Pov Rafael

– Bom dia – disse Diego, assim que mamma e eu aproximarmos dele, estávamos em um laboratório médico.

– Bom dia. – respondemos em uníssono, ele então nos deu um leve sorriso.

– Como você tem passado, hein Rafael?

– Tenho passado bem e o senhor? – mamma sempre disse que tenho que ser gentil, educado e amável com as pessoas, principalmente com o Diego.

– Estou bem – sorriu e lhe retribuí com um sorriso fraco – a Lizie te mandou um beijo – meu sorriso saiu um pouco mais natural, da Lizie eu gosto.

– Ela está bem? – ele assentiu sorrindo – ela também vai ao almoço da tia Leila, na sexta-feira?

– Não, ela estará viajando – estranho, mamma pareceu suspirar aliviada, com as palavras dele.

– Ah – dei-lhe um leve sorriso – diga que lhe mandei um beijo também, por favor – pedi-lhe.

– Pode deixar que eu digo... – ele pareceu querer dizer mais alguma coisas, mas um homem alto veio até nós e o interrompeu.

– Olá, como estão? – disse simpático a nós – como vai, Roberta?

– Vou bem, Jorge – cumprimentou o homem com um aperto de mãos – e vocês, como estão?

– Estamos todos bem – sorriu para ela, antes voltar sua atenção a mim – então, você é o famoso Rafael?

– Sou o Rafael, mas não sou famoso, não – eles riram.

– Não?! – assenti incerto – mas todos que eu conheço falam muito de você, principalmente sua tia Alice – ele conhece a tia Lice? Pareceu perceber minha surpresa e riu – sou casado com a mãe do seu tio Pedro.

– Ah – sorri.

– Bom, acho que já podemos colher as amostras, tudo bem? – disse a mamma e ao Diego, que assentiram – vamos? – o acompanhamos até uma sala, onde havia uma mulher, vestida de branco, acho que era médica ou enfermeira, ela nos olhava sorrindo.

– Ola, como estão? – sorrimos para ela – sou a enfermeira Laura, podemos começar – assentimos – quem será o primeiro? – perguntou pegando uma agulha enorme, olhei assustado a mamma.

– Está tudo bem, meu anjo – mamma garantiu a mim.

– Posso ser o primeiro – disse Diego a mim, apenas assenti, ele se sentou em uma poltrona e a enfermeira Laura enfiou a agulha no braço dele, começou a sair sangue dentro de um frasquinho pequeno, não gosto de sangue, mamma pegou-me no colo e beijou minha bochecha.

– Está tudo bem, a mamma está aqui, ok? – sussurrou para mim e a abracei.

– Pronto – enfermeira Laura sorriu para mim – mocinho sua vez, vamos?

– Vem Rafa – Diego chamou-me, olhei inseguro para a mamma – está tudo bem, não precisa ter medo, não vai doer – garantiu-me, mamma me levou até a poltrona que Diego havia se sentado e me colocou sobre ela – vai ser rápido – Diego disse ajoelhando-se ao meu lado – me da sua mão – estendeu-me a sua – se doer você aperta a minha mão, ok?! – segurei-a incerto.

– Vai ser rápido mocinho, você irá sentir apenas uma picadinha de leve – garantiu-me a enfermeira Laura – depois você vai ganhar um pirulito – sorriu, pegando uma outra agulha enorme, apertei a mão do Diego antes mesmo que a agulha tocasse minha pele, ele apertou minha mão levemente, dando-me conforto... – prontinho – ela sorriu ao retirar a agulha do meu braço, com um frasco cheio de sangue, até que foi rápido e eu nem senti tanta dor.

– Obrigado – disse ao Diego que sorriu antes de soltar minha mão.

– Não foi nada – retribuí seu sorriso – você foi muito corajoso.

– Quando ficará pronto o resultado? – ouvi mamma perguntar, Diego voltou sua atenção a ela.

– Na quinta-feira de manhã, vocês já estarão com o resultado em mãos – enfermeira Laura respondeu a ela, pegando um pirulito e entregando a mim – ele se parece muito com você – disse ao Diego com um fraco sorriso, não entendi bem o porquê.

– Eu sei, não tenho dúvidas quanto a isso – disse firme a ela, que apenas assentiu.

– Obrigado – agradeci pelo pirulito.

– Não foi nada, querido – sorriu, antes de nós deixarmos a sala.

– Roberta – Jorge chamou a mamma na recepção – pegarei o resultado e levarei direto ao Diego na quinta-feira, o juiz receberá um também e você?

– Meu advogado chega ao Brasil na quarta-feira, não se preocupe – tio Luigi? – entrarei em contato com vocês.

– Ótimo, agora tenho que resolver algumas pendências – sorriu-nos – te telefonarei em breve, Diego – ele apenas assentiu – até mais – disse antes de deixar-nos a sós.

– Bom, você está com fome? – Diego perguntou a mim – ótimo, também estou, que tal eu levar vocês para comer alguma coisa, hein? – olhei incerto para a mamma, que pareceu querer negar o convite, mas...

– Tá – ela disse por fim.

Já havíamos terminado de comer, falávamos sobres assuntos cotidianos, vez ou outra mamma e o Diego pareciam se encarar demais.

– Então quer dizer que você gosta de futebol? – perguntou-me Diego.

– Sim – confirmei – eu gosto bastante.

– Qual o seu time? – ele parecia entusiasmado em falarmos desse assunto, não me importei, também gosto muito de futebol.

– Torço pelo Milan – ele fez uma careta estranha, parecia desgostar.

– Ah, não é um time brasileiro – mamma riu – você conhece os times brasileiros? – neguei, ele olhou a mamma – você não ensinou esse tipo de coisa a ele? – ela negou divertida – não lhe contou sobre o Flamengo? – parecia incrédulo.

– Jamais – ela disse, ele pareceu querer dizer alguma coisa...

– Quem é Flamengo?

– Flamengo é o maior time brasileiro de todos os tempos, simplesmente o melhor e maior time já existente na história – disse convicto e mamma riu, negando com a cabeça – você ainda vai ouvir falar muito dele.

– Nunca ouvi falar – ele parecia chocado.

– Não tem importância, eu te conto... – começou dizendo.

– Depois, né Diego? – mamma o interrompeu e ele olhou para ela contrariado – agora que já terminamos de comer, precisamos ir – olhou para mim, que assenti – até mais, Diego.

– Roberta – a chamou, quando estávamos levantando da mesa – você vai deixar o Rafael na casa do meu pai hoje? – ela assentiu – será que eu posso buscá-lo mais tarde então – buscar-me para que? Mamma também estava intrigada – queria conversar mais com o Rafael – olhou para mim – tudo bem para você? – assenti incerto.

– Bom, se pelo Rafa tudo bem – ela olhou para mim, mas não disse nada – então, por mim não tem importância – sorriu fraco – agora, precisamos ir, tchau Diego.

– Tchau Roberta – ele veio até mim e deu-me um de seus abraços inquietantes – tchau Rafa.

– Tchau Diego – disse antes de me afastar com a mamma.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado ;) E pela nonagésima oitava vez... Comentem, por favor!