Começo, Meio E Fim

102 Capitulo 102


Notas iniciais
Não gostei muito de como ficou o capitulo anterior, achei-o meio sem graça, então decidi postar dois capítulos hoje, ao invés de apenas um... Espero que gostem ;)

Pov Rafael

– Não acredito que tô aqui – disse mamma quando chegamos ao seu antigo colégio, estávamos acompanhados dos meus padrinhos, que nos buscaram em nosso apartamento.

– Tava com saudades? – padrinho perguntou, estava comigo em seus braços.

– Não, estou é me arrependendo de ter vindo aqui – deu de ombros, enquanto eles riram.

– Não precisa enganar a si mesma, Roberta – disse madrinha – pois sabemos muito bem que você era louca para voltar aqui e que morre de saudades – mamma bufou, ia dizer algo, mas...

– Até que enfim você chegaram – tia Lice veio até nós, seguida pelo tio Peu, cumprimentou a mamma e a madrinha, deu um beijo na bochecha do padrinho que sorriu para mim, em seguida abraçou-me, ainda estava no colo dele – que saudades que a titia tava de você, meu amor – sorri para ela, dando-lhe um beijo em sua bochecha, quando tio Peu pegou-me dos braços do padrinho.

– E ai garotão, tudo bem?

– Tudo – sorri, foi então que avistei Diego ao lado da madrinha, não o via desde de terça-feira, quando jantamos juntos – oi – disse a ele, dando-lhe um leve sorriso que me foi retribuído com um mais animado, ele veio até mim e beijou minha testa, mas não me pegou no colo.

– Oi, tudo bem com você? – assenti – que bom.

– Nossa, encontrar todos os Rebeldes reunidos me faz lembrar dos velhos tempos – disse Pilar sorrindo aproximando-se de nós, com o marido ao seu lado, que segurava a Lari nos braços e ao lado dele, Guilherme, sua mãe cumprimentou a todos, parando diante da mamma, eu já estava ao lado dela e ao meu lado Diego – você está ótima – sorriu ao abraçar a mamma.

– Você também – mamma retribuiu seu sorriso, olhando para o Binho – que linda – acho que ela estava falando da Lari – essa se parece com você, Binho – ele riu dando-lhe um leve abraço.

– Obrigado, não posso dizer o mesmo do seu – sorriu para mim, retribuí – mas quem sabe o próximo – que próximo? Não haverá um próximo nem próxima! Mas a mamma riu – nunca pensei que fosso dizer isso, mas é bom te ver, cara – cumprimentou Diego, que riu assentindo.

– Bom, o meu pestinha vocês já conhecem – Pilar apontou Guilherme, que estava emburrado ao lado do padrinho, mas sorriu-lhes, mamma deu-lhe um abraço, não preciso dizer que não gostei nenhum pouco, não é?! E para piorar Diego fez o mesmo que ela, não precisa abraçar e só dizer “oi”, não havia necessidade de abraços!

– Ele ainda se parece com você – mamma disse a mãe do menino que conversava com Diego.

– É sério, moleque! Da ultima vez que te vi, você era um neném quase, mal sabia andar e ainda usava fraldas – eles riam, não precisava rir, não tinha nada de engraçado, eu não achei graça.

– Quem já está aqui? – Pilar perguntou, fazendo-me voltar minha atenção a ela.

– Todos já chegaram, só faltavam vocês – tia Lice respondeu – além do Jonas e da Leila, meu pai, a Eva, Leonardo, Silvia, os gêmeos, Márcia, Téo, Vicente, Becky e a Laninha, claro...

Caminhamos até onde as mulheres estavam, na parte oposta de onde se encontravam os homens, e foi para lá que se dirigiu o padrinho, Diego, tio Peu, Binho e Guilherme... Cumprimentamos a todas, menos a mamma, ela não cumprimentou nem abraçou a nonna, como fazia feito com o restante das que estavam presentes, mas as duas ficaram se encarando durante um longo tempo, a nonna parecia querer chorar e a mamma estava séria, então voltou sua atenção para a conversa que estava tendo com a tia Leila, a vó Silvia e a Pilar, eu estava no colo da tia Márcia, ao lado da nonna e da tia Becky, a Laninha mal falou comigo, me chamou para brincar de casinha com ela e a Lari, mas eu disse não, fazendo-a sair emburrada, puxando a Lari pelas mãos, tadinha da Lari...

Não permaneci muito tempo com elas, pois logo o Bruninho apareceu, dizendo que o vô Léo queria me ver, fomos até onde ele estava, conversando com o tio Franco, tio Jonas e tio Vicente, cumprimentei-os, tio Téo não estava lá, assim como o Dani, padrinho, Diego, tio Peu, Binho e Guilherme...

– Para mim, você está crescendo muito rápido – disse tio Franco, estava nos braços dele.

– Concordo – tio Vicente sorriu – parece que foi ontem, você era bem pequenininho e ainda não sabia pronunciar as palavras corretamente – todos sorriam, então sorri também.

– É, as crianças crescem num piscar de olhos – tio Jonas comentou sorrindo.

– Acho que devo tentar convencer sua mãe a te deixar passar mais tempo comigo e sua vó, o que você acha? – perguntou tio Franco, mas antes que eu respondesse...

