Combatentes

17 Me, you and blue jeans


Notas iniciais
Ei, pessoal! Estou aqui para postar mais um capítulo! Mas antes de vocês lerem: Me, you and blues jeans quero contar uma coisa, na verdade duas. Primeira vou ser titia ♥ E não menos importante retirei o Hentai da fanfic. É, gente! Não vai ter Hot porque eu não sei fazer nem romance direito imagina o hentai? Desculpe-me você, caro leitor, que veio a Combatentes através deste gênero. Outra coisa: Fiz outra capa para fanfic: Vai dar uma conferida se sentir no coração ♥ Outra coisinha: Gente, tudo o que faço/escrevo no corpo para fanfic é importante. Bom, alguns fãs entenderão do que estou falando. Por favor, termine o capítulo caso assim desejar e leias as notas finais. Mamãe ama cada um de vocês! Boa leitura.

Aproximadamente 22: 00 horas – Costa Rica.

Empurrou a porta de vidraça com facilidade e graças ao vidro pode ver que não tinha ninguém em casa. Tenten entrou, seguiu para a cozinha e serviu-se de água. Fechou a porta da geladeira e não encontrou nenhum bilhete. Bilhetes daquele tipo nunca foram deixados para si. Geralmente bilhetes de pais informando aos filhos que saíram e que a comida está na geladeira.

Tentou sorriu, mas não conseguiu. Recordou-se de como sempre quis aquilo: um bilhete tonto de geladeira. Revirou os olhos e fez um bico. Puxou uma cadeira e se sentou deitando a cabeça sobre os próprios braços. Não sabia que aquilo era tão importante assim. Certo que a lacuna de não ter uma convivência com os pais jamais seria preenchida em sua vida, mas seria reconfortante ter uma presença paterna para apegar-se. Tenten nunca obteve a possiblidade de participar de uma família tradicional ou qualquer formação de família. Na verdade, sempre foi família de uma só: ela.

Empurrou a cadeira e levantou-se rapidamente. Sentia o leve esfolado no braço arder e decidiu tomar um longo banho.

Iria começar a subir os degraus da escada quando notou a presença do único residente no sofá e não se surpreendeu. Era obvio que Neji não iria sair. Pensou em se aproximar, mas não estava com paciência para ouvir grosserias ou ser ignorada como era na maioria das vezes.

— Estou indo até um bar. – Tenten cessou no degrau da escadaria e parou de conter o suor gerado pela corrida com um tecido próprio para fitar o Hyuuga sem camisa e como sempre mexendo em armamentos bélicos. – Gaara estará lá e a convocou para comparecer.

— Pensei que não tinha visto-me. – Tenten comentou confusa. Gaara não estava em um bar e mesmo que estivesse não seria ideal se intrometer entre ele e Ino. Estragando a única oportunidade do, agora, amigo. – Ele e Ino saíram juntos. Não quero atrapalhar.

— Naruto e os outros também estão no mesmo lugar. – Neji pontuou com paciência. – Então isso não é desculpa.

— Não estou inventado desculpas! – Retrucou arrancando um sorriso torto do franco-atirador. A Mitsashi, naquele dia em específico, estava bem para baixo.

— Vamos ou não? – O Hyuuga começou a vestir-se. Logo colocou o casaco enquanto Tenten decidia. Seria péssimo passar o restante da noite sozinha. E a seu ver Neji não era muito compatível consigo para passar o tempo. Naruto estaria lá e Gaara também... e os outros também.

— Como sabe que todos estão no mesmo lugar? – Questionou dando importância a informações levianas e ignorando o fato de Neji perceber o quão sozinha ela queria ficar.

— Mandei todos para o mesmo bar. Estou te esperando.

— Vai se juntar a eles? – Tenten perguntou engatando uma questão atrás da outra porque não queria que Neji tocasse na última conversa que tiveram. Algo do aparente “ciúme” de Sakura.

— Não. – Retornou a sentar-se. – Apenas vou buscar mais bebida. Estou te esperando.

Repetiu a informação sobre a espera e sentou-se no sofá.

— Já volto. – Tenten começou a subir os degraus. – Vou tomar um banho.

*

— É uma decoração rústica. – Shikamaru concordou mesmo divergindo de opinião. O bar onde estavam era um pouco caído. Como diria Sasuke: de quinta categoria. Estavam na quinta garrafa de cerveja e para um bar localizado na América Central o ambiente estava familiar demais tanto para Shikamaru como para Temari.

Não era pomposo, na verdade passava longe disto, mas tinha o seu charme. Umas mesas espalhadas estrategicamente, o velho balcão onde pessoas afogavam seus vícios e embebedavam suas magoas. Uma música dos anos 90/80 tocando ao fundo e uma média de 20 clientes.

— Neji falou que este bar era legal. – Temari segurou o riso, pois estava com bebida na boca. – Deveria ter desconfiado.

— Realmente, ele não é tão sociável. – Temari justificou a total falta de senso nas recomendações do Hyuuga, no entanto uma questão trivial surgiu. – Quais foram as exigências que você colocou para indicação?

Shikamaru parou de contornar a boca da garrafa e arcou para baixo os lábios rapidamente. Levando em consideração a questão de Temari a culpa pelo “péssimo lugar” era sua.

— Um lugar calmo e quieto. – Shikamaru jogou as costas contra o encosto da cadeira. – E que eu conseguisse voltar para casa.

— E parece que conseguiu.

— Pois é. – Shikamaru respondeu baixo sentido o álcool afeta-lo. Passou uma mão no rosto sob observação contínua de Temari. – O que têm nessa cerveja? Porque certamente tem algo nela.

Temari levantou ambas sobrancelhas rapidamente. Pelo visto o Nara não era acostumado com bebidas daquele teor alcoólico. Puxou a garrafa da mão do homem e este a olhou demoradamente tendo que desviar os olhos logo depois.

— Pelo visto você não será meu companheiro no levantamento de copos. – Temari sorriu e iria prosseguir, mas cessou a ver algumas pessoas deixando o local. Olhou para Shikamaru buscando sua percepção sobre a evasão dos clientes.

— Será que já irão fechar o estabelecimento? – Temari questionou e Shikamaru fechou os olhos como se tivesse recebido uma péssima notícia. Não queria deixar o local. Temari que observava tudo e todos deixou sua insatisfação visível a ver várias pessoas entrando no recinto. Todos jovens e barulhentos.

— Fala sério! São universitários? – Temari questionou olhando para os jovens. Shikamaru debruçou sobre a mesa desacreditado: seu silêncio tinha acabado.

— Vamos embora daqui. – Shikamaru a chamou exatamente quando a música velha e boa fora substituída por uma agitada.

— Vamos ficar. – Temari não pediu, na verdade afirmou e Shikamaru nem mesmo protestou. – Você parece que está bêbado com cinco garrafas de cerveja. Daqui a pouco vai estar sobre a mesa pagando de stripper.

— Claro! – Shikamaru mordeu a própria língua. Primeiro por achar aquela passividade toda algo novo e segundo por Temari estar com razão, mas obviamente até um certo ponto. –Será o melhor strip-tease da sua vida: eu babando sobre a mesa.

Apontou para o próprio peito e ficou vendo Temari rir. Apoiou os cotovelos na mesa e retornou a brincar com a garrafa. Os olhos verdes seguiram na mesa direção do Nara, o qual observava a porta com constância.

— Stripper, podemos ir se quiser. – Shikamaru não se importou como foi chamado. Era de se esperar, mas o tom rude corriqueiro na voz de Temari deixava aquilo um pouco interessante.

— Ir agora? – Temari franziu o cenho. Tinha algo de errado. Shikamaru minutos antes a chamou para ir embora. Shikamaru levantou uma mão e Temari ficou sem compreender até ele lhe ceder atenção e uma explicação. – Agora que temos companhia.

