Combo Ninos contra o Divino do Caos
14 Capítulo 14 - Terra e água
Notas iniciais
Depois de passarem pela sala, onde estavam as perolas, os quatro andavam pelo caminho que tinha sido aberto.
— Qual será que vai ser o nosso primeiro desafio aqui dentro? – Azul perguntou curiosa e um pouco preocupada.
— Eu não faço idéia. – Disse Paco enquanto andava. – Só sei que essas pérolas que serão as chaves desses desafios que teremos.
— E eu apenas sei que essas pérolas são lindas. – Disse Pilar sorrindo.
— Olha pessoal! – Serio exclamou, apontando para frente.
Todos olharam para frente e viram uma porta bem grande e se aproximaram. Ao chegar lá perto, Azul olhou do lado da porta e viu alguma coisa escrita na parede e se aproximou para ver melhor.
— O que foi Azul? Achou alguma coisa? – Paco perguntou.
— Tem alguma coisa escrita aqui. Quem sabe o que está escrito não nos ajuda a completar o tal desafio? – Azul perguntou olhando para os outros.
— E o que diz aí? – Serio perguntou curioso.
— Aqui diz: “Eu sou a terra, sou forte e poderoso, mas em vez de destruir, eu protejo os outros a minha volta, sou firme e nunca me deixo ser vencido.” – Azul leu o que estava escrito.
— Só isso? – Paco perguntou.
— É o que parece. – Disse Azul procurando para ver se achava mais alguma coisa. – Não tem mais nada aqui.
Os quatro olharam pela porta para dentro daquela câmara e viram que era grande dos lados e enorme para frente. E viram que lá na frente, bem adiante, um pedestal encostado na parede e parece que tinha um relógio enorme de ponteiro logo acima do pedestal.
Então eles resolveram entrar e assim que passaram pela porta, a porta se fecha e o lugar começa a tremer. Começaram a cair pedras enormes e redondas do teto no fundo da câmara, que rolavam na direção deles rapidamente. Vendo isso, todos ficaram assustados e começaram e desviar das pedras.
— O que nós temos que fazer. – Disse Paco desviando de algumas pedras.
— Paco! Olha na sua mão! – Gritou Azul e enquanto desviava de algumas pedras também.
Paco olhou para sua mão e viu que a perola dele estava brilhando.
— Ei pessoal! Olha lá na frente! – Gritou Serio enquanto também desviava de pedras.
Azul, Paco e Pilar olharam para frente e viram que o relógio na parede estava com o ponteiro se movendo aos poucos. O ponteiro estava perto do topo, se movendo para baixo e o topo do relógio estava brilhando.
— Acho que entendi! – Azul exclamou.
— Que bom. – Gritou Pilar desviando das pedras, cheia de cansaço. – Então vamos resolver logo antes que essas pedras acabem com a gente.
— Paco. Esse é um desafio de tempo. Você tem que colocar a perola que está na sua mão encima do pedestal antes do tempo acabar. – Azul explicou.
— Entendi! – Paco exclamou e então começou a correr em direção ao pedestal, apesar de estar longe.
Enquanto Paco corria até o pedestal, Serio, Pilar e Azul ficavam desviando das pedras. Paco ficou com a parte mais difícil, pois além de ter que desviar das pedras que caíam, tinha que se concentrar em chegar no fundo da câmara, que era onde as pedras começavam a cair, antes do tempo acabar.
Serio, ao ver que uma pedra vindo em sua direção, desviou pulando para o lado, mas quando caiu no chão, seu pé, de repente, afundou e ele não conseguia soltar. Azul estava conseguindo desviar das pedras que vinham na direção dela, mas enquanto desviava, ela acabou caindo perto do Serio e seus dois pés afundaram no chão e ela também não conseguia se soltar.
— O que está acontecendo?! – Serio perguntava enquanto tentava soltar o pé.
— Eu não sei, mas é melhor nos soltarmos logo! – Disse Azul tentando se soltar também.
Enquanto isso, Pilar também estava desviando de algumas pedras, mas viu uma pedra maior vindo em sua direção, então deu um salto, mas acabou indo na mesma direção onde estava o Serio e a Azul.
— Pilar! Pare agora! – Gritou Serio para que a Pilar também não se prendesse no chão.
Ao ouvir isso, Pilar se desconcentrou e viu que ia cair de mau jeito no chão, então colocou as mãos na frente e acabou afundando as mãos no chão, fazendo-a ficar presa deitada no chão.
