Combustão
6 Capítulo 5
Tinker e Killian estavam abraçados, ao lado de Regina e Robin. Eles sussurravam um contra o outro, absortos em olhares cúmplices e sorrisos carinhosos. Talvez pelo volume exacerbado da música que tocava, ou pelos fogos de artifício que estouravam acima de suas cabeças, não notaram que David os observava. E sequer notaram quando Mary Margareth caminhou até eles, visivelmente furiosa.
“David.” Mary chamou lhe a atenção e ele pressentiu a quão nervosa ela estava. Ela avistou Tinker ao seu lado e caminhou até ela.
“Você não faz ideia de que tipo de festa é essa.” Tinker olhou rapidamente para Killian enquanto Mary continuava a despejar a indignação. “Nós não pertencemos a esse lugar. Não somos esse tipo de pessoas.”
Não satisfeita com a falta de ação de Tinker, Mary segurou-a pelo braço. “Tinky, eu não estou brincando. Eles são...” Ela respirou fundo e o asco escorreu pela última palavra. “Doentes.”
“Nós vamos ficar.” Respondeu Killian.
Mary encarou-o, e depois fincou os olhos em Tinker, que apenas sorriu docemente.
Furiosa, Mary virou-se e caminhou até a saída. David despediu-se deles com um aceno, e correu atrás da esposa.
“Alguém quer um drinque?” A voz de Robin ecoou rouca.
Regina sorriu e olhou para ele.
Ele caminhou até Tinker e começou a massagear o pescoço dela, fazendo Tinker suspirar e pender a cabeça para trás. Killian engoliu em seco, observando-os. Robin olhou para Regina, que se sentou do lado dele e colocou a mão sobre a perna dele, acariciando-o.
“Eu estou bem assim...” Suspirou Tinker, deliciada com o toque do piloto em sua pele.
“Killian?”
“Eu..” Ele gaguejou quando sentiu a respiração de Regina contra o seu pescoço. “Não estou confortável com essa situação.”
Tinker levantou os olhos e o encarou.
“Tudo bem.” Sussurrou Regina. “Que tal um jogo?”
“Que jogo?”
“Verdade ou consequência.” Respondeu ela, contra os lábios dele enquanto mantinha as unhas contra a coxa dele. Killian já considerava a ideia de beijá-la, apenas para saber qual o gosto.
Ele sorriu e olhou para a esposa, que estava aninhada contra o peito de Robin.
“Eu topo.”
Restavam poucas pessoas na festa. Já era bem tarde da madrugada, e o clima havia se tornado bem mais intimista – todos aqueles que ficaram até aquele momento estavam entretidos demais para prestar atenção no pequeno grupo reunido em uma das salas de estar dos Locksleys.
Regina estava sentada nos pés do sofá ao lado de seu marido, Tinkerbell estava na sua frente, com Killian ao seu lado, e do outro lado do círculo estava Ruby e seu marido Jefferson, que aceitaram o convite inusitado para o jogo.
“Achei que você gostava de jogos mais íntimos, Regina.” Flertou Jefferson.
Ela devolveu o olhar envolvente sorrindo.
“E gosto. Mas temos novatos na casa.”
Ela encarou Tinker, que observava Jefferson com curiosidade.
“Podemos começar?”
Regina girou a garrafa de cerveja no centro do círculo. Giros depois, a garrafa parou interligando Jefferson e Regina.
“Merda.” Resmungou ela, rindo.
“Verdade ou consequência, realeza?”
“Verdade.”
“Corajosa.”
“Desde sempre.”
“Quantas vezes você se permitiu ser amarrada lá embaixo?”
“Apenas uma.” Respondeu ela, encarando-o e depois dando uma leve olhada para Tinker. Ela parecia querer estudar a reação da loira sobre o que seria dito ali.
“E por quem foi?”
“Uma pergunta apenas, Jefferson.” Ralhou Robin.
Robin girou a garrafa e segundos depois, Ruby e Tinker foram interligadas.
“Verdade ou consequência, doçura?”
“Consequência.”
Regina lambeu os lábios com a resposta da loira.
“Tem certeza disso?” Brincou Ruby, arqueando uma das sobrancelhas. Ela não ia pegar leve com a novata. Não mesmo.
“Manda ver.”
“Bem ousada essa sua amiga, Regina.”
Regina sorriu para ela maliciosamente. “Todas minhas amigas são ousadas.”
“Sua consequência é levantar-se daí e beijar o Robin. Um beijo de verdade.”
“Mas eu...”
“Você escolheu consequência, novata. Pode fazer ou desistir do jogo.”
