rukia foram pegos no flagra??

Já era quarta-feira. Rukia teria saído às pressas na segunda para Tóquio, e não viu se Ichigo dormira ou não em sua casa; nem a amiga comentou sobre qualquer coisa. Queria tanto saber! Mas era sempre assim; Inoue sabia que existia um mundo no qual nenhum amigo conseguia adentrar, e que pertencia a Ichigo e Rukia.

Seu horário de trabalho começaria só às treze horas, porém recebera uma ligação bem cedo dizendo para se encaminhar para a Escola Primária de Karakura. Um novo professor estaria chegando para substituir uma professora que estava em gestação — bem raro, já que geralmente eram escolhidas mulheres jovens para o cargo — e Orihime teria que apresentar a escola e os alunos para o tal novato.

Já passava das nove da manhã quando ela finalmente chegou à escolinha colorida e cheia de desenhos de flores e animais nos grandes muros que a cercavam. Procurou a sala da diretora, Hikifune Kirio, e lá encontrou o novo professor. Com um semblante sério e regrado, estava um jovem rapaz de pouco mais de 20 anos — assim como ela — de cabelos pretos escorridos pelos ombros e olhos verde-esmeralda.

— Orihime-chan, esse é o novato, Ulquiorra Schiffer! Ele vai ficar na biblioteca a partir de agora!

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— Bom dia, Kuchiki-san!!

— Oh, bom dia, Hinamori... que horas são?

— Oito e meia. — Rukia arregalou os olhos — desculpe não acordá-la, você deu um tapa no despertador e...

— Certo... tudo bem, não se preocupe.

Quarta-feira... voltaria ao trabalho. Voltaria à sua rotina, esqueceria aquele maldito feriado — no qual se perdera entre uns fios alaranjados — e passou a terça-feira inteira fazendo nada.

A morena arrastou os cabelos para trás, sentada em sua cama. Estava com muito sono, mas estava principalmente atrasada.

Após um curtíssimo banho, Rukia saiu do banheiro transformada: já vestida com uma bermuda de alfaitaria bege claro e uma camisa de botão de cetim verde-água, ostentava um rosto acordado e tranquilo para o dia que viria.

— Ah, estou tão atrasada.. — ela lamentava não poder comer com calma. — você fez café, Hinamori?

Hinamori Momo era uma garota mais nova, que ainda cursava a tão sonhada faculdade de comunicação; como sua família não tinha tanto dinheiro para mantê-la numa faculdade em Tóquio, ela ajudava Rukia em casa com algumas refeições e arrumações — que a Kuchiki era um fiasco em realizar — tudo na parte da manhã.

— Fiz sim, Kuchiki-san! Pelo menos leve esses biscoitinhos! Não pode ficar sem comer!

— Certo, certo... às vezes você parece minha mãe, Hinamori... — a garota apenas soltou um risinho satisfeito.

Rukia saiu apressada em seu carro, um Toyota Prius, até o escritório em que trabalhava com os engenheiros Ukitake Juushiro e o também recém-formado Hisagi Shuuhei e o arquiteto Kyouraku Shunsui. Eram uma ótima equipe e Rukia fora muito bem acolhida quando começou a trabalhar por lá; não trocaria aquele espaço tão agradável por nada.

— Bom dia, Rukia-san!

— Dia, Kyone... Kyouraku-san já está aqui?

— Já sim! Ishida Uryuu está te esperando na sua sala.

— Certo.. obrigada.

Já era esperando que Ishida fosse visitá-la, já que eram amigos e tudo o mais; Ichigo havia dito que o moreno de óculos iria tratar algo com ela também.. Ichigo... tsc.

Ela cumprimentou Ishida, que a esperava olhando alguns quadros que enfeitavam a acolhedora sala da morena, e disse que voltava logo. Entregou alguns papéis e um pendrive para Kyouraku, voltou para sua sala.

— Ishida, é uma surpresa!

— O Kurosaki não te avisou?

— Ah.. sim, claro.. avisou sim. Havia me esquecido, apenas. — Rukia se viu um pouco tensa ao pensar no ruivo novamente. — Diga, o que trás meu companheiro do clube de costura ?

— Gostaria que fizesse o projeto da minha nova clínica.

— Vai sair do hospital do seu pai?

— Na verdade não. Ainda vou fazer uma coisa ou outra lá, mas quero ser independente de Ryuuken — "ainda chamando o pai pelo nome, hein.." ela pensou. — Aqui nesses papéis tenho o terreno em que vamos construí-la e as informações que acho que irá precisar. Tenho que ir agora, mas se faltar alguma coisa, me ligue.

— Certo, Ishida. Com certeza vou ligar. — Ishida ia se levantando e saindo, mas parou após dois passos e, como se lembrasse de algo, se virou para Rukia que estava lendo os papéis entregues com a cabeça apoiada em sua mão esquerda.

— Ah, Kuchiki-san... pode me passar seu endereço? P-Pro caso de precisar de algo.. — ele mexeu nos óculos pela quinta vez desde que Rukia o vira novamente.

— Claro, claro. Pega com a Kiyone lá fora. — Ishida sumiu atrás da porta, e Rukia estava sozinha novamente — mais um dia que começa...

~x~x~x~x~x~

— E aqui, Ulquiorra-kun, é a cantina! Os alunos só vêm aqui durante o intervalo, portanto é bem silencioso no resto do dia! hehe — Orihime estendia o braço em direção ao grande galpão lotado de mesas e bancos compridos, da porta do local. Seu "novo amigo", segundo a cabeça dela mesma, apenas ascenava e fazia breves perguntas sobre as dietrizes da escola. Estava um pouco cansada, afinal a escola não era assim tão pequena, mas gostava de andar por lá e receber vários abraços e beijos das crianças que passavam pelos corredores.

— Entendo. Obrigado por me mostrar tudo.

— Ainda não acabamos! Vamos para a biblioteca para você ver onde vai trabalhar agora! Kirio-san lhe contou sobre o seu trabalho?

— Sim. Já estou informado.

— Hm, isso é bom. — ela levanta uma mão até a cabeça e coça, como um sinal de nervosismo — Até porque eu não saberia te explicar essas coisas...

Ulquiorra apenas olhava para a moça que dizia várias e várias coisas sobre a própria vida e a escola andando alegremente pouco à frente dele, de modo interessante. Talvez fosse a hora de esquecer tudo o que tinha passado...

Notas finais
...quem sabe...