Shikamaru apontou para trás e Temari virou-se. Sua insatisfação a ver os curtos fios ruivos em crescimento fora enorme e por isso visível.

—Ah, não! – Shikamaru riu. – O que Gaara está fazendo aqui?

— Não apenas ele. – Temari virou-se para fita-lo. – Uma boa parte dos combatentes.

*

— A culpa é toda sua. – Ino concordou com Hinata para infelicidade de Naruto.

— Nem mesmo parece que é um adulto. – Hinata arrematou e quem tentou revirar os olhos fora Naruto. – E que apresenta vida inteligente.

— Desnecessário. – Gaara comentou a alfinetada de Hinata em Naruto e quem olhou surpresa foi Ino.

— Isso mesmo. – Naruto manifestou-se em própria defesa. – Desnecessário.

— Naruto é muito inteligente. – Gaara prosseguiu com sua defesa e conteve o riso a morder o lábio inferior enquanto dirigia.

— Isso mesmo, Gaara. Sou muito inteligente. Não tenho culpa se alguém queimou o chuveiro e o mecânico aqui. – Apontou para si próprio. – Eletricista e piloto formado pela melhor escola de aviação teve que trocar a porcaria da ducha.

— Naruto é muito inteligente o único problema é que as vezes a capacidade cognitiva...

— Está bom, Gaara. – Naruto o cortou. – Já me defendeu o suficiente. Meu herói.

Ino levou a mão a boca para conter o riso ao notar a falta de empolgação no “meu herói”. Bem que Gaara estava satirizando com a cara do Uzumaki. E antes que toda provocação reiniciasse a voz da razão manifestou-se.

— E o que adianta essa discussão mesmo? – Ino intrometeu-se antes que Hinata revidasse as pequenas provocações e indiretas. – Já perdemos o navio.

— Isso e estou levando vocês para um barzinho bem legal. – Gaara levou um leve beliscão de Ino por colocar mais lenha na fogueira.

— Estou confiando em você. – Naruto encarou Hinata irritada pela perda do navio. – Estou afim de encher a cara.

— Chegamos. – Gaara desligou o carro e ficou observando Ino tirar o cinto. Ela estava arrumada demais para passar uma noite em um bar de quinta, entretanto considerando o lugar refinado onde iriam antes o fez olhar para a própria roupa, entretanto nem ele e Ino chegavam aos pés de Hinata: estava encantadora.

— Esse bar está caindo aos pedaços. – Hinata comentou. As sobrancelhas franzidas, os braços cruzados e a derrota visível.

— Desculpe, Hina. – Hinata estranhou a abreviação de seu nome e quem segurou o riso foi Ino. Gaara tinha conquistado a sua intimidade, mas não a de Hinata. Ainda. – Mas depois da quinta tequila você não vai se importar com isso.

— Alguém disse tequila? – Naruto questionou ao longe, praticamente dentro do bar. Hinata jogou os ombros para cima e seguiu o mesmo rumo.

— Para ser exata depois da sétima. – Gaara ficou vendo Hinata se afastar e quando a imagem da Hyuuga sumiu tratou de prestar atenção na única mulher presente. Encostada na lataria do carro, tentando fechar o casaco, com o cabelo em um penteado diferente do costumeiro e obrigatório coque baixo Ino o esperava.

— Hinata tem razão. – Ino o encarou. – Esse lugar está caindo aos pedaços.

— Pense pelo lado positivo.

— Que lado positivo?

— Deve estar quase vazio. – Gaara empurrou a porta e em seguida visualizou várias pessoas. –Se eu tivesse falado que iria estar lotado não estaria.

Gaara comentou a ver o número elevado de pessoas.

— Quer que eu atire no teto? – Ino questionou divertida, mas ainda mantendo o tom sério. – Irá esvaziar rapidinho.

— Não é necessário. – Gaara sorriu. – Onde você está aprendendo essas piadas?

— Por que? Estão ruins? – Gaara virou para trás para olha-la nos olhos. Era estranho ver uma mulher tão bonita e vestida socialmente em um bar qualquer. E sabe qual era a melhor parte de tudo aquilo? A melhor parte era que Ino estava com ele.

— Não, pelo contrário são ótimas. – Chegaram no balcão de bar. Ino sentou-se num banco próprio e Gaara escorou o cotovelo no balcão olhando para as pessoas ocupantes do local. Passou os olhos em todos até ver uma figura conhecida acenando.

— Ino. – Gaara a chamou assim que viu Shikamaru e Temari. Aquilo não estava em seus planos. Ino deixou a bebida que tinha pedido de lado para ceder-lhe atenção. – Quer ir para outro lugar?

— Não. Aqui está ótimo. – Ino voltou para sua bebida e Gaara suspirou. Não queria ser motivo de piada, caso levasse um não da Yamanaka, entretanto não tinha opção. Melhor: tinha uma opção.

— Olha lá! – Gaara indicou com o queixo e Ino seguiu a direção com o olhar. – Meu cunhado. Quer conhece-lo?

Ino viu as costas de Temari, mas não o seu acompanhante até a Sabaku relaxar na cadeira. Ino viu o Nara e torceu os lábios. Nem mesmo soube o porquê esperava uma imagem diferente.

— Ela sabe que você fica falando essas perolas por aí? – Ino pegou o seu copo e o segurou pela mão com finalidade de puxa-lo para a mesa de Temari e Shikamaru.

— Ainda estou respirando. – Gaara respondeu e Ino sorriu entendo que não. Gaara não tinha dito isto na frente de Temari. – Qual é a sua conclusão?

Gaara travou os passos na trajetória fazendo Ino virar e fita-los nos olhos. Em uma distância pequena demais. Perto demais.

— Gosto de te ver respirando. – Ino bebericou do copo. Gaara então desviou os olhos dos dela. Era assim que ela dizia que gostava dele? – Então sem piadinhas envolvendo o cunhado.

— Sim, senhora. – Respondeu. Mesmo querendo fazer uma piada entorno dos interesses da irmã iria conter-se por que todo mundo ama oxigênio no final das contas. E para Gaara tinha coisas mais interessantes para fazer naquela noite.

*

— Eu não entendo nem dez palavras deste idioma. – Sakura comentou lendo informações em um celular. – Mas parece que este é o lugar.

Cedeu o aparelho para Sasuke sentado no banco do lado no carro utilitário que usavam como meio de transporte. Sasuke olhou as informações e fitou a fachada do bar.

— Se tem uma propaganda enganosa é essa aqui. – Sakura acabou rindo. Sasuke estava com razão. – Mas não deve ser tão ruim, não?

— Acho que teremos que descobrir. – Sakura retirou o cinto de segurança. – Essa música bate-estaca está vindo de lá?

— Bate o que? – Sasuke questionou confuso e interessado. Sakura segurou o riso, pois a seu ver aquela terminologia não era tão velha assim, era? A ponto de Sasuke não conhecer?

— Bate-estaca é uma máquina usada em obras de construção civil. Ela causa um barulho repetitivo. – Sakura começou um tanto envergonhada por usar um termo/gíria que caiu em desuso. – Algumas músicas são chamadas assim por causa do ritmo repetitivo e barulhento.

— Consegui fazer a ligação. – Sasuke riu brevemente enquanto Sakura apoiou a cabeça no encosto do banco. – E você não gosta de música bate-estaca?

Sasuke levou um soco no ombro, quando Sakura percebeu que ele estava zombando do termo que ela utilizou e consequentemente de si.

— Não sou muito adepta. – Sakura saiu do automóvel e Sasuke a imitou. Para Haruno Sasuke era mais do que aparentava e deveria ter conversado mais vezes. – Mas senhor Uchiha é o que temos para hoje.

Seguiram para o bar observando o tanto de automóveis. Sasuke a olhou como se conhecessem a anos. A olhou de uma forma que queria expressar “conheço esse automóvel” no exato momento que se deparou com um.