— Eu não consigo me soltar! – Disse Pilar tentando desprender as mãos.
— Nem a gente. – Disse Serio olhando para o chão. – É estranho. Há algum tempo atrás eu acabei pisando por aqui e meus pés não afundaram. Por que será que está afundando agora?
— Acho que temos problemas maiores para nos preocupar! – Disse Azul apontando para a direção de onde as pedras vinham e Serio e Pilar se assustaram ao ver uma pedra enorme vindo na direção deles.
Paco estava quase chegando ao pedestal, faltando alguns metros. Então ele ouve seus amigos gritando e olhando para trás ele vê os três presos e uma pedra enorme indo na direção deles, depois Paco olha para o relógio e vê que o ponteiro está quase chegando ao topo e que agora tem uma escolha bem importante a fazer.
Enquanto isso, a pedra estava se aproximando dos três, que estavam tentando se soltar o máximo que podiam.
— Essa não! Não dá para fazer nada. – Disse Serio vendo a pedra se aproximando cada vez mais.
-Eu discordo! – Gritou Paco correndo o mais rápido que podia em direção a pedra. Vendo que apenas tinha uma forma de tentar salvar seus amigos, Paco dá um salto e prepara para dar um chute na pedra.
Nesse momento, a perola em sua mão começou a brilhar mais forte e no momento em que Paco chutou a pedra, ele conseguiu quebrar-la á poucos metros de seus amigos. Então o ponteiro chega ao topo e as pedras param de cair.
— Nossa Paco! Como você fez isso? – Azul perguntou impressionada.
— Eu... Não sei. – Disse Paco sem entender.
— Eu sei. – Os quatro ouviram uma voz. Eles olharam em volta, mas não acharam nada. De repente surgiu alguma coisa saindo da parede. Então saiu um homem da parede. Um homem musculoso, de pele negra, cabelo vermelho e longo e uma barba. Usava uma calça branca e não usava camisa.
— Quem é você? – Paco perguntou desconfiado.
— Eu sou um dos antigos Combo Niños que escondeu os poderes especiais aqui dentro. – Disse o homem. – Meu nome é Leng! Combo Niño que possui o símbolo do totem do rinoceronte! Ou pelo menos o que restou dele. E qual é o seu nome?
— Meu... Nome é Paco. Tenho o símbolo do totem do touro. – Paco respondeu um pouco confuso.
— Mas como assim o que restou dele? – Pilar perguntou confusa.
— É que quando os quatro antigos Combo Niños esconderam o poder que eles adquiriram aqui, mas eles não poderiam ficar aqui dentro, eles ainda tinham uma vida para viver. Então, antes de irem embora, eles tiraram o poder de si mesmos e utilizaram para duplicar uma parte da memória deles, que agora sou eu e outros três que estão nas outras câmaras. E deixaram este poder conosco para proteger e esperar até alguém completar os desafios para poder entregar a eles. – O homem explicou para os quatro.
— Mas eu acho que você vai ter que esperar mais um pouco. Já que eu acabei falhando no desafio. O tempo já acabou. – Disse Paco cabisbaixo.
— Errado garoto. – Disse Leng sorrindo. – Você, na verdade, passou no desafio!
— Como assim?! – Paco perguntou surpreso e muito confuso. – O desafio não era colocar a perola no pedestal antes do tempo acabar?
— Esse era o desafio para vocês pensarem que era para ser feito. Mas existia um desafio maior por trás desse. – Disse Leng, mas Paco não entendeu. – Sabe... A terra é um elemento forte, teimoso e precisa de muito esforço para lidar com ela...
— É impressão minha, ou ele acabou de descrever o Paco? – Disse Serio baixo perto da Azul e da Pilar, que riram em voz baixa.
— Mas o poder da terra não é usado para o mal, e sim para o bem. – Disse Leng olhando para o Paco. – Montanhas protegem lugares de furacões, ajuda pessoas dando parte de si para que ocorram plantações e é firme e forte a ponto de não deixar nenhum obstáculo derrubar-la facilmente.
— E o que isso tem a ver? – Disse Paco sem entender ainda.
— Você não percebe? Então vou ter que te dizer... Você ajuda tantas pessoas, você protegeu seus amigos do perigo que eles corriam e você é firme e forte a ponto de enfrentar qualquer adversário ou desafio. – Leng explicou. – Ajuda, proteção e firmeza. Essas são as palavras que definem a terra... E essas são as palavras que definem você. – Quando Leng disse isso, Paco sorriu e ficou um pouco sem graça. – Meus parabéns Paco! Você completou o seu desafio!
