Pov Diego

– Já dá para parar de rir, não é Elizabeth?! – havia acabado de sair do banho e contado como tinha sido o meu dia a minha namorada, que estava gargalhando em cima da minha cama, e sim, meu humor não havia melhora desde essa tarde.

– Ai desculpa, Dih – ela tentava se controlar – mas é que – riu novamente – é muito engraçado.

– Eu não achei graça nenhuma! – disse sério.

– É sim – gargalhou, fazendo-me bufar irritado pela milésima vez, caminhei até o meu armário para procurar alguma peça de roupa para vestir, pois estava apenas de toalha – desculpa – suspirou, limpando o canto dos olhos, já estava chorando de tanto rir – olha, isso é um sinal – a olhei irritado, também era a milésima vez que a Lizie falava de sinais divinos – você e a Roberta trabalhando juntos e tudo mais...

– Já chega, né?!

– Ok, não fica irritado – disse sentando-se na cama – vai melhora esse seu humor – sorri forçadamente e ela riu – não é tão ruim assim.

– Você não prestou atenção no que eu falei, só pode!

– Olha só, você só está irritadinho porque só agora, depois de um século, você reparou que a Roberta usa uma aliança – bufou revirando os olhos.

– E não era para estar? – perguntei incrédulo, fazendo-a revirar os olhos mais uma vez – espera, você já sabia? – ela assentiu indiferente – e por que não me disse nada?

– Sabe que para um historiador e avaliador de obras de arte, você é um péssimo observador – debochou – eu reparei assim que pus os olhos nela, esse é o meu trabalho e o que eu faço de melhor, reparo – riu e eu bufei – pensei que você que passa tanto tempo com ela tivesse reparado também – disse irônica.

– Sei lá, pensei que fosse um anel, não uma aliança – enfatizei a última palavra e ela riu.

– Faz sentido – concordou pensativa – a primeira vista, também pensei que fosse, mas eu trabalho com os detalhes, daí ficou nítido que era uma aliança – bufei e ela riu – mas voltando ao assunto trabalho, agora que você está trabalhando com a Roberta – não, de novo não...

– E com o Victor e a Fernanda também – ela sorriu amplamente, havia gostado da Fernanda sem nem ao menos conhecê-la, apenas por causa do nome, Fernanda é também o nome da mãe da Lizie, na verdade, minha sogra se chama Maria Fernanda ou Dona Nanda, como eu a chamo, um anjo... – e não apenas com a Roberta – lembrei-a e ela me fuzilou com os olhos.

– Diego, cala a boca – repreendeu-me, era só o que me faltava – a questão é que, o fato de vocês estarem trabalhando juntos, pode aproximar você do seu filho – agora isso me interessou, a olhei atento – você poderia se oferecer para levá-la a Gallery, dar carona a ela, entende? – a encarei confuso.

– E o que isso tem haver com o Rafael? – ela revirou os olhos, com se a resposta fosse obvia.

– Dando carona a Roberta, você passa a ver o Rafa todos os dias – ah, sim...

– O Rafael está ficando na casa do meu pai, se esqueceu?! – ela assentiu – o que é muito estranho, diga-se por sinal – comentei e ela assentiu novamente – o que nós iremos fazer hoje, hein? – perguntei na tentativa mudar de assunto.

– Não sei, o que você quer fazer? Quer sair para comemorar seu primeiro dia na JunF’s?

– Qual o horário do seu voo amanhã? – ah sim, Lizie vai passar uma semana em Belo Horizonte a partir de amanhã, a trabalho.

– Oito horas – respondeu – você me leva ao aeroporto?

– Claro, o pai da Marta estará te esperando lá quando você chegar?

– Sim, falei com a mãe dela hoje – Lizie ficaria hospedada na casa dos pais da nossa amiga, por insistência deles – eu ainda preciso terminar de fazer as minhas malas.

– Então nós podemos ficar por aqui mesmo – caminhei até ela – e comemorarmos a sós – disse malicioso e ela riu, levantando-se da cama, ficando diante de mim, passando seus braços em volta do meu pescoço, enquanto minhas mãos foram de encontro a sua cintura – o que você acha, hein? – perguntei, com a boca a centímetros da dela.

– Eu... – merda, a campainha – acho que vou atender a porta – disse soltando-se dos meus braços e dando um tapa na minha bunda – e vê se veste uma roupa, peladão – riu antes de sair do quarto, detalhe, eu estava apenas sem camisa, que estava em cima da cama, vesti-a e fui até a sala, onde encontrei Lizie na companhia dos meus amigos, Pedro e Tomás, estranhei a presença deles, nós não havíamos combinado nada, mas enfim...

– Já sentiram minha falta? – perguntei zombateiro, chamando-os a atenção.

– Na verdade, só o Tomás que não sabe viver sem o macho dele – Pedro disse – eu vim apenas para ver a Lizie – piscou para ela que sorriu, enquanto Tomás lhe dava um tapa na cabeça.

– Invejoso você, Pedrinho meu filho – Tomás disse com a voz afeminada – porque o meu macho não te quis, sempre preferiu a mim – Lizie riu.

– Veados, vocês dois – falei – eu prefiro a Lizie, sem dúvida – a abracei por atrás.

– Vai dizer que você prefere essa baranga a mim? – Tomás fez-se de indignado – mesmo depois de tudo que passamos juntos, depois de anos de amor, dedicação e companheirismo – assenti, beijando a têmpora direita da minha namorada, que ria junto com o Pedro.

– Muito veado – eu disse rindo e ele me mando um beijo no ar, uma bicha.

– Cara, tirando as veadagens do Tomás – que revirou os olhos, com as palavras do Pedro – nós viemos chamar vocês dois para saírem.

– Hum, não sei – olhei incerto para Lizie – o que você acha?

– Por mim tudo bem – sorriu – podem ir.

– Você não vai? – perguntei, ela assentiu confirmando, sem ela eu também não iria – mas eu...

– Eu acho ótimos vocês saírem – disse encorajando-me, mas não estava muito afim – você precisa se divertir e se distrair um pouco, foi um dia longo – ainda estava incerto – está tudo bem, eu aproveito termino de fazer minhas malas.

– Tem certeza?

– Tenho, vou ficar bem – garantiu-me.

– Diego, aceite o fato de que sua baranga não te quer.

– Vá a merda, Tomás! – Lizie e eu dissemos juntos, ignorando a expressão de indignado do meu compadre – vão, estão expulsos os três – ela disse divertida.

– Ok, fica bem, tá?! – ela assentiu e dei-lhe um beijo rápido, ignorando as palhaçadas dos meus amigos que me zoavam – então, para onde vamos? – perguntei, quando já estávamos no carro do Pedro.

– Vamos recordar o passado – Pedro disse.

– Vamos é viver o presente – Tomás disse.

– Hmm, nós vamos a algum lugar que costumávamos ir? – perguntei curioso, devido ao mistério sobre o lugar onde estávamos indo.

– É... – eles responderam ao mesmo tempo, olhando um para o outro com uma expressão divertida.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Estou amando os comentários de vocês como sempre, então não deixem de comentar, por favor, é muito importante para mim recebe-los ;D