Combatentes

13 Equipe II - Em rota de colisão - Parte II


Notas iniciais
Lembrem-se: sem compromisso com a realidade. Continuando com a leitura ^^

03 horas antes, aproximadamente Deserto de Gobi – Base militar russa, Mongólia.

— Preste atenção! – Shikamaru exclamava de forma calma. Fitava com uma continuidade gritante o rosto do General, mesmo este estando com um capuz na cabeça. Dentre trinta minutos invadiriam a base militar russa. – O senhor não alarmara sobre a situação. Está ouvindo isso aqui?

O Nara pediu com o olhar o revolver que Gaara segurava e o seu pedido foi atendido. Gaara lançou o revolver e Shikamaru o pegou no ar, destravou a arma e o típico barulho fez o corpo do General retesar. Fazendo Shikamaru crer que tinha assustado o homem suficiente para uma colaboração pacifica.

— Vou estourar os seus miolos. Acho bom que comece a falar a respeito de uma operação que participou a um tempo. – Shikamaru se afastou do homem para sentar se próximo a Ino do outro lado do furgão.

— Estoure. – Todos escutaram atentos a declaração do Sarutobi. – Não irei contribuir com nenhuma informação. Mesmo sabendo que vocês estarão mortos até o final da noite.

Shikamaru acendeu outro cigarro. Olhou para Ino, está estava um pouco debilitada. Gaara parecia querer socar meio mundo. Tenten estava no banco passageiro com um hematoma enorme no rosto enquanto Neji dirigia em alta velocidade. Estava em tempo de abortar a missão. Não poderia arriscar a vida de seus colegas naquela missão, claramente, suicida. Porque, via de regra, ninguém rapta um General e invade uma base militar logo depois.

— Isso é o que iremos ver. – Shikamaru rebateu minutos depois. – Vamos fazer umas mudanças de plano.

Shikamaru levantou com as costas arqueadas e seguiu até a frente do furgão. Tenten cedeu a atenção para o Nara, quando este colocou a mão em seu ombro.

— Quero que fique aqui. – A Mitsashi não questionou, mas recebeu um olhar questionador do Hyuuga. – Seu colega também vai ficar.

Shikamaru apontou para Ino. Não achava prudente ficar falando nomes e indicando sexos dos integrantes na presença do General. Ino iria questionar, mas Shikamaru negou e apontou para Hizuren.

— Chegamos. – Neji informou e desceu do furgão. Abriu a porta traseira do furgão deixando um frio terrível entrar. Ino desceu e ocupou o lugar que Neji estava anteriormente. Espremeu os olhos a ver a base a quilômetros à frente. O furgão balançou, quando Neji e Shikamaru começaram a trocar a roupa pela farda similar à que Gaara usava. Iriam se passar por oficiais.

Gaara desceu em silencio e sumiu no meio da nevasca. Minutos depois se aproximou dirigindo um automóvel utilizado pelo exército. Puxou o General pelos braços e colocou no outro carro batendo a porta logo em seguida.

— Iremos tentar abstrair toda informação possível dos servidores. – Shikamaru começou a explicar enquanto terminava de calçar as botas. Ino e Tenten olharam para trás e viram os dois homens ainda sem a camisa. – Ino, está vendo este notebook? Ele estará recebendo os dados. Tome conta dele, está bem?

— Entendido. – Ino respondeu séria e sua atenção foi chamada para fora do furgão, onde Gaara batia em sua janela. Ino abaixou o vidro e encarou o Sabaku.

— Você está legal? – Gaara questionou sincero. Ino não parecia muito bem. A loira afirmou positivo. – Fico contente. Então até mais, eu acho.

Gaara se afastou. Estava incerto sobre o seu retorno. Estava começando a crer que iria morrer ali. Na mão dos russos do modo que ele sempre temeu. Ino ficou vendo ele se afastar até Shikamaru chamar novamente sua atenção.

— Pretendemos regressar entre quarenta minutos. – Shikamaru colocou o quepe. – Se os transvios de dados forem concluídos deixem o local. A missão é mais importante do que...

Shikamaru iria informar o porquê, mas cessou. Não queria dizer para elas partirem e deixarem eles para trás.