— É mesmo! Legal! – Gritava Paco comemorando.
— Mas apenas me deixe entender uma coisa, para ter certeza. Quer dizer que se o Paco tivesse nos deixado para trás e colocado a perola no pedestal antes de acabar o tempo, ele perderia? – Serio perguntou.
— Exatamente. – Leng respondeu se virando para o Serio. Depois se virou novamente para o Paco. – Mas ele é bom o bastante para não fazer algo assim e deixar os amigos dele para trás.
— Mas como eu consegui quebrar aquela pedra com um chute? – Paco perguntou curioso.
— Certo. Quando você foi tentar destruir a pedra. A perola na sua mão transferiu um pouco de energia para você, te possibilitando de quebrar-la. – Leng explicou.
— E quanto ao poder que os Combo Niños deixaram aqui? – Paco perguntou.
— É claro. Não pense que eu esqueci. Por favor, me dê a perola. – Leng pediu estendendo o braço. Paco entregou na mão dele.
Então Leng fechou a mão, quebrando a perola. Depois ele abriu as duas mãos, uma de frente para a outra e saiu uma energia das mãos dele, que começou a brilhar em um tom bege, fazendo uma pequena luz flutuando. Depois Leng estendeu o braço e fez com que a essa energia fosse na direção do Paco e então, a energia entrou no peito do Paco, se juntando a ele.
— Então é isso? – Paco perguntou. – Mas eu não me sinto nada diferente.
— Isso está acontecendo por dois motivos. – Leng respondeu. – Primeiro: Você não recebeu o poder inteiro. Recebeu apenas metade. O resto vocês receberão se todos conseguirem vencer os desafios e chegar ao topo da pirâmide. E segundo: Esse poder não funciona nessa dimensão. Vocês começarão a sentir a diferença desses poderes quando voltarem a dimensão de vocês. Isso é... Se conseguirem vencer todos os desafios.
— E para onde vamos agora? – Paco perguntou, pois a única passagem era a qual eles usaram para entrar.
Após Paco perguntar isso, Leng começou a andar até a parte onde as pedras caíam, ele chegou ao lado do pedestal e deu um soco na parede, fazendo-a se quebrar e revelando um caminho.
— Aqui está. Podem seguir a diante agora. – Disse Leng sorrindo.
— Antes de continuar... Você não está se esquecendo de nada? – Azul perguntou apontando para o chão abaixo deles e mostrando que ela, o Serio e a Pilar ainda estavam presos.
— Opa. Desculpem-me por isso. – Disse Leng sem graça. Depois ele estalou os dedos e o chão em volta dos pés da Azul e do Serio e das mãos da Pilar aumentassem para os lados, permitindo que eles pudessem sair de lá.
E os quatro foram andando em direção ao Leng.
— Boa sorte aos quatro. – Disse Leng. Os quatro agradeceram e então Leng encostou-se à parede, se despediu e, de repente entrou na parede.
Todos se surpreenderam ao ver isso, mas depois resolveram continuar o caminho pela pirâmide, então entraram pela passagem que Leng abriu e foram a diante.
Depois os quatro foram andando por um corredor, então eles viram uma escada e a subiram, chegando a um segundo andar, e lá eles foram seguindo para o próximo desafio.
— Esse desafio que tivemos agora foi realmente algo inesperado. – Disse Azul enquanto andavam.
— Nem me fale. E esse foi só o primeiro. – Disse Serio.
— Mas pelo menos nós conseguimos passar. – Disse Pilar sorrindo.
— Como será que é o próximo? – Paco perguntou.
— Pelo visto saberemos agora. – Disse a Pilar apontando para frente e eles puderam ver uma porta.
Seguindo para lá, ao chegarem à porta, Azul olhou em volta e viu que do lado da porta, na parede, tinha algo escrito.
— Que estranho. – Disse Azul olhando de perto o que estava escrito na parede.
— O que foi Azul? – Pilar perguntou.
— Da mesma forma que tinha algo escrito na parede ao lado da porta da primeira câmara, também tem algo escrito aqui. – Disse Azul enquanto olhava para a parede.
— E o que diz aí? – Serio perguntou.
