Combinação Explosiva
15 Hip Song... Hip Song... Hip Song... Hip Song
Notas iniciais
MinHyuk estava olhando para o outro sem parar. U-Kwon estava se incomodando com a demora para chegarem ao restaurante. Ficar no táxi com o outro estava tirando a sua sanidade. Sentia em seu sangue uma coisa que lhe deixava quente e parecia que os lábios do ruivo seriam a cura.
Ria ao ainda chamá-lo mentalmente de ruivo, seu cabelo já estava ficando mais claro que o seu próprio loiro, mas tudo bem, ele seria eternamente aquele cara com os fios ruivos. Sempre tão bonito e magrinho. Olhou no fundo dos olhos castanhos e corou. Nem sabia que uma noite e tanto a esperava.
Quando chegaram ao local, U-Kwon percebeu o quanto ele era calmo e tranqüilo. Sem contar que a mesa reservada para eles era um pouco mais discreta e longe dos outros lugares. Ficou um pouco apreensivo, mas resolveu aceitar ainda o convite do outro. Juntaram-se à mesa e pediram um vinho.
Claro que tinham aprendido a lição e não iriam tomar mais uma garrafa ali. Tinham que se manter bem, afinal iriam dançar, conversar, voltar tarde para casa e ainda por cima, sozinhos. Não poderiam fazer a mesma idiotice de tomar álcool até perderem a memória.
Uma coisa que ainda incomodava o mais novo era saber se realmente tinha perdido a virgindade. Tinha um pouco de medo de saber a verdade, mas queria, pois era impossível continuar com aquela dúvida em sua cabeça. Se conseguisse uma testemunha para lhe auxiliar, mas não tinha ninguém além de Zico, que apareceu pela manhã.
Suspirou quando o vinho preenchia a sua taça pela primeira vez. Brindou com o outro, afinal já eram um mês. Sorriram e tomaram o que podiam de uma vez só e caíram na gargalhada. A garrafa ficou com eles. Trocavam olhares carinhosos, pediam o jantar e esperavam com um silêncio chato.
-Você está dançando muito bem e se dando melhor com os meninos. –Disse U-Kwon. –Fica complicado quando sempre parece esconder alguma coisa dos outros.
-É o meu jeito, eu pretendo mudar isso, mas vai ficar difícil me livrar assim, tão rápido! –Falou o mais velho. –Você está adorável hoje.
-Obrigado... –O menor corou.
A comida chegou. Comeram, beberam a garrafa inteira de vinho com gosto, deixando-os corados e rumaram para uma casa noturna que ficava próxima do local. Estavam felizes, conseguiram atrapalhar o segurança, fazendo com que U-Kwon entrasse mesmo sendo menor de idade. Era só ele não comprar bebida, não é?
Não queriam beber muito no começo da noite, mas a festa estava ficando tão legal. As doses de Martini foram sendo viradas e quando perceberam, já estavam alcoolizados o suficiente para dançar no centro da pista. E a melhor música possível estava tocando. B-Bomb ficou arrepiado com a batida.
Rainism. O seu maior pecado. Assumindo o que podia, começou a dançar, olhava diretamente para o U-Kwon sorrindo. Seu olhar sempre tão intenso para cima do loiro, arrancando o fôlego daqueles que estavam na pista. Ele era um homem sem articulações para se mover daquele jeito.
Não conseguia deixar de pensar no outro. Todos sorriam para ele. Não conseguia executar a coreografia com perfeição, estava embriagado, então tinha que improvisar alguns passos. Brincava com o seu boné, ajeitando a sua aba, movimentando-se como podia, mas mesmo assim, conseguia dançar melhor que muitos no mundo da música.
U-Kwon fazia um backdancer e sempre que eles se tocavam por um acaso, o menor deslizava seus dedos com suavidade e safadeza. No refrão, deixou a sua mão passear no peito do maior e sorriu. Conseguiam apesar do álcool, uma ótima sincronia. Tinha aprendido a coreografia com o amigo para apresentarem as habilidades à Cho PD, estava enferrujado.
No final, com um toque de mestre começou a abrir os botões da camisa do outro. Com um sorriso e uma mordida no lóbulo dele, fez o peito dele ficar a mostra para todos. Pararam do jeito que ficaram tão próximos e o DJ resolveu aproveitar o calor do lugar. Hip Song veio a seguir.