— Sasuke, você é um péssimo navegador. – Sakura o culpou antes mesmo do Uchiha manifestar algo em prol de sua defesa. – Procuramos este bar por mais de uma hora, quando este fica a trinta minutos de distância de casa.

— Você tem razão. – Sakura riu da cara do moreno. – Da próxima vez o Hyuuga explica para você. A comunicação entre vocês dois é melhor.

Sakura franziu o cenho por um instante. Sasuke olhou para o automóvel que o Nara estava usando estacionado concluindo que ele estava no local. Sakura empurrou a porta, mas não entrou.

— Ao menos rimos muito até achar o bar. – Sakura pontuou como perder a rota indicada tivesse gerado algo positivo. – E aprendemos algumas palavras novas.

Sasuke colocou a mão nos bolsos da calça e sorriu.

— Você tem razão. Não foi de todo mal. – Sakura o olhou com severidade, pois além de Naruto o Uchiha apresentava um ótimo senso de humor e provavelmente iria ressaltar algo que Sakura tinha dito anteriormente. – Como por exemplo bate-estaca.

— Ah, qual é? – Sakura fechou a porta e desistiu de entrar. – Me diga, quantas garrafas de cerveja você tem que beber para esquecer o que eu disse?

— Eu não quero esquecer. – Sasuke franziu o cenho. – Mas acho que umas doze garrafas pequenas é o suficiente.

— Então você bebera treze. – Sakura empurrou a porta e Sasuke negou. – E não repita isso para ninguém.

— Não acha que está se importando demais com isso? – Sasuke elevou a voz assim que a música o atrapalhou. – Você tinha que ver você falando bate-estaca. Foi tão lindo.

Sakura riu alto, mas não importava porque a música estava alta. Virou-se para fitar o piloto. Sasuke ao perceber o quão envergonhada Sakura ficou por usar um termo antiquado e antigo resolveu não perder a oportunidade de brincar, visto que Sakura compartilhava de seu gosto por piadas daquele tipo.

— Vamos anular a cerveja. – Sakura aproximou-se. Sair com o Uchiha feito amigos estava sendo uma experiência agradável. – Vamos trocar por vodka.

— Fechado. – Sasuke franziu, novamente, o cenho a ver o sorriso aberto da Haruno. E iria falar algo, mas um loiro estabanado se enfiou entre os dois.

— Ei, Sakura! – Naruto falou um pouco alto. Ele não estava bêbado, mas também não estava totalmente sóbrio. Sakura desviou dos olhos azuis para fitar os escuros de Sasuke que conteve o sorriso. – Tenho que te mostrar uma bebida. Vem comigo. Sasuke, mesa 27.

Naruto apontou para uma mesa e Sasuke visualizou Hinata sozinha. Sakura o viu indicar com o polegar para a mesa enquanto Naruto a puxava para longe indicando que ele estaria lá a sua espera.

— Deveríamos ter ficado no carro. – Comentou consigo mesmo. Ao menos no carro poderia ter desfrutado da companhia da Haruno, mas dividir seu tempo ocioso com a Hyuuga também não era ruim.

*

— Que lugar barulhento. – Hinata reclamou assim que virou outro copo. Fazia anos que não frequentava aquele tipo de ambiente: desde de sua adolescência. Procurou os outros em uma busca ocular encontrando apenas Temari e Shikamaru, este se negando a fazer algo, contudo desviou o foco quando um homem sentou-se ao seu lado.

— Está ocupado. – Hinata informou o obvio. – Procure outra mesa.

— O bar está um pouco cheio hoje. – Hinata virou-se ao reconhecer a voz. – Tem certeza que não posso ficar aqui?

— O que está fazendo aqui, Sasuke? – Hinata sorriu a ver o moreno. – Pensei que iria para o outro lugar.

— E eu que você estaria em um navio. – Sasuke parou de fitar as pessoas desconhecidas para observar a quantidade da garrafa de pura vodka sobre a mesa. Garrafa a qual estava pela metade.

— E eu estaria. – Hinata o encarou. – Se não fosse pelo seu amiguinho.

Sasuke fechou um olho, como se Naruto fosse sua responsabilidade e suas ações respigassem de alguma forma em si. Sasuke permaneceu em silêncio por um instante procurando pelo bar a sua acompanhante.

— Tenho certeza que ele não fez de propósito. – Hinata riu seco. Era obvio que não e era apenas isso o que faltava para agravar ainda mais a relação estraçalhada que tinham. – Bom, você ficou sem navio e eu sem acompanhante. Faz-me companhia?

Hinata arrumou-se no estofado, a única mesa mais reservada e aconchegante do bar, como ela mesmo disse: aos pedaços.

— Não será diferente das outras vezes. – Hinata comentou e sorriu em seguida. Sasuke e Hinata costumavam passar um bom tempo juntos esperando as próximas etapas do trabalho.

— A única diferença hoje. – Sasuke virou o copo posto na mesa para cima e serviu-se de vodka. – É que vamos encher a cara.

— Combinado.

*

1:30 horas — Costa Rica.

— Claro que não! – Ino riu alto e Gaara afirmou positivo. – Não dá para desarmar bombas com goma de mascar. Isso é coisa de filme.

— Se Tenten estivesse aqui ela iria confirmar o que eu disse. – Gaara tentou dar mais veracidade a sua teoria apontando uma especialista no quesito bombas. Bebeu diretamente da garrafa e balançou a cabeça em negativo. – E o fio vermelho? Vai dizer que nisto você acredita?

Gaara esperou pela resposta pacientemente. Fazia algumas horas que sustentava uma conversa trivial com a Yamanaka. Ino levantou um dedo como se pedisse por um minuto afim de refletir. E Gaara observou as maças do rosto rubras indicando que ela já tinha bebido demais.

— É melhor do que goma de mascar, não? – Ino viu o semblante de incrédulo do Sabaku e tentou não rir, mas falhou. Gaara virou de costas ainda negando com a cabeça, ato que agravou o riso da loira.

— Gaara! – Ino o chamou, para que, o ruivo saísse do seu drama. – Gaara, olha para mim!

Ino pediu de forma entrecortada devido ao riso e Gaara não estava em situação diferente. O riso era constante e espontâneo.

— Não, Ino. – Agravou a voz. – Não podemos continuar com isso. Você acredita em fios vermelhos, mas não acredita no potencial das gomas de mascar.

Ino levou ambas mãos até a boca como se rir fosse pecado e errado no momento. Entretanto depois da terceira bebida ela tinha esquecido de todas as restrições que tinha imposto a si própria. Até mesmo aquelas restrições que envolviam Gaara.

— Eu vou embasar o porquê acredito nos fios vermelhos. – Ino começou e segurou nos ombros de Gaara para que ele não lhe desse as costas. Ela o encarou, mas diante do sorriso torto do homem seu foco mudou. Gaara franziu as sobrancelhas a ver as pupilas dilatadas da Yamanaka. E suas certezas estavam sendo afirmadas naquele olhar.

— Estou esperando. – Gaara cruzou os braços numa passividade e resistência, mesmo que tivesse ansiado por aquilo desde que pôs os olhos em Ino. E sua resistência não era exatamente a teoria de que cortando os fios vermelhos desarmam as bombas.

— Acho que não quero mais falar disto. – Ino o viu negar com a cabeça e o imitou.

— Não?

— Não. – Sorriu aberto e o puxou para mais perto pelos ombros.

— E do que você quer falar? – Gaara inquiriu sem necessidade, na verdade não iriam falar mais sobre assunto algum. Ino abaixou a cabeça rapidamente e retornou com um sorriso aberto.

Uma de suas mãos foi para a nuca de Gaara o puxando ainda mais para perto e para baixo, visto que ele ainda permanecia de pé enquanto ela estava sentada. A mão esquerda do ruivo seguiu para a mesma região e a direita tratou de posicionar o rosto de Ino para cima.

