Notas iniciais
desculpem-me pelo capítulo um pouco menor! (e provavelmente demorei também) estou em final de semestre (greve maldita) então está.. bastante complicado.
Bianca-chan e Lumi-chan, obrigada novamente por comentarem!
E também obrigada a Little Girl por favoritar come and getcha!

Hoje o capítulo é... sofrível.

Manhã. Ela abriu os olhos preguiçosamente, sabendo que tinha o tempo que quisesse para acordar. Como era boa a sensação de poder ficar na cama sem

compromisso! Suspirou quase feliz com sua vida e sentou-se na cama. Dor de cabeça do inferno! Então percebeu... era pra ter alguém deitad...

- O QUE?

Ele deu um pulinho de susto e abriu os olhos de uma vez só. Já era manhã? Tinha realmente dormido ali... mas isso era o de menos. Ou quase.

Ela, deixando todos os pensamentos otimistas — raros — para trás, ficou tentando buscar na memória o porquê daquele desgraçado estar em sua cama. Então ele jogava

sujo e se aproveitava de mulheres bêbadas?

- Posso saber o que você está fazendo na MINHA cama?

- Bom dia, Rukia. Você pediu para ficar aqui... acabei dormindo. Não lembra de nada, não é? — Ichigo sentou-se também e disse, com um sorriso sonolento, enquanto

passava a mão pelos cabelos.

- Claro que lembro — ah, claro — lembro inclusive que você não deveria estar aqui. — ela massageava as têmporas, em vão.

- Você vai me tratar assim depois de tudo o que aconteceu ontem, Rukia? — ele tentou tocar o braço desnudo da morena que logo deu um tapa na mão que se

aproximava.

- Não aconteceu nada!

- Ah, não... "Ichigo, eu ainda te amo" — ele tentava imitar Rukia, sem sucesso — "Ichigo, fica aqui comigo.. "

- A-até parece que eu iria falar uma c-coisa dessas!!! ai... — Ela berrava. Ichigo soltou mais um riso, ela tinha mesmo acreditado. — Vou tomar um banho. Nem troquei de

roupa..

- Quer ajuda?

- SAI!! — Ichigo saiu do quarto sob uma chuva de travesseiros que ela jogava, raivosa. Nem pôde ao menos pegar seus sapatos..

Rukia permaneceu no quarto totalmente atordoada. O que ela mais queria evitar com sua bebedeira sem fim aconteceu... e ainda ganhou uma bela de uma ressaca.

Seria pedir muito, se Ichigo simplesmente evaporasse? Foi logo tomar um banho, antes que a ressaca — nesse momento mais moral do que qualquer coisa — aumentasse ainda

mais.

-x-x-x-x-x

- Bom dia.

Descia as escadas sem perceber que estava descalço na casa alheia, quando viu Renji e Inoue sentados à mesa tomando café da manhã. Era assim tão cedo?

- Bom dia, Kurosaki-kun! A Kuchiki-san já acordou? — Inoue perguntou quase inocentemente, visto que havia percebido que ninguém dormira no quarto que era para ser

de Renji.

- Já. Foi tomar um banho.. — o Kurosaki soltou o corpo cansado sobre a cadeira.

- Ah, então vocês dormiram juntos? Usou o presente que eu e seu pai te demos?

- Renji... a essa hora da manhã já falando nessa altura? — Ichigo soltou um bocejo. — Acabei dormindo lá, mas não usei porra nenhuma disso. E a Rukia quer me matar, a

propósito.

- Bom sinal, Ichigo!

- É berdade, Kulosaki-kun! — Inoue dizia feliz de boca cheia.

- Tsc, vocês... — ele comentou se sentando à mesa. — como foi ontem, Renji? Deixou tudo limpo, né!

- Claro, aqui é serviço bem feito! — Renji foi apenas ignorado.

O café da manhã — nem tão manhã assim, já eram 11 horas — seguia tranquilamente até que uma baixinha vinha pisando duro escada abaixo com sapatos bem maiores que os pés dela na mão.

- KUROSAKI! — ele deu um pulo. — Não fique deixando suas coisas no quarto dos outros!

- Desde quando você me chama pelo sobrenome, KUCHIKI?

- ... — Rukia apenas se limitou a suspirar diante da provocação do ruivo — Inoue, você ainda deixa essa gente ficar na sua casa?

- Kuchiki-san, eu... bem.. o Kurosaki-kun, ele.. é nosso amigo também e, bem.. você sabe..

- Traidores! Todos vocês! Eu vou voltar pra Tóquio, melhor coisa que eu faço!

- N-não, Kuchiki-san!! Nós queremos você aqui.

- Se você insiste, Rukia, eu vou embora. Obrigado por tudo, Inoue; Renji.

Renji, que apenas observava toda a discussão — desnecessária em sua própria opinião — continou observando Ichigo saindo da cozinha, pegando seus sapatos e

vestindo-os, e logo depois indo embora... triste. Sentiu o celular apitando, do nada. Era o próprio dizendo "não vou demorar a voltar". Como se tivesse a ver com a briga

daqueles dois! Até poderia ter a ver, se não tivesse uma amiga tão cabeça dura quanto Rukia.

