Começo, Meio E Fim
54 Capítulo 54
Pov Diego
- Estão entregues os seus pestinhas, Sílvia – disse-lhe sorrindo.
- Obrigada Diego – sorriu-me – eles não lhe deram muito trabalho?
-Imagina, são quase dois anjinhos – brinquei e ela riu.
- Tá vendo, mãe, nós somos dois anjos – Danilo comentou, fazendo-nos rir.
- Ele disse, quase – Bruno retrucou, mas antes que Danilo dissesse algo...
- Já chega – Sílvia os repreendeu, antes que aquele diálogo se tornasse uma pequena discussão – agora, os dois, já para o banho, rápido – os dois subiram as escadas resmungando, não tive como não rir com aquela cena, assim como ela – e você?
- O que tem eu? – perguntei fingindo não entender sua pergunta.
- Diego – meu pai vindo até mim e dando-me um abraço, sorri, involuntariamente, lembrando-me do abraço que dei no meu filho, ainda a pouco, indescritível – como foi com o Rafael? – perguntou ansioso e eu ri.
- Correu tudo bem, ele se divertiu – o sorriso do meu pai se ampliou.
- Que bom, fico feliz que as coisas entre vocês estejam se acertando – meu sorriso diminuiu.
- Não sei se essa é a frase certa a se usar, mas sim estamos no caminho, tentando acertar.
- E onde você os levou? – Sílvia perguntou.
- A praia, vocês sabiam que ele participava de competições de natação na Itália? – eles riram.
- Sim, querido, nós já sabíamos.
- Mais uma coisa em comum entre vocês, filho – meu pai comentou – essa obsessão por água.
- Pois é – concordei.
- O senhores me dêem licença, mas eu preciso ver os “meus anjos” lá em cima – Sílvia riu antes de deixar-nos a sós.
- E onde ele está? Por que você não o trouxe aqui?
- Bom, eu imagino, que a Roberta não gostaria que ele viesse te ver – ele bufou – não depois do que aconteceu na última vez que ele esteve aqui, além do mais já estava ficando tarde e ele estava cansado.
- Eu gostaria de vê-lo.
- Eu sei, mas não poderia simplesmente trazê-lo aqui sem a permissão dela.
- Você está certo – disse por fim – e quando vocês sairão juntos novamente?
- Nós não marcamos nada ainda, mas eu espero que seja logo.
- Sozinhos dessa vez?
- Talvez – disse incerto – ele ainda está inseguro em relação a minha aproximação.
- Bobagem, isso logo passará, você verá – encorajou-me.
- Eu espero.
- Ah, sua irmã perguntou de você – seu comentário fez-me lembrar que precisava falar com a Márcia – ela e o Téo saíram daqui a mais ou menos umas três horas.
- E como eles estão?
- Estão bem, ela me disse que vocês conversaram e marcaram de se ver na segunda-feira, depois que ela sair do hospital.
- Sim, mas eu acho que irei vê-la amanhã... Droga, eles foram para Búzios hoje, não é?
- Sim, mas vocês se verão na segunda-feira de qualquer forma.
- Não, não dará para vê-la na segunda, a Lizie chegará amanhã no final da tarde.
- A Lizie? – perguntou incerto, apenas assenti – e o que ela vem fazer no Rio de Janeiro?
- Eu não sei, só descobrirei quando ela chegar – eu e a minha curiosidade para saber, o por que diabos a minha namorada estava vindo ao Brasil?!
Continua...
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