Começo, Meio E Fim
134 Capitulo 134
Notas iniciais
Pov Roberta
– Então você já sabia? – perguntei surpresa, ao terminar de contar a Eva minha discussão com Diego, precisava desabafar com alguém, e quando me questionou o que estava havendo não hesitei, estava deitada sob seu colo, enquanto ela acariciava meus cabelos.
– Eu posso ser desligada, às vezes, mas estava obvio que vocês estavam... – hesitou – bem – bufei – e agora parece que não estão mais.
– Não quero mais olhar na cara do Diego – estava muito irritada ainda – ridículo, se achando o dono da verdade, jogando na minha cara todos os meus erros, como se eu não me culpasse por tudo que eu fiz – sentei-me sob a cama um pouco exasperada – mas não, ele é sempre o certo e eu sou a errada, a vilã da historia, ele nunca erra, a culpa é sempre minha... – calei-me ao perceber a expressão da minha mãe – qual é a graça, Eva?
– Nenhuma – segurou o riso, revirei os olhos – e pra você é mamãe de preferência, conheço mães que ficam muito nervosas quando os filhos a chamam pelo nome – tentou me repreender, era só o que me faltava.
– Não deveria ter contado isso a você, mas o assunto em pauta não é o Rafael.
– Não, é o pai dele – riu – ai filha – revirei os olhos novamente – vocês precisam se acertar e isso sim têm que ser pelo Rafael, já que por si mesmo vocês não conseguem.
– Eu sei – suspirei – mas eu ainda estou muito ressentida com tudo que ele me disse.
– E provavelmente ele deve estar ressentido com o que você disse a ele também.
– Eva será da pra para de ficar defendendo o Diego?
– Não estou defendendo-o, apenas acho que vocês dois tem que parar de agir como duas crianças birrentas – encarei-a indignada – isso mesmo, duas crianças que não conseguem parar de fazer birra, só para chamar mais atenção que o outro.
– Eu não... – respirei fundo – tudo bem, talvez eu esteja sendo um pouco infantil – riu concordando – tentarei a partir de agora ser mais racional ao lidar com ele, pelo Rafael – arqueou as sobrancelhas – e pelo bem na nossa convivência – sorriu.
– Fico feliz em ouvir isso – queria lhe perguntar algo, mas... – o que foi? – merda!
– Nada, só uma coisa que me passou pela cabeça – me incentivou a continuar – o Diego ele disse, afirmou na verdade, que eu amei o Giuse e... – calei-me ao observar sua expressão.
– Ah... – exclamou com os olhos levemente arregalados, mas não havia surpresa refletida neles, era como se ela também...
– Você concorda com ele, com o que o Diego disse?!
– E você não? – permaneci em silêncio, encarando sua seriedade – Roberta, você se lembra da pergunta que te fiz a alguns anos, em Verona, quando te encontrei casada e com um bebê – assenti – e o que você me respondeu?
– Você me perguntou se aquela era a vida que eu queria, se estava feliz e eu respondi que aquela era vida que eu havia escolhido para mim e que tinha tudo que precisa – merda.
– Quando você me disse isso e eu te vi tão dedicada àquela vida, senti que tinha feito a coisa certa em te afastar do Diego – não esperava ouvir aquilo, ela percebeu – cheguei até a questionar se você amava seu marido, mas você não respondeu, não afirmou muito menos negou – suspirou – seus olhos ainda refletem o mesmo brilho quando se fala nele, carinho, admiração, gratidão talvez e claro, amor.
– Você está me dizendo que eu sempre amei o Giuse? – assentiu – não, eu amava o Diego, não tinha como amar outro homem...
– Mas você amou, ainda o ama...
– Isso não faz sentido, sei o que eu sinto.
– Tudo bem, seu marido morreu há poucos meses e você como uma boa viúva ainda zela pela morte dele – senti um aperto no peito com suas palavras, não sou uma boa viúva, assim como não fui uma boa esposa... – ele deixou em testamento condições que fazem você a conviver com seu ex, e qual foi sua reação? Nenhuma, nada se alterou no você sentia.