— Disto.

*

— É sempre assim. – Shikamaru concordava com Temari. – Começamos guerra por motivos socioeconômicos, socioculturais e as vezes nem mesmo sabemos pelo o que estamos lutando.

— Pelo seu país. – Temari não estava mais sorrindo. Shikamaru não reagia tão bem a bebidas alcoólicas como ela e ao invés de ficar alegre ele se afundada ainda mais em suas reflexões. – Seja patriota e sirva o seu país eles dizem.

— E nós acreditamos. – Temari deixou um sorriso fraco na face, as vezes pensava que tudo aquilo era loucura. A introjeção maciça de uma ideologia na cabeça das pessoas. – Às vezes tenho vontade de largar tudo, sabe? Deixar tudo para trás e viver uma vida comum.

Temari fitou-o. Shikamaru continuava a brincar com a garrafa. Tinha momento que ela o olhava e ele não parecia estar presente mentalmente, mesmo escutando cada silaba que saia de sua boca.

— E por que não deixa? – Temari inclinou o corpo para mais próximo da mesa. Esperou uma resposta do Nara mesmo sabendo o que viria sair daqueles lábios. – Não consegue, não é?

Shikamaru negou e passou a mão no rosto. Não conseguia deixar tudo de lado. Era visível que aquele trabalho trazia sequelas. Era cansativo, era desnorteante e enlouquecedor, mas ao mesmo tempo tão gratificante e extasiante saber que estava lutando para um mundo melhor, como ele acreditava nos primeiros meses como combatente, mas conhecer a verdade era acabar com tudo. E a única coisa que o fazia permanecer, era a ideia de que, alguém teria que ocupar o seu lugar e provavelmente iria morrer.

— Já estou afundado nisto, Temari. – Shikamaru trincou os dentes sentido a cabeça pesar. – Tem noite que não consigo dormir, tem dias que não consigo ver um pedaço de carne crua na minha frente e não associar a um soldado com uma ferida sangrando em uma zona de conflito.

Temari respirou fundo. Conhecia a pressão psicológica que soldados eram submetidos e sempre era dificultoso ouvir sobre.

— É uma droga. – Temari bebeu mais uma dose. – Guerra não é lugar para crianças, não é lugar para mulheres e para homens. Nem mesmo para os homens mais corajosos.

— Guerra não é para ninguém. – Shikamaru a olhou nos olhos embriagado. – Não existe vilão, não existem heróis. Apenas lados que perdem, existem somente baixas.

— Sim. – Temari manteve uma expressão pensativa na face e iria fazer outro comentário acerca do que conversavam, quando Naruto enturmado com os jovens gritaram alegres.

— Você consegue imagina-los em nossos lugares? – Shikamaru parou de observar os jovens para ver Temari negar com a cabeça. – Não sei como você e Neji conseguiram permanecer por tanto tempo.

— O tempo vai passando. – Temari chamou a atenção do Nara e virou para fitar o irmão numa conversa animada com Ino. – Só vai passando e quando você percebe já está com uma patente alta enviado garotos para ver o que um humano pode fazer com o outro. Agora sobre o Hyuuga não faço ideia. Acho que o exército fez o inverso comigo e Gaara.

Temari virou para olhar o irmão de costas para Ino, provavelmente em uma brincadeira para arrancar ainda mais risos da loira.

— Como assim? – Shikamaru inquiriu e acenou para Neji que entrava no bar.

— Acho que é a primeira vez que o vejo sorrir tanto. – Temari retornou a fitar o Nara com um sorriso singelo no rosto, o qual demostrava sua felicidade pela mudança do irmão. – Gaara não era assim, pelo contrário. Ele aprendeu a odiar cedo, muito cedo. Era distante, quieto, furioso e apenas piorou quando Kankuro morreu.

— Kankuro? – Shikamaru questionou interessado.

— Nosso irmão. – Temari mordeu o lábio inferior. – Meu pai conseguiu manda-lo para o hospital depois de dar tanta porrada. Ele acabou falecendo depois por ter pego uma infecção generalizada. Família um pouco complicada, sabe?

Temari abaixou a cabeça e em seguida fitou o irmão mais novo. Seu sorriso voltou rapidamente.

— Meses depois eu fui embora e anos mais tarde Gaara seguiu para o exército. – Temari observou Tenten segurar Neji pelo braço para que este não atrapalhasse seu irmão. – Acho que lá ele encontrou outro irmão. Anos depois descobri que Gaara tinha ingressado para forças especiais e esta foi a última notícia que tinha recebido dele até ser convocada para a Cadillac 52.

— É evidente que não são tão próximos.- Shikamaru deu um sorriso fino e Temari o retribuiu. Ambos passaram ao observar Gaara e Ino.

— Talvez não sejamos interativos um como o outro. – Temari virou rapidamente para fitar Shikamaru. – Ele é tudo que eu tenho. Tudo o que sobrou da minha família.

— Bom, o que quer que tenha acontecido com ele não foi de todo o ruim. – Shikamaru comentou sobre a nova personalidade de Gaara. — Talvez seja uma nova chance para interagir.

Temari virou-se a tempo de ver uma cena inédita aos seus olhos. E toda a melancolia da conversa que mantinham se esvaiu a ver a troca de carícias dos companheiros.

— Acho que apenas nos iremos ficar na bebida hoje. – Temari retornou a sorrir ao comentar sobre os beijos da noite e logo seu pé encontrou propositalmente uma perna do Nara embaixo da mesa em uma carícia secreta e privativa. Shikamaru sorriu e afirmou positivo deixando a garrafa na mesa.

— Apenas se você quiser.

*

— Estou de jeans! – Tenten falou alto e Neji virou para encara-la. – Olha para elas! Estão todas arrumadas elegantemente e eu de jeans azul!

— E qual é o problema do jeans azul? – Neji acenou para Shikamaru assim que o avistou no bar. Já era tarde e senão fosse pelo jeans azul não conseguiria comprar suas cervejas por conta da demora de Tenten, peça de roupa que ele insistiu para ela vestir para que ela não procurasse outra.

— Oh meu Deus! – Tenten cruzou os braços e sua expressão a denunciava que iria chorar a qualquer momento. – Jeans azul. Sou um patinho feio neste lugar.

— Elas iriam para outro lugar, Tenten. – Neji falou enquanto procurava Gaara no meio das pessoas. – Por isso estão vestidas daquele modo. Pensei que não se importava com essas coisas.

— E não me importo. – Respondeu rapidamente e suspirou.

— Gaara está lá, vamos. – Neji informou e colocou a mão nas costas da Mitsashi para ela passar a sua frente, mas está travou os passos e agarrou o seu braço. – O que foi?

— Eles estão se beijando! – Neji viu o primeiro sorriso do dia de Tenten e olhou na direção de Gaara. Tenten olhou para Naruto beijando uma desconhecida enquanto os outros conversavam animadamente entre si ou com estranhos. – Vamos embora.

— Não vai ficar? – Neji questionou sério e Tenten manteve uma expressão clara de que não, não iria ficar. – Espera-me um segundo.

Neji seguiu até o bar e foi seguido pela mulher de jeans azul. Tenten sentou-se em um banco próprio para balcões imitando o Hyuuga.

— Vai querer beber alguma coisa? – Perguntou e Tenten negou em seguida.

— Olha se não é o Hyuuga! – O barman chegou cumprimentando Neji com um aperto de mão. – Não sabia que estava na aérea. O que vai querer patrão?

— Aquela dose especial. – Tenten olhou para o homem e este sorriu aberto. Neji logo olhou para Tenten.

— O mesmo para você? – O barman questionou a Tenten. Negou em seguida e ficou vendo o homem misturar várias bebidas de alto teor alcoólico. E ele esperou. Neji esperou pelos comentários “infelizes” que tanto detestava, mas estes não vieram.