— Não é para ir nos buscar, caso o nosso tempo escoe. – Neji prosseguiu. – Entenderam?

Frisou olhando diretamente para Tenten, mas quem concordou foi Ino. Pegaram o equipamento na bolsa preta e cessaram próximo a porta aberta olhando para as duas quietas demais. Onde estava o costumeiro bate-boca?

— Não se esquecem. – Tenten começou. – Quarenta minutos.

Ino concluiu. Shikamaru pulou da traseira e Neji o copiou. Estavam em rota de colisão. E em questões de minutos, de raciocínio e habilidade, tudo poderia virar um grande improviso. Porque planos e treinamentos ficam de lado, quando se está na ponta de uma faca ou na mira de um cano da arma.

*

15 horas antes. Base militar russa, Mongólia.

Gaara no volante, Shikamaru ao seu lado. No banco de trás do carro de campanha Neji e o General, o último sendo ameaçado com uma faca próxima ao miocárdio escondida perfeitamente aos olhos de terceiros.

A cancela da guarita continuava no mesmo lugar. Gaara sentiu a garganta ressecar assim que o soldado responsável pelo ingresso na base se aproximou do veículo. Shikamaru olhou para ele. Tudo poderia dar errado ali.

Abaixou os vidros, quando assim foi ordenado pelo soldado em um gesto de mão. Gaara olhou para Neji, o qual perfurou a farda elegante do General devido a pressão que fazia. Hiruzen o fitou com os cantos dos olhos.

— Despache o soldado. – O Hyuuga murmurou e o frio metálico da faca encostou na pele do General exatamente quando o soldado se abaixou e o viu.

Uma palavra, apenas um comando levaria tudo por água abaixo. A faca começava a perfurar a pele, quando o soldado automaticamente cedeu a permissão ao reconhecer o General. Gaara acelerou sem causar alarde. E assim que a guarita ficou para trás fitou o General pelo retrovisor.

— Eu mesmo vou cuidar de você quando isso acabar. – Gaara estacionou o carro, mas ninguém desceu do automóvel.

— Colabore conosco, senhor Hiruzen. – Shikamaru manifestou-se de forma calma. – Caso contrário não será o único a morrer hoje.

Shikamaru mostrou uma foto de uma criança no celular e o senhor visivelmente desmanchou sua pose. Era a neta do General e obviamente um blefe do Nara. Porque Shikamaru jamais faria algo do gênero.

— Está blefando. – O senhor começou. – Ela está em outro país em total segurança.

— Meus parceiros confirmam isso. – Shikamaru fitou o homem pelo retrovisor. – Os ares de Paris transmite mesmo romantismo. Quem sabe você não possa visita-la quando nosso passeio terminar?

Hiruzen ficou branco feito papel. Era tão fácil obter informações de civis. Desceram do automóvel. E marcharam elegantemente até a edificação S.

— Sabe, o senhor deveria tomar mais cuidado ao se envolver em transações de alto risco. – Neji pontuou de forma pacifica enquanto seus colegas andavam a frente. – Porque não gostaria de receber a orelha de sua neta numa caixa de presente, não é?

— Com certeza não. – Hiruzen rebateu ainda incerto sobre aquela ameaça. Havia controvérsias nas informações apresentadas. Horas antes verificou a segurança de seus familiares e agora sofria uma ameaça verbal, mas de fonte duvidável.

Ingressaram no corredor e a tensão no ar parecia piorar todas as coisas, entretanto o que piorava era ver um número considerável de soldados passeando pelos corredores. Alguma coisa estava errada.

Será que eles, os soldados, já tinham descoberto a invasão? Não. Aquilo não era possível. Shikamaru olhou o relógio de pulso. Olhou para Gaara centrado demais e para um Neji calmo demais.

Era algo estranho de se pensar, mas sabia que se alguém fosse rodar naquela operação. Esse alguém seria ele. E tudo aconteceria em um flash.

Avistou a porta metálica e fez sinal para Neji empurrar o General para frente. Os quatro esperaram a movimentação do corredor acabar e ficar vazio. Gaara encostou na parede e cruzou os braços. Hiruzen fitou-o sem compreender aquele misto de paciência e fúria.