Estavam tão próximos. Começaram a dançar colados. U-Kwon ficou de costas para o mais velho e o deixou tomar seu corpo com força. O loiro perdia o controle de suas curvas quando sentia a mão de B-Bomb passar tão perto de seu membro. Ficava corado, mas continuava. Todos estavam entregues à sensualidade no local.
Rebolava contra o sexo do mais velho e sentia-o ficar mais quente. Sorria e deixava que o maior mordiscasse o seu pescoço. Sentia que a hora para deixar a sua inocência se aproximava. Queria ser tocado a qualquer custo. Ficou de frente para ele e quase rasgou a pele do tronco com suas unhas.
Os lábios se encontraram, um beijo quente começou a ser trocado e nenhum deles queria parar. A mão de B-Bomb puxava uma das coxas grossas de U-Kwon para sua cintura, enquanto a outra apertava as suas nádegas. O loiro gemia contra os lábios dele, causando mais prazer em si.
Quando perceberam, estavam em um sofá, no canto da pista de dança. O mais novo estava no colo do mais velho, eles trocavam beijos ardentes, uma das mãos estava tentando chegar ao sexo do ruivo, apertando o que podia por cima do tecido. Estavam completamente loucos. E gostavam disso, desse perigo de serem encontrados quase fazendo ali naquele local.
B-Bomb voltou a pensar. Mordiscou os lábios do amado e tentou parar carícia que começava em seu sexo. Estava um pouco corado com a ação do outro, mas estava gostoso. Tinha que recobrar a sua consciência. Segurou o rosto de U-Kwon e o fez olhar para si. O menor corou violentamente e tirou a mão do lugar.
-Vamos pra um lugar legal... –Disse o ruivo.
O menor saiu do colo dele. O mais velho ficou de pé, cruzou os dedos aos do outro e o trouxe para perto. Era a hora de ir embora, afinal já passava das três da manhã. Precisavam pegar um táxi e chegar em casa antes que todos notassem que eles ainda não haviam chegado. Pelo menos aquele dia era a folga deles.
Quando estava no dormitório, já eram quase quatro da manhã. Por algum motivo da natureza, estavam Zico, Kyung e JaeHyo dormindo na sala. P.O e Taeil estavam em um dos quartos. Isso queria dizer que um deles estava vago. Olharam-se e perceberam que mesmo sem falar uma palavra sequer, sabiam que haviam pensado a mesma coisa.
Os corpos se encontraram em um beijo um pouco mais calmo e silencioso. O efeito do álcool já havia passado, estavam sóbrios após suar tanto. Calmamente andando e deixando um pouco do romance aflorar. Ao chegarem à porta do quarto, tiraram as camisetas e entraram no cômodo, logo o trancando para não serem atrapalhados.
Deitaram-se na cama de U-Kwon. Estava tudo escuro, mas de alguma maneira conseguiam se encontrar. As línguas se encontravam novamente, elas estavam brincando com o que podiam, descobriam cada canto da boca alheia. As mãos passeavam e paravam nas calças.
O loiro teve facilidade em tirar a peça do mais velho. Já o contrário foi complicado. Eles pararam com as carícias. B-Bomb desceu os lábios parando apenas quando sentiu o umbigo do outro. Mordiscou o que pode e começou a abrir o cinto dele, revelando a sua peça íntima e a ereção já começando a se formar.
Com dificuldade, retirou a skinny do outro e foi baixando a sua peça íntima com cuidado. Quando estava completamente nu, B-Bomb molhou os lábios com a própria saliva e começou um leve carinho com a boca no sexo alheio. Deixava a sua língua passear com cuidado, sentindo o mesmo ficar mais excitado.
U-Kwon deixava uma das mãos em seus cabelos e outra, nas madeixas ruivas, as puxando quando sentia que as ondas elétricas subiam pelo seu corpo. Gemia tentando se controlar, mas era um momento tão delicioso e vergonhoso. Suas maçãs estavam rubras como fogo e mordia seus lábios para não gritar.
O ruivo aumentava as carícias, já tomando o membro dele por completo, afundando o mesmo em sua cavidade. Cuidava para seus dentes não encostassem com força contra a pele dele enquanto sua língua percorria o que podia quando voltava para a glande. A chupava com força e depois, a lambuzava com sua saliva para voltar novamente para a base.