-x-x-x-x

Estava triste. Fora chutado pela Rukia da casa de Inoue; no fim, merecia algo assim mesmo. Não, merecia nada! Ichigo se sentiu um tremendo idiota. Porque esquecia

as próprias promessas tão facilmente? Porque nunca conseguia cumprir suas promessas, principalmente as que tinham a ver com ela? Mandou uma mensagem pra Renji. Iria

voltar depois, com certeza. Quem a Rukia pensava que era? E porque não acreditava em si, não acreditava nos próprios amigos?! Mas ainda sim, tudo parecia fluir tão

normalmente quando estavam juntos... ele sabia que ela sentia a mesma coisa.

-x-x-x-x

Tinham acordado tão tarde.. com certeza não conseguiriam almoçar direito. Estava deitada de bruços em sua cama, desenhando coisas quase aleatórias. Precisava terminar vários projetos e estava ali perdendo tempo... mas estava realmente complicado. Fora pensar na nova Loja Unagiya, que estava mudando-se para Tóquio, lembrou-se que Ichigo trabalhou lá; ao lembrar disso, lembrou-se quando ele sempre ligava para a chefe pedindo descanso... e ainda foi inventar de fazer medicina. Uma série de lembranças acerca do tempo que ~achava que podia confiar~ no morango voltaram, e estava estressando a morena seriamente. Depois de tudo o que passou, não conseguia ficar sem relacionar algum fato da sua vida com a vida dele? Porque suas histórias tinham que ser tão entrelaçadas?... os mesmos amigos, gostos... lugares.

Alguém bateu à porta; uma, duas, três... quatro. Não, não podia ser.... não tinham se passado nem três horas desde que foi chutado dali!

- Rukia.

- Não.. eu mereço. Sério. — ela sentou-se de frente para a porta, onde estava... ele. O próprio. — O que você está fazendo aqui de novo, Ichigo?

- Você fica linda irritada.

- E você, pelo jeito, continua um galinha profissional.

- Começou... — ele comentou baixo, temendo uma discussão. Mas ela, infelizmente, ouviu.

- O que começou? -ela tinha uma expressão de raiva porém sofrível. — Eu não estou nada satisfeita em te ver no meu encalço, você consegue me entender?

- Entendo perfeitamente. É tão ruim assim olhar pra minha cara?

- Totalmente.

- Não superou nosso fim?

- Como se eu fosse desse tipo. — Rukia abaixou o tom de voz, voltando à calma habitual.

- Então não sei o que é.

- Qual o problema em não querer te ver nunca mais, Kurosaki Ichigo?! Parece que mesmo se eu te matasse, você voltaria do mesmo jeito!! — a pouca calma que ela conseguira cultivar foi pro espaço em segundos, novamente.

- Que bom que você sabe. — Ichigo deu um passo a frente e trancou a porta atrás de si. Comemorou internamente pois a chave poderia sair da porta, então retirou a mesma e colocou no bolso da bermuda que usava. — Precisamos conversar.

- Não temos nada para conversar.

- Temos, temos sim. O que aconteceu há cinco anos atrás, Rukia?

Ele usava aquele olhar... aquela seriedade que só aparecia quando ele estava.. determinado. Rukia não conseguia entender. Por que aquilo tudo, e naquele momento?

- Eu fui pra universidade.

- ...por que terminamos?

- Você realmente quer falar sobre isso agora, Ichigo? Sério?

- Por que nós terminamos, Rukia? — ele insistiu. Ela se sentiu até um pouco intimidada, talvez. Ficava cada vez mais confusa.. novamente.

- V..Você me traiu, Ichigo.

- Não consigo... você realmente acredita nisso até hoje? — ele que continuava parado de costas para a porta e com as mãos no bolso, mudou sua posição para os braços cruzados.

- Vai me dizer que é mentira agora?

- Já te disse! Um milhão de vezes! E há cinco anos atrás! — a morena suspirou. Qual a necessidade daquilo tudo...? Decidiu ignorar o que estivesse por vir. Seria melhor; para ambos. — Você pode não prestar a atenção, Rukia. Pode tapar os ouvidos, os olhos, pode pular dessa janela! — Ichigo novamente se movimentou e sentou na cama, de

frente para ela. Ao ver que a baixinha recuara, segurou em seus braços ~quase~ gentilmente. — Eu nunca tive motivos pra te trair! Acredita em mim! Aquela mulher, a Rir..

- Nem pronuncie o nome dela. — cada vez com mais sentimentos misturados, a Kuchiki perdia cada vez mais as forças.

- Rukia... você a conhece... e você se lembra de tudo o que aconteceu antes de você pensar que eu tinha... argh! Como se fosse adiantar falar com você isso! Eu sou um idiota mesmo. — Ichigo se virou de costas pra ela. — Eu sei que você prefere acreditar em quem sempre soube que era ordinária, do que em mim que sempre olhei nos seus olhos.

- Eu já.. acreditei em você uma vez. — ele não tinha certeza por estar de costas, mas.. teve uma leve impressão de escutar uma voz embargada vinda de Rukia.

- E eu estou te pedindo pra acreditar de novo.

Notas finais
o que será que a Rukia vai fazer? apesar de ter dado algumas dicas espalhadas pelos capítulos, nesse ficou mais nítido um pouco que tem uma culpada no negócio... ahueha

e no último capítulo eu tinha esquecido que as pessoas já tiram os sapatos normalmente no japão, então segui a linha de raciocínio como se nada tivesse acontecido. aheuhae bjs!