— Considere-se um homem de sorte. – Gaara começou e tanto Neji e Shikamaru seguraram o sorriso. – Propus que arrancasse somente o seu olho, mas eles disseram que era muito sangre frio fazer isso. Então, caso não encoste a porcaria do seu olho na lente de reconhecimento, garanto a você que não irei dar ouvidos a eles desta vez.

Hiruzen não duvidou sequer um momento das palavras do soldado. Sim, pois era a única certeza que tinha. Aqueles homens eram soldados e por alguma razão queriam informações. Não disseram exatamente sobre o que e muito menos por qual motivo. E a outra certeza que tinha era que, eles, iriam conseguir. Mas não tão facilmente.

Aproximou o olho esquerdo da porta e logo uma luz de reconhecimento de retina se manifestou, fez o processo de reconhecimento e a enorme porta foi destravada.

Shikamaru entrou na sala ampla junto a Hiruzen enquanto Neji fez sinal com a cabeça para Gaara ir colocar mais pressão no homem indicando que ficaria de vigia na porta.

— Agora vamos para a parte de reconhecimento digital. – Shikamaru retirou o quepe e um dispositivo do bolso. – Sinceramente não sei em que vocês estão trabalhando, mas estou louco para saber.

— Coloca as mãos aí. – Gaara ordenou e aproximou o cano do revólver e Hiruzen colocou a mão na superfície da mesa de vidro, a qual logo ativou-se e várias informações ficaram expostas. Era muita tecnologia e segurança par a uma base apenas.

Shikamaru tomou a dianteira sendo observado por Gaara e Hiruzen. Várias pastas ficaram expostas. Era muito material para verificar qual realmente serviria em algo.

— Não entendo o que pretendem ao investigar sobre a operação Cadillac 52. – Hiruzen chamou a atenção para si. Shikamaru franziu as sobrancelhas assim que derrubou o sistema de proteção de dados e começou a transvia-lo para outro servidor.

Em nenhum momento se referiu a operação Cadillac 52 na presença do General, então como ele sabia? E foi então que percebeu que deveria deixar a base.

Por três motivos.

Primeiro, eles sabiam quem eles eram. Segundo, uma brigada inteira estavam o esperando. Terceiro, o tempo estava no fim. Ino e Tenten os deixariam para trás.

— Apague-o. – Shikamaru pediu e tentou acelerar o processo. Gaara retirou uma seringa do bolso e logo aplicou no pescoço do General. Ele não se lembraria de nada quando acordasse. Não passou nem três minutos e Hiruzen foi ao chão.

Shikamaru o ajeitou na cadeira, deu comandos de segurança a ala e fitou a porcentagem. O processo ainda estava incompleto, não conseguiria obter todas as informações. Ino estava muito longe e o sistema que usava era deficiente.

— Não temos mais tempo. – Neji apareceu na porta. – Temos que deixar a unidade imediatamente.

Shikamaru afirmou e Gaara o deixou de lado. O Nara extraiu o seu dispositivo, e inseriu novos códigos usando outro procedimento para copiar. Primeiro, os dados seriam enviados para um satélite desativado, o qual ele ativaria da onde estava. Amava a tecnologia por isso. E este satélite enviaria os dados para o seu dispositivo em tempo menor e de forma mais eficaz.

— Shikamaru! Não querendo ser chato não, mas acho que a casa caiu, cara. – Gaara gritou na porta e Shikamaru bateu nas costas de Hiruzen apagado na mesa em uma comemoração pequena. Tinha conseguido um feito em tanto. E estava ansioso para contar a Temari.

Balançou a cabeça em negativo, pois Temari era a última pessoa que ele deveria lembrar no momento. Agora era fácil. Era apenas se manter no raio de trinta quilômetros próximo a base que o satélite enviaria para o notebook todas informações militares daquela base. Pegou a mão esquerda de Hiruzen e os comandos foram acatados após o reconhecimento digital.

Shikamaru correu até a porta e se espremeu para passar pelo vão da porta que fechava. Entalou. Gaara e Neji forcaram as laterais, para que, o Nara não fosse esmagado. Forçou mais um pouco a passagem e saiu ileso caindo no chão. Levantou rapidamente e colocou o quepe.