– Não! – vô Léo disse firme, logo em seguida dando um leve sorriso, como se pedisse desculpas pelo sobressalto – não precisa se incomodar, Franco, o Rafa não precisa ficar mais tempo na sua casa, ele já tem quem cuide dele – tio Franco riu, assim como os outros – e logo você terá a sua neta, para cuidar, não é?! – sorriu de lado, pegando-me do colo do tio Franco, depositando um beijo na minha têmpora direita.

– Ainda assim, Leonardo, gostaria que o Rafa passasse mais tempo lá em casa, a Eva ficaria muito feliz com isso e eu também – sorrimos um para o outro – ele jamais será um incomodo, talvez a Roberta devesse deixar o Rafa conosco, alguns dias da semana, enquanto ela estiver trabalhando, para não sobrecarregar você e a Silvia – sorriu de lado, tio Jonas e tio Vicente pareciam se segurarem para não rir, já o vô Léo estava tenso, parecia querer retrucar, mas...

– Rafa – Dani chamou-me, interrompendo o que o pai iria dizer, vô Léo o olhou irritado, mas ele nem percebeu, logo atrás dele vinham os outros – nós conseguimos a bola – desci do colo do vô Léo, cumprimentei o tio Téo, quando percebi que o Diego e o vô Léo continuavam a se encarar seriamente, percebi isso há alguns dias, o olhar deles eram intenso como o olhar que a mamma e a nonna deram uma a outra, agora pouco... – vem, Rafa – Dani chamou-me novamente, fazendo-me me afastar do tio Téo e deixar de observar o Diego e o vô Léo...

Estávamos Bruninho, Dani, Guilherme e eu, em algum canto do imenso jardim do colégio, jogando bola, do lado oposto donde os adultos estavam, Dani e eu éramos do mesmo time... Até que o Guilherme jogava bem, nós não nos falamos, ele não falava comigo e eu não falava com ele, até que...

– Bruno! – dissemos os três em uníssono, Bruninho chutou a bola com força e ela acabou indo parar em cima de uma árvore.

– Foi mal – sorriu sem graça.

– E agora quem vai pegar a bola? – Guilherme perguntou.

– Acho melhor chamar um adulto – disse Dani.

– Eu pego – disse a eles, que me olharam surpresos.

– Não – os gêmeos disseram juntos – Dani tá certo, acho melhor chamarmos um adulto, é perigo subir em árvores.

– Mas eu já peguei bolas em árvores antes.

– Sério?! – Guilherme disse com descrença.

– Sim – disse firme – e eu nunca me machuquei, só esfolei os joelhos algumas vezes – admiti.

– Então é melhor...

– Eu duvido que você pegue essa sem se machucar – Guilherme desafiou-me, antes que Dani terminasse sua frase.

– Mas eu pego – me aproximei dele, ficamos frente a frente, então meus tios se puseram entre nós, talvez pensando que poderíamos começar a brigar.

– Rafa, não – eles disseram novamente em uníssono, Guilherme sorriu debochado, eu acho.

– Eu pego – me afastei deles, indo até a árvore.

– Menino burro – ouvi Guilherme dizer, como se para si mesmo, agora sua voz não parecia mais debochada, mas não me virei para ver sua expressão, continuei subindo na árvore, ela nem era tão alta, as que tem no quintal da minha casa são bem maiores, uma vez eu cai de uma delas, não me machuquei muito, mas mesmo assim a mamma ficou furiosa comigo e com o babbo, segundo ela, ele deveria estar cuidando de mim e não me deixando subir em arvores para pegar bolas de futebol...

– Rafa, desce daí – os gêmeos disseram juntos novamente.

– Melhor vocês chamarem alguém – Guilherme sugeriu, no instante em que toquei na bola.

– Não precisa – disse emburrando a bola, que caiu da árvore, assim eu quase deslizei do tronco, então os meninos correram para me ajudar a descer, até mesmo o Guilherme – pronto, viram?

– Você é doido – Guilherme disse com as sobrancelhas erguidas, me segurei para não sorrir.

– É melhor brincarmos de outra coisa – Bruninho disse olhando para mim – você se machucou?

– Não.

– Olha o seu braço – as palavras do Dani, me fizeram perceber um leve arranhão que esta no meu antebraço esquerdo, nem estava doendo.

– Está tudo bem – garanti a eles – mas do que vamos brincar?

– Pique-esconde – Guilherme disse – e tá com você, Bruninho – o menino o olhou indignado – já que foi você que chutou a bola na árvore, conta até cem e vem atrás da gente.

– Mas a onde eu vou procurar? O colégio é enorme – queixou-se.

– Em qualquer lugar – dissemos juntos a ele e corremos cada uma para um lado diferente, a fim de nos escondermos, quando dei por mim, estava perto da piscina, então o avistei, ele estava concentrado olhando a água, nem percebeu minha presença, parecia perdido em pensamentos – oi – disse a ele, só então se virou em minha direção e sorriu, retribuí não só seu sorriso como também seu olhar intenso sobre mim.

– Oi...

Continua...

Notas finais
Pela centésima segunda vez... Gostaria de saber a opinião de vocês, portanto, não deixem de comentar, por favor ;D