Combustão

8 Capítulo 7


Mary estava atravessando um dos corredores do mercado quando bateu em outro carrinho.

“Me des...” Ela parou de falar imediatamente depois de identificar a proprietária.

“Mary!” Chamou Tinker, adiantando-se antes que a morena saísse de perto dela. “Eu tentei te ligar o dia todo.”

“Não achei que você ainda fizesse compras aqui. Achei que ia começar a comprar no outro lado da cidade.”

Tinker manteve os olhos nela, e Mary correspondeu, mas por algum tempo, nenhuma falou nada.

“Mary, eu... Eu sinto muito pela festa. Não deveria ter ficado. Deveria ter ido embora com você e com o David.”

“E por que não foi?”

“Tinky, esses melões estão bons?” A voz de Regina, sorridente, preencheu um espaço entre elas e Mary fitou Tinkerbell imediatamente, os olhos crepitando de raiva.

“Ah! Entendi. Já estão fazendo compras juntas.”

Regina trocou um olhar rápido com Tinker. “Bem, Tinker, eu espero você ali na frente. Até mais, Mary.”

Assim que Regina afastou-se, Tinker sorriu desajeitadamente.

“Mary...”

“Não, tudo bem. Eu entendi. Porque ligar para mim, não é mesmo?”

“Porque você é minha melhor amiga.” Replicou Tinker. “Nosso jantar ainda está de pé hoje?”

“Na verdade, não.” Resmungou Mary. “Eu chamei os novos vizinhos para jantar.”

Antes que a loira conseguisse responder, Mary Margareth havia se afastado na direção oposta.

“Tinker, onde eu coloco os cereais?” Pergunto Regina, com uma caixa em cada mão.

A loira levantou os olhos e sorriu.

“Armário inferior, segunda porta.”

Regina guardou os mantimentos e voltou até a mesa, revirando as sacolas.

“Eu sinto muito por toda essa coisa com a Mary Margareth. Eu realmente não quis me intrometer.”

Tinker virou-se para ela com um olhar compreensivo. “Regina, a culpa não é sua. A Mary sempre foi uma amiga tão prestativa e divertida, acho que é essa história de mudança que a deixou com os nervos à flor da pele.”

“Espero que consigamos nos entender. Eu não quero me tornar um problema.”

Tinker sorriu e virou-se para frente. Regina mordeu os lábios e aproximou-se dela, ficando logo atrás.

“Tinkerbell.”

A loira virou-se para ela, e surpreendeu-se com a proximidade. Ela deixou que os olhos caíssem pelos lábios dela por alguns segundos antes de voltar a atenção para os olhos dourados na cor mel.

“Que foi?”

“Eu, quero dizer, eu e o Robin... nós não assustamos vocês, não é? Com o que aconteceu na festa?”

“Não, não mesmo. Na verdade...” Tinker caminhou na direção dela e colocou as mãos em sua cintura.

“O que está fazendo, Tinkerbell?”

A maneira como seu nome rolava pela língua de Regina lhe arrepiava toda a coluna cervical. Tinker a conduziu até que Regina encostasse a lombar na mesa, e o espaço entre elas se tornasse inexistente.

Tinker aproximou-se dela, a delicada mão deslizou pela nuca da morena. Regina encarava-a em silêncio, os olhos ferozes, porém calculistas. Tinker voltou a mão para o maxilar dela, e apoiando o polegar na parte inferior do queixo delicado, Tinker levantou-o – fazendo com que a cabeça de Regina pendesse para trás e o pescoço ficasse a sua disposição. Tinkerbell apertou o corpo contra o dela enquanto beijava aquele pescoço com mais desejo do que jamais sentiu em sua vida.

O gosto em seus lábios era insanamente doce, e ela abriu a boca, repetindo o beijo com mais língua. Seus pelos se eriçaram quando ela ouviu um gemido rouco vindo de Regina.

“Tinker...”