— Não vai falar nada? – Tenten o encarou rapidamente e Neji virou-se totalmente para ela. – Algo como vai morrer no primeiro gole ou adeus fígado?

— Como você está engraçado hoje. – Tenten rebateu sem ânimo.

— Como você está para baixo hoje. – Neji agradeceu a bebida e pediu pelas cervejas. – Por que estava nervosa hoje mais cedo?

Tenten cruzou ainda mais os braços e negou fazendo-se de desentendida.

— Não estava nervosa hoje mais cedo.

— Estava sim. – Neji ingeriu a bebida e trincou os dentes pelo ardor ocasionado fazendo Tenten imita-lo na careta. – Começou a falar descontroladamente e deu-me até tchau. Estava nervosa.

Pagou o que consumiu ali mesmo e pegou o fardo de garrafas despedindo-se do barman em seguida.

— Eu fiz isso quando? – Tenten desceu do banco e arregalou os olhos a ver uma cena inacreditável.

— Você sabe. – Mas Neji chamou sua atenção. – O que você tem afinal?

— Não é meu dia favorito.

— O que podemos fazer, senhora? – Neji parou de caminhar e Tenten conteve o sorriso. – Para melhorar o seu dia.

— O efeito dessa bebida é rápido, não? – E quem sorriu foi o Hyuuga. – Sobe rápido para a cabeça.

Tenten justificou de forma descontraída a nova face do Hyuuga. Pela primeira vez no dia.

— Aguardando resposta. – Neji retomou quando já estavam no carro. Tenten negou mesmo mantendo um sorriso no rosto.

— Eu só quero ir para casa. – Neji afirmou e seu resultado animador se esvaiu junto com o barulho do motor. Tenten voltou para o seu silêncio tão atípico a sua personalidade e até mesmo preocupante.

— Está bem.

*

— Eu não acredito! – Hinata comentou um pouco incrédula. – É a terceira garota que ele está beijando.

E se não fosse pelo riso e pela segunda garrafa pela metade Sasuke não saberia dizer se Hinata estava ou não bêbada porque quem estava bêbado era ele.

— Você não viu nada ainda. – Comentou totalmente largado no seu assento. – Vai piorar, acredite.

Hinata afirmou, virou outra dose e encostou no encosto feito Sasuke.

— Acredito sem nem mesmo ponderar. – Sasuke soltou um suspiro e passou a mão no cabelo.

— E você não vai beijar ninguém? – Hinata virou a cabeça minimamente para fita-lo. – Tem um cara te olhando a noite toda.

Hinata olhou para a direção indicada pelo Uchiha encontrando um homem observando-os. Hinata esfregou um dos olhos e começou a rir.

— Ele não está olhando para mim, Sasuke. – Esperou pela reação do Uchiha, a qual não passou de leve jogar de ombros para cima. – Estou em missão e não vim aqui para sair beijando meio mundo.

— Que coisa, acho que não avisaram Naruto sobre isso. – Sasuke rebateu e Hinata riu. Era verdade, a missão não impedia Naruto de interagir com as pessoas.

— E você? – Hinata questionou sobre os prováveis envolvimentos que Sasuke poderia ter naquela noite. – Sasuke, não tem ninguém flertando com você?

Hinata procurou por olhares direcionados ao Uchiha e aparentemente não encontrou nem um par de olhos esbeltos. Sasuke suspirou e deixou uma expressão desanimadora na face.

— Quem sou eu perto do loiro de porte atlético e extrovertido? – Sasuke perguntou retoricamente e a ver de Hinata o Uzumaki chamava a atenção na mesma intensidade que o Uchiha, mas por alguma razão as pessoas em geral estavam inibidas a se aproximarem do moreno.

— Isso não explica. – A Hyuuga apontou o dedo para cima rapidamente completamente bêbada e Sasuke franziu o cenho tentando achar uma explicação mais plausível pelo desinteresse das mulheres em si.

— Temos duas explicações. – Sasuke começou e Hinata se aproximou mais do piloto afim de ouvi-lo melhor. – De duas, uma: Estão pensando que somos um casal ou elas estão pensando que minha orientação sexual não envolve mulheres, como o rapaz ali.

Sasuke apontou para o homem do outro lado do bar, o qual ele disse estar interessado em Hinata.

— Pode ser isso. – Hinata afirmou positivo vendo lógica nas explicações. Sasuke sorriu fino e negou com a cabeça.

— Dizem que beijo mal também. – Hinata o fitou desconfiada e desacreditada logo abrindo outro sorriso. – Deve estar estampado na minha testa.

Sasuke passou a ponta da língua no lábio inferior e Hinata arqueou ambas sobrancelhas.

— Isso costuma funcionar para você? – Perguntou segundos depois com um sorriso repuxado e Sasuke deixou uma expressão pensativa na face.

— Na verdade é a primeira vez que uso essa tática. – Respondeu e aproximou-se ainda mais da Hyuuga. Hinata sorriu, deixou a garrafa na mesa e umedeceu o próprio lábio inferior em seguida.

— Bom, vamos verificar o quão ruim é. – A mão da piloto pousou na face do Uchiha, sentiu os lábios do homem logo depois e a língua encontrar a sua. Notou a mão de Sasuke pousar em sua nuca e segura-la por mais um instante entre seus lábios. – Não é nada ruim.

Hinata falou baixo assim que o contato cessou. Cerrou os olhos sentido a cabeça pesar e Sasuke balançou a sua ligeiramente um pouco desnorteado. O que estava acontecendo? Silêncio.

— Isso não deveria ter acontecido. – Sasuke começou, quando o arrependimento instantâneo o golpeou na consciência.

— Estamos bêbados demais. – Hinata justificou o ato impensado. Olhou para Sasuke e tentou sorrir, mas falhou. – Isso não muda nada, não é?

— Não, continua a mesma coisa. – Sasuke respondeu à pergunta sobre a relação entre os dois. Aquilo tinha sido um beijo gerado pela bebida e que morreria ali: naquela mesa de bar.

— Está bem. – Hinata arrumou-se e inspirou ar enquanto Sasuke avaliava as pessoas no bar a procura de uma especifica. – Vou ao toalete, podemos ir embora depois?

— Claro. – Sasuke a fitou e Hinata acenou positivo. – Te espero aqui.

*

— Sim, podemos ir para onde você quiser. – Naruto murmurava no ouvido de uma desconhecida, mas antes de beija-la novamente procurou por Sasuke. A ver a cena Naruto retirou as mãos da cintura da mulher e se afastou minimamente. – Qual é, Sasuke?

Mal terminou sua pergunta em relação ao beijo compartilhado entre os companheiros e Naruto procurou por uma mulher.

— Sakura, onde está você? – Lembrou-se da recém amiga, a qual ele tinha perdido de vista assim que aquela mulher o interessou. Naruto se despediu e desculpou-se ao ver o gesto de Sasuke o chamando para ir embora. Apontou em direção aos banheiros indicando que iria usá-lo primeiro fazendo Sasuke permanecer sozinho.

*

— Não entendo o que você está falando. – Sakura repetia pela terceira vez na conversa que dividia com um homem de feição atrativa. – Desculpe.

Sorriu e estendeu a mão para o rapaz que tentou conquista-la e serviu de companhia desde que Naruto saiu com uma desconhecida. O aperto de mão foi dado e Sakura pediu para o barman duas doses de bebida. Uma para ela e outra para Sasuke. Enfim conseguiria retomar a conversa com o Uchiha.

Virou-se com os copos em mão e ao olhar para mesa onde Sasuke estava seu sorriso fino foi desmanchando e por fim virou um bico. Sasuke e Hinata estavam se beijando.

Sentou-se no banco novamente sem um pensamento definido na cabeça: eram milhares e naquele momento até coisas do colégio a Haruno se recordou.

