Começo, Meio E Fim
125 Capitulo 125
Notas iniciais
Pov Roberta
Uma linha de fogo era passada em minhas costas, percorria minha coluna de cima a baixo, apesar do calor sentia minha pele se arrepiar, talvez pela brisa fria que adentrava pela janela da suíte, meu corpo estava lento, minha cabeça latejava devido ao álcool que ingeri noite passada, recusava-me a abrir os olhos, mesmo tendo plena consciência de que já havia amanhecido há algum tempo ou há muito tempo, não fazia ideia de que horas eram, mas também não me importava, o dedilhar em minha pele nua fazia-me não me importar com mais nada, lembranças de horas atrás vieram em minha mente, merda, só então me toquei que... Virei minha cabeça em direção ao ser deitado ao meu lado, ele continha um sorriso nos lábios, transbordando de satisfação aparente, o fino lençol cobria-nos da cintura para baixo, por isso, permaneci de bruços, encarando seus olhos intensos...
– Bom dia – ampliou seu sorriso, continuando o carinho em minhas costas...
– Você ainda está aqui? – perguntei sem ânimo.
– Claro, onde mais eu estaria? – arqueou as sobrancelhas – estou hospedado nessa suíte.
– Pensei que a essa altura já teria ido embora – suspirou – foi assim da ultima vez – acusei-o.
– É diferente dessa vez – merda – são outras circunstâncias – a mão que estava sob minhas costas subiu e seu polegar acariciou a maça do meu rosto, fechei os olhos sentindo seu toque – eu quero você, não tenho mais como tentar negar isso, essa é a única certeza que eu tenho sobre nós – eu não tinha palavras, estava perdida de mais nas dele e em seu olhar – eu quero uma trégua com você.
– Para que possamos continuar a fazer sexo? – merda Roberta, precisava estragar o momento?!
– Também – sorriu, mas não retribuí – essa é a única maneira que nós dois conseguimos nos entender ultimamente e eu quero muito me entender com você, é preciso – verdade, suspirei.
– Eu também quero muito me entender com você, Diego – sorri – muito mesmo – recebi um leve selinho – reconciliação sem água, meio estranho para nós, né?! – merda, ele ficou tenso!
– Nós não estávamos nos reconciliando – como?! O encarei sem entender, só então me dando conta que... – nós não voltamos – era apenas sexo...
– Eu sei – disse secamente e ele respirou fundo.
– Olha Roberta, isso... – fez uma pausa, olhando no fundo dos meus olhos – nós dois, bem, eu não sei o que ainda quero e espero de nós, eu não posso simplesmente dizer que está tudo bem e esquecer tudo que aconteceu – merda – eu não me sinto bem – merda de olhos lagrimejados – mas eu quero você – merda de olhar sincero o dele – eu quero muito você.
– Eu também quero você, muito – disse depois de um tempo em silêncio, segurei em sua mão sob meu rosto – então que seja do seu jeito – sorriu, quando beijei a palma de sua mão.
– Coisa linda – recebi outro selinho, um pouco mais demora dessa vez – hmm... – resmungou quando nos afastamos – aquilo que você disse sobre água – encarei-o sem entender – tem uma banheira esperando por nós já faz uns vinte minutos – sorriu – enchi-a e fiquei com dó de acordar você, preferi ficar te admirando – foi impossível não rir, dei-lhe outro selinho...
– Hum, antes do banho eu preciso escovar meus dentes, minha boca está com um gosto e cheiro horrível de álcool – fiz uma careta.
– Está mesmo – gargalhou, deitando-se na cama, dei um tapa em seu braço – aii... – ridículo...
Já se passava das treze horas, quando Diego e eu terminamos nosso “café da manha”, estávamos deitados sob a cama, apenas de peças intimas, depois de termos “brincado” e muito sob ela... Eu estava com a cabeça em seu peito, tendo suas mãos passeando pelo meu corpo...
– Então, o que iremos fazer? – perguntei a ele, sem me mover, ouvi-o suspirar.
– Eu proponho que fiquemos por aqui mesmo – ri, erguendo minha cabeça para encará-lo.
– Eu quero sair – riu, antes de morder o bico que se formou em meus lábios – eu proponho que saiamos para darmos uma volta por essa belíssima cidade, antes de irmos à exposição.
– Ah, não – negou manhoso – eu prefiro mil vezes ficar aqui com você, só nós dois, hein?!
– Também prefiro, coisa linda – dei-lhe um selinho – mas não podemos passar a vida aqui.
– Por que não? – franziu o cenho, lindo, sorri – tá bom – disse por vencido – aonde você quer ir?
– A qualquer lugar com você – sorriu de lado – e depois vamos à exposição – seu sorriso se desfez, estranho...
– Eu não vou à exposição – deu de ombros.
– Mas por quê? Esse era o objetivo dessa viagem e duvido que você tenha apreciado e conhecido tudo, eram gigantescas todas as alas, cada uma destinada a um artista, estava tudo magnífico, por que você não vai? – perguntei sem entender e ele me lançou um longo olhar.
– Não quero me encontrar com certa pessoa – merda! Sentamos, encarando um ao outro...
– Aquela garota que estava com você? – perguntei apreensiva.
– A Juh?! – perguntou sem entender – não, claro que não – riu – não quero é encontrar aquele cara que estava em cima de você – ralhou.
– Em cima de mim?! – bufei irritada – se o Matheus estava “em cima de mim”, o que a Juh – desdenhei – e você estavam fazendo, se comendo em publico?! – impossível conter minha raiva, ele riu, desgraçado...
– Hey, não fica assim, coisa linda – tentou me beijar, mas virei meu rosto, recebendo um beijo no canto da boca – não rolou nada entre nós, nada – beijou meu pescoço, fazendo-me arrepiar.
– Você não verá o Matheus hoje na exposição – comentei e ele me olhou, com as sobrancelhas arqueadas – há essa hora ele já deve ter embarcado de volta a Vitória.
– Ah é?! – assenti – como você sabe?
– Ele me disse ontem quando estávamos bebendo no bar, aqui do hotel mesmo, ele também estava hospedado aqui – dei de ombros.
– Então foi com ele que você encheu a cara ontem? – perguntou seriamente.
– Eu não enchi a cara – revirei os olhos e ele bufou – talvez eu tenha bebido uma ou duas dozes de vodca e de conhaque a mais do que deveria, apenas.
– Uma ou duas?! – assenti fazendo-me de inocente, ele riu – ok, mas precisava ter ido beber com aquele cara?
– Ele foi muito gentil e educado, me fez companhia.
– Sei...
– Ele é avaliador de obras de arte, dei nosso cartão da Gallery para ele – revirou os olhos.
– Mesmo assim não precisava sair para beber com ele!
– O que você queria? Depois de eu te ver agarrado naquela... – respirei fundo.
– Na Juh – assenti revirando os olhos – é, talvez você a veja hoje, você vai se comportar?
– Eu vou me comportar e você vai ficar se esfregando nela?
– Para a sua informação a única pessoa com quem eu pretendo me esfregar a partir de agora está bem a minha frente, e se depender de mim farei isso sempre que puder – beijou-me lentamente – acho que eu não quero mais falar disso...
– Eu muito menos – voltei a beijá-lo, puxando-o para mim...
Continua...
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