Começo, Meio E Fim
33 Capítulo 33
Pov Roberta
- Mamma... – meu menino veio correndo ao meu encontro ao entrar no apartamento, dando-me um abraço tão gostoso que lhe foi retribuído carinhosamente, com inúmeros beijos espalhados pelo seu rostinho, Meu Deus como eu precisava dele... ToCar e PeLice me olhavam apreensivos...
- Tudo bem – disse para tranquilizá-los – está tudo bem – afirmei ao Rafael, dando um beijo em sua testa.
- Tem certeza? – Tomás perguntou, assenti sorrindo-lhe fraco que foi retribuído com um sorriso amarelo.
- Rafa – Alice o chamou – por que você não conta a sua mamma o que nós fizemos durante o passeio? – o incentivou, fazendo-o dar-lhe um sorriso tão lindo que me fez sorrir também.
- Conte para mamma o que vocês fizeram, meu amor – pedi-lhe, já estávamos todos sentados em meu sofá, com expressões mais amenas.
- Nós fomos ao shopping, por sugestão da tia Lice – óbvio, só podia ser – lá nós fomos à área de jogos e jogamos algumas partidas de boliche, padrinho e eu vencemos todas – contou sorrindo, esse era o único jogo que o Tomás não era tão ruim, mas ainda sim, ganhar todas? Ri com o meu pensamento – depois nós fomos paras as lojas comprar coisas para a Sophia – Quem?
- Rafa! Conte a história inteira – Alice o repreendeu rindo, assim como os outros.
- Desculpa – sorriu para ela, que lhe mandou um beijo, já que estava sentada no outro sofá ao lado de Pedro e o menino estava sentado no meu colo, ao lado de Carla – depois que compramos um monte de coisas fomos até a praça de alimentação, lá enquanto nós lanchávamos tia Lice decidiu o nome da minha priminha – completou sorrindo me fazendo sorrir amplamente.
- Sério? – perguntei e todos assentiram – e qual será?
- Então, me deixa completar a história – Alice pediu, assenti revirando os olhos, fazendo-a me mostrar à língua enquanto os outros riam – boba, enfim, nós estávamos, Pedro e eu, ainda meio indecisos sobre o nome, daí no shopping, graças a Carla – que estava sorriu e piscou para ela – e ao Rafa – mandou outro beijo no ar para ele – nós o escolhemos – completou sorridente.
- E vocês vão esperar a menina nascer e aprender a falar para que ela mesma me diga – indaguei, fazendo Alice bufar o os outros gargalharem.
- Chataa...
- Não – Pedro disse se recuperando – jamais faríamos isso com você, comadre – sorri para eles – o nome da minha filha será...
- Sophia – o interrompi dizendo e rindo, fazendo ToCar gargalhar ainda mais.
- Você...
- O Rafa disse que vocês compraram muitas coisas para a Sophia – interrompi Alice dessa vez, que se fingiu de indignada para o meu filho – é um belo nome.
- Obrigada – Carla disse se manifestando pela primeira vez desde que entrou, sabia que ela queria falar comigo, a sós – Rafa e eu que sugerimos – fez um toque com o afilhado.
- Não – Alice discordou – vocês apenas opinaram, Pedro e eu já tínhamos pensado sobre o nome, só não tínhamos decido ainda, né amor?! – perguntou ao marido.
- Sim, minha linda – Pedro respondeu beijando o rosto da esposa.
- Ai que mentirosos – Carla debochou, nos fazendo rir – vocês estavam em dúvida, se dependesse de vocês a podre da menina se chamaria Giovanna, Manoela – fez uma careta engraçada – Yasmim, Julia e etc. – bufou – mas graças a nós – beijou o rosto do afilhado – ela terá um nome muito mais bonito do que Manoela ou Giovanna e etc. – revirou os olhos.
- Que são nomes muito bonitos também – provoquei-a, mas o olhar que ela me lançou me assustou um pouco, muito pouco na verdade, mas são nomes verdadeiramente bonitos, na minha opinião.
- O que você tem contra esses nomes, hein Carlinha? – Tomás perguntou rindo, acho que ela deve ter lhe lançado o mesmo olhar matador, do tipo não discuta comigo, para ele que parou de rir na hora.
- Nada – disse por fim – contra os nomes nada, apenas não gosto, conheci duas irmãs uma vez que tinham esses nomes, duas va...
- Carla! – Tomás e eu a repreendemos, acho que ela entendeu, pois olhou para o Rafa que a observava atento e depois para mim como se me pedisse desculpas, pelo “furo”.
- Elas eram o que, madrinha? – agora nós rimos, queria vê-la explicar sua frase ao menino.
- Elas eram... – pareceu pensar – duas valiosas almas do mal – suspirou, valiosas almas do mal, não acredito que ela disse isso, teria rido se não tivesse despertado ainda mais o interesse do meu filho.
- Por que elas eram do mal?
- Porque existem pessoas que preferem ser ruins umas com as outras, meu anjo – respondi pela Carla, antes que o assunto se estendesse mais, ele apenas assentiu e ela me olhou aliviada.
- Bom, agora é à hora de nós irmos, porque o Rafa e a Roh estão cansados – Tomás disse depois de um tempo que a conversa voltara a ser sobre Sophia.
- Tem certeza? – perguntei, já fazia um tempo que eles estavam aqui e nesse período eu acabei me esquecendo dos problemas, que infelizmente voltaram a invadir minha mente como as palavras do meu amigo.
- Sim – Carla se aproximou de mim, já que agora estávamos todos de pé – amanhã cedo, eu estarei aqui para nós conversarmos, tudo bem? – assenti, nos despedimos e eles se foram, deixando-me a sós com o meu bebê, que estava visivelmente cansado.
- Vem, meu amor – o peguei no colo – vamos tomar um banho e comer alguma coisa, que ainda precisamos ter uma boa conversa, tudo bem?
- Sim – respondeu com um sorriso fraco, que me cortou o coração.
Continua...
Fale com o autor