— Vamos sair. – Começaram a andar normalmente. Ao atingirem um certo corredor perceberam uma movimentação afoita dos soldados. Ah sim, era verdade. Sabiam que tinham intrusos, mas não sabiam que eram eles. Ponto positivo. O relógio de pulso apitou indicando que faltava somente dez minutos para o prazo acabar. Mas tudo bem porque era apenas sair, não era? Não.

Neji seguia na frente, quando estava preste a atingir o pátio e deixar a estrutura de concreto e aço cessou o passo fazendo que os outros parassem.

— Não tenho certeza, entretanto tive uma breve impressão de ter visto uma metralhadora. – Neji informou e verificou a munição do fuzil que carregava até então. Gaara riu e Shikamaru estranhou. Não era momento para risos.

— Sabe o que mais odeio em você, Neji? – O Hyuuga encostou na lateral de uma parede e Gaara tomou a outra para si enquanto destravava a arma. – É que suas impressões sempre estão corretas.

— No três? – Neji questionou a Gaara e Shikamaru fez sinal de pare entendendo parcialmente o que vinha a seguir.

— Opa! Espera. – Shikamaru gritou assim que Gaara começou a contar.

Um: Corre.

Dois: Se abriga.

Três: atira.

Passos simples para sobreviver a um ataque. Sobreviver, não sair inteiro. Coisas diferentes.

— Bem-vindo ao Pelotão do Improviso, cunhado! – Gaara gritou para Shikamaru. – Tente nos acompanhar.

*

Girou as chaves e logo escutou o barulho do motor. Pisou no acelerador e logo os pneus derraparam. O tempo deles tinham acabado e como ordenado deixariam o local. Ino de minuto a minuto fitava o par de olhos quentes de Tenten. A Mitsashi olhava fixamente para seu rosto.

— Ino, sei o que o Shikamaru disse, mas não quero deixá-los para trás. – Tenten começou firme e Ino continuou a dirigir a ignorando por um momento. Tentou fixar o carro em um curso reto, mas as rodas deslizavam no gelo.

— E não vamos. – Ino respondeu, quando Tenten viu o notebook alertar sobre a perda de conexão com os dados, mas o deixou de lado para olhar para Ino. – Eu não sei o que eles têm na cabeça, mas se estavam pensando que iria deixá-los e ainda acatar uma ordem prudente, entretanto ridícula só posso dizer que eles são loucos.

Tenten sorriu brevemente. Não esperava aquela atitude de Ino, porque a seu ver a Yamanaka jamais desacataria uma ordem. Totalmente ao contrário dela.

— Fico contente por isso. – Tenten pegou o dispositivo em mãos. – E acho que eles estão com problemas porque o recebimento de dados cessou. Vou tentar contatar Shikamaru.

— Acho que eles foram sem aparelhos de comunicação. – Ino acelerou. – E olha, os dados retornaram e desta vez mais rápido.

Tenten e Ino olharam para a tela e realmente o recebimento de dados estava mais veloz. Tenten e Ino se entreolharam. Aquilo era para lá de arriscado. E se eles já tivessem sidos abatidos? Se fosse uma viagem perdida e o pior: com passagem só de ida?

— Não tem farda lá trás, não é? – Tenten questionou a ver o vestido formal de Ino e sua próprio uniforme de empregada. Ino negou em seguida. – Vamos morrer de frio ao descer do carro.

— Acho que vamos morrer de qualquer jeito. – Ino disse. Se encararam e logo caíram no riso. Novamente aquela situação, mas agora não tinham ficado para trás, na verdade estavam indo fazer o possível, sonhado e amado resgate.

— Bom, posso explodir alguma coisa para esquentar. – Tenten puxou uma mochila posta no assoalho e Ino arregalou os olhos.

— Eu tenho um plano.

— Acho que ele encaixa com o meu. – Ino sorriu de canto, puxou uma faca e abriu uma fenda no vestido. Tenten retirou o grosso agasalho que iria atrapalha-la e começou a ligar uns fios em uma bomba já pronta.

A base ficou em evidência e Ino freou de forma abrupta. Logo viram as torres de vigilância e aparentemente o portão principal. Aquela estrutura era normal, estranho era a falta de balas em sua direção. Sinal de que havia um alvo dentro da base. E ambas tinham uma breve noção do que era, melhor quem era, os alvos em questão.