Tinker não se levantou. Ela engatinhou para frente, e parou na frente do homem másculo e viril a sua frente. Robin sorriu e fixou os olhos na boca dela, sorrindo. Tinker delicadamente deslizou a mão para a nuca dele e o beijou.
Merda. Ele tinha que beijar tão bem?
A língua dela encontrou a dele, e Robin impulsionou-se contra ela, de modo que ela sentiu seu corpo todo queimar em resposta. Ele era um homem muito gostoso. As mãos dela desceram pelos braços fortes e musculosos enquanto eles engoliam um ao outro por mais alguns segundos até que o ar se fez escasso e eles se separaram.
“Meus parabéns, senhora Jones.” Sussurrou ele contra a boca dela antes de deixa-la voltar ao seu lugar.
Regina puxou o marido pela camisa, e beijou-o, voltando a olhar para Tinker. O gosto salpicava em sua boca. O gosto dela.
“Uau, isso foi... uau.” Brincou Ruby.
Ruby girou a garrafa e ela parou justamente contra Killian e Regina.
“Verdade ou consequência, Jones?”
“Verdade.”
“Com medo das consequências, dear?”
“Talvez.”
“A verdade também tem consequências. Não há como escapar.” Ela fixou o olhar nos olhos deles e sua voz tomou uma tenacidade quase enlouquecedora. “Não é verdade que você está louco para beijar a minha boca?”
“É verdade.” Respondeu ele, sem titubear nem desviar os olhos. Ele estava entrando no clima e Regina estava adorando a sensação.
Jefferson pegou a garrafa e antes de girá-la, olhou para o casal de anfitriões.
“Eu sei que devemos pegar leve com eles.” Falou, apontando Tinker e Killian. “Mas caso caia entre nós veteranos está permitido levar as consequências a outro nível?”
“Vocês se importam?” Questionou Regina.
Killian aproximou-se ainda mais do círculo. “O que isso quer dizer, exatamente?”
“Vocês estão a salvo. Mas nós quatro, teremos um nível mais intimo de consequência. Vocês só assistem.”
“Tudo bem por mim.” Respondeu Tinker e os olhos de Regina brilharam animadamente.
“Por mim também.”
“Certo, Jefferson. Mostre-me o que essa sua mente pervertida está planejando.”
Ele girou a garrafa e ela o interligou à Regina novamente.
“De novo? Vamos trocar de lugar!” Resmungou Ruby sorrindo.
“Verdade ou consequência?”
“Verdade.”
“Você só tem mais uma verdade, Regina.”
“E eu a usarei até acabar.”
“Você beijaria a novata?”
Regina olhou fixamente para Tinker.
“Eu vou beijá-la. Só não sei quando.” Respondeu ela, determinada e sem sequer olhar para Jefferson. Um sorriso brotou em seus lábios quando ela notou Tinker ficando levemente vermelha.
Adorável.
Tinker girou a garrafa e ela interligou Jefferson e Killian.
“Verdade ou consequência, dude?”
“Verdade.” Rebateu Jefferson.
Killian sorriu, os olhos castanhos ainda mais intensos.
“Com quantas mulheres já fez sexo ao mesmo tempo?”
“Oito.”
Killian o encarou com os olhos arregalados e a boca semiaberta.
“Percebe-se que eles nunca estiveram lá embaixo. Você deveria leva-los.” Zombou Jefferson, entrelaçando os dedos nos dedos de Ruby e trazendo-os à boca, beijando-os delicadamente.
“Cale a boca.” Resmungou Regina.
Era a vez de Robin girar a garrafa.
Ela interligou Killian e Ruby.
“Verdade ou consequência, querido?”
“Consequência.”
Ah, novatos. Fáceis demais.
“Serei uma boa pessoa. Eu quero que beije a Regina. Mas...” Ela suspirou. “Não aqui no meio da roda. Quero que a deite aqui no sofá e se deite sobre ela e então a beije.”
Regina revirou os olhos para ela.
“Idiota.”
“Você me adora, baby.”
Regina deitou-se sobre o sofá. Killian aproximou-se e observou aquela mulher deitada ali, apenas aguardando que ele enfiasse a língua em sua boca. Era surreal e talvez por isso mesmo, uma das melhores sensações do mundo. Regina sentou-se com uma das pernas dobradas, de modo que o vestido lhe caía sobre o corpo libidinosamente deixando suas pernas completamente à mercê dele.