— Aqui diz: “Sou a água, sou ágil, tanto de corpo, quanto de mente, não é fácil me compreender. E diferente dos outros, não sou vista apenas de uma forma, mas de várias.” – Disse Azul lendo o que estava na parede. – E é apenas isso.
— Bom... Então é hora de entrarmos. – Disse Paco confiante.
Os outros concordaram e os quatro entraram na câmara. Ao entrarem, eles estranharam ao ver que a câmara era bem menor que a primeira. As paredes eram de terra e eram bem mais próximas umas das outras, o local era bem menor que o primeiro, mas era muito mais alto. Dentro desse lugar tinha apenas uma fonte de água em um dos cantos com algumas pedras em volta e alguns pedaços de madeira.
De repente a perola da Pilar começou a brilhar e a porta pela qual eles passaram se fechou. Então uma luz começou a brilhar no teto e os quatro viram que no teto, onde essa luz brilhava, tinha um buraco para colocar a perola.
— É... Achamos o lugar onde devemos colocar a perola. – Disse Serio olhando para cima. – Mas como nós vamos chegar lá?!
— É fácil. A parede é feita de terra. Apenas precisamos escalar. Pilar, me empreste a perola. – Disse Paco, então Pilar entregou a perola para ele e Paco fincou os dedos na parede e começou a escalar.
Depois que o Paco subiu uns cinco metros, saiu uma enxurrada de água do topo da parede, passando pela parede, atingindo o Paco, fazendo-o cair. Então a água parou.
— E sua teoria foi por água abaixo. Junto com você. – Disse Azul olhando para o Paco caído no chão.
— Então escalar não vai dar. De que outra forma podemos chegar lá em cima? – Pilar perguntou.
— Eu acho que já sei um jeito. – Disse Azul, que começou a correr, pegou a perola que estava com o Paco e correu em direção a parede, depois encostou o pé nessa parede, então pulou para outra e foi seguindo pulando de parede em parede.
Quando chegou a cinco metros de altura, saiu uma enxurrada de água de cada parede, mas Azul conseguia evitar, pois conseguia pular de uma parede para outra, evitando que a água a atingisse.
— É isso aí Azul! – Gritou a Pilar.
— Vai lá Azul! – Gritou Serio.
Então ao chegar a uns dez metros de altura, Azul continuou pulando. Então, de repente, várias estacas de gelo saíram da parede por um metro, de cima para baixo, fazendo com que Azul não tivesse onde encostar. Ela tentou parar no ar, mas não conseguiu. Felizmente Azul conseguiu cair um pouco abaixo dos espinhos. Então caiu a enxurrada da parede, atingindo a Azul, fazendo-a cair também, felizmente os outros conseguiram segurar-la antes que ela chegasse ao chão.
— Pelo visto sua teoria também foi por água abaixo. – Disse Paco com um sorriso.
— Tenho que admitir que por essa eu não esperava. – Disse Azul colocando os pés no chão.
— Mas o que podemos fazer agora? Temos que lidar com água caindo pelas paredes e estacas de gelo. E nós só chegamos na metade do caminho. – Disse Serio coçando a cabeça, esperando ter alguma idéia.
— Como podemos chegar até lá em cima? – Paco perguntou.
— Se escalarmos a parede, a água vai cair de lá de cima e vai nos jogar de volta para cá. – Disse Serio.
— Se tentarmos pular de um lado para outro, tentando evitar as paredes o máximo possível, os espinhos sairão da parede, não nos deixando ter opções de onde pisar para continuar. – Disse Azul.
Enquanto os quatro discutiam, Pilar ficava pensativa. Ela olhou para cima, pensou nos desafios que tinha pelo caminho, viu também que as estacas de gelo estavam descongelando um pouco na parte mais próxima da parede, pois a enxurrada de água também passou nelas. Então Pilar teve uma idéia.
— Eu já sei como podemos passar! – Pilar exclamou. – Mas eu que vou até lá.
— Tem certeza Pilar? – Azul perguntou um pouco preocupada.
— Tenho sim. Afinal de contas, a perola que deve ser colocada lá em cima é a que eu recebi. – Disse Pilar com um sorriso. – Eu só preciso que façam uma coisa para mim... – Então Pilar contou aos quatro, o que ela queria que eles fizessem.
— Você tem certeza que quer que façamos isso Pilar? – Paco perguntou sem entender muito.
— Sim. Não se preocupem. – Disse Pilar, depois ela pegou sua perola de volta com a Azul e se prepararam.
