Começo, Meio E Fim
122 Capitulo 122
Notas iniciais
Pov Roberta
Abri a porta de meu apartamento, retribuindo o sorriso simpático da linda moça que se encontrava parada a minha frente, em seguida recebendo um de seus abraços calorosos.
– Bom dia, Lizie – dei espaço para que ela adentrasse.
– Bom dia, como você está?
– Bem, vou chamar o Rafa... – mas não precisei, pois meu filho já estava presente sorrindo afetuosamente a Elizabeth, que o acolheu em seus braços, beijando-lhe a bochecha – gatinho.
– Pensei que você não viesse mais, Lizie – Rafael disse após beijar-lhe a bochecha.
– Claro que eu viria, pedi a sua mãe ontem para lhe dizer que viria me despedir de você essa manhã – sorriu – jamais iria embora sem me despedir de você, gatinho – sorri ao observá-los, céus, como pude sentir ciúmes disso?
– Eu não quero que você vá embora.
– Mas eu preciso, não é um adeus – disse-lhe calmamente – é apenas um até breve, até logo, espero muito lhe ver de novo, muitas vezes.
– Também espero, Lizie – sorriu, recebendo um beijo no topo de sua cabeça.
– Você também, Roberta, espero lhe ver novamente.
– Nós iremos, muitas vezes – garanti a ela, sorrindo também.
– Bom, eu preciso ir, se não perderei meu voo – mais uma vez, abraçou Rafael e sussurrou algo em seu ouvido, entendi algo como “lembre-se do que conversamos...”, meu filho assentiu sorrindo, dando-lhe outro abraço e um beijo na bochecha, antes de sair de seus braços, então Elizabeth dirigiu-se a mim – posso lhe dar um abraço também? – ri antes de abraçá-la – pense no que lhe contei, em tudo conversamos, sejam felizes e não se importem com o resto – suspirei ao soltá-la.
– Tudo bem – sorrimos uma para a outra.
– Foi um enorme prazer conhecê-los.
– Igualmente – disse a ela – isso foi apenas o começo...
Depois de deixar o Rafael na casa dos Maldonado, dirigi-me a Gallery, nada de extraordinário aconteceu na minha tarde, tivemos muito trabalho e fora o fato do Diego estar falando comigo, o que é, digamos que, estranho, mas nada de mais, apenas o necessário... Combinamos que ele levaria o Rafael para casa, no final do dia, como de costume... E para terminar como o meu dia, recebi a visita ilustre da minha comadre, para variar...
– Já disse que não, Carla – estávamos jogadas sobre minha cama...
– Pensava que você não gostava do Leonardo – impossível não rir.
– Me acostumei, sem contar que já pedi a Silvia que cuidasse do Rafael para mim no final de semana – bufou, ela queria ficar com meu filho no final de semana, já que Diego e eu iríamos a São Paulo, para uma exposição – você quer mesmo desafiar o Maldonado pai?
– Você passa o dia desafiando o filho, qual o problema de eu ficar com o neto?! – rimos.
– Convença-o a permitir que você fique com o Rafael? – provoquei-a.
– Não duvide da minha capacidade, Messi – ri negando – irei conseguir, os quatro.
– Como assim?
– Final de semana, Tomás e eu ficaremos de babás dos meninos, Guilherme vai para o meu apartamento, agora ele e o Rafa são amiguinhos, e de quebra ainda dou uns dias de folga e noites quentes aos Maldonado’s, ficando com os gêmeos também – gargalhei.
– Ai que horror – rimos – e por que toda essa disposição para cuidar das crianças?
– Pilar me pediu, ela e o Binho, vão passar um final de semana em Búzios para comemorar o aniversario de casamento deles – deu de ombros.
– E Lari vai junto?
– Não, né Roberta?! Acontece que a Lari só fica sem os pais se for para ficar com os avós, assim a Leila e o Jonas ficaram como ela, então Tomás sugeriu que o Gui fosse lá para casa, já que você e o Diego estarão viajando, o Rafa poderia ir também – piscou para mim, ridícula...
– Ok, por mim tudo bem, agora convença o Leonardo a desgrudar do meu filho.
– Irei convencê-lo, meu poder de persuasão é imbatível – ridícula... – me lembrei de algo – assenti para que ela falasse – o que você foi fazer na Selma, semana passada?
– Quem te disse isso?
– A própria, estive no consultório dela hoje e a mesma me disse que você esteve lá semana passada, que quase não acreditou e blábláblá... – ótimo...
– Eu pensei no que conversamos e resolvi me consultar.
– Ah... – disse desconfiada – ela te passou anticoncepcionais?
– Carla!
– Você está tomando-os direitinho? – não acredito nisso!
– Estou – rimos – e que você foi fazer no consultório dela?
– O que mais eu poderia fazer num consultório médico? – revirei os olhos – consultar-me, oras.
– Ela te passou anticoncepcionais? Você está tomando-os direitinho? – zombei.
– Ah ridícula você! – tacou-me uma almofada, rimos – estou trocando os meus.
– Ah – disse olhando para o relógio – o Diego tá demorando, já são quase oito horas.
– Nossa Roberta, dá um tempo para eles – bufei – a Alice e o Pedro é que estão atrasados.
– Fato, falando nisso vocês não tem casa para fazer essas reuniõezinhas de vocês, não? Tem que ser sempre na minha?
– Ter nós até temos, mas preferimos fazê-las aqui mesmo, a dona sempre cede espaço – ri, ia responder, mas a campainha tocou...
– Chegaram – pulamos da cama e fomos atender a porta, acolhi Rafael em meus braços assim que o vi, recebendo um beijo gostoso na bochecha – meu amor – retribuí seu beijo.
– Oi, Dih – só então reparei nele... Que cumprimentava a amiga com um abraço – e você, meu anjo, não vai me dar um abraço bem apertado?
– Vou madrinha – Rafael saiu dos meus braços para cumprimentar Carla, enquanto encarava o homem a minha frente – mamma, olha o que o papai me deu – voltei minha atenção ao meu filho, que estava sentado no sofá junto com Carla, mostrando-me um...
– Você deu um celular para o Rafael? – perguntei ao Diego que assentiu.
– Sim, por quê?
– Ele só tem cinco anos, não precisa de um celular.
– Ele precisa sim, assim ele terá mais independência e poderá conversar com quem quiser, sem precisar de você – sorriu debochado – você não gostou, filho?
– Sim, muito obrigado, papai – revirei os olhos.
– Está vendo, meu moleque é esperto, já sabe até mexer, né filhão?! – Rafael assentiu sorrindo.
– Rafa, vamos lá para o seu quarto, assim você mostra para a madrinha o seu celular e eu anoto todos os meus telefones e os do seu padrinho, ok?!
– Tá bom, madrinha – sorriu para ela.
– E vocês dois, comportem-se – piscou para nós – ah, e Roberta, faça o convite ao Diego – riu, antes de deixar-nos a sós.
– Bem, você gostaria de ficar? – ele arqueou as sobrancelhas – o Tomás está vindo para cá, assim como o Pedro e a Alice.
– Você quer que eu fique ou é só por que a Carla te disse para me convidar?
– Fica, vai ser bom, todo mundo aqui – disse sinceramente.
– Tudo bem, então eu fico – sorriu de lado, tão... Merda!
Continua...
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