Começando Uma Família

30 Capítulo 30 - Uma viagem


Notas iniciais
Gente esse é o antepenúltimo capitulo...

P. O. V. Jacob

Nessie passou a manhã inteira no telefone com Alyssa, depois saiu com Bella. Embry estava com Anne na sala e Daniel estava com Sam por aí.

- Paizinho? – Anne chamou.

- Diga princesa.

- Embry pode ir conosco lá na vó Esme? – ela disse.

- Olha princesa, sua mãe é que disse que sua avó tinha convidado para jantar lá. Mas eu ligo para sua avó para saber. – falei, peguei o telefone e disquei o numero da casa dos Cullen.

Ligação: on

- OI. – Esme atendeu.

- Esme? É Jacob.

- Olá Jacob. Aconteceu alguma coisa?

- Não esta tudo bem. Anne quer saber se Embry pode ir conosco a noite.

- Pode sim. Diga a ele que será um prazer recebê-lo aqui e que se sinta bem vindo.

- Claro, claro. Obrigado.

- Não há de quê. Até mais.

Ligação: off

Nessie chegou com algumas sacolas e passou direto pela sala, indo para o quarto, fui atrás.

- Jacob fique aqui, três segundos. – ela disse fechando a porta. E depois abriu-a novamente. – Pronto.

- O que escondeu aí? – perguntei enquanto íamos nos sentar.

- Nada. É uma surpresinha para a noite. – ela sorriu.

- Hmm. Isso é tentador. – falei rindo.

- Ótimo. – ela disse se aconchegando em meu peito.

- Amo você, a cada momento, a cada batida do meu coração. Em cada célula do meu corpo você está presente. – sussurrei em seu ouvido.

P. O. V. Anne

- Embry, meu irmão vai ficar bem lá com Sam? – perguntei enquanto caminhávamos no pátio.

- Claro que vai. Sabe qual é o problema do seu pai? Ele é muito possessivo. – Embry disse piscando para mim.

- Acho que herdei isso dele. – falei rindo.

- Não acho você é perfeita.

- Claro, só para você. Mas eu sou possessiva sim. – falei.

- Se você diz... Quer ir até a praia? – ele sugeriu olhando para o quarto dos meus pais.

- Claro.

Quando chegamos lá, ficamos jogando pedrinhas na água.

- Ai Embry! Eu não consigo! – falei largando as pedras.

- Eu ensino você, fofinha. – ele disse.

Embry pegou minha mão e se curvou um pouco para ficar mais baixo. Seu rosto estava a menos de vinte centímetros d meu, sua respiração quente estava batendo em meu rosto.

- Incline sua mão mais um pouquinho. Isso. Agora dê um leve impulso e atire. – ele disse. Fiz o que ele pediu e consegui.

- AH! Eu consegui! Obrigada Embry! – falei. Ele me ergueu num abraço. Uma espécie de impulso martelava em minha cabeça.

Peguei seu rosto entre minhas mãos e pressionei meus lábios contra os dele. Sua primeira reação foi choque, mas retribuiu o beijo. Separei-me ele, eu estava sem ar e depois de tudo veio à culpa.

- Anne você está bem? – Embry perguntou

- Não. Desculpe por isso... – sussurrei me sentando na areia, as lagrimas começaram a escorrer por meu rosto.

P. O. V. Embry

- Quer que eu leve você para casa? – perguntei me agachando na frente dela.

- Aham. – ela sussurrou entre os soluços.

- Anne você não parece bem. Está muito pálida, me deixe ajudar. Você está me assustando, o que quer que eu faça?

- Me leve para casa. Eu preciso ficar lá. – ela sussurrou.

- Respire fundo. Eu vou levar você para casa quando melhorar. Diga alguma coisa que a deixará melhor, por favor, qualquer coisa, eu faço. – falei puxando ela para perto.

- O que eu fiz é errado? Beijar você foi errado? Pode ficar bravo comigo. – ela disse se encolhendo.

- Não, não. Isso não é errado. Anne eu nunca ficaria bravo com você. – falei.

- Por quê? Você é meu amigo, não quero perder você. – ela disse me abraçando.

- Anjinho, nunca vai me perder. Olha, eu não vou ficar bravo com você, nunca. Vou ficar ao seu lado para sempre, se você quiser. – falei afagando seu cabelo.

- Eu quero, mas... Eu preciso ir para casa. Tenho que me arrumar, e você também. – ela disse mais calma.

- Ok. Enxugue seu rosto, vou levar você. Embora eu ache muito cedo. – falei olhando as nuvens.

- Eu preciso mesmo. – ela sussurrou.

P. O. V. Nessie.

Estávamos deitados, eu estava abraçada em Jacob. Ele beijava minha nuca.

- Amor?

- Diga benzinho.

- Quanto tempo faz que Anne saiu? – perguntei.

- Uma meia hora, por quê? – ele disse.

- Estou com um mau pressentimento. – sussurrei.

- Embry está com ela. Já devem esta voltando.

- Tudo bem. – falei, me mexendo para sair.

- Aonde vai? – Jacob disse puxando-me de volta.

- Bom, se ela está chegando , é melhor nos tomarmos banho um banho e nos vestirmos. Não vai querer que ela nos visse assim. –falei.

Ele ergueu a sobrancelha, mas foi comigo tomar banho. Depois nos vestimos.

Anne chegou com Embry, os dois estavam quietos. Ela foi até a cozinha, tomar alguma coisa, Jacob e eu nos olhamos e fomos para a cozinha. Ao nos ver, Anne correu até Jacob e o abraçou.

- Você brigou com ele, princesa? – Jacob perguntou.

- Não. É que... Hmm... Eu amo você. – ela disse confusa.

- Meu anjo, você está bem? Quer alguma coisa? – falei.

- Não, eu não estou bem, podem ficar comigo? – ela sussurrou.

- Claro. –falei.

Sentamos-nos no sofá com ela. Jacob a puxou para o colo dele, o telefone tocou.

Ligação: on

- Alô.

- Oi Nessie. É Lyss.

- Oi Lyss, meu anjo. Como está?

- Bem. Podíamos conversar?

- Claro, você está aonde?

- Na casa de Emily. Seth está aqui com os garotos.

- Quer que eu vá aí? Dan está por aí com Sam?

- Adoraria que viesse, realmente preciso conversar. Da está ali na sala.

- Pode chamá-lo, por favor?

- Claro. Dan!

- Oi mãe.

- Anjinho, como está por aí?

- Legal.

“Quero ver a cara do papai Jacob! Duvido que você saia vivo dessa!” – ouvi gritarem no fundo.

- Legal? O que foi isso? O que tem seu pai? – falei me levantando e indo para o pátio.

- Ah! Frescura de Quill. Sabe como é...

- Sei. Avise Lyss que vou daqui a pouco. Passe o telefone para Embry.

- Tudo bem, até mais tarde. Amo você.

- Nessie? Aconteceu alguma coisa?

- Não que eu saiba. O que tem Jacob?

- Anne foi à praia comigo sem pedir. Foi isso. Você sabe como Quill é traumatizado por Sam só deixar ele e Claire namorarem em casa. – ele disse alto.

- Tá. Você vai conosco, hoje à noite?

- Não. Encontro vocês lá. Pode ser?

- Tudo bem, ate mais.

- Tchau.

- Tchau.

Ligação: off

Voltei para a sala. Jacob ficou me fitando, ergui os ombros e ele assentiu.

- Meu anjinho, deixe mamãe e papai conversarem um pouquinho?

- Aham.

- Obrigada meu anjo.

Anne subiu para o quarto dela, fiquei de pé ao lado do telefone me balançando nos calcanhares.

- Jacob. – sussurrei.

- O que precisamos conversar? – ele perguntou me puxando para o lado dele.

— Acho que Lyss e Seth brigaram. El parecia abatida e preocupada, ao telefone. – falei.

- Será? Vai ver ela só quer um conselho. Sua tia estaria matando Seth nesse momento, se ele fizesse mal a ela. – Jacob riu.

- Não teve graça. Vou ate a casa de Emily buscá-la. Cuide de Anne e não brigue com ela. – falei.

- Porque eu iria brigar com ela? Aconteceu alguma coisa que não estou sabendo? – ele disse erguendo a sobrancelha.

- Acho que sim. Já suspeito o que seja. – falei.

- O que?

- Deixe estar pronta para falar. Eu preciso ir. – falei me levantando. Ele me puxou de vota com um tanto de força.

- Que foi? – ele perguntou.

- O que? Preciso ir. – falei.

- Só depois que eu deixar. – Jacob riu me beijando.

- Ah! Jake chega né? – falei brava tentando sair dos braços dele.

- Tudo bem, fera mãe. – ele disse erguendo as mãos.

- Tchau, amorzinho. –sussurrei no ouvido dele.

Quando cheguei à casa de Emily, ainda havia uma bagunça. Os garotos riam alto no pátio, dos fundos, atirados no chão.

- Com licença Emily. – falei passando pela porta.

- Entre, quanto tempo. – Emily me abraçou.

- Pois é. Lyss está aí?

- Nos fundos. Com os garotos. – Emily disse. Quando passei em frente ao espelho da sala, me lembrei de que estava de shortinho, regata e rasteirinha.

- Uuuhh! – um garoto que eu não reconheci, disse quando entrei no pátio.

- Cale a boca garoto. – Kim disse batendo na cabeça dele.

O menino parecia ter uns quinze anos, era comprido como Dan, sua pele era mais clara que a dos garotos e seu cabelo era castanho. Ainda existiam famílias com o gene de lobo.

- Quem é a fofura aí? – falei olhando Quill.

- É o Austin, nosso novo integrante. – Quill disse.

- Sinto muito Austin. – falei, enquanto Lyss se despedia de Seth.

- Quantos anos você tem? – Austin me perguntou.

- Catorze. – falei. a confusão em seus olhos foi grande. Os garotos riram e Lyss saiu comigo. Caminhamos devagar pela floresta.

- O que foi? – perguntei a ela.

- Eu e Seth passamos dos limites hoje. Perdemos o controle... – ela disse.

- Vocês...?

- Não. Quando estava quase chegando nessa parte. Eu fiquei com medo. Então nos separamos. Mas acho que a gente precisava avançar, Seth disse para deixarmos para um dia em que eu esteja me sentindo segura. Acho que fiz errado, devia ter deixado. Foi estranho. Meu corpo o chamava, e minha mente gritava sim e não ao mesmo tempo. – ela disse corando.

- Fizeram certo. Não force nada. Espere a hora certa. O medo é normal. – falei.

- Obrigada. Aproveitando o assunto de relações... Anne beijou Embry, esse era o motivo dos gritos. Como ela está? – Alyssa sorriu.

- Estranha. Estava na hora de acontecer... – sorri.

- Vou daqui para casa. Arrumar-me. – Lyss falou.

Ela saiu em direção a casa dela. Quando cheguei em casa, Dan já estava lá se arrumando.

- Cheguei! – gritei passando pela porta.

- Mamãe! Onde está Embry? – Anne disse descendo as escadas correndo.

- Ele vai ir direto para casa da sua avó, encontraremos ele lá. – falei.

- Ah! Você brigou com ele, não é?! – ela disse.

- Não meu anjo, eu perguntei a ele e ele disse que iria nos encontrar lá. – falei pegando uma roupa em meu closet.

- Então tá. Vou esperar lá em baixo. – ela disse saindo do quarto, ao ouvir o chuveiro desligar.

Coloquei minha roupa na cadeira, Jacob saiu do banheiro enrolado na toalha.

- Você demorou. – ele disse.

- Lyss e eu viemos conversando e caminhando devagar. – falei.

- Hmm. Espera aí! Venha aqui! – ele disse fazendo uma careta.

- O que? O que foi? – falei me aproximando.

- Que cheiro é esse? – ele disse.

- Que cheiro? Não sei, não estou sentindo. – falei.

- É de homem. – ele disse. — É de lobo.

- Ah! Para que eu estou cheirando aquele cachorro! – falei cheirando minha roupa. – Argh!

- Cheiro de quem? – ele perguntou.

- Daquele pirralho, Austin. Argh! Preciso de um banho. – falei.

- Austin Wild? – ele disse.

- Não sei. Mas o nome dele é Austin.

- O que ele estava fazendo lá? E porque você está com o cheiro dele?- Jacob disse, pegando-me pelo braço enquanto eu ia tomar banho.

- Ele está na matilha de Sam. E eu cheiro está em mim, sei lá por quê. – falei puxando o braço. – Jacob, já pode largar meu braço.

- Nosso cheiro é mais forte até uma semana depois da primeira mudança. – ele disse me soltando.

- Aquele garoto é um idiota. – falei brava.

- Você fica linda quando está irritada. – ele riu me beijando. – Amor, você está fedendo.

- Calado. – falei ligando o chuveiro.

P. O. V. Carlisle.

Esme e eu estávamos sentados no sofá, ela apoiada em meu ombro e sua mão alisando minha coxa.

- O que acha de irmos para a Ilha? – ela perguntou.

- Quando?

- Daqui algumas semanas...

- Quem vai? – perguntei.

- Todos nós, incluindo Sophie e Seth. Pode ser? Bom, a casa foi reformada. – ela sorriu.

- O que você quiser. – falei.

- Podíamos dizer a eles hoje... – ela sugeriu.

- Claro... Tenho que arrumar as coisas, somos muitos. – sorri.

- É... Nunca pensei que poderíamos ter uma família assim. – ela disse beijando meu pescoço.

- Esse sempre foi o “grande sonho”, acho que foi por isso que não rejeitei minha transformação. Acho que de certo modo, eu já sabia, que a minha eternidade seria uma grande recompensa. – falei. Ela sorriu escondendo o rosto. – O que vamos fazer para a janta? – perguntei alisando sua perna.

- Não sei... Cachorro-quente? – ela disse.

- Não sei... Acho que pode ser eles parecem gostar. – sorri. Realmente era isso que eles gostavam.

- É. Principalmente Jacob e Seth. – ela riu. – Bom, é rápido de fazer, o que nos dá mais um tempo para conversamos... – ela disse em tom de lamuria.

- Coisa que faz um tempo que não fazemos. – falei reprimindo uma gargalhada.

- Isso é uma injustiça conosco, não é?! – ela disse e rimos.

- Claro! Parece que não somos vampiros dignos disso. – falei em tom de piada.

- Não? Então me diga Dr. Cullen, do que somos dignos... – ela desafiou.

- Prefiro mostrar... – sorri maliciosamente.

- Hmm. Pode ser. – ela disse rouca.

- Então, vem aqui. – falei puxando-a pela cintura, fazendo-a sentar em meu colo.

- Hmm. Tenho que fazer comida. – ela disse se rendendo ao meu beijo.

- Daqui a pouco eles chegam. – falei retirando-a de meu colo. – Mas pensando bem, sem pressa. – beijei-a novamente.

- Já que não temos mais crianças, nossos bebês, cresceram, não temos mais com que nos preocupar. Por hora. – ela disse com um sorriso.

- Concordo, então. Vamos aproveitar... Por hora. – falei rindo.

Deitei-a no sofá me inclinando para ela, enquanto nos beijávamos. Passou-se meia hora e Emmett chegou.

- Eaê coroas?! Só na bitoca?! – ele disse rindo.

- Emmett! – repreendi.

- Acho que vou fazer a comida... – Esme disse se sentando no sofá e se arrumando um pouco.

- Não precisa, eu e Rose iremos fazer, não queremos atrapalhar os dois... – Emm disse apontando para cozinha com o polegar.

- Não, vocês não atrapalham. Pode deixar que eu vou... – Esme disse envergonhada.

- Mãe, não precisa...

- Emmett você pode ir sim. – falei.

- Não. Vocês... Vocês... Vocês vão destruir minha cozinha. – ela disse.

- Tudo bem. Alice chegou. – Rose disse.

- Oi família. – Alice cantarolou.

- Vou trocar de roupa e fazer a comida. – Esme disse e olhou para mim. – É melhor fechar a camisa.

- Ah. – falei sem graça, fechando a camisa.

- Olá Bella, olá Edward. – Esme disse indo para a cozinha.

- Nessie ainda não chegou? Não falo com ela há dias. – Bella disse.

- Não... Pelo horário ela chega logo. – falei.

- Vocês moram na rua de trás da casa dela. E não se falam há tempos?! – Alice disse.

- Desculpe Alice, mas eu não prevejo o futuro e não fico bisbilhotando a vida dos outros. – Bella disse.

- Não vão brigar, por favor. – falei indo em direção à cozinha.

Ouvi o barulho de um carro no gramado, Nessie havia chegado.

- Oi Gente. – ela disse ao passar pela porta.

P. O. V. Nessie

Quando chegamos à casa da vovó, Embry já estava chegando. Anne ficou conversando com ele, embora a vergonha dos dois fosse visível, eles tentavam disfarçar ao máximo.

Mamãe e vovó queriam saber como eu estava, para onde eu estava indo...

- Eu tenho ido à reserva de vez em quando, ver Billy e Sue. – falei. – Charlie está sempre lá.

- Você nem liga mais para dar noticia... – mamãe reclamou. Fazendo biquinho e papai riu.

- Ah! Se quiserem noticias minhas liguem. – reclamei.

- Qual o problema de Jacob? – mamãe perguntou olhando para Jake, sentado no sofá assistindo jogo com Emmett, havia um ruguinha em sua testa.

- Ele quer saber porque Austin Wild passou pela mudança. – falei. Derek chegou com Sophie.

- Oi Nessie. – ele disse.

- Derek! Derek! Eu estava com saudades. – falei pulando em seus braços.

- Eu também boneca. – ele disse.

- Boneca? – falei confusa.

- É porque você parece uma bonequinha de porcelana. Cadê meus sobrinhos favoritos?! – ele disse.

- Só têm eles. – Sophie riu.

- Oi. Tio. – Dan disse.

- Vocês mudaram muito. – ele disse.

P. O. V. Anne

- Tio, faz três meses que não nos visita. Nem veio em meu aniversario. – reclamei.

- Desculpe eu estava viajando.

- Tudo bem. – respondi.

Voltei para a escada, onde Embry estava. Eu não conseguia olhar para ele sem lembrar que o beijei. Isso ecoava em minha cabeça, porque eu fiz isso, com meu melhor amigo? E porque eu queria mais? Queria que isso acontecesse novamente.

- Anne? O que foi? – ele perguntou.

- Hã? O que? Como assim? – falei confusa.

- Está preocupada. O que foi?

— Nada. Vamos caminhar até o chalé e voltar? – falei.

- Para?

- Só por ir. Não aguento ficar aqui parada. – falei.

- Pode ser. Enquanto a janta não fica pronta. – ele disse levantando.

Entramos na floresta e caminhamos até o chalé da vovó. Em um tronco que estava ali como banco, estava riscado o nome dos meus pais. Eu me ajoelhei para ver melhor, Embry se baixou ao meu lado. (Jake e Nessie ♥)

- Aposto que estavam felizes na hora que escreveram isso. – sussurrei.

- Por quê? Eles ainda são felizes. – ele disse.

- Ah! Mas quase não saem, e assim não se divertem se preocupam demais em nos manter felizes. E Daniel sempre apronta e eles acabam brigando. Mamãe tinha razão quando foi a Florença, valíamos tudo aquilo, mas sei lá, não consigo e conformar que os mantenho ocupados demais. – falei confusa.

- Esqueça isso. Eles brigam e fazem as pazes. Preocupam-se com vocês, porque sem você e Dan eles não seriam felizes. – ele disse me abraçando. Corei quando sua respiração tocou minha pele.

- Embry, é normal gostar muito de uma pessoa? – perguntei.

- Claro.

- Escute, desculpe por hoje mais cedo. Não sei o que me deu. – sussurrei.

- Sabe que eu não fiquei bravo. Você lembra que eu só quero você feliz? – ele disse.

Suas palavras me fizeram olhar para o tronco e ver o quanto eram verdadeiras. Meus pais, por mais que brigassem, nunca deixaram de se declarar todos os dias.

- Eu sei. – falei.

Eu já podia imaginar meu pai brigando comigo, por causa de tudo que aconteceu. E que ia acontecer. Eu realmente não ligo ou ligo. É claro que ligo, eu seria proibida de ver Embry e meu pai provavelmente colocaria seguranças pra não deixar Embry e eu nos encontrar. E meu destino seria um humano amigo de Daniel.

— Anne meu anjo, pare de chorar. Eu vou estar ao seu lado para sempre. – ele disse. – O que posso fazer por você?

- Pode me beijar? – falei.

As mãos dele afagara meu rosto, ele sentou na relva e ficou me fitando. Embry aproximou seu rosto do meu e tocou meus lábios de leve, retribui o beijo sem mexer minhas mãos. Logo ele se afastou. Deitei na relva um pouco tonta, tentando entender. Eu queria mais, queria poder tocar seu peito e dizer que ele é meu.

- Melhorou?

- Não. Preciso de outro. – falei.

Ele se aproximou de novo e me beijou. Dessa vez passei meus braços por seu pescoço, ele me puxou para seu colo. Coloquei as mãos por baixo da sua camiseta, passando-as por seu peito, as mãos dele passaram para os botões de minha blusa, mas voltaram para meu pescoço, se meu pai me visse agora, talvez não sobrevivesse nem meus fios de cabelo. Mas eu não conseguia parar, agora já estava quase agarrada nele, como se fosse perdê-lo.

- Anne. – ele sussurrou.

- Diga.

- Chega. Parou por aqui. Temos que voltar.

- Ai meu Deus! Desculpe. – falei, eu tinha tirado a camiseta dele.

- Você se empolgou um pouco. Eu não devia ter feito isso. Era a única vontade que eu não podia atender. Esqueça esses beijos. – ele disse.

- Tudo bem?

- Não. Vamos. – ele disse levantando.

- Embry, desculpe-me. Eu me empolguei. Prometo que não conto nada. – sussurrei abraçando ele.

- Ah! Anne o que vamos fazer? Seu pai vai nos matar. — ele sussurrou.

- Ei! Ei! Meu pai não precisa ficar sabendo, pelo menos não agora. Minha mãe não vai deixar que nada de ruim aconteça com nós dois. – sussurrei segurando o rosto dele e olhando em seus olhos.

- Não confio tanto assim em sua mãe. – ele riu.

- Mamãe já aceita. – sorri.

- Então vamos de uma vez. – ele disse.

Voltei para casa da vovó, eu vi os olhares da tia Alice, do tio Derek e tio Jazz nos denunciando.

P. O. V. Nessie

- A janta está pronta! – vovó disse, ela havia feito cachorro quente.

Depois que jantamos, vovó disse que tinha um comunicado importante para nos dar. Alice estava quase pulando no sofá para dizer.

- Eu posso contar a novidade? – Alice disse.

- O que?! Nessie você está grávida de novo? – Derek riu.

- Cale a boca. Eu não estou grávida. Vire essa sua boca para lá. – falei me encolhendo ao lado de Jacob.

— Não Alice você não pode dar a noticia. Pare com essa ansiedade. – vovô disse.

- Bom, eu chamei vocês pra propor uma viagem. – vovó sorriu.

- Em busca do tesouro perdido? – tio Emmett disse rindo.

- Não Emmett. Mas talvez você devesse partir atrás de um cérebro. – papai disse bufando.

- Que tal se fossemos para a Ilha? – vovó disse sorrindo.

- Sério? Vamos pro Rio? – falei dando um pulo no sofá.

- Se todos quiserem sim nós vamos. – vovô disse.

- Claro que querem. – papai riu.

(mais tarde)

- Mãe, não é legal irmos a Ilha? – Daniel disse na volta, dentro do carro.

- Claro, meu anjo. – falei.

- Embry pode ir conosco? – Anne disse.

- Não! – Jacob disse rapidamente.

- Porque você implica com ele? Ele é meu amigo. – Anne protestou.

- Conversamos amanha Anne. Preciso conversar com seu pai. E não queremos brigas. – falei.

Chegamos em casa cansados. Anne estava nervosa demais, era evidente que ela havia beijado Embry novamente. Provavelmente Jacob já soubesse Dan talvez tenha contado a ele, para proteger Anne.

- Boa noite mamãe. – Daniel disse passando na frente do quarto.

Anne já estava dormindo fazia tempo.

- Boa noite, meu anjo. – falei.

- Mãe! – Anne gritou, corri até o quarto dela.

- Diga o que houve. – falei sentando ao lado dela e acariciando seu rosto para acalmá-la.

- Anne o que foi? – Jacob disse entrando no quarto.

- Eu tive um pesadelo. Sonhei que papai matou Embry e eu tentei me matar. – ela disse nervosa.

- Seu pai nunca faria isso. Ele e Embry as amigos. – falei.

- Porque eu faria isso? Meu amorzinho, eu sei que muitas vezes perco o controle, acabo gritando com você ou seu irmão. Às vezes ate digo que vou matar alguém. Mas não e verdade, eu não faria nada para deixar vocês tristes. Eu só quero vocês felizes. – Jacob disse abraçando Anne.

- Preciso contar uma coisa. – ela sussurrou.

- Pode contar.

- Eu beijei Embry hoje. – ela murmurou.

- Foi bom? – Jacob disse indiferente.

- Na verdade foi um impulso. Depois eu pedi para ele me beijar. Não entendo como eu poso querer ele. – ela disse confusa.

- Sabe, eu e seu pai éramos amigos. Então eu percebi que gostava dele. Bom, ele também era apaixonado por mim. – sorri

- Não há problemas? Isso é normal? – ela disse.

- Sim. Agora vá dormir e tenha mais sonhos. E lembre-se que eu não vou matar ninguém. – Jacob disse.

Saímos do quarto dela e voltamos para o nosso. Jacob se atirou na cama, coloquei um pijama e me deitei.

- Maldito Imprinting. – Jacob sussurrou. Fiz que não ouvi.

Sei que Anne estava confusa cm todo isso. Eu precisava ajudá-la, explicar como é possível isso vasculhei em minha mente, mas eu não conseguia achar. Minha relação com Jacob sempre foi muito aberta, ele sabia de tudo o que eu fazia, quando descobri que o amava, me afastei um pouco.

“Minha vida se resumia a Jacob Black, mas ele era meu amigo, era errado querer ele para mim? meu Jacob, amigo, irmão, sol da minha vida, e agora meu namorado?” – era isso que eu pensava, quando aconteceu comigo.

Lembrei-me da vez que briguei com ele há uns dez anos, eu acho, nós ainda namorávamos e por causa do meu gênio forte. Brigávamos, e naquela noite tive um sonho horrível por causa das palavras dele. Bom era isso, o sonho de Anne retarava o medo dela em querer Embry, mas temer a reação de Jacob. Restava falar com Anne...

Acordei com um nó na garganta. Realmente era uma reação exagerada, só por causa de Anne. Todos passamos por isso, uma vez na vida.

- Nessie? O que há? – Jacob sussurrou.

- Nada. Só acordei, mais cedo. Volte a dormir amor. Preciso dormir novamente. – falei deitando novamente, o beijei.

- Benzinho, eu não me importo que Anne namore Embry. Mesmo. – ele sussurrou.

- Eu sei. Quando começamos a namorar eu ainda tinha o mesmo medo que o dela. Acho que é algo inevitável. – falei.

- Provavelmente. Não ligo para isso. Tenho que ser menos possessivo. Uma vez que tenho você, dois filhos maravilhosos, já tenho tudo. Preciso aprender a dividir um pouquinho, né?! – ele sorriu.

- Claro. Mas eu não divido você com Billy. – falei baixinho.

- Isso é maldade, mas confesso que não divido você com ninguém. Você é uma joia rara, difícil de encontrar, sua beleza não se compara as sete maravilhas do mundo. E, pensando bem, deviam ser oito lideradas por você. O que eu seria sem você? – ele disse em meu ouvido.

- Sem mim você não seria completo, mas mesmo assim, seria digno de ter o sol e a lua a seu favor. De ter todos os anjos guiando-te até fim do mundo, se fosse preciso, para encontrar o que realmente lhe completaria. E mundo encontrasse... – falei sentindo as lagrimas se formarem em meus olhos.

- Eu saberia que toda a minha vida se resumiria aquele ser gracioso, presente em minha frente no momento em que eu o encontrasse, o sol e alua se juntariam e os anjos cantariam e soariam as suas trombetas anunciando nossa união. O oxigênio deixaria de existir toda vez que nos afastássemos. – ele completou me abraçando

- As cores só existem quando estou com você. Mas se me deixares tal dor eu enfrentaria procurando-te em todos os lugares. – falei.

- Por que causaria, eu, dor a uma criatura tão bela e indigna de meu amor? Jamais permitiria tocardes em mim caso isso ocorresse e mesmo assim seria pouco para castigar-me. – ele sussurrou.

- Na. Não se castigues. Se eu sou indigna de seu amor, você não merece o meu. Por favor, me aceite como recompensa por tal esforço e por tais palavras, tão belas. – falei.

— Selaremos nossa aliança com este beijo de amor eterno. – ele disse. As lagrimas molharam meu rosto. Jacob me beijou delicadamente.

- Obrigado por tudo. – sussurrei. – Eu te amo, não seriam as palavras certas.

- Obrigado, você, por tudo. – ele disse. – Porque não seriam as palavras certas?

- Porque nem todas as palavras do mundo poderiam definir todo o nosso amor. – falei

- Você tem razão. Talvez o amor seja pouco para nós dois. – ele riu.

- Talvez. – concordei.

Continuamos conversando sobre o modo em que colocamos as palavras em nossa declaração de amor.

Não conseguimos dormir depois disso. Conversamos sobre muitas coisas, além de fazermos algumas piadas irônicas que eram realmente maldosas. Pense no que poderíamos fazer quando estivéssemos na Ilha. Poderíamos aproveitar a praia a vontade, sem nos incomodar. Eu tinha curiosidade de saber como os brasileiros reagiriam aos Cullen. Como tio Jazz sempre diz, quando mencionamos nossa beleza fora do comum: “Somos predadores, e esse é um dom, somos atraentes aos olhos humanos, por nossa beleza. Atraímos eles por meio de outras maneiras.”

Teríamos que ter cuidado ao sairmos, bom só à noite ou em dias nublados. Vovó disse que é ótimo lá. Mas se levarmos em consideração, devemos ter casas em todos os cantos do mundo e todos serem maravilhosos. Finalmente o sono começou a vir, bocejei, dei boa noite a Jacó e me ajeitei para dormir.

No outro dia acordamos tarde. Anne eu passamos a tarde separando roupas para vermos o que ia para a Ilha. Como teríamos muito que comprar lá, tínhamos que levar umas duas malas.

Os garotos precisavam apenas de bermudas e camisetas. Então suas malas eram mais fáceis de arrumar.

- Mãe! – Daniel disse entrando no quarto dele.

- O que é? – perguntei.

- Pare de bagunçar meu guarda roupa.

- Meu filho, olhe para mim e me diga quantas vezes você arrumou seu guarda roupa. – falei.

- Poucas. Duas talvez. – ele deu de ombros.

- Então não tem o direito de reclamar. Eu vou acabar tendo que arrumar, como sempre. Agora se quer usar seu quarto, sem que eu esteja aqui... – falei.

- Tudo bem, me desculpe. Posso usar meu quarto? – ele disse cabisbaixo, baixando os olhos.

- Claro. – falei largando a última pilha de roupa dentro do guarda roupa.

Fui para o quarto de Anne, ajudá-la. Ela havia aproveitado para separar roupas para a doação. Eu quase nunca, lembrava de separar as roupas que eu não usava mais.

- Separei estas para a doação. Depois Alice vai acabar separando outras. Mamãe, já que passamos o dia todo, praticamente, arrumando o quarto. Será que eu podia sair?- ela disse receosa, acho, que já esperando uma resposta negativa. Olhei no relógio, eram cinco e meia.

- Por mim todo bem, só volte antes do jantar. – falei

Descemos para a sala. Jacob e Seth jogavam vídeo game na mesa de centro havia quatro copos, pacotes de salgadinhos e tigelas. Parei em frente à TV, juntei a sujeira deles, levei para a cozinha, peguei a vassoura, varri a casa, principalmente na volta do sofá. Os dois nem piscavam e quase me “morderam” quando passei na frente da TV.

- Nessiezinha... – Jake disse.

- Diga meu amor. – falei na cozinha, enquanto lavava a louça.

- Quando vai me dar atenção?

- Assim que eu terminar aqui. – falei secando o ultimo prato.

- Não demore.

Guardei a louça, arrumei algumas coisas na varanda. Retorne para a sala. Jacob estava sentado no sofá, Seth falava com Lyss no telefone, eles estavam combinando de se encontrar. Sentei ao lado de Jacob, no sofá, ele me abraçou deitando a cabeça em meu ombro. Seth desligou o telefone e saiu para se encontrar com Lyss.

Jacob deitou a cabeça em minhas pernas, fiquei fazendo cafuné nele.

- Nessiezinha, pode me dar um beijinho? – ele disse sorrindo.

- Hmm. O que você quer Jacob? – falei rindo.

- Você. Esqueceu-se de mim e me deixou abandonado, a tarde toda. – ele choramingou.

- Desculpe meu lindinho. – disse, beijando ele.

- Quer mesmo ir nessa viagem?

- Sim. Você não quer? – falei fazendo biquinho.

