Começo, Meio E Fim

126 Capitulo 126


Notas iniciais
Capitulo dedicado a todos (as) que comentaram o ultimo que postei, em especial para Julinda :) Muito Obrigada ;D

Pov Diego

Final de semana, mais do que bom... Estava me sentido ótimo depois desses últimos dias, dessas ultimas horas ao lado dela... Linda, minha linda... Os melhores momentos ao lado dela, mesmo no sábado à noite quando encontramos Juliana sorridente e ainda assim insinuante na exposição, foi engraçado vê-la recuar diante da minha mulher, da minha fera, da minha leoa... Mas infelizmente ele acabou e aqui estamos nós de volta a realidade, tarde de domingo, no apartamento de Roberta, chegamos há poucas horas, já passamos em meu apartamento para deixarmos minhas malas e aqui estamos para deixarmos as dela, antes de irmos buscar nosso filho, na casa do meu pai, que o havia levado mais cedo do apartamento de Carla e Tomás, para passar o dia de domingo com eles, filhos e neto...

– Então – chamei sua atenção, quando retornamos a sala, já havíamos guardado suas coisas – eu quero conversar com você, coisa linda, antes de irmos buscar o Rafa, tudo bem?

– Tudo – sorriu, nos sentamos no sofá, um ao lado do outro – pode falar.

– Er... Bom, eu não queria que isso que tá rolando entre a gente se tornasse publico – fui direto ao ponto, achei que seria melhor, merda, encarei sua expressão e ela assentiu.

– Eu sei, tudo bem – sorriu-me fraco, merda, sabia que não estava tudo bem, mas também não conseguia dizer nem achar a solução para que ficássemos totalmente bem...

– Eu queira que agíssemos como quando começamos a namorar, se lembra?

– Impossível esquecer – sorriu – segredo nosso – dei-lhe um selinho – só espero que dessa vez sejamos melhores em guardá-lo – rimos.

– Obrigado.

– Não precisa agradecer – beijei-lhe de modo mais profundo... – er... acho melhor a gente ir... – disse ofegante, assenti levantando-me, assim como ela.

– É, se não nós não saímos daqui hoje – rimos...

(...)

– Preparada? – perguntei a Roberta, quando estávamos parados em frente à casa do meu pai.

– Sempre – dei-lhe um último selinho, antes de tocar a campainha e a porta ser aberta pelo dono da casa, que parecia surpreso, ao nos ver juntos... Roberta e eu soltamos nossas mãos, assim que percebemos o olhar curioso do meu pai sobre nós, merda, começamos mal...

– Boa tarde – cumprimentou-nos, dando-nos passagem para entrarmos.

– Oi – dissemos em uníssono – como vai Leonardo?

– Bem Roberta, obrigado – lançou-me um olhar intenso – como foram de viagem?

– Fomos bem – respondi a ele, devolvendo seu olhar, merda! – onde está o Ra... – não precisei terminar a frase, pois avistei meu filho entrar na sala, vindo provavelmente da cozinha, acompanhado de Silvia e os tios, sorriu para nós e correu para o colo da mãe, que o acolheu carinhosamente em seus braços, enchendo-os de beijos, impossível não sorrir ao observá-los.

– Ai que saudade, que a mamãe estava de você, filho – beijou-lhe a testa.

– Eu também estava com muitas saudades, mamma – então sorriu para mim – estava com saudades do senhor também, papai – pegue-o dos braços da mãe.

– Acho bom mesmo, filhão, porque o papai estava morrendo de saudades de você – sorriu, lindo – oi Silvia – sorri para minha madrasta que conversava com Roberta, retribuiu – e aí, garotos, aprontaram muito no final de semana? – perguntei aos meus irmãozinhos, que riram.

– Não muito, Dih – respondeu-me Danilo.

– Nós somos como anjos – disse Bruno, ri – pergunte a Carlinha e ao Tomi, se quiser.

– Aham sei, acredito em vocês – sorriram.

– Nós nos divertimos bastante, papai.

– Que bom, filho, depois eu quero que você me conte tudo, tá bom? – assentiu sorrindo – Roberta – chamei-a, fazendo voltar sua atenção a mim – vamos?

– Sim, vamos, será que nós podemos levar os meninos? – perguntou a Silvia.

– Os traremos de volta não muito tarde – completei por ela, que sorriu para mim.

– Melhor não – disse incerta olhando para o marido, que negou com a cabeça.

– Não, eles ficam, outro dia talvez – disse Leonardo firme, olhando diretamente para mim.

– Mas pa... – o olhar que os gêmeos receberam, os fez calar-se, lembro-me desse olhar...

– Tchau, vovó – Rafael desceu do meu colo, para despedir-se dos avós...

– Outro dia meninos – disse aos garotos – ordens do pai de vocês – sussurrei a eles.

– Ele é seu pai também – disseram em uníssono, merda, voltei minha atenção para meu pai que tinha meu filho em seus braços, eles sorriam, se entendiam tão bem que chegava a ser inquietante para mim, não saberia dizer se era bom ou ruim...

Depois que saímos da casa do meu pai, voltamos ao apartamento de Roberta, estávamos lá há algumas horas, conversando e brincando também, pois nosso filho não para... Mas confesso que estava louco de saudades dele, que em pouquíssimo tempo se tornou o centro das minhas atenções, a razão da minha vida... Meu filho! Incrivelmente, estávamos apenas nós três e Roberta teve uma brilhante ideia, que pareceu ter agradado e muito ao Rafael, e a minha também, claro!

...Porque sei depois da chuva, sempre vem o sol, tudo vai melhorar, só o tempo pode por as coisas no lugar pra recomeçar... Yeah Yeah... recomeçar... Oohh Ooh... – terminei de cantar, observando o sorriso radiante do meu filho e os olhos lagrimejados da mãe dele, que o mantinha em seu colo, coloquei o violão de lado e depositei um beijo em sua bochecha, ele sorriu retribuindo – e aí?

– É muito linda, papai – sorri feito bobo – mas eu já conhecia, é a que mais gosto.

– Você já conhecia? – perguntei notando o desconforto de Roberta.

– Sim, a mamma cantava para mim essa musica – impossível não sorrir, principalmente, porque Roberta corou levemente.

– Filho, vai lá no seu quarto pegar aquele seu jogo novo para o seu pai ver, já está ficando tarde e daqui a pouco ele se vai – eu vou?!

– Mas ainda é cedo, mamma, eu quero ouvir outra musica, por favor, papai.

– Outro dia, Rafael, o Diego já cantou bastantes musicas para você hoje – Roberta disse por mim ao menino, que mesmo contrariado, obedeceu-a.

– Quer dizer então que você cantava minha musica para ele? – perguntei quando já estávamos a sós, sorri.

– Talvez – deu de ombros – você irá colocá-lo para dormir? – assenti – então depois que nós terminarmos de jogar esse joguinho dele de adivinhações, você irá banhá-lo e colocá-lo na cama, ok?

– Sim, senhora – aproximei-me dela para dar-lhe um selinho, mas a mesma se afastou alarmada – que foi?

– Agora não – repreendeu-me – não com o Rafael aqui, não quero que ele nos veja.

– Ok, você está certa – sorrimos um para o outro, então meu filho já estava de volta com uma caixa de jogo em mãos.

– Aqui está, papai – sentou-se novamente entre mim e a mãe, passando-me o jogo...

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar, por favor ;)