Começo, Meio E Fim
127 Capitulo 127
Notas iniciais
Pov Diego
– Ok, obrigado Feh – desliguei o telefone, parando ao lado da porta do meu escritório, que segundo Fernanda, logo seria aberta por Roberta que havia acabado de chegar a Gallery, pedi que me avisasse assim que a visse subir as escadas, quando a porta se abriu, esperei que adentrasse e a fechasse novamente, para então envolvê-la pela cintura, pegando-a de surpresa, fazendo-a sobressaltar-se – boa tarde – beijei-lhe o pescoço – de novo.
– Boa tarde – relaxou em meus braços, a virei de frente a mim, beijando-a calorosamente, Roberta correspondeu avidamente, envolvendo seus braços ao redor do meu pescoço – hmm, que delicia de recepção...
– Coisa linda – disse partindo nosso beijo, dando-lhe alguns selinhos – eu concordo com você – sorrimos – nunca trabalhar tinha sido tão gostoso, como nos últimos três dias – riu assentindo, antes de nos beijarmos novamente, dessa vez de forma prevê – eu tenho uma coisa para você.
– Ah é? – arqueou as sobrancelhas, assenti sorrindo – presente?
– Não exatamente – fui até minha mesa, pegando sob ela um documento e entregando-o a Roberta, que estava visivelmente intrigada, mas sorriu ao perceber do que se tratava.
– A nova certidão de nascimento do Rafael.
– Sim – não conseguia me conter de felicidade – agora ele é um legitimo Maldonado, é meu.
– Ele sempre foi seu – franziu o cenho, descordando – um papel não muda nada.
– Claro que muda – disse firme – esse papel me dá direitos sob ele e prova que ele é meu filho.
– Claro que não – céus, qual o problema dela?! – existem coisas muito mais importantes do que um pedaço de papel legalizado juridicamente, esse – ergueu a certidão – já é o terceiro dele, é não faz diferença alguma.
– Acontece que esse é meu, o único que ele deveria ter tido! – bufei irritado e ela suspirou negando com a cabeça, vindo até mim.
– Hey desculpa – me encarou docemente, mas permaneci sério – eu não quero brigar.
– Nem eu – respirei fundo.
– Sei o quanto isso é importante para você – anui – vou guardá-la – sorriu, dando-me um selinho – melhor assim? – neguei, antes de beijá-la possessivamente.
– Muito melhor assim – puxei-lhe o lábio inferior com os dentes.
– Certo – disse ofegante, afastando-se de mim – agora eu preciso trabalhar e você também – advertiu-me sorrindo.
– Mas eu quero ficar com você – disse manhoso, quando ela se sentou em sua mesa.
– E nós já estamos juntos e precisamos trabalhar, coisa linda.
– Tudo bem – disse por vencido – você vai ao banheiro hoje?
– Diego! – repreendeu-me tentando não sorrir, foi impossível deixar de esboçar um sorriso, lembrando-me do que nós fizemos ontem, dentro daquele sanitário... – vá trabalhar!
– Ok... – me sentei sob minha mesa encarando-a.
– Talvez, mais tarde... – ouvi-a quase que suspirar, sorri de lado, devolvendo seu olhar intenso e juntando todas as minhas forças para não ir até ela e... tomá-la!
Mais uma noite com eles, minha visita ao apartamento de Roberta se tornou diária, passava mais tempo por lá do que em meu próprio apartamento, e sinceramente não me importava, assim como eles parecia não se importar com minha presença, pelo contrario...
– Que menino bonitão esse – apontei para o neném na fotografia a minha frente, Rafael, estávamos sob a cama de Roberta olhando alguns álbuns de fotos do nosso filho, eles me contavam as historias sobre cada uma delas...
– Sou eu, papai – ri assentindo – mas não me lembro dessa foto.
– Claro que não, meu amor – disse Roberta rindo – você era muito pequenininho, tinha três meses, foi sua madrinha que a tirou, um dia antes do seu batismo – explicou-nos, sorri.
– Eu fui batizado duas vezes, papai – encarei-os intrigado – uma vez no hospital e outra na igreja – estranho, recém-nascidos batizados em hospitais só em caso de... Merda, o caso dele.
– Quatro dias depois ele foi transferido da UTI Neonatal – Roberta entendeu o que eu pensei, acho que devido a minha expressão – uma graça alcançada – beijou o topo da cabeça do nosso menino que se encontrava entre nós, sorri.
– Sem duvida uma benção – suspirei, folheando o álbum – e essa? – apontei para a foto, onde se encontrava Tomás fazendo caras e bocas para o neném que estava nos braços de Carla.
– Eu bati essa foto, estávamos tentando fazer você rir – apertou o nariz do menino, que sorriu – havia nascido seus primeiros dentinhos.
– Já vi essas fotos um monte de vezes e não me lembro delas – disse manhoso, fazendo-nos rir.
– Esse álbum só tem seus primeiros meses de vida, meu anjo, é natural que não se lembre delas, por que você não vai ao seu quarto e pega sob sua cômoda o álbum que contém fotos suas com os seus amiguinhos, hein?! – sugeriu – assim você mostra e apresenta-os ao Diego, que tal?!
– Ótima ideia, mamma – sorriu, antes de beijar a bochecha da mãe e nos deixar a sós.
– É incrível presenciar isso – comentei, fazendo-a arquear as sobrancelhas – você sendo mãe.
– Awn – deu-me um rápido selinho – obrigada – sorri, voltando minha atenção às fotos, quando algo me chamou a atenção... – o que... quem é? – perguntei a ela, que encarou a fotografia que não era do nosso filho, seu semblante se tornou serio e distante, então me olhou profundamente, estava visivelmente tensa – quem é o bebê?
– Essa foto na deveria estar aqui – retirou-a do álbum, ignorando minha pergunta.
– Ele é... bem...
– Sim – assentiu, confirmando o que eu pensava... Mas quem era aquela criança?! – eu vou guardar isso – levantou-se, não tive tempo de questionar, pois Rafael adentrou o quarto...
Estava com meu filho praticamente adormecido ao meu lado, quando novamente a imagem daquele bebê me veio à mente, Rafael provavelmente me diria quem era sem questionar-me...
– Filho – o chamei calmamente, fazendo-o sacudir a cabeça, em sinal de que estava me ouvindo – você sabe quem era o bebê, em uma das ultimas fotografias de um de seus álbuns? – assentiu sonolento, abrindo levemente os olhos, lindo... – quem era? – perguntei acariciando seu cabelo levemente.
– Meu irmão – suspirou com os olhinhos fechados de sono... Só então me dei conta do que ele disse... Merda, merda, merda! Não podia ser! Não era... Caso contrário, ela teria me contado, não teria?! Merda! Foi com essa certeza e convicção, que depositei um rápido beijo de boa noite no topo da cabeça de Rafael, antes de deixar seu quarto e caminhar enfurecido em direção a cozinha, onde Roberta deveria estar terminando de lavar a louça do jantar...
– Pronto, está tudo limpo – seu sorriso ao me ver se desfez, dando lugar a uma expressão confusa, obviamente devido ao meu semblante... – o que houve?
– Quando é que você irá parar de mentir para mim? – esbravejei, assustando-a visivelmente – pensei que seus segredos e suas mentiras já tivessem acabado! O que mais ainda falta para que eu descubra, hein? O que mais você me esconde? – acusei-a...
Continua...
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