Eles pegaram uma das pedras que estava em volta da fonte que tinha lá, pegaram um grande pedaço de madeira dos que tinham lá dentro e colocaram o centro desse pedaço de madeira sobre a pedra, fazendo uma gangorra (assim como no episódio do duplíco). Pilar ficou de um lado, bem na ponta, e os outros três estavam se preparando para pular do outro lado.
— Pronta Pilar? – Azul perguntou.
— Sim. – Disse Pilar respirando fundo.
Os três então pularam do lado oposto ao da Pilar, lançando-a para cima. Pilar não estava encostando nas paredes, fazendo com que não começasse a cair água pelas paredes. Ela estava perto da área onde as estacas de gelo estavam, mas Pilar estava começando a perder velocidade, então ela caiu encima das últimas estacas.
Pilar então encostou a mão na parede, fazendo com que a água caísse, Pilar aproveitou que essa água estava descongelando as estacas de gelo. Então rapidamente, ela puxou, com força, algumas estacas e jogou uma delas em outra parede e pulou encima desta estaca. Mas quando a estaca de gelo encostou na parede, fez com que a água caísse e vendo que a estaca de gelo começava a descongelar, ela jogou outra estaca em outra parede e pulou em cima da outra estaca e foi seguindo nesse ritmo até chegar aos vinte metros de altura.
— Vai Pilar! – Azul gritava, torcendo por sua amiga.
— Temos que admitir que mesmo a Pilar sendo bem estranha, ela é um gênio. – Disse Serio e os outros concordaram e voltaram a torcer pela Pilar.
Passando dos vinte metros de altura, Pilar se alegrou ao ver que estava quase chegando ao teto e quase chegando ao ponto onde deveria colocar a pérola. Mas, de repente, saiu muito vapor de água pelas paredes, deixando a Pilar sem poder ver muito em volta. Pilar apenas tinha mais três estacas de gelo, mas elas já estavam começando a derreter por causa do vapor. Ouvindo que já tinha uma enxurrada vindo na direção dela, Pilar jogou a estaca do outro lado e conseguiu pular bem a tempo. Mas a estaca já não estava agüentando muito, iria derreter a qualquer momento. Pilar tinha que pensar rápido.
Não dava para subir escalando, pois ela não conseguiria ver a água chegando e seria atingida. Não podia pular de um lado para outro, pois ela não sabia se encostaria o pé em um lado que esteja caindo água. Ela precisava pensar em algo.
Tendo uma idéia, Pilar jogou as duas estacas que tinha na mesma parede. Uma a um metro de altura e a outra jogou mais alto. Então Pilar pulou da estaca onde ela estava e conseguiu segurar na estaca, que tinha jogado mais baixo, com as mãos. Girou duas vezes em volta dessa estaca e pulou em outra parede, pegou impulso e pulou para trás até a estaca mais acima, pouco antes da enxurrada passar pela parede onde ela estava. Pilar segurou na estaca mais acima, do mesmo jeito que fez na de baixo, mas dessa vez virou para o outro lado, girou três vezes e pulou na outra parede. Dessa vez ela tomou o máximo de impulso que tinha e pulou o máximo que podia para tentar chegar ao objetivo.
Quando Pilar percebeu, ela tinha saído de todo aquele vapor e podia ver claramente de novo, ela olhou para cima e viu o ponto a qual tinha que chegar, mas estava começando a perder velocidade. Então Pilar esticou o braço direito, que estava com a perola o máximo que pode, mas ainda não era o suficiente, ela segurou a perola nas pontas dos dedos e conseguiu colocar a perola no buraco do teto.
— Consegui! – Gritou Pilar alegre. Mas ela teve que lidar com outro problema. Sem lugar onde segurar, ela começou a cair.
Os três lá em baixo não sabiam o que estava acontecendo, pois o tanto de vapor de água que tinha lá em cima não os deixava ver nada.
— O que está acontecendo? – Paco perguntou sem entender. – Por acaso ela conseguiu?
— Olha! – Serio exclamou vendo a Pilar passando pelo vapor de água e caindo. – Essa não!
— Não! – Paco gritou preocupado.
— Pilar! – Azul gritou preocupada.
Enquanto isso, em um rápido momento, a água da fonte que estava em um dos cantos da câmara se mexeu sozinha.
