Começo, Meio E Fim
25 Capítulo 25
Pov Diego
Eu estava em choque, não fazia ideia do que estava acontecendo, eu só podia estar maluco. Havia um garoto, com aparência de uns quatro ou cinco anos, sentado na minha cama, que se parecia extremamente comigo, quando eu tinha sua idade. O observei, permaneci parado na porta por alguns minutos, não sei ao certo quanto tempo se passou, ele pareceu não perceber minha presença no primeiro momento, estava bastante entretido com os álbuns, mas quando ele me olhou, senti um aperto no peito, uma sensação estranha, não conseguiria descrevê-la, ele pareceu estar surpreso e em choque, talvez, por eu estar ali parado diante dele, pois já havia adentrado o quarto, ele deixou um álbum que segurava de lado e se levantou da cama, estávamos agora frente a frente, nossos olhares se cruzaram e eu consegui ver o espanto e a insegurança dentro deles, o que provavelmente era visível nos meus, ele tinha os meus olhos, mas aquele jeito de me olhar era... Não! Eu estou maluco, só pode! Ele me olhava como ela, Roberta!
- Tomás, ele não está aqui... – dava para ouvir a voz do meu pai no corredor, mas nem eu nem o garoto desviamos nossos olhares.
- Eu sei o que estou falando... – a voz do meu amigo parecia mais próxima e audível – Rafa! – disse ao entrar no quarto seguido de meu pai que me olhava também surpreso, o garoto correu até o Tomás que o acolheu em seus braços, me lançando um olhar inseguro e receoso.
- Me leva para casa, padrinho, por favor – o menino disse ainda abraçado ao padrinho? Eu estava cada vez mais perdido, seu tom de voz era baixo e continha algum sotaque, que não consegui identificar.
- Eu levo, meu anjo, o padrinho leva – padrinho, sotaque, garoto parecido comigo, o jeito de olhar dela... Meu Deus, não pode ser!? Ele...
- Você não vai a lugar algum – eu disse ríspido – antes de me explicar o que está acontecendo aqui! – todos me olharam, até mesmo o garoto que estava visivelmente assustado.
- Filho...
- O seu pai te explica – Tomás interrompeu meu pai dizendo – eu preciso ir agora, mas nós conversaremos mais tarde, com certeza, ai eu te dou a explicação que você quiser – ele simplesmente me lançou um último olhar e deixando o quarto, levando consigo o garoto.
- Diego mantenha a calma – meu pai começou e eu ri debochado andando de um lado para o outro exasperado, mantenha a calma, se o que eu estava pensando fosse verdade, o que era mais que provável, calma era a última coisa que eu teria – você precisa se acalmar...
- EU NÃO QUERO ME ACALMAR – berrei enfurecido – EU QUERO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI! – DROGA!
- Se acalme e abaixe a voz – ele disse ríspido – eu vou te contar.
- Pois bem, pode começar! – disse tentando controlar minha raiva.
Continua...
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