Combustão
1 Prólogo
Robin apertou o botão superior do rádio, e avisou:
“Atenção, passageiros. Terminem seus drinques e desliguem seus celulares, estou iniciando o procedimento prévio antes de decolarmos. Chegaremos ao nosso destino em uma hora e meia. Obrigado.”
Granny estava ajoelhada sob ele tentando limpar a marca enorme de café sobre o abdômen do piloto.
“Vai arder depois.”
“Não está tão mal. Como está ela?”
“Ariel? Jovem, inútil. E em prantos. Vou checar lá trás se há alguma camisa limpa.”
Robin sorriu para seu copiloto, John. Ele levantou-se, vendo por uma fresta uma loira sensual enfiada em um trench coat branco, sentada na primeira fileira de bancos. Sexy. Ele suspirou e aproximou-se da ruiva que chorava insistentemente enquanto tentava limpar seu uniforme de voo.
“Está tudo bem, Ariel?”
“Eu estou tão envergonhada.” Choramingou ela. “Eu me odeio.”
“Pega leve. Foi um acidente.”
“Eu destruí seu uniforme.”
Robin colocou a mão sobre a mão dela. “Está tudo bem. Eu tenho outros.”
“Sua esposa vai me matar.”
Robin estendeu a mão e delicadamente segurou-a pelo queixo, erguendo seu rosto e aproximando-a dele.
“Minha esposa vai adorar você.”
Regina beijou a escápula de Robin antes de se levantar, saindo da cama. Ela colocou o robe sobre o corpo nu e amarrou-o na cintura.
“Estou morrendo de sede. Alguém quer água?” Perguntou, mas pelos gemidos altos e pela respiração descompassada notou que eles estavam ocupados demais. Ela sorriu, caminhando até a cozinha.
Regina abriu a geladeira e pegou uma lata de refrigerante, retirando seu lacre e caminhando até a janela. Do outro lado da rua, um casal saía de dentro da casa acompanhado pelo corretor de imóveis, tipicamente vestido com o terno amarelo-mostarda. Uma loira estonteante com um vestido branco colado ao corpo magro e um moreno intimidante vestido com uma jaqueta de couro. Um casal assustadoramente bonito. Ele estava com os braços ao redor da cintura dela.
“Alguma pergunta?”
“Não.” Respondeu o moreno.
O corretor de imóveis estendeu a mão e entregou a ele as chaves.
“Parabéns! A casa é sua.”
Tinker sorriu e o segurou pela nuca, beijando-o apaixonadamente enquanto seus dedos acariciavam o cabelo moreno. Ele correspondeu, e sua mão deslizou por aquele vestido justo, chegando ao seu quadril.
O corretor limpou a garganta audivelmente, chamando a atenção deles.
“Me desculpe, amigo.” Tinker repousou a cabeça no ombro do marido. “Acabamos nos empolgando.”
“Não, não. Não se desculpem. Quem me dera minha mulher fosse empolgada assim.”
“Não imagino porque ela não seria.” Devolveu Tinker, sorrindo.
“Não se esqueçam de me chamar para a festa de inauguração.”
Ele se afastou, voltando para o carro. Algumas gotas de chuva começaram a cair, e Killian colocou as mãos na cintura dela, puxando-a para a área coberta da entrada. Abraçados, com Tinker de costas para ele e Killian com as mãos em sua barriga, eles começaram a observar a chuva que caía torrencialmente.
“Vou levar a Ariel até a casa dela.” A voz de Robin chamou a atenção de Regina para dentro da casa.
Ela os fitou rapidamente, balançando a cabeça em aprovação e voltando a olhar pela janela.
“Foi um prazer conhece-la, senhora Locksley... A senhora é...”
“Você também, dear.” Respondeu Regina, sem sequer olhar para eles.
“O que você está vendo de tão interessante?”
“Nossos novos vizinhos.”
Robin caminhou até a janela, ficando ao lado dela. Ele observou o casal abraçado sobre a entrada da casa.
“Eles parecem felizes.”
“Eu pensei a mesma coisa.”
Robin subiu a mão pelas costas dela, até que seus dedos tocaram sua nuca e seus cabelos negros. Ela gemeu sob o toque, virando-se para ele e puxando-o pelo cabelo na sua direção. A boca dela tomou a dele, faminta. Sua língua deslizava pela boca dele, acariciando, fazendo círculos no seu céu da boca, enquanto chupava sua língua. Robin sentiu seu corpo começando a responder, a excitação crescendo dentro do seu jeans novamente. Ele a puxou pela nuca, colando seu corpo no dela, enquanto a outra mão apertava sua nádega com força. A boca dele parou no ouvido dela, áspera.
“Caralho, Regina... Eu estava de saída.”
Regina sorriu, mordendo o lábio inferior dele. Ela desvencilhou-se dele, e andou até Ariel, que os assistia em silêncio. Regina enfiou a mão por trás do pescoço dela, os dedos entrelaçados ao cabelo ruivo e puxou-a para si, beijando-a. Ela sentiu a ruiva cedendo à sua atitude, as unhas deslizando por baixo de seu robe e encontrando apenas o seu corpo. Regina sentiu a língua dela sugando a sua e gemeu.
Ariel sugou o pescoço dela, enquanto Robin a abraçou por trás, roçando a rígida ereção contra sua bunda.
“Acho que você pode esperar mais duas horinhas, querido.”
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