- Ah! É que toda sua família vai estar presente. Muita gente. – ele disse sentando no sofá.

- Sabe o que podíamos fazer?

- Quer a resposta? – ele riu.

- Não, mas... Podemos acampar. – falei.

- Aonde? – ele disse erguendo a sobrancelha.

- Na Ilha. Quando formos. – falei.

- Acampar na areia? – ele disse irônico.

- Meu anjo tem floresta lá. – falei rindo.

- Vemos quando chegarmos. E eu sei da floresta. – ele disse. – Não quero pensar nessa viagem agora.

- Por quê?

- Porque está no futuro. Gosto de pensar no presente, pois ele é que decide meu futuro. – ele disse beijando minha testa.

- Eu também não quero pensar nessa viagem agora. – sorri. – Tenho que pensar em você.

- Em mim?

- Sim, não temos que pensar no nosso presente? – perguntei rindo.

Ele riu e me beijou. Parecia preocupado com algo. Separei meus lábios dos dele, então ele me olhou e chegou perto de novo.

- O que foi? – perguntei. – Parece preocupado.

- Você está melhor mesmo? Realmente conseguiu voltar ao normal, depois de tudo o que houve em Florença? – ele disse, olhando em meus olhos.

- Por quê?

- Está ou não está? – ele insistiu.

- Estou. Mas porque quer saber?

- Por causa da viagem. – ele disse.

- Mas eu vou caçar lá também. Acha que se eu não estivesse recuperada estaria indo viajar e que estaria aqui parada? – falei.

- E se você não souber? Se for como da outra vez, que você não conseguiu controlar? Não podemos impedi-la sempre. – ele sussurrou.

- Jake eu só perdi o controle uma vez, tá três, em Florença e nunca mais. Bom teve aquele dia quando fui caçar com papai, Jasper e Emmett, mas... Eles me impediram. – dei de ombros.

- Amor, é que bom... Não vamos conseguir te impedir o tempo todo. Preciso que me garanta que seu controle sobre a sede está bom, que está como antes de tudo. – ele disse pegando minhas mãos.

-Eu juro que está. Quer que eu mostre? – perguntei.

- Pode ser. – ele disse indiferente.

Coloquei as mãos em seu rosto mostrei a dor que eu sentia quando ataquei humanos e como eu me sentia agora. Claro que não era como antes, pois eu já havia provado, sabia como era então necessitava dele. Mas os humanos são meus amigos e até familiares, nunca fará mal a eles. Eu sabia me controlar facilmente depois de reestabelecer meu controle. Tirei as mãos de seu rosto e espere.

- Eu sabia que ia me arrepender disse. – ele murmurou.

- Por quê?

— Minha dieta não é composta de sangue. Isso e nojento. – ele disse franzindo o nariz.

- Me desculpe. Eu esqueci. – falei cobrindo a boca com a mão.

- Claro meu amor. – ele disse tirando minha mão de minha boca e me beijando. – Olhe, eu estive pensando... Seu aniversario vai ser durante nossa estadia na Ilha. – ele disse ofegando.

- Aham. O que tem? – falei sem fôlego.

- Podíamos fazer algo especial, não é?! – ele sorriu maliciosamente.

- Bom, vou decidir depois. Mas não descarte sua ideia. – sorri.

- Mãe! Pai! Vou dar uma volta por aí. – Dan disse passando por nós.

- Tudo bem, não faça besteiras. – Jacob disse.

- Jake... – sussurrei cantarolando em seu ouvido.

- Hmm? – ele respondeu beijando minha nuca.

- A cama está nos chamando. – sorri para ele. Ele me ergueu do sofá.

Quando deitei na cama, ouvi um barulho na porta e logo estava nas escadas chegando casa vez mais perto.

- Mãe! Pai! – Anne gritava subindo as escadas.

- Me dá sua camiseta! – sussurrei para Jacob. Ele me alcançou e vesti.

Empurrei minha blusa que estava no chão para o guarda roupa e fingi estar arrumando.

- Posso entrar? – Anne perguntou.

- Pode. – Jacob disse. Ela entrou e sentou na cama. Olhou-me por alguns segundos e depois desviou o olhar, corando.

- O que foi? – perguntei. – Beijou Embry novamente?

- Não. Eu estava com saudades de vocês. Posso ficar aqui? – ela pediu.

- O que foi? – Jacob disse. – O que Dan aprontou agora?

- Eu o vi se agarrando com uma garota na praia. – ela murmurou.

- Se ele estava só beijando ela... – murmurei.

- O deixe. Eu estou com fome. Vamos comer? – Jacob disse levantando.

- Aham. — murmurei colocando minha blusa.

- Desculpe. – ouvi Anne murmurar.

Jacob riu e me olhou, piscou para mim e depois ergueu as sobrancelhas duas vezes e comecei a rir também.

Notas finais
É podemos ir dando adeus a nossa familia Black