Killian deitou-se sobre o corpo dela, e assim que ele deixou seu peso cair contra ela, enfiando-se entre as suas pernas, e sentindo os seios rígidos contra o seu tórax, ele definitivamente esqueceu que havia outras pessoas assistindo. Sua boca caiu contra os lábios macios e sua língua abriu caminho dentro da boca dela, enquanto Regina deslizava as unhas pelas costas dele. Killian a sugava e lambia, a língua acariciando cada centímetro da boca dela, os lábios ardentes massageando uns aos outros numa busca incessante por alívio e tudo que conseguiam era mais e mais desejo. Regina fincou as unhas no quadril e Killian esfregou o jeans contra o quadril dela, excitado.
“Estamos aqui ainda.” Resmungou Ruby.
Killian separou-se dela rápido demais, provavelmente constrangido. Regina apenas arrumou o cabelo e voltou para o lugar onde estava sentado, ao lado do marido. Ela não aparentava nenhuma sensação diferente da naturalidade. Ela já tinha feito coisas bem piores na frente de muito mais pessoas. Um beijo com tesão não era praticamente nada.
Tinker estava fascinada por aquela cena. Não sabia se queria estar no lugar de Killian ou de Regina — sequer se lembrava da última vez que vira Killian daquele jeito.
Regina girou a garrafa, e Jefferson e Robin foram interligados.
"Verdade ou consequência, Jeff?"
"Consequência, sempre."
"Chupe minha esposa até ela gritar."
Tinker parou de respirar por alguns segundos, assim como Killian. Entretanto, o resto da sala deliciou-se com a ideia. Jefferson abriu um sorriso largo, e Regina levantou-se, deitando sobre o sofá.
"A tensão entre vocês dois está insuportável, dê um jeito nisso logo baby." Brincou Ruby, os olhos ainda mais atentos ao que estava prestes a acontecer.
Jefferson a puxou do sofá, e tirando a garrafa do caminho, deitou-a no meio da roda. Ele estava agora de joelhos onde ela estava sentada anteriormente e ela estava com a cabeça quase encostada na perna de Tinker, para quem ela ofereceu um olhar carregado de malícia.
"Faço questão de que todos vejam de perto."
Ele fincou os dedos nas coxas dela, subindo lentamente até que estivessem na cintura dela. Para a surpresa de poucos, não havia uma linha por baixo do vestido.
"Regra número um: Regina Mills nunca usa calcinha em festas."
Antes que alguém falasse, ele enterrou a boca no sexo dela e o contato fez com que Regina arqueasse as costas e fincasse as unhas nas coxas de Tinker.
"Oh God!"
A língua era quente e precisa. Deslizava pelos lábios vaginais dela com precisão e delicadeza, enlouquecendo cada pequena terminação nervosa ali existente. Regina tinha que admitir, Jefferson era fenomenal. A boca dele a engolia, os lábios massageando e sugando, enquanto ele a chupava, bebendo da sua já abundante excitação. A língua dele fazia círculos ao redor do clitóris e ele usava a extensão dessa para fazer pressão, de modo que o coração de Regina acelerava a cada movimento. Com as costas formando um arco e o lábio inferior entre os dentes, ela sabia que não duraria muito.
Jefferson apertou os dedos na cintura dela e aumentou a pressão. Podia sentir a urgência pulsante dentro dela. Sua língua deslizou para dentro dela e Regina gemeu baixo, a voz rouca e profunda.
Mais alguns minutos, e ela gozaria. Ele diminuiu o ritmo, passando a massageá-la enquanto assoprava o clitóris inchado. Era uma delícia vê-la tão dependente um orgasmo. Bom, Regina Mills era uma delícia de qualquer jeito.
Assim que deslizou o dedo pela entrada dela, apenas provocativamente, ele a sentiu rebolar contra os seus dedos enquanto soltava as pernas da loira e passava a massagear os próprios seios.
"Enfia esse dedo em mim, Jefferson. Acaba logo com isso." Choramingou ela. Seu subconsciente a ordenava que abrisse os olhos, que provocasse Tinkerbell, que a deixasse sem graça — mas suas pálpebras simplesmente não obedeciam mais. Ela estava longe do controle.
Jefferson continuou massageando-a enquanto sorria da maneira mais sacana que era possível. Ele trocou um breve olhar com Robin.
"Posso?"
"Deve."
E com isso, ele introduziu dois dedos dentro dela, forçando-os com velocidade, entrando e saindo rápido e forte. Ele bombeava os dedos com firmeza, e em poucos minutos, sentiu Regina estremecendo contra a sua mão, enquanto ela apertava as unhas novamente contra a coxa da novata e gritava o nome dele.