A ver que Hinata evadiu-se ainda permaneceu no mesmo lugar e procurou por Naruto rapidamente. Cruzou os braços como pode devido aos copos e mordeu o lábio inferior ainda olhando para o moreno. Logo balançou a cabeça em negativo e sorriu rapidamente. Não tinha porquê ficar decepcionada, mesmo que desejasse aquele beijo, entretanto o sentimento que ainda tinha para com Sasuke era novo, definido e restrito a amizade. Se Hinata e Sasuke estavam evoluindo a relação deles de amizade para amizade colorida era um problema restrito dos dois e não cabia a si.

Levantou e seguiu até a mesa em linha reta. Não tinha o porquê ficar magoada, decepcionada, chateada com Hinata ou brava com Sasuke. Ambos eram amigos próximos feito ela e Naruto.

Sasuke viu um sorriso aberto para si e imediatamente juntou as sobrancelhas. Sakura pensava em fazer o mesmo com Naruto, mas não tinha o porquê visto que nenhum dos dois desejavam aquilo. E bem, o loiro já tinha beijado metade do bar. Exagero!

— Aí está você. – Sasuke trincou os dentes rapidamente e arrumou-se no assento. – Onde você estava?

Sakura o viu passar a mão rapidamente no cabelo e arregalar os olhos rapidamente como se estivesse tentando manter a consciência.

— Estava tomando um ar. – Mentiu e Sasuke aliviou toda a tensão que tinha juntado nos músculos ao pensar na possiblidade de Sakura ter visto o que estava fazendo a pouco. Cabeça não via motivo para essa preocupação, mas o seu corpo sim. Sakura manteve o sorriso fino na face. – Aqui está muito calor.

— Um pouco. – Sasuke concordou. – Tudo bem para você irmos embora agora?

Sasuke fitou os olhos verdes cintilantes enquanto sentia um sentimento estranho. Talvez fosse o arrependimento de ter beijado a amiga, mas antes ela do que Temari! Seria um desastre catastrófico ou nem tanto.

— Nenhum. – Sakura virou um copo e o bateu na mesa pegando a outra dose que tinha trazido para Sasuke. – Vamos antes que o resto da dignidade que tenho acabe.

Sasuke escutou, passou a mão nos próprios lábios retirando o resquício de batom com o seu arrependimento estourando sua cara por algum motivo não identificado.

— O que? – Outro sorriso aberto da rosada e Sasuke não conseguia compreende-la. – Como assim o resto de dignidade?

— Estava conversando com um cara sem saber falar no seu idioma. – Sakura riu e observou a feição do Uchiha. – Pensou que era o que?

— Não, não pensei nada. – Sasuke passou a mão pela face e respirou fundo ainda sob análise de Sakura. – Pensei que o tempo que passa com Naruto já tivesse te mostrado que dignidade não é importante.

— Você tem razão. – Sakura ingeriu outra dose. – Ele beijou metade do bar, senão todas as garotas.

— Todas? – Sasuke questionou. – Não iria ser a primeira vez.

— Estou sendo exagerada. – Sakura o encarou rapidamente e voltou a olhar para as pessoas. Segurou a garrafa na mesa afim de beber mais um pouco, mas Sasuke a impediu.

— Estou completamente bêbado. Aliás estou vendo duas de você, não acho que serei um bom motorista. – Sasuke começou e lembrou-se dos amigos a vê-los saindo juntos do banheiro. – Naruto e Hinata irão conosco. Espero que não se importe.

Sakura afirmou positivo e com o polegar limpou o resquício do batom rente ao lábio inferior de Sasuke.

— Não me importo. – Arrematou a conversa e a limpeza do produto de beleza no exato momento que Hinata chegou.

*

2:40 horas – Costa Rica.

— Tem certeza que não vai querer? – Neji questionou assim que abriu a quinta garrafa de cerveja. Deitada no sofá, trocando de canal frequentemente Tenten apenas negou. E os olhos castanhos e irritadiços o fulminou.

— Você ao menos pode guardar o rifle? – Tenten questionou e Neji observou a arma sobre o colo enquanto ele segurava um livro informativo de temporada de pesca com uma mão e a cerveja com a outra.

Largou a revista sobre a mesa ampla de centro, pegou a arma e a empurrou para debaixo do sofá que ocupava. Encarou Tenten que retornou a trocar de canal.

— Obrigada. – Agradeceu o acato do seu pedido e Neji cruzou os braços deixando a cerveja e a revista de lado para observar Tenten.

— Não vai mesmo dizer o que está acontecendo? — Tenten virou o rosto para encarar com olhos vazios e negou com a cabeça. – Está bem. Caso queira falar estou ouvindo.

— Você está bêbado. – Tenten pontuou e apoiou a cabeça na palma da mão. Desligou o aparelho midiático, sentou-se no sofá e passou a encarar o Hyuuga. – Odeio bebidas.

Neji parou a boca da garrafa perto dos lábios e não ingeriu. Tenten passou a mão na nuca mantendo uma seriedade gritante. Feito crianças que não gostam de ver os pais bebendo porque sabe o que acontece depois.

— Aparentemente você também não gosta de jeans azul, não gosta desta data, não gosta de armas. – Neji começou a pontuar e Tenten abaixou a cabeça. – Mais alguma coisa que eu deva saber?

— Eu gosto de jeans azul. – Tenten suspirou, deitou novamente no sofá cobriu o rosto com as mãos. – Do resto não tenho muita certeza.

A voz um pouco turva a denunciou o estado melancólico que estava e o suspiro gerado pelo choro silencioso foi audível. Tenten estava chorando e por isso virou deixando Neji de lado.

— A coisa deve ser séria. – Comentou baixo consigo mesmo e foi sua vez de passar a mão na nuca. Manteve-se em silêncio, fitou o relógio verificando o horário. Levantou-se e decidiu deixa-la sozinha, visto que Tenten não queria companhia e aparentemente a sua pior ainda.

Tenten tirou uma mão da face quando sentiu a falta de iluminação. Sentou-se rapidamente no sofá e passou os dedos indicadores embaixo dos olhos para apagar o caminho das poucas lágrimas. Neji tinha deixando-a sozinha.

— No escuro. – A expressão chorosa regressou. – No dia do meu aniversário.

As mãos voltaram para a face, mas não foi o suficiente para esconder o retorno das luzes. Tenten retirou uma mão do rosto e o viu de pé rente a escada mantendo o dedo no interruptor.

— Hoje é o seu aniversário? – Neji questionou descrente e paciente. – E por que não nos contou?

Tenten o viu se aproximar e sentar-se ao seu lado devagar e complacente.

— Por que contaria? – Questionou retornando a cruzar os braços. Enquanto Neji tentava associar o abatimento a data comemorativa.

— Para parabeniza-la ou presenteá-la? – Neji deixou a cabeça descansar no encosto do sofá e levou a mão até os próprios olhos pressionando o cenho logo depois com seu evidente cansaço. – São bons motivos para contar, não acha?

Tenten parou de observar o nada para encara-lo rapidamente até lembrar que estava com os olhos avermelhados. Odiava seu aniversário.

— Não acho que cabe presentes e felicitações pelo meu nascimento. – Tenten começou séria e tentou manter sua tristeza sob controle. – Nascer e ser entregue para a adoção no mesmo dia? Não tem motivo para comemorar algo que ninguém quis.

Referia-se aos pais biológicos, os quais a entregaram para adoção e aos possíveis pais adotivos que poderia ter tido, mas não teve. A mão não voltou para o rosto e os olhos ficaram ainda mais vermelhos e marejados.

— Eu não acho. – Neji começou minutos depois após associar aquela Tenten com a mulher que conhecia até o momento. Tenten ao ouvir limpou uma lágrima rapidamente e comprimiu os lábios.

— Não?