– Deixe-me ver se entendi, você está dizendo que eu não ter ficado com raiva pelo que ele fez, é sinal de que eu o amava? – assentiu – você está enganada, Eva, quando eu soube as cláusulas que o Giuse havia deixado, eu me ressenti, não esperava por elas – admiti – mas não tê-lo mais presente comigo e com Rafael, a falta dele, fez com que eu deixasse para lá qualquer ressentimento – Eva sorria – ele me estendeu a mão e esteve do meu lado quando eu mais precisei, cuidou do meu filho como se fosse dele, não poderia odiá-lo.
– Não disse que você precisaria odiá-lo, mas no fundo acredito que todos nós esperávamos que você se revoltasse com a atitude dele – poderia dizer o que fosse, mas minha mãe sabia como me sentia, mesmo que eu jamais admitisse – e quanto ao Diego, admitir para si mesma que amou seu marido, talvez seja o primeiro passo para que vocês dois se acertem.
– Claro, admitir que amei outro homem será um progresso na nossa relação – ironizei.
– Talvez seja mesmo – sorriu – se você souber diferenciar esse amor principalmente.
– Diferenciar o amor? – assentiu – Eva faça sentido, por favor – pedi.
– Eu amei o seu pai – ai não... – e amo o Franco...
– Eva, eu pedi pra você fazer sentido, não pra ficar...
– Se você fizer o favor de me ouvir – interrompeu-me, assenti impaciente – o fato é que se pode amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, a diferença está no modo como se ama, na intensidade do sentimento – ouvia-a atenta – você se apaixonou pelo Diego, Roberta, já pelo Giuseppe não, essa é a diferença, pelo seu marido o amor era calmo, sutil, surgiu com a convivência, com o carinho, a admiração, era um sentimento mais maduro, digamos – permaneci calada, esperando que ela continuasse – mas com o Diego é diferente, o fogo da paixão se transformou em algo mais forte que foi crescendo cada vez mais, juntos vocês passaram por vários estágios, enfrentaram problemas, superaram barreiras, esse é apenas mais um obstáculo, é o modo como se lida com essas dificuldades que fortalece o amor.
– Desde que nos reencontramos, nós não dissemos “eu te amo” ou algo do tipo, nós nem sequer fizemos... – respirei fundo – foi algo mais carnal, sabe? – assentiu e eu suspirei.
– Isso é porque talvez vocês tenham nesses últimos anos, trancafiado o sentimento dentro de vocês, para que se dessem a oportunidade de continuar a viver, para que a saudade e a distância não os sufocassem, mas agora vocês estão aqui, perto um do outro, é só deixar os sentimentos fluírem, se darem essa nova chance – suspirei novamente – vai pensar com carinho em tudo que eu te disse, filha?
– Talvez...
– Roberta!
– Irei tentar, ok? – disse impaciente.
– Ok, mas... – sua frase interrompida pelas batidas na porta, que foi aberta por Alice.
– Posso entrar?
– Já entrou – disse para provocá-la, mostrou-me a língua, sorri.
– Ignore a Roberta, Alice, venha cá – e foi que ela fez, jogando-se na cama ao lado da Eva, dando um beijo em sua bochecha e mostrando-me a língua novamente – como vocês estão?
– Estamos bem – sorriu, Eva e eu sorriamos também, minha mãe acariciou sua barriga volumosa – nós já decidimos a data da minha cesariana – ampliou seu sorriso.
– Sério? – assentiu – e quando vai ser? – perguntei interessada.
– Seis de janeiro, eu não vejo à hora, falta pouco agora.
– Awn minha netinha – rimos.
– Já soube das novidades, Roberta? – neguei confusa – não contou a ela, Eva?
– Ai, eu me esqueci...
– Oh claro, ficou mais preocupada em dar uma de psicóloga sem diploma do que me colocar a par dos acontecimentos – Alice nos encarou curiosa e minha mãe pareceu indignada, mas ignorei – mas podem me contar o que houve?
– Franco e eu daremos uma grande festa de Natal, filha – disse entusiasmada.
– Tem mais, continua Eva – incentivou Alice, também entusiasmada.
– E a virada do ano nós todos passaremos em Búzios.
– Nós todos, em Búzios? – assentiram, ah não...
– Bom, como Franco e eu faremos a ceia de Natal, Leonardo e Silva se encarregaram do Réveillon, então eles sugeriram Búzios, já que eles têm uma casa lá...
– Eu sei que eles têm uma casa em Búzios, uma enorme casa, mas o que é que o Leonardo e a Silvia têm a ver com isso, com o final de ano?
– Roberta, eu acho que você não entendeu quando a Eva disse “todos” – o pior que é que eu havia entendido, apenas esperava que tivesse interpretado errado.
– Os Maldonado estão inclusos nesse “todos” – constatei.
– Não só os Maldonado – Eva continuou – mas também, Jonas e Leila, Becky, Vicente e a Lana, Carla e Tomás, Pilar, Binho e as crianças, a Bete e o Jorge, e o irmão do Pedro com a namorada também – Meu Deus...
– Parece que será divertido, pena que Rafael e eu não poderemos participar.
– Como não? – perguntaram em uníssono.
– Estaremos em Roma no Natal, retornaremos ao Brasil em janeiro – expliquei-lhes.
– Roberta, você não pode fazer isso – disse Alice, um pouco afobada – além do mais, é o primeiro Natal do Rafa com todos nós, primeiro Natal do Rafa com o Diego, e eu duvido que ele vá querer passar mais um ano sem comemorar com o filho – revirei os olhos.
– Paciência, pois Rafael e eu estaremos em Roma, como sempre e com o meu pai.
– Na verdade, o seu pai, filha, estará aqui no Natal, eu o convidei – encarei-a surpresa – ah, convidei a namorada dele também – ah, que ótimo...
– Ele não me disse isso.
– Que estaria aqui? Sim, Leonel me garantiu que virá, já a namorada ele não deu certeza...
– Seu pai está mesmo namorando a Isa? – Alice tentou conter o riso, falhamente, assenti revirando os olhos – então agora você passará o final de ano aqui, conosco?
– Na falta de algo melhor, sim Alice, satisfeita?
– Muito – Alice e Eva disseram juntas – ai filhinha melhora essa cara, será divertido.
– Se você diz – esbocei um meio sorriso – vocês demoraram – disse à Alice, que assentiu.
– Sim, nós demoramos um pouco na casa da Bete, depois fomos para casa e passamos no Tomás e na Carla antes de virmos para cá... – interrompeu-se – ah, acho que a Carla quer falar com você – arquei as sobrancelhas – acho que tem a ver com a ligação que ela recebeu do Diego – merda – quando estávamos saindo, ela ficou meio estranha depois.
– Ah... – Eva nos observava sem dizer nada, nos entreolhamos.
– Vocês brigaram – não foi bem um pergunta, Alice sorriu, devido a minha expressão.
– Eu e Carla? – fez-me de desentendida – não, claro que não, estamos muito bem.
– Engraçadinha, estou falando de você e do Diego.
– Sim, sempre – dei de ombros.
– Isso porque vocês estavam indo bem, jurava que dessa vez vocês se acertavam, de tão grudados que vocês estavam, estava na cara que vocês estavam...
– Não estava tão na cara assim – a interrompi, merda, o sorriso de Alice se ampliou, merda!
– Sua ridícula, eu não acredito que você não me contou – riu – ai Roberta.
– Você não disse que estava na cara? – bufei.
– Estava mesmo filha – gargalharam.
– Eu ainda quero saber dessa historia inteira, Roberta, cada detalhe – revirei olhos – você vai almoçar comigo e a Carla na terça-feira?
– Não, tenho compromisso – arquearam as sobrancelhas para mim – Jake estará no Rio.
– O português bonitão? – assenti.
– Escocês, Eva, a família dele é escocesa, ele apenas foi criado em Portugal – corrigiu Alice – mas vem cá Roberta, o que o Jake vem fazer no Brasil? Pensei que a galeria só iria expor as obras dele em janeiro.
– E vamos – dei de ombros – ele virá apenas para me fazer uma visita, antes de ir a Argentina passar as festas por lá.
– Ah... – disseram em uníssono.
– O que foi? – perguntei, havia algo a mais nesse “ah...”
– Nada – responderam juntas novamente – enfim, Roberta quando você irá a minha casa? Você ainda não viu como está ficando o quarto da Sophia, tão lindo... – não estava prestando atenção ao certo no que Alice dizia, apenas quando ela disse algo como à decoradora que vinha de Nova York, foi então que me lembrei... Enfim...
– Ok, eu já entendi, prometo ir a sua casa na quarta-feira, está bem?
– Ótimo, você irá adora, está lindo, não esta Eva?
– Está ficando uma graça, Alice – sorriu concordando – bom, agora eu sugiro que descemos para vermos o que os rapazes estão aprontando.
– Quando eu cheguei, meu pai estava com o Rafa em volta do pescoço correndo pela sala – meus olhos se arregalaram levemente – agora ele e o Pedro devem estar disputando pra ver quem consegue jogar o Rafa mais alto pelos ares e segurá-lo em seguida – meu coração palpitou, levantei-me apressada...
– Vou ver meu filho!
Alice tinha razão sobre Carla, minha comadre me telefonou no final da noite de domingo, disse que precisávamos conversar, marcamos de nos ver na segunda-feira depois que eu saísse da galeria, ela iria até meu apartamento depois de buscar o afilhado no apartamento do pai, com quem estava desde a noite de domingo, quando Pedro o levou...
– Eu mal vi o Diego hoje, o que foi ótimo – estava contando a Carla sobre o meu dia, ela parecia um pouco impaciente, Rafael estava no quarto arrumando suas coisas – estamos atolados de trabalho com a exposição do Jake, ainda tem as festas de final de ano...
– Jake chega hoje?
– Sim, daqui a pouco iremos buscá-lo no aeroporto...
– Ótimo, eu pretendo ser rápida – cortou-me novamente, enquanto mexia em sua bolsa retirando de dentro um envelope, estendeu-o a mim – para você – hesitei antes de pegá-lo, observei-o por alguns instantes com a respiração falha e os batimentos acelerados, era aparentemente um envelope de carta, não havia remetente, apenas destinatário, meu nome estava escrito nele, com a caligrafia grossa e desajeitada, que reconheci instantaneamente.
– Quem lhe entregou isso? – encarei o olhar penetrante da mulher a minha frente.
– Acredito que você saiba – não desviou o olhar do meu, sim eu sabia...
– Por que o Giuseppe lhe entregou isso? – reformulei a pergunta.
– Para que eu lhe desse, quando achasse que você estaria pronta para recebê-la.
– E por que você só a está me entregando agora? – sua boca abriu e fechou-se novamente, respirou fundo, antes de responder-me.
– Porque agora eu vejo que levei tempo de mais com isso e que não está levando nenhum de vocês a lugar algum, porque deveria ter lhe entregue desde o começo e não feito como ele me pediu, esperando que algum de vocês tomasse uma atitude...
– Giuseppe lhe pediu que me entregasse uma carta para que eu tomasse uma atitude? Em ralação ao quê, ao Diego? – sim, eu sabia exatamente do que estávamos falando, só não havia me tocado que ela sabia... – você sabia sobre o testamento? – questionei-a.
– Ele passou os últimos anos da vida dele, esperando que você tomasse a atitude sensata e justa de ir até o Diego e lhe contar a verdade sobre o Rafael...
– Você sempre soube sobre o testamento – acusei desta vez.