Um barulho vindo das escadas fez com que elas se separassem imediatamente. Regina engoliu os gemidos que ficaram presos em sua traqueia e manteve-se onde estava. Tinker afastou-se, voltando para o armário que deixara aberto. Regina observou quando uma belíssima garota, loira, cabelos lisos e sedosos, paralisou-se na frente. Pela maneira como a garota a olhava, o impacto havia sido recíproco.

“Olá.” Cumprimentou Regina, ainda curiosa a respeito dela.

“Oi.”

“Regina, essa é a minha irmã Emma. Emma, esta é Regina Locksley, nossa vizinha.” Intermediou Tinker, aproximando-se delas.

“A 975?”

“Somos nós.” Sorriu Regina.

“Belíssima casa. Adoro como os vidros se fundem ao concreto.”

“Você tem interesse por arquitetura, Emma?”

Emma fascinou-se pela presença que a mulher transmitia. Era magnetismo puro.

“Emma tem interesse em muitas coisas. É meu grande orgulho.” Respondeu Tinker, aproximando-se da irmã e beijando-lhe o topo da cabeça.

“É melhor eu ir para casa dar uma olhada no meu marido. Te ligo depois, tudo bem?”

“Tudo bem.” Sorriu Tinker.

Regina atravessou a sala, e Emma a acompanhou.

“Foi um prazer conhece-la, senhora Locksley.”

“Regina, por favor. Não faça eu me sentir velha.”

“Regina.”

Emma sorriu e Regina atravessou a porta.

Robin desceu as escadas vestindo apenas uma sunga branca. Ele abriu uma das portinholas no meio do corredor e pegou uma toalha, indo até a piscina onde estava sua esposa.

“Olhe quem voltou para casa.” Brincou ela.

“Como foi a sua manhã?”

“Interessante. Mas conte-me como foi a sua. Você aceitou a rota para Tóquio, não foi?”

“Na verdade...” Ele entrou na água, relutantemente. “Eu fui obrigada a aceitar. Parece que trazer aeromoças para casa não foi uma boa ideia.”

Ela sorriu discretamente.

“Eu gostaria de dizer que te avisei, e de fato, eu te avisei.”

“Está brava comigo?”

“Pergunte-me isso novamente daqui duas semanas quando você estiver em Tóquio e eu estiver aqui sozinha.”

Ele aproximou-se dela, abraçando-a por trás. Sua boca caiu sobre a clavícula dela, e ele sugou.

“Como passou a sua manhã interessante?”

“Com a Tinker.”

“Tinker? Tinkerbell, esposa do Killian?”

“Sim... Ela está mexendo comigo, babe.”

“O que aconteceu?”

“Ela me empurrou contra a mesa e beijou meu pescoço.”

Robin mordeu o lóbulo da orelha dela antes de soltar um riso sacana.

“Deixando uma novata encurralar você, Regina? O que está acontecendo?”

“Acho que vou convida-los para jantar aqui em casa essa noite.”

“Jantar? Isso é uma preliminar para os meus outros planos?”

“Um jantar casual entre amigos, seu safado. Depois das notícias que me deu, não merece nenhuma gratificação da minha parte.”

“Posso tentar me desculpar, pelo menos?”

“Pode tentar. Não quer dizer que vai conseguir.”

Robin a virou, colocando-a na sua frente e a puxou para um beijo. Regina sentiu quando as mãos dele deslizaram por baixo do tecido da parte inferior de seu biquíni, e ela cruzou os braços por trás da nuca dele. A língua de Robin era como um líquido espesso e quente dentro da sua boca, alimentando-a, aquecendo-a. Ela gemeu quando sentiu a outra mão dele arrancando a parte de cima do biquíni e arremessando-a longe. Suas unhas cravaram-se nos ombros dele e ela cruzou as pernas ao redor do quadril dele quando sentiu as duas mãos massageando seus seios, brincando com o seu mamilo. Ele fazia pressão no bico dos seus seios utilizando o polegar e o indicador, enquanto chupava com urgência o pescoço delicado.

“Oh Robin...”

“Me desculpou?”

“Ainda não...” Gemeu ela.