"Sempre um prazer, Regina."
Ele afastou-se dela e voltou para o seu lugar. Ruby o segurou pela nuca e o beijou com urgência enquanto Regina levantou-se e voltou ao seu lugar. Robin beijou o topo da cabeça dela e girou a garrafa.
Regina encarou Tinker e constatou o que tanto queria. Ela estava excitada. Estava insuportavelmente frustrada por não ter sido ela ali, sendo levada ao orgasmo. Ou por não ser ela a levá-la? Regina sorriu sob o olhar de Tinker. A novata ainda não estava pronta.
Killian e Ruby estavam conversando.
"Consequência." Respondeu ele.
"Hummm." Sorriu ela. "Eu desafio você a me deixar masturbar você."
"Ruby, eles não..." Começou Regina. Não queria afugentá-los.
"Tudo bem. Eu aceito."
Regina engoliu em seco enquanto assistia Ruby caminhar até ele. Sem cerimônia nenhuma, ela desatou o cinto e desabotoou a calça, descendo o zíper logo em seguida. Segundos depois, Ruby já havia descido a calça e a cueca apenas o suficiente para toma-lo nas mãos. Ele estava duro como pedra, e era respeitável quão respeito à grossura.
A mão dela começou a subir e descer pela extensão dele, as unhas arranhando as bolas dele enquanto ela fazia pressão com sua empunhadura.
"Você é uma delícia, novato." Sussurrou ela. Quando ele fixou os olhos nela, ela beijou a boca dele e continuou."Não olhe para mim, olhe para a sua esposa."
Killian fixou os olhos em Tinker, que assistia tudo com um brilho diferente nos olhos. Ele ousaria dizer que ela estava gostando daquilo, gostando muito. Regina sussurrou alguma coisa para Robin, que atravessou a roda e sentou-se atrás de Tinker. Num movimento rápido, ele deslizou a mão para dentro da calcinha dela e começou a massagear o clitóris dela.
"Olhe para o seu marido." Sussurrou ele, a boca encostada na orelha dela.
Tinker concentrou-se em olhar para Killian, enquanto Robin descansava a boca contra seu pescoço e a masturbava. Ruby movimentava a mão com mais e mais força, diminuindo o diâmetro da empunhadura ao redor do pênis.
Eles jamais se sentiram tão interligados sexualmente, embora outras pessoas estivessem lhe dando prazer. Por um tempo, era como se todos houvessem desaparecido e só houvesse Tinker e Killian e o prazer latente em cada um.
Eles gozaram praticamente ao mesmo tempo quando Ruby o tomou na boca e engoliu cada gota do prazer dele. Robin beijou o pescoço de Tinker antes de deixa-la.
Tinker girou a garrafa e ela a interligou à Regina.
"Verdade ou consequência, Regina?"
"Consequência."
"Eu a desafio a me beijar."
Regina sorriu. Ela engatinhou sedutoramente até a loira, e parou na frente, separadas por apenas alguns centímetros. Tinker fixou os olhos na boca dela, e Regina debruçou-se e roçou os lábios pelo pescoço dela, sem nunca encostar. Regina enfiou os dedos no cabelo dela e a trouxe para mais perto, sentindo a respiração dela. Tinkerbell fechou os olhos, aguardando o tão esperado contato mas tudo que recebeu foi um sussurro intenso quase encostado em seus lábios.
"Eu desisto do jogo."
“Não é do seu feitio desistir de nenhum jogo, Regina.” Sussurrou Robin, aproximando-se dela.
Claro que a desistência dela havia acabado com o jogo. Robin recusou-se a jogar sem ela, e Ruby e Jefferson não iriam muito longe com os novatos. Em questões de minutos, eles haviam se dispersado novamente pela festa.
Regina os observava do balcão, enquanto bebericava seu martíni. Em uma das mesas à beira da piscina, Killian estava sentado com Tinker em seu colo e eles conversavam animadamente com Ruby e Jefferson.
“Se queria beijá-la, porque não o fez?”
“Era fácil demais, dear. Não esqueça que eu gosto de desafios.”
Regina avançou até ele, passando o dedo pelos cabelos dele, acariciando-os com ternura. Ela roçou o polegar pelo rosto dele, e o beijou com carinho.
“Não vejo a hora de ficarmos sozinhos.”
“Eu também não.” Confessou ele, agarrando a bunda dela e puxando-a para si. Regina enfiou a cabeça no pescoço dele e percebeu que Tinker os observava de longe.
Um pensamento libidinoso a fez sorrir.
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