Pilar estava caindo virada para baixo, sem conseguir segurar em nada. Enquanto caía, ela chegou à parte onde tinha estacas na parede, de repente ela parou de cair. Olhando para cima, ela viu um homem encima das estacas segurando a perna dela. Um homem musculoso, cabelo médio e escuro, pele negra e olhos verdes. Usava uma calça preta e uma camiseta verde escura.
— Precisa de ajuda? – Perguntou o homem.
— Quem é você? – Pilar perguntou confusa.
Então o homem puxou a Pilar para cima, segurou-a com um dos braços e pulou no chão e solto ela.
— Eu sou Zen! Combo Niño que possui o símbolo de totem do crocodilo! E você é? – Disse homem com um sorriso, igual a Pilar.
— Meu nome é Pilar. Meu símbolo de totem é o da iguana. – Respondeu Pilar sorrindo para o Zen. – Obrigada por me salvar.
— É o mínimo que eu poderia fazer por você ter resolvido esse desafio. – Disse Zen olhando para cima e vendo a perola no buraco no teto.
— Com licença senhor... Zen. Mas por que você fez um desafio como esse? – Azul perguntou.
— Que, na verdade, era quase impossível. – Disse Serio.
— E muito doloroso. – Paco acrescentou.
— É porque esse desafio não era de ser resolvido imediatamente. Esse desafio era para ser visto por um ângulo diferente e ser resolvido por uma mente rápida e ágil como a água. – Disse Zen, mas os quatro não entenderam muito. – Vou explicar melhor. Vocês não passaram porque vocês viram apenas o obvio, o que estava na frente de vocês e não abriram os olhos para outras possibilidades. Pilar foi a única que conseguiu.
— Mas eu ainda não entendi o que isso tem a ver com a água. – Disse Azul.
— A água é um elemento que consegue se adaptar as situações, ao frio se adapta se transformado em gelo e ao calor se transformando em vapor. Enquanto vocês três se esforçavam tentando descobrir uma forma comum de chegar lá, Pilar se adaptou a situação e conseguiu achar uma maneira de chegar ao topo. Ela tem uma forma de pensar que é muito difícil de achar. Mas muito útil... E igual a minha.
— É mesmo? – Pilar perguntou alegre.
— Claro. Essa forma de pensar ajuda a descobrir novas formas de se solucionar algo. Você possui uma grande habilidade. – Disse Zen.
— Pilar! – Paco chamou a atenção da Pilar.
— Certo... Zen... E quanto ao tal poder por completar esse desafio? – Pilar perguntou um pouco sem graça.
— Não se preocupe. – Zen olhou para cima, fechou a mão e abaixou, como se puxasse algo, então a perola caiu do buraco até a mão dele. Depois ele puxou a perola, um lado com cada mão, e a perola começou a se mover como se fosse feita de água e Zen fechou as mãos e a perola sumiu. E Zen deixou as mãos abertas. Uma de frente para a outra e saiu uma energia das mãos dele, que começou a brilhar em um tom azul claro, fazendo uma pequena luz flutuando. Assim como Leng fez com o Paco, depois jogou na direção da Pilar. A energia começou a girar em volta da Pilar depois entrou no peito dela, se juntando a ela.
— Nossa! Isso é tão... Estranho, se é que eu posso dizer isso. – Disse Pilar enquanto ria.
— Lembre-se Pilar que assim como a água tem mais de uma forma, nós também devemos ter mais de um jeito de pensar. Assim como a água, você é diferente, é imprevisível, é bondosa e embora não saiba, é muito necessária. – Disse Zen olhando para Pilar que chegava a corar um pouco. – Agora vocês poderão passar para o próximo nível. Boa sorte aos quatro. – Disse Zen enquanto andava até a parede do lado oposto ao que eles entraram. Deu um soco na parede, que era de terra e então um pedaço da parede começou a virar lama e caiu, revelando uma passagem.
— Obrigada pela ajuda senhor Zen. – Disse Pilar enquanto os quatro começavam a seguir em frente e eles chegaram à frente da passagem, se viraram e se despediram de Zen.
— Boa sorte. – Disse Zen andando em direção a fonte. Então ele pisou encima da água, de repente ele afundou e sumiu.
Os quatro se entreolharam um pouco assustados, mas mesmo assim decidiram continuar em frente, pois eles ainda tem desafios pela frente.
Continua...
Notas finais
O proximo cap. vai sair no máximo até dia 9(mas tentarei postar antes).
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