— Não acho. – Neji negou. – Poderia ter aproveitado que é o seu aniversário e que você está de jeans azul para leva-la para jantar.

Tenten juntou as sobrancelhas rapidamente, olhou para o jeans e não viu logica nenhuma no que ouviu. Nem a parte do jantar e nem mesmo a parte do jeans azul, mas acabou deixando um riso fraco escapar.

— Para jantar? — Tenten puxou uma almofada para cima do colo e Neji ficou um pouco congelado diante da situação. Não sabia confortar pessoas tristes.

— Sim, jantar. – Encarou-a e notou os fios escapando do coque alto e Tenten tentando fingir que já estava tudo bem. – Meu pai levava minha mãe para jantar em todos os seus aniversários. Não importava o que acontecia ele sempre aparecia e arrancava o sorriso mais bonito da minha mãe.

Tenten deixou outro sorriso efêmero escapar ao imaginar a cena e arrumou as pernas no sofá. Isso não era muito, mas com a carreira era militar tudo adquiria outro sentido.

— Que romântico.

— Até a maldita carta informativa chegar. – Neji franziu o cenho e Tenten retornou com sua expressão tristonha. – Eu poderia ter o imitado e te levado para jantar.

Disse um pouco embriagado, um tanto comovido e complacente com o momento. O silêncio retornou em seguida. Tenten afundou-se em suas reflexões e Neji em suas lembranças. Segundos depois ele a observou. Tenten o viu pegar um objeto decorativo da mesa de centro e observou cada gesto atentamente. Neji lhe estendeu o objeto em seguida.

— Desculpe não ter comprado nada. — Tenten riu e o olhou rapidamente, logo em seguida aproveitando a proximidade para tentar esconder o rosto entre o sofá fofo e o ombro de Neji totalmente abatida. – É que eu não sabia. Feliz aniversário.

Tenten pegou o objeto e apoiou sobre a almofada após arrumar a postura. Destinando um sorriso sem mostrar os dentes ao seu companheiro. Neji riu rapidamente e negou com a cabeça. Definitivamente ele não sabia lidar com pessoas.

— Eu adorei. – Tenten começou. – Obrigada. Deveria ter te falado, iria gostar de ir jantar com você.

— Disto já não tenho certeza. – Tenten sorriu e o olhou de soslaio. Neji verificou o horário vendo que estava de madrugada e nenhum estabelecimento estaria aberto. – Sabe, vou fazer um jantar para você.

— O que? – Tenten questionou surpresa. Aquilo fugia completamente da personalidade do Hyuuga ou era ela que não o conhecia por inteiro. Neji levantou e seguiu para cozinha. Não mais do que segundos foram gastos para Tenten segui-lo com um sorriso na face.

— Não precisa fazer isso. – Tenten enfiou ambas mãos no bolso traseiro do jeans azul, agora, em um estado diferente: em uma felicidade nova.

— Eu sei, mas eu quero. – Neji a encarou. – E para título de informação: adoro jeans azul.

Tenten deixou a boca abrir e a surpresa visível. Logo abrindo o sorriso que ela distribuía por aí aos montes. Aquele que Neji era acostumado.

Neji viu ela sentar no banco próprio para balcões enquanto ele preparava os utensílios domésticos.

— Gaara não vai acreditar. – Tenten começou com sua habitual áurea extrovertida e recebeu a mesma feição séria habitual do Hyuuga a fazendo rir em seguida.

— Ele não vai acreditar porque não vai saber. – Neji apontou rapidamente para Tenten com a faca de cozinha. Tenten arregalou os olhos velozmente como se estivesse sendo ameaçada com o utensilio cortante, o que não era verdade. Mas mesmo assim juntou os dedos indicadores formando um X e os levou até os lábios em um sinal de que não diria nada. Neji viu, sorriu e afirmou. E chegou à conclusão que por Tenten fazia coisas “ estranhas”

*

Já não estavam exatamente no balcão de bar, mas o beijo que iniciaram prosseguia ora de forma mais voluptuosa outra mais calma. Agitação no bar tinha diminuído, o movimento também, mas Ino e Gaara ainda permaneciam no local.

— Quer ir para um lugar mais reservado? – Ino inquiriu assim que se desvencilhou dos lábios de Gaara. Homem que a encarou e sorriu ligeiramente. Geralmente era Gaara a fazer aquele tipo de convite, o qual indicava que não iriam ficar apenas no ósculo.

— Você está bêbada, não? – Ino o fulminou e Gaara levantou as sobrancelhas. – Apenas não quero ser morto ao acordar do seu lado nu.

Ino riu da maneira que o Sabaku justificou a preocupação para com a capacidade de fazer escolhas de Ino, sendo que a seu ver fazer sexo com pessoas bêbadas não era o seu estado preferido. Preferia ter certeza do consentimento de ambas partes. E a ver de Gaara isso era algo que ele gostava em si, mesmo as vezes, tendo atitude machistas. Entretanto aquela preocupação dobrou de tamanho. Não porque poderia ser morto ao acordar nu ao lado da Yamanaka, na verdade era por era ela. Era Ino e era diferente.

— Se quer saber se estou com capacidade para saber se quero ou não dormir com você a resposta é positiva. – Ino falou rapidamente sem enrolar as palavras e Gaara sorriu. – Quer que faça uma conta básica de matemática?

Ino riu da expressão que Gaara deixou em evidência. Ino era mais do que cruel na maioria das vezes.

— Não será preciso. – Levou uma mecha loira para detrás da orelha da Yamanaka sem quebrar o contato visual. – A questão é: você ainda vai me amar amanhã de manhã?

Ino gargalhou e conteve-se rapidamente. Gaara não perdia a piada nem mesmo em momentos como aquele, mas Ino sabia que ele estava tenso pela rigidez de seus músculos abaixo da nuca, onde ela acariciava preguiçosamente. Contudo ela não entendia o porquê. Por que Gaara estava nervoso?

— Não era eu que deveria dizer isso? – E a vez de rir foi dele. Gaara afirmou e depois negou.

— Acho que isso não é importante.

— Eu posso tentar. – Ino respondeu à pergunta de forma divertida. Não saberiam como seria a relação, agora, harmônica quando acordassem.

— Eu também posso tentar. – Gaara a copiou e não obstante com os beijos até o momento retornou a beija-la nos lábios.

E os beijos se estenderiam por outras extensões, quando sua camisa fosse retirada e nada mais impedisse o contato mais profundo dos corpos. Gaara cobriria cada centímetro de pele com os seus beijos, essa era a sua única certeza.

*

3: 30 da manhã – Costa Rica.

— Isso está horrível! – Tenten riu alto e engoliu o macarrão que fora feito para si. Os olhos já não estavam vermelhos e a tristeza já tinha se esvaído. Neji virou para encara-la rapidamente um pouco desacreditado no que ouviu. Não estava tão ruim assim, estava?

— Garanto que me esforcei. – Deixou de lavar a louça que usou para preparar o jantar em plena madrugada em comemoração ao aniversário da Mitsashi para provar o alimento. – Não pode estar tão ruim como você diz.

Tenten segurou o riso a vê-lo pegar um garfo e enrolar o macarrão, a única coisa que Neji sabia cozinhar, mais ou menos. Esperou pacientemente ele levar o alimento até a boca e a cada expressão de desgosto do Hyuuga, Tenten segurava o riso e a vermelhidão de seu rosto apenas aumentava e desta vez não era por conta do choro. Era pelas risadas.

Neji mastigou e engoliu a quantidade que pôs na boca. Tenten empurrou o próprio copo de suco e Neji aceitou sem pensar duas vezes.

— Não está tão ruim como disse. – Apressou-se e Tenten afirmou. Não estava ruim, estava horrível. – Apenas um pouco temperado demais.

— Ah, claro que sim. – Tenten tentou ter um pouco de seriedade no momento. – Apenas tem aproximadamente uns dez quilos de sal. O macarrão não está cozinho totalmente e algo não tão importante assim, na verdade apenas um detalhe: o molho está frio.