– Desde o começo – disse com a firmeza que eu gostaria de ter e estar no momento, para poder gritar e brigar com ela, mas não, eu estava atônita.
– E não tentou impedi-lo – ri nervosa.
– Não, eu não tentei impedi-lo, assim como não tentei impedir você de cometer o maior e pior erro da sua vida, não contando ao Diego sobre o filho de vocês, assim como eu estive do seu lado, passando por cima da minha lealdade ao meu melhor amigo, só porque essa era a sua vontade, o que você acreditava ser o certo – respirou fundo tentando conter seu timbre, que começava a se alterar, permaneci estática encarando-a – assim como eu contive por muito tempo todos os impulsos que tive de gritar aos quatro ventos tudo que eu sabia – suspirou irritada, enquanto me encontrava perdida no olhar de Carla, sem saber o que dizer ou pensar... – melhor eu ir, pois não sei quanto a você, mas eu estou louca por uma briga, se eu ficar será inevitável que uma aconteça – ajeitando a bolsa sobre o ombro, passou por mim em direção a porta, batendo-a com força ao fechá-la... Céus eu queria gritar, mas nada saia... Permaneci sem reação até encarar um par de olhos castanhos confusos, acho que foi então que voltei a raciocinar... Eu iria matar a Carla! Talvez...
– Minha madrinha já se foi, mamãe? – meu filho perguntou um pouco hesitante, eu diria.
– Já – dei de ombros – e você já está pronto para irmos buscar o tio Jake? – assentiu, encarando fixamente o envelope em minhas mãos, estranho – ótimo, já volto – fui até meu quarto a fim de guardar a carta, que leria mais tarde, agora precisava dar atenção a outro assunto... Minha visita!
Receber a visita do Jake era sempre muito agradável, mesmo que por um curto período de tempo, algumas horas como era o caso agora, ele era ótimo, divertido, brincalhão, um excelente amigo. Nos conhecemos em Florença, durante uma exposição, lembro-me com nitidez quando Giuse começou a conversar com um rapaz sobre as obras que estavam sendo expostas, naquela área do evento, nossas opiniões vezes conflitantes vezes semelhante tornou o papo quase um debate, o jovem dizia o que, para ele, o artista tentou transmitir em suas peças, com tanta naturalidade e conhecimento que só poderia vir do próprio escultor, e era ele, o que nos deixou surpresos quando se apresentou, aquele era seu primeiro ano expondo no evento, estava no começo de sua vida artística possuindo um talento incrível, aquela exposição foi um dos primeiros passos para o seu reconhecimento profissional, conheci pessoas maravilhosas naquela exposição... Enfim, agora ele estava aqui, sentado a minha frente, em um restaurante do Rio de Janeiro, com meu filho em seu colo, explicando e ensinando-o a fazer dobraduras de papel, origamis, divertindo-o e confesso que me divertindo também, com suas expressões engraçadas, não conseguia parar de sorrir, vez ou outra ele lançava-me um olhar e sorria para mim, vez ou outra durante as ultimas horas que passamos juntos, ele perguntava-me se eu estava bem, se estava tudo bem, se o Rafael estava bem e se eu tinha certeza, era como se ele estive dizendo que nos acolheria e ainda estaria ali conosco se a resposta fosse negativa, mas eu sempre respondia que sim, recebendo mais um de seus sorrisos encorajados, fazendo-me lembrar... Lembrando-me o Giuse, a vida que nos tivemos, todo que passamos juntos, nossas alegrias e tristezas, e era exatamente isso que Jake me lembra, porque ele fazia parte dela, todos faziam, todos aqueles que conviveram comigo nos últimos anos, faziam parte da minha historia, aquela cuja qual não conseguia desapegar, e no fundo sabia que conseguiria, pois não queria, a historia que construí quando deixei o Brasil, quando deixei o... Meu sorriso se ampliou devido ao sorriso lindo que meu filho esboçava, encarava algo a sua frente, algo que estava atrás de mim...
– Papai – ouvi-o sibilar alegremente... Merda!
Continua...
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