Ele sorriu, e abandonou o pescoço dela para então dedicar-se a chupar seus seios. A língua dele acariciou primeiro toda a pele do seu colo, saboreando aquela carne molhada e provocante, antes de tomar uma das auréolas em sua boca, brincando com ela, deslizando seus dentes e então sugando com força, a língua pirraçando em seus bicos. Regina contorcia-se em seu colo, esfregando-se contra sua ereção.

Ela desceu as unhas até a base da sunga dele e ele mordeu o mamilo dela com um pouco mais de força.

“Não, Regina.” Ela choramingou e ele passou as mãos por baixo de suas coxas. “Aqui não.”

“Robin... por favor.”

“Á agua não facilita, meu amor. Vai estar sem lubrificação natural e vou machucar você de verdade.” Ele colocou uma mecha de cabelo dela atrás de sua orelha. “E eu só gosto de te machucar de outro jeito.”

Ela sorriu e acariciou a maça do rosto dele, beijando-o com carinho. Assim que se afastaram, Robin levantou-a e a deitou na beira da piscina, mas manteve as pernas dela dentro da água. Regina sorriu, e mordeu o lábio inferior enquanto Robin descia a parte inferior de seu biquíni, deixando-a nua. Robin beijou-lhe o tornozelo enquanto sua mão subia pela outra perna, a boca deslizando pelas pernas definidas, pela parte baixa de suas coxas; Robin abriu-lhe as pernas delicadamente, beijando a parte interna das coxas dela e ouvindo-a suspirar ruidosamente.

“Já me desculpou?”

“Ainda não.”

Ele sorriu antes de deslizar sua língua pela carne macia e depilada. Era como estar em casa. Ela arqueou-se quase que imediatamente e ele sabia exatamente onde e como fazer. Conhecia-a melhor do que a si mesmo. Sua língua continuava a acariciar cada dobra, cada pequeno pedaço de carne. Aos poucos, o polegar foi adicionado, massageando uma área sensível logo abaixo do clitóris.

“Ah, meu amor.”

Robin continuou a deslizar a língua sobre a carne entumecida, os lábios sugando-a enquanto o polegar era incessante, pirraçando-a. A coluna arqueada e a respiração descompassada eram indícios de como ela estava próxima de explodir, mas Robin a conhecia. Ela podia aguentar mais. Ele usou os dedos para facilitar sua próxima manobra, abrindo-a e então penetrou-a com a língua. Regina enfiou as unhas no cabelo dele e o forçou contra ela, com força.

“Ah, assim mesmo...”

Ele continuou penetrando-a, invadindo-a com a língua. Robin bebia dela como de um cálice sagrado, sugando cada gota daquela excitação vibrante. Sua boca deslizava sobre o sexo dela como se ali pertencesse, e ela sentia os pulmões se expandindo tamanho o prazer que estava sendo construído em suas entranhas. Robin deslizou os lábios e começou a sugar seu períneo enquanto dois dedos a invadiam, firmes e vigorosos, entrando e saindo com velocidade e intensidade. A sensação da língua dele invadindo-a por trás e os dedos penetrando-a estavam enlouquecendo de modo que ela enfiou um dedo entre os lábios para abafar os gritos que estavam prestes a alertar toda a vizinhança. Ela choramingou quando Robin diminuiu o ritmo dos dedos e sua boca a abandonou.

“Vai me desculpar agora?”

“Eu desculpo se você me deixar gozar. Por favor, Robin!”

Ele sorriu, satisfeito. Voltou a chupá-la enquanto os dedos eram vigorosos dentro dela. Robin adicionou um terceiro dedo ao mesmo tempo em que deixou sua língua invadi-la, e Regina gritou, a sensação da dupla penetração era formidável demais para ser controlada. Robin só precisou estoca-la duramente mais algumas vezes, e seu corpo estremeceu em espasmos suntuosos enquanto seu pulmão pulsava no mesmo ritmo que seu clitóris.

Regina levantou-se rapidamente e o puxou para um beijo apaixonado e voraz.

“Ah, se você soubesse o quanto te amo, Robin...”

“Não é mais do que eu amo você.”