Neji trincou os dentes rapidamente, mas a ver o riso de Tenten também sorriu. Era fato que não sabia cozinhar.

— Não sabia que estava tão ruim assim. – Neji apoiou as mãos na mesa e crispou os lábios. Tenten escorou os dois cotovelos e apoiou o maxilar nas palmas da mão olhando-o com um sorriso enorme no rosto. – Mas está melhor que larva, não?

Tenten torceu o rosto rapidamente e Neji riu voltando a lavar a louça. Tenten levantou-se e seguiu até a geladeira.

— Olha, em todos esses anos que estou no exército nunca precisei alimentar-me de bichinho. – Neji escutou e franziu as sobrancelhas. Era assim que Tenten se referia a larvas e insetos nutritivos. – Mas acho que seu macarrão está melhor.

— Obrigado. – Neji enxugou as mãos e ficou observando Tenten abriu a geladeira e pegar algo. Assim que viu o que era deixou sua insatisfação visível. – Vai comer o Iogurte da Ino? Tem outras coisas aí, Tenten!

— E ainda é o último. – Tenten abriu o iogurte e pegou uma colher tendo a atitude reprovada por Neji. – Ter até tem, mas não são gostosas como esse. Sei que ela pediu para não mexer porque faz parte de uma dieta dela, mas hoje é o meu aniversário.

— Você alterna bem em relação ao seu aniversário. – Neji apontou e Tenten jogou os ombros para cima. Alternância, porque horas antes ela estava chorando e no momento usava a data para justificar o ato. – Ela vai voar na sua garganta.

— Credo, Neji. – Tenten deu uma colherada e apontou para o Hyuuga com o utensílio. – É só um iogurte e além do mais para todos os efeitos foi você quem comeu.

— Isso porque é apenas um iogurte, não? – Neji se aproximou de Tenten encostada na geladeira. A mulher afirmou, afinal Ino não ralharia com Neji pelo consumo do alimento chave para sua dieta regrada, a qual estava em fase final. – Então, mereço um pouco visto que a garganta em questão é a minha.

Tenten concordar e encheu a colher em seguida fazendo um típico gesto de “ se não deixar eu lhe dar não irá receber” fazendo Neji negar e aceitar os seus termos. Logo o Hyuuga apreciou o Iogurte e Tenten percebeu o quão próximo estavam. E finalmente a ficha caiu que a colher não seria a única coisa a tocar a sua boca.

Os lábios se encontraram logo depois em um ritmo nem sôfrego e nem paralitico. O gosto do alimento adquiriu tonicidade ao misturar-se em paladares duplos. Tenten, elevou os braços para deixar a colher e a embalagem em cima da geladeira a fim de ficar com as mãos livres. Logo o contato frio e metálico da geladeira com as costas de Tenten foi quebrado, foi interrompido por um dos braços do Hyuuga a toma-la por completo para si e para perto.

Tenten deixou de acariciar a nuca para abraça-lo por debaixo dos braços o apertando em um abraço como se Neji fosse uma pessoa importante, como de fato estava tornando-se.

Tenten esbarrou a mão no cós da calça e afastou os lábios rapidamente. Neji estranhou e a fitou diretamente nos olhos castanhos.

— O que foi? – Tenten negou com a cabeça e retirou o objeto debaixo da camisa de Neji, o qual cerrou os olhos.

— Está armado? – Retirou o revolver da cintura de Neji e tentou manter a seriedade. Em quão alto o nível psicológico de Neji estava afetado?

— Desculpe. – Pediu sincero e Tenten negou encenando um falso drama.

— Não desculpo.

— Não?

— Não.

As mãos da Mitsashi voltaram para onde estavam e os lábios tiveram o mesmo rumo logo em seguida. Milésimos, segundos ou minutos passaram até o ar finalmente faltar e Tenten receber o seu primeiro abraço demorado de feliz aniversário.

— Foi o melhor aniversário que tive até agora. – Falou baixo, visto que não tinha necessidade de usar todo o potencial de sua voz. Neji inspirou ar próximo a pele de Tenten consequentemente inalando o seu perfume.

— Acho que você está um pouco mais velha agora. – Neji referia-se ao fato da maturidade de Tenten em comparação com a sua, na verdade de idades. Se olharam e não desfizeram o contato até que a embalagem aparentemente vazia despescou de cima da geladeira acertando a cabeça de Tenten e derramando iogurte no jeans azul que ela usava, arrancando um riso de ambos.

— Eu, você e jeans azul. – Tenten começou lembrando do que ele havia dito em relação a peça. Escutaram a porta bater e vozes virem do outro cômodo. O tempo tinha acabado.

— E iogurte. – Neji afastou-se e Tenten apressou-se em arrumar sua bagunça. Pedindo para uma divindade suprema que não fosse Ino entrando pela porta. Bem que, um certo Hyuuga assumiria a culpa caso fosse necessário.

Notas finais
Pois é! Tenho tanta coisa para falar que nem sei por onde começar. Bom, meu amor por NejiTen já não cabe em Saturno. E como pode ver a bebida faz milagres e causa estragos, como por exemplo um momento SasuHina. É, gente! Desta vez realmente foi culpa da bebida, mas os personagens também sentiram vontade, afinal quando um não quer dois não vão. Mas tia, não é SasuSaku? É sim! Mas por conta do beijinho dos dois os personagens envolvidos terão mais destaque, bem como os seus respectivos parceiros. A meu ver Sakura fez bonito. Agiu feito uma mulher que sabe distinguir relações e agiu de forma madura. Agora não sei concordam comigo. HAHAHA. GaaIno evoluíram o grau da relação deles! :D Quem diria que iriam avançar tanto o “sinal” assim. Espero que vocês tenham notado que o interesse tanto dela por ele e vice versa vem sendo trabalhado sorrateiramente desde do quinto capítulo. Então, eles transaram neste sim ou sim? Hahaha, espero que tenha ficado claro lá no capítulo. Diferente de GaaIno, ShikaTema pendeu para o outro lado, mesmo com uma passada de perna por debaixo da mesa. Tiveram uma conversa sobre conflitos e digo que todas as reflexões de Shikamaru saíram de filmes, documentários, livros que tratam da primeira e segunda guerra mundial. Principalmente o estado psicológico dos soldados que são submetidos a combate. A Sakura me representa neste capítulo Hahaha. Já ouviram este negócio de Bate-estaca? Outro dia virei para minha mãe e falei: que música bate-estaca! Ela me olhou e fez que nem o Sasuke: Bate o que? Gente, não sei de onde tirei isso! Mas procede, viu. Viram também que era o aniversário de Tenten? E como ela estava para baixo? Viram também a fixação de Neji por armas bélicas? Viram que Gaara nem sempre foi assim? Viram que Hinata estava beijando o Sasuke, mas contando com quantas mulheres Naruto interagia? E o que dizer das gomas de mascar e dos fios vermelhos? Ou até mesmo de um certo Jeans azul? Está bem, não irei falar mais nada. HAHAHA. Mentira. Agora recomendações para quem tem estomago forte e se interessa pela segunda guerra mundial. Tem três filmes que gostei muito, na verdade 2: Até o último homem, Fury ou Corações de Ferro e Círculo de fogo. Sendo o último o meu martírio, pois procuro ele e não acho para assistir T.T São ótimos filmes. Até o último homem é baseado em fatos reais, como a série Band of Brothers com dez capítulos que conta a história 101º do regimento de paraquedistas da companhia Easy. Para o mundo que quero descer com essa série. Triste, triste, triste. (Isso porque não assisti tudo) Vale muito a pena assistir. Bom, por hoje é só. HAHAHA. Espero que tenham gostado do capítulo! Vejo vocês por aí? Beijos ♥