Intensificava o movimento de vai e vem com velocidade, sentindo as unhas do outro quase arrancarem o seu couro cabeludo. Os gemidos dele era tão deliciosos. Já sentia um pouco de fluído em sua boca quando resolveu parar. Olhou para o loiro e o viu tentar esconder as partes íntimas. Estava tão entregue.
B-Bomb se esticou até a cômoda e abriu a última gaveta dela. Pegou um preservativo e um tubo de lubrificante. Enquanto isso sentia o outro sentado, brincando com a mão em sua ereção, a deixando completamente dura, pois ele gemia a cada vez que chegava à glande alheia, apertando mais o sexo entre seus dedos.
-Deita de novo... –Falou o ruivo ajudando o outro a fazer isso. –Eu vou te ajudar, mas vai doer ainda, ok? Só me diz quando for insuportável que eu paro.
Colocou as pernas alheias em seus ombros. Abriu o tubo e colocou um pouco do gel em seus dedos. Lambeu os lábios e tocou a entrada do menor, que se remexeu um pouco com o contato gelado do gel. Sem esperar, penetrou um dedo ali, sentindo o quão apertado o mais novo era. Gemeu ao imaginar que dali a pouco, seria ele.
U-Kwon escondeu o rosto como pode, mordeu o lábio para não gritar de dor. Parecia que alguém estava rasgando ele ao meio. Mesmo assim, acenou um sim com a cabeça para que o outro prosseguisse. Sentiu outro dedo em si, já brincando para que ele pudesse receber melhor o ruivo.
As suas costas se arquearam um pouco, afinal estava doendo, mas no fundo, havia uma coisa, um prazer indescritível. Estava tão sensível naquela região, desejava ser tocado ali. Não demorou muito para que o outro dedo fosse introduzido. Ainda doía, mas estava tão bom. Chorava um pouco, mas ainda se mantinha forte.
Após se acostumar com a invasão, B-Bomb retirou os dedos. Abriu o preservativo e o colocou em si. Deitou o corpo e começou a beijar a boca carnuda e avermelhada do outro enquanto direcionava o seu membro para dentro do menor. Conseguiu encontrar a entrada dele e foi a invadindo com cuidado.
Não deixava de beijá-lo e continuava a penetrá-lo até o fim. Tremeu ao sentir-se completo no outro. Teve que deixar sua cabeça pender para trás e gemer com o prazer que aquilo o deu. Esperou o que pode, ainda soltando leves ofegos e observando as reações do menor. Ele estava completamente corado, mas parecia feliz.
Seus olhos estavam fechados, seu quadril começava um leve movimento e sua boca deixava alguns gemidos escaparem com cuidado. Os orbes se encontraram e sorrisos foram abertos. Era a hora de começar as estocadas. Levemente começava a sair, sentindo os músculos do outro o expulsando.
Quando chegava a certo ponto, voltava para dentro com leveza. E assim, começou a aumentar a velocidade aos poucos, percebendo que o outro já gemia. Resolveu investir co mais força, gemendo mais alto e sentindo o outro relaxar mais com o contato. Não demorou para estocá-lo alucinadamente.
Ambos gemiam contra si, moviam os corpos um contra o outro e sentiam o suor colando suas peles. B-Bomb conseguiu acertar aquele lugar mágico, fazendo o outro gemer alto e se descontrolar. Resolveu estocar mais fundo, acertando-o com mais vontade. A cama já batia contra a parede e não estavam nem aí se os vizinhos ou os meninos iriam acordar.
Com força, U-Kwon foi parar no colo do ruivo, ajoelhado na cama e sentindo o menor ir de encontro ao seu quadril com prazer. O membro de B-Bomb estava cada vez mais sufocado pelo outro, seu orgasmo estava próximo. O sexo do mais novo sendo esmagado por ambos os corpos. E ambos tentavam se beijar, mas era impossível.
Quando perceberam, gozaram juntos. U-Kwon deixou marcas de unhas nos ombros do outro enquanto sentia ainda ser estocado pelo maior, o deitando na cama novamente. Caíram no colchão e enquanto o maior se retirava, o loiro beijava loucamente o que podia da pele do outro. Estava tão apaixonado. E tinha se chamado de burro por não ter feito isso antes.
B-Bomb deu um jeito na camisinha e deitou-se no corpo do menor. Escondeu sua cabeça no ombro dele, beijando o que podia enquanto recuperava um pouco do fôlego. Sorriram e trocaram mais um beijo e nem perceberam quando adormeceram.
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