Começo, Meio E Fim

48 Capítulo 48


Pov Diego

Já havia falado com o Pedro, ele topou na hora sem objeção e tinha acabado de falar com o meu pai sobre levar os meninos comigo para passear com o Rafael, ele primeiramente foi contra, disse que deveria ser um momento nosso e que não deveria haver terceiros, mas logo depois entendeu que se houvesse mais pessoas conhecidas o garoto poderia se sentir mais à vontade e menos receoso em relação a nossa aproximação, então ficou combinado que eu sairia com os garotos amanhã, sábado, confesso que estava ansioso para rever o menino, mas antes teria que convencer o Tomás a ir junto.

Há algumas horas, recebi uma ligação estranha da Lizie, ela já havia voltado aos EUA há alguns dias e hoje iria ao meu apartamento para pegar minhas correspondências, mas durante a chamada ela estava meio distante, pareceu hesitar em alguns momentos, perguntei se havia algo de errado e ela pareceu pensar até responder que estava tudo bem, disse que mais tarde me telefonaria novamente. Eu havia contado a ela sobre o encontro que tive com eles, no dia anterior, talvez fosse isso, mas insegurança não combinava com ela, havia sim algo errado, sem contar, que ela estava me escondendo alguma coisa desde quando estava em Londres, ela iria me dizer algo, mas eu a cortei falando sobre o meu filho, enfim, mais tarde eu descubro o que é.

- Oi, Carlinha – disse dando-lhe um abraço que me foi retribuído.

- Que bom que você chegou – sorriu-me.

- O Tomás tá em casa?

- Tá sim, entra – puxou-me para dentro do seu apartamento – Tomás – chamou-o, não demorou muito para que ele aparecesse com um sorriso no rosto que se desfez quando me viu, dando a ele uma expressão séria.

- Oi, Tomás – cumprimentei-o.

- Oi – disse friamente.

- Nós soubemos que você esteve com o Rafael, não é?! – Carla disse depois de um tempo, tentando, visivelmente, diminuir a tensão entre mim e seu noivo – sente-se, Dih.

- É, estive com ele ontem – disse a ela – nós não conversamos muito, mas ele me pareceu ser um bom menino – percebi que Tomás bufou do outro lado da sala, estava sentado ao lado de Carla, nada contente.

- E ele é – ela sorriu – mas não se engane com a carinha de anjo dele, não – riu e não tive com não sorrir – ele é bem levado quando quer, de nós deixar de cabelos em pé, não é Tomás?! – seu noivo apenas assentiu, pareceu querer sorrir, mas se conteve, era óbvio que ambos amavam muito o menino.

- Bom saber.

- Você está de férias, no Brasil? – Carla perguntou.

- Não, na verdade eu vim a trabalho – ela pareceu surpresa.

- Sério?! Nossa, você sabe quanto tempo irá ficar?

- Alguns meses, eu suponho – respondi, mas preferi não entrar em detalhes.

- Que bom – ela parecia ter ficado feliz, ao contrario de Tomás, que permaneceu sem se manifestar – vai ser ótimo te ter aqui, conosco por um tempo, Dih – sorriu.

- Sim – retribui seu sorriso – bom, eu vim aqui para fazer um convite a você, Tomás – ele me olhou, mas permaneceu calado – eu convidei o Rafael para um passeio e eu gostaria que você fosse também – eu ainda estava com raiva dele, ou magoado, não sei ao certo, mas se para me aproximar do menino eu teria que conviver com ele, assim eu faria, pelo meu filho.

- O Rafael me contou sobre o seu convite – ele disse – me disse que o Pedro e os gêmeos irão também – assenti – então, vocês não precisarão de mim.

- O Rafael faz questão que você vá – disse friamente.

- Então, porque o Rafael faz questão que eu esteja presente nesse passeio, você se deu ao trabalho de vir até aqui me convidar?! – riu debochado – que progresso, hein compadre?! – eu ia responder algo não muito agradável para o cinismo dele, mas Carla me interrompeu.

- Tomás! – repreendeu-lhe, mas ele não se importou – ele irá Diego – garantiu-me.

- Não precisa ir se não quiser – disse a ele, já não fazia questão que ele fosse.

- Não faço a menor questão.

- Pedro e as crianças estarão lá, não precisamos de você – nós levantamos nesse instante.

- Você sabe que precisa, se não você não teria vindo aqui – caminhamos em direção um do outro, Carla se levantou apreensiva – o Rafael não irá se eu não for.

- Você que pensa! – estávamos tão próximos que poderíamos socar um ao outro, tenho que admitir que gostaria muito de socá-lo.

- Tenho certeza! – nesse momento nós abraçamos, não sei ao certo se a iniciativa partiu de mim ou dele, meu amigo, não conseguiria ficar muito tempo com raiva dele.

- Meninos! – ouvimos Carla rindo debochada e nos afastamos, nossas expressões estavam mais amenas, acho.

- Eu ainda estou muito magoado com você – disse a ele, o que era verdade, mas ele sorriu.

- Tenho certeza que está e eu estou indo nesse passeio apenas pelo Rafael – rimos juntos e nos abraçamos novamente – você fez falta, cara!

- Você também – disse a ele.

- Ai que lindo, esses meus meninos – rimos da expressão que a Carla fez.

Passei mais algum tempo com ToCar antes de voltar para o meu apartamento, digamos que talvez as coisas entre Tomás e eu estejam melhores, amanhã sairíamos os seis, apenas os homens, pelo que meu amigo me disse a Roberta já havia pedido para que ele fosse, pois ela mesma não iria e queria alguém que pudesse cuidar do Rafael para ela, o que era ridículo, o que ela pensava que eu faria com o menino? Não importa, amanhã seria o primeiro passo para me aproximas do meu filho, se a Carla estivesse certa, acho que ele iria gostar do passeio, ainda não disse a ninguém aonde iremos, seria uma surpresa.

- Oi Lizie – disse ao atender o celular.

- Oi – disse respirando fundo.

- O que tá havendo com você? – perguntei preocupado.

- Nada – hesitou, merda! – tenho uma coisa para te contar.

- Então fala, que eu estou começando a ficar preocupado.

- Dih – hesitou novamente – não é o tipo de coisa que se diga pelo telefone...

- É tão importante assim que você não pode me contar pelo telefone? – estava um pouco apreensivo.

- Sim – respirou fundo – é muito importante, mas não se preocupe, na segunda-feira você saberá – garantiu-me.

- Como?! – acho que não entendi direito o que ela disse.

- Isso mesmo que você entendeu, estou indo para o Brasil, nos veremos na segunda.

- Por quê? – perguntei confuso.

- Para conversamos, na segunda-feira, você entenderá, mas agora tenho que desligar, eu preciso resolver algumas coisas ainda, eu te ligo informando a que horas devo chegar e boa sorte amanhã com o seu filho.

- Obrigado.

- Beijo.

- Beijo – então ela desligou sem dizer mais nada, o que diabos ela tinha a me dizer que era tão importante a ponto de ter que vir ao Brasil, por conta disso?

Continua...

Notas finais
Desculpem-me a demora, é que não deu mesmo para postar antes, mas está ai. Não deixem de comentar, por favor ;)