Pov Roberta

Fernanda sorria alegremente, quando Diego e Victor nos deixaram sozinhas, o que era bom, pois não queria, de modo algum, que o assunto DiRo entrasse em pauta.

– Eu ainda não estou acreditando, sabe?! – sorri para ela – parece um sonho – Ai Meu Deus, ela era tão fofinha e lindinha, ri, com o meu pensamento sobre a minha fã?!

– Quantos anos você tem? – perguntei sorrindo.

– Vinte um – nossa, eu sou uma velha... Ela é tão novinha.

– Minha nossa, você tinha o que, quinze quando a banda se desfez?

– Sim – riu – eu era louca por vocês – awn que amor, não pude deixar de sorrir.

– Você não é daqui do Rio, né? – perguntei notando seu sotaque.

– Não, sou de Joinvile, Santa Catarina.

– Nós estivemos na sua cidade – ela assentiu sorrindo – você era tocarnática? – lembrei de seu comentário de alguns minutos atrás.

– Era, eles eram os meus preferidos – deu-me um sorriso amarelo, acho que devido ao seu momento de sinceridade, o que era bom, na verdade, era ótimo, primeiro por ela ter sido sincera e não bajuladora e por não ser uma dironática, sorri, já disse que gostei dela?!

– Posso te contar um segredo – ela assentiu confusa – eles também são os meus preferidos – rimos – mas você está no Rio sozinha ou com a sua família? – perguntei, tentando sair do assunto Rebeldes.

– Sozinha, minha família ainda mora em Joinvile.

– E eles te deixaram vir para cá sozinha? – acho que estou começando a ser meio enxerida.

– Sim, sempre foi o meu sonho vir para cá – sorriu – e convencê-los a me deixar ir para Londres sozinha é que foi mais difícil, meu pai não concordava, mas depois ele viu que seria uma excelente oportunidade para o meu futuro – sorri.

– É verdade, soube que você fez um curso temporário de Artes em Goldsmith – comentei.

– Sim, foi assim que eu terminei o ensino médio – assentiu – passei um ano e meio lá.

– Incrível, Goldsmith é um sonho, assim como Slade, é claro, eu me formei em La Sapienza – comentei, notando seus olhos brilharem.

– Outro sonho, para qualquer pessoa, sendo ela conhecedora da Arte ou não – rimos.

– Você se casou? – perguntou parecendo surpresa, fiquei confusa, mas logo entendi o porquê, minha aliança.

– Sim – sorri levemente para ela, que retribuiu – fiquei viúva há poucos meses – comentei e seu sorriso assim como o meu se desfez.

– Oh, sinto muito – dei-lhe um sorriso fraco, mostrando que ela não precisava se preocupar, foi quando Diego e Victor retornaram, não sei bem porquê, mas notei que havia algo errado, não com o Victor, mas o Diego estava diferente, parecia me olhar diferente, com raiva?! Não saberia ao certo dizer.

– Acho que já podemos falar sobre trabalho, não? – disse Diego, olhando diretamente nos meus olhos, sim, ele estava diferente, estava frio, seu olhar caiu sobre mim como se procurasse por algo, o que fez com que eu sentisse um arrepio, aquilo me incomodou de alguma forma. O que será que havia acontecido?

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar, por favor :)