Começo, Meio E Fim
68 Capitulo 68
Pov Rafael
– Desemburra essa carinha linda que você tem, meu amor – mamma disse dando um beijinho na minha bochecha, dei-lhe um leve sorriso – o que houve, meu anjo?
– Não ir quero jantar com o Diego – disse com desânimo.
– Rafael, nós já conversamos sobre isso – assenti – hein, vai ser legal – sorriu carinhosamente.
– Mas nem a senhora, o padrinho e a madrinha, o tio Peu e a tia Lice nem os gêmeos estarão lá.
– Mas será divertido, tenho certeza de que você irá gostar, o Diego irá te apresentar a namorada dele – por que a mamma fica estranha ao falar da namorada do Diego?! – quero que você seja gentil, educado e que se comporte direitinho, enquanto estiver com eles, tudo bem?!
– Sim – sorri e mamma retribuiu, era a décima vez que ela dizia isso.
– Que bom – deu um outro beijo na minha bochecha, nesse instante a campainha tocou – eu atendo – sorriu para confortar-me – oi... – por que a mamma e o Diego ficam olhando tanto um para o outro e parecem sempre ficar sem graça ou sem saber com agir quando estão juntos?!
– Oi – disse sem jeito ao entrar no apartamento – oi Rafael – sorriu para mim.
– Oi – sorri tentando ser simpático.
– Pronto para irmos? – Diego estava visivelmente animado com o jantar, apenas assenti – o trago de volta até as 22 horas, tudo bem? – disse a mamma.
– Tudo – sorriu levemente para ele – e o senhor... – disse a mim.
– Já sei – sorrimos um para o outro.
– Amo você, meu anjo – deu-me um abraço e um beijo na bochecha que lhe retribuí, Diego nos observa, sorrindo?!
– Também amo a signora – disse antes de Diego e eu sairmos.
Durante o caminho para o apartamento, estávamos indo buscar sua namorada, não nos falamos muito, apenas respondia as poucas perguntas que ele vez ou outra me fazia.
– Seja bem vindo – Diego disse sorrindo, ao entrarmos no seu apartamento, onde se encontrava uma moça sentada em um dos sofás, que se levantou sorrindo pra nós – Rafael, está é Elizabeth – nos apresentou.
– Prazer em conhecê-lo Rafael – ela disse, dando-me um beijo na bochecha, geralmente as pessoas não fazem isso, fazem?!
– Prazer em conhecê-la senh...
– Orita – sorriu ao interromper-me, senhorita – mas pra você Lizie – assenti sorrindo amplamente para ela, Diego pareceu estar divertindo-se com a cena.
– Bom, vamos – Lizie e eu assentimos, antes de sairmos rumo ao tal restaurante, que não era muito longe do apartamento de Diego.
Lizie era divertida, falou o caminho todo, fazendo-nos rir às vezes, falando apenas sobre assuntos banais, já havia gostado muito dela.
– Então Rafa, como era viver na Bela Itália e agora estar aqui, com esse calor em solo brasileiro? – Lizie perguntou assim que o garçom trouxe nossos pedidos.
– Eu gosto do calor, mas sinto falta de casa – disse a ela sorrindo, Diego nos observava atendo, não falou muito desde que chegamos, acho que porque Lizie meio que não nos deu espaço para falarmos – lá era bem mais fresco.
– Ah Roma, tão linda – comentou – amei todas as vezes que estive por lá, na verdade toda a Ítala é muito bela – concordei sorrindo – você é natural romano?
– Não, nasci em Laurenzana, mas não fica muito longe – sorri – e você? Não me parece brasileira – comentei e ela riu.
– Sou como você – a olhei intrigado, ela e Diego sorriram – minha mãe é brasileira e meu pai é inglês – ah – meu irmão nasceu no Brasil, já eu nasci em Londres, mas acho que esse meu lado brasileiro que me deixa menos feia e fria como o restante dos britânicos – deu de ombros.
– Você é uma moça muito bonita, Lizie – comentei, verdadeiramente ela era muito bonita, mas não tanto quanto a mamma.
– Ah, Obrigada – sorriu – você também é um rapazinho muito bonito e galante, um verdadeiro gentleman, sua mãe deve ter muito orgulho de você – sorri, Diego também sorria.
– Obrigado – retribuí com um sorriso – mas como seus pais se conheceram? – perguntei curioso a ela que sorriu.
– Meu pai participou de um intercâmbio durante a Faculdade, na época ele ficou hospedado na casa de uns tios da minha mãe, o tio da minha mãe era professor em uma Universidade no Paraná, no sul do país, foi assim que eles se conheceram, através dos meus tios-avós – explicou-me – então, alguns anos depois meu pai retornou a Londres, casado e com um filho de uns dois anos, George – sorriu afetuosamente.
– Você tem mais irmãos? – ela negou com a cabeça, enquanto comiam o conteúdo que estava em seu prato – eu também não tenho – disse incerto, então olhei para Diego, que me encarou confuso – vocês tem filhos? – perguntei fazendo Diego engasgar com a comida e Lizie rir.
– Não, nós não temos – Diego disse – Lizie não tem filhos – ela assentiu sorrindo – e eu só tenho você – bebeu um pouco de suco.
– Como você sabe que só tem a mim? – agora ele engasgou com a bebida e Lizie pareceu segurar-se para não rir – até alguns dias você nem sabia sobre a minha existência?
– É Diego, como você sabe? – Lizie perguntou divertida e ele pareceu fuzilá-la com os olhos.
– Fora a sua mãe, não tive nenhuma outra namorada com que... – calou-se parecendo incerto do que dizer e Lizie riu – apenas sei – disse desconfortavelmente – não é, Lizie?
– Por mim – ela riu e ele bufou.
– Só tenho você, a não ser que sua mãe me tenha escondido algum outro filho – sorriu levemente debochado ou irônico?!
– Ela não tem mais filhos – disse seriamente firme – ela só tem a mim! – ele me olhou sério também.
– Então Rafa, o Diego me disse que você era um nadador profissional, em Roma? – Lizie perguntou, fazendo-me voltar minha atenção para ela, desviando meu olhar do dele, já disse que não gosto de olhá-lo nos olhos? Pois é, é sempre a mesma sensação inquietante.
Continua...
Fale com o autor