— Olha só! – Tenten empurrou a porta do carro. – Não é que eles servem de objetos de distração.

Desceu do carro e fixou três bombas na base do portão de metal. Uma na fenda principal e as outras duas onde ficam as dobraduras. Ino estranhou a vontade de rir, quando viu Tenten correr em direção ao carro. Não que fosse engraçado ver uma mulher de uniforme tradicional em meio a uma nevasca fixando explosivos de categoria C3 para arrombar uma base militar. Era apenas inusitado e surreal.

— No três? – Tenten questionou a Ino após pegar um rifle na traseira do furgão. Ino fitou a tela do notebook, a qual informava a quantidade da transmissão: 67%.

— No três.

*

Um braço estava na frente de seu rosto. Shikamaru feito os outros dois estavam atrás de um caminhão de campanha estacionado no pátio principal da base. A pouco metros do portão principal, o qual tinha sido fechado. Cerca de trinta a quarenta homens estavam atirando em sua direção. E a única coisa que o mantinha vivo era a proteção do caminhão e a pontaria excepcional do franco-atirador. E Gaara? Bem, Gaara estava ali ao seu lado, abaixado e atirando feito ele. A única diferença era que estava tranquilo demais.

— Foi uma péssima ideia essa de improviso. – Shikamaru comentou um pouco nervoso. Gaara parou de atirar para fita-lo.

— Você se acostuma com o tempo. – Neji escutou a perola. – Da primeira vez sempre achamos que foi uma péssima ideia.

— Não, Gaara. – Neji mirou, atirou, abateu e comentou. – Desta vez, realmente foi uma péssima ideia!

Terminou sua frase de forma mais altiva, pois uma granada explodiu nas proximidades. Neji olhou para o ruivo e viu ele com pino e concluiu que tinha sido ele a lançar a granada de mão. Aquilo era normal. O que não era normal era o esbranquiçado no rosto de Shikamaru. Talvez este não tivesse boas lembranças envolvendo granadas.

— Claro que foi! – Gaara rebateu o amigo. – Entretanto estamos em uma base militar. Melhor se expressando em uma base militar russa. Sabe minha opinião sobre isso, não é?

Neji se abrigou atrás do caminhão após abater um atirador posicionado na torre de vigilância aos risos. Shikamaru fitou aquela imagem abismado. Não era possível! Por que tinha ficado com eles mesmo? Ah sim! Falou para Temari que iria dar apenas uma “verificada” no local. Disse também que aquela dupla de combatentes não a respeitaria, muito menos acataria uma ordem e que não precisaria de um piloto. Foi por isso que ficou com eles.

— Os russos não medem esforços e muito menos as consequências. – Neji pontuou e Gaara apontou para o Hyuuga após puxar o pino de outra granada com os dentes.

— Acertou em cheio. – Gaara virou para Shikamaru. – E aí? Como vamos sair daqui?

Aquela era sem dúvida uma pergunta pertinente e de grande valor. Shikamaru queria xinga-lo, pois, o único jeito que se via saindo daquele tiroteio era num saco preto e sem vida.

— É uma ótima e diria bela questão! – Shikamaru manifestou entre dentes e iria prosseguir, quando escutou o seu nome ser dito no fone. Até tinha esquecido que o usava.

— Tenten? – Gaara olhou para Neji e este olhou para Shikamaru. – Tenten!

Gaara parou de atirar por duas razões. Primeiro por achar aquela atitude do Nara em ficar gritando nomes femininos um pouco estranha e segunda porque a seu ver Tenten não iria vir salva-lo. A parte do salva-lo não desceu muito bem pela sua garganta, porque não estava tão ruim assim a situação, estava? E ser salvo por uma mulher? Era inusitado.

— Afastem-se o máximo do portão principal.— Shikamaru se estirou no chão para ouvir melhor o comando da Mitsashi um pouco atônito. Era para Ino e Tenten estarem a quilômetros de distância.

— Temos que nos afastar do portão! – Shikamaru informou e Neji parou até de atirar. Porque aquilo era absurdo. Não tinham para onde correr. Um passo para fora do abrigo era pedir para levar um tiro.

— Não estamos em condições para afastar-nos do portão. – Rebateu um pouco irritado, porque tinha uma noção do motivo daquele pedido. E ele tinha nome e sobrenome. Iria tirar as suas dúvidas com Shikamaru, quando um estrondo enorme encobriu o som das balas. Logo um clarão se destacou entre a nevasca e Neji se jogou no chão. As costas arderam devido ao contato duro, os olhos claros viram a enorme bola de fogo surgir do nada e frangalhos de material metálico despencar do céu como se fosse chuva.

— Para debaixo do caminhão agora! – Ordenou em pleno pulmões. Gaara e Shikamaru acataram rapidamente e Neji seguiu o mesmo caminho. Logo ouviram o barulho dos frangalhos de metal em um abrigo seguro e um silencio absurdo em sequência.

— Onde estão? Está na escuta?— Shikamaru mal ouviu a voz de Tenten soar em seu fone e o tiroteio se reiniciou. Olhou para seus colegas de trabalho e deixou um sorriso fino escapar.

— Não sei se é uma ótima notícia, mas temos um resgate! – Saíram debaixo do caminhão com cuidado. Seguiram o som dos disparos e conseguiram distinguir o som de um automóvel em alta velocidade. Aquele era o resgate?

*

As balas começaram a ricochetear no metal do furgão. Ino fitava a enorme bola de fogo, a qual iria ingressar com automóvel e tudo. Fitava Tenten pelo retrovisor e via ela pegar a última bolsa com armamento pesado com dificuldade. A arma que estava ali, deveria ser de calibre para lá de grosso.

— O caminhão de campanha, Ino! – Tenten informou um pouco afoita e nervosa. De repente Shikamaru não respondia e quando fazia eram frases desconexas. Como por exemplo: sai com essa granada para lá.

Ino acelerou assim que viu o caminhão no pátio. De uma ala captou movimentações de um esquadrão. Não soube dizer se foi sorte ou se aquele dia não era o seu dia de morrer. Apenas soube reconhecer a porcaria de um morteiro de médio alcance. E ah! Adivinhe quem era o alvo?

— Tenten! Vamos ter que evadir do automóvel. – Tenten concordou e abriu as portas traseiras do furgão com a bolsa pendurada no corpo. – Vou seguir em linha reta como objeto de distração. Assim que nos aproximarmos do caminhão você salta.

— Entendido! – Tenten gritou. Era muito barulho para conversar calmamente. – Não esqueça do notebook. Te encontro depois?

Ino olhou para trás. Tenten estava abaixada e pronta para pular e rolar pelo chão. A Yamanaka afirmou positivo, viu o caminhão de campanha e o morteiro sendo posicionado. Era a hora.

— Agora! — Tenten acenou, fixou os olhos no chão e saltou. Rolou para debaixo do caminhão de campanha e puxou a bolsa logo depois. Escutou o som da explosão e levou a mãos até a cabeça. Ela estava inteira e desejava que Ino também estivesse.

*

Era aquele maldito zunido. Ah, como odiava aquele som característico. Shikamaru escutou e visualizou uma explosão, logo viu o carro em chamas e reconheceu o furgão. Iria dizer aos outros que o resgate tinha ido para o espaço, quando saiu debaixo do caminhão uma figura conhecida.

— O resgate chegou! – Tenten segurava uma bolsa e estava totalmente desprotegida. Shikamaru levou a mão para a cabeça aterrorizado e abismado. Gaara não acreditou nos próprios olhos, porque aquilo tinha que ser uma ilusão.

— Isso não pode ser real. – Neji pontuou baixo e nervoso. Não! Aquilo não podia ser verdade. O que Tenten estava fazendo ali? A Mitsashi fitou o rosto dos três e ficou irritada.

— Olha, eu ficaria mais feliz em receber um resgate. – Comentou chamando a atenção dos três, quando novamente as balas regressaram.

— Você está brincando, não é? – Neji perguntou. – Porque isso não é um resgate. Você apenas se inseriu no quadro.

— Claro que não! – Tenten rebateu. – Eu sou uma parte do resgate. A outra está vