Começo, Meio E Fim

100 Capitulo 100


Notas iniciais
Espero que gostem... ;D

Pov Roberta

Quando senti nossos lábios se tocarem levemente, não resisti, minhas mãos subiram até sua nuca, puxando-o ainda mais para mim, como se fosse possível, pois nossos corpos já estavam mais do que colados, dei passagem para que sua língua adentrasse minha boca, ansiava por seu toque, senti-la percorrer cada canto da minha boca, era sem dúvida algo sublime...

– Roberta...! – Diego chamou-me fazendo-me despertar de meus devaneios, merda de sonhos! – seu celular tá tocando – levei alguns segundos para raciocinar, ele se afastou de mim, retirando suas mãos da minha cintura, merda de celular!

– Ah... tá – disse com um pouco de dificuldade, pegando aquele maldito celular – já te ligo – disse a pessoa que estava do outro lado da linha, antes que a mesma pudesse dizer algo, nem me importei em saber que era, apenas encerrei a chamada, voltando minha atenção ao homem que me olhava de forma tão intensa, tão quente...

– É melhor eu ir mesmo – disse dirigindo-se a porta, apenas assenti dessa vez, abrindo-a para ele, aquele maldito telefonema já havia cortado o clima mesmo – tchau.

– Tchau – esperei que a porta do elevador se fechasse entre nós, ainda tentada a ir até ele e beijá-lo, mas não fiz... Respirei fundo, sentando-me no meu sofá, acho que devo ter ficado alguns minutos assim... Quando me lembrei daquele maldito celular, peguei-o retornando a ultima chamada que havia recebido, maldita chamada... – fala logo o que você quer – esbravejei para a pessoa do outro lado da linha.

– Não grite comigo, porque eu estou verdadeiramente irritada com você – bufei – depois de tudo que eu passei – é parece que eu não sou a única que está frustrada hoje.

– O que aconteceu? – perguntei sem interesse pelo fato ocorrido com a Senhorita Coldani.

– Como o que aconteceu?! – ouvia Isabela bufar – para me ligar reclamando e acusando-me de saber que você está trabalhando com o Maldonado, o que eu não sabia, você não hesitou, mas para me contar que o seu babbo estava de volta a Roma, não passou pela sua cabeça dar um simples telefone ou enviar-me uma simples mensagem, ou até mesmo um e-mail – queixou-se.

– Não passou pela minha cabeça mesmo, isso não lhe diz respeito – era só o que faltava, sabia que isso a irritaria ainda mais, mas não me importei, ela conseguiu acabar com o meu momento de felicidade mesmo, sorri, sabia que ela devia estar grunhindo – quem te contou? – perguntei por fim.

– Encontrei com ele, agora a pouco – revirei os olhos – para a minha surpresa.

– E...? – perguntei impaciente.

– E nada! – bem feito, ri com meu pensamento – ele simplesmente me cumprimentou.

– E fez muito – disse tentando me manter seria – disse a ele para não se deixar envolver com *una ragazza come te – me segurei para não gargalhar, de duas um, ou ela me xingaria ou desligaria o telefone na minha cara.

– Montemezzo! – repreendeu-me, logo em seguida estávamos gargalhando juntas, tentei me controlar, afinal Rafael estava dormindo e não gostaria de acordá-lo.

– Você tem que para de flertar com o meu pai – falei um pouco mais seria, fazendo-a suspirar.

– Difícil, *suo babbo è un uomo molto bello – revirei os olhos.

– Criei vergonha na cara – repreendi-a seriamente – ele é um homem de quase cinquenta anos, praticamente um senhor, não tem idade para se envolver com garotinhas que tem idade para ser filha dele – ridículo, ok, talvez eu seja uma filha um pouco ciumenta, só um pouco... ela riu.

– Pelo que me consta ele tem quarenta e oito apenas – faltam só dois anos para os cinquenta, e daí? – e eu não sou mais uma garotinha – mais ainda é nova demais para ele, quase vinte anos... ok, dezenove!

– Sinto sua falta, bambina – admiti na tentava de mudar de assunto.

– Também sinto, amore mio – suspirou – como estão as coisas?

– Mal, eu quase beijei o Diego hoje – confessei a ela, não contasse a alguém enlouqueceria e só poderia contar a ela, afinal CarLice me repreenderiam, com certeza, por causa da Elizabeth.

– Quase?! – bufei revirando os olhos.

– Sim, você fez o favor de ligar e cortar o clima.

– Dío mio, *scusa me, bambina, per favore.

– Tudo bem – sorri – onde você encontrou com o meu pai? – não queria estender o assunto Diego quase-beijo.

– Eu estava jantando com a Cissa, no mesmo restaurante em que ele foi jantar com o Lui.

– O meu pai estava jantando com o Luigi? – perguntei surpresa.

– Sim, eles já estavam lá quando chegamos, mas apenas avistamos quando os mesmo deixaram o local, para a minha surpresa – bufei – Lui comentou que embarca para o Brasil amanhã.

– Sim, ele virá para resolver o meu caso – Luigi Sottili, meu advogado e amigo da família, na verdade, melhor amigo do Giuse... – me garantiu que até o final da tarde de quinta-feira, tudo estará resolvido, todos os documentos assinados, assim só faltarão à liberação judicial – Graças a Deus, o Diego não pediu a guarda do Rafael, suspirei.

– Então, vocês poderão voltar para casa?

– Sim, nós poderemos voltar para casa – não sei bem o porquê, mas dizer isso não me deu tanta certeza de que voltar para casa era o que eu queria, mas era, não era?!

Continua...

*Una ragazza come te – uma garota como você...

*Suo babbo è un uomo molto bello – seu pai é um homem muito bonito...

*Scusa me – descupe-me...

Notas finais
E verdadeiramente agora é pela centésima vez, hahaha... Não deixem de comentar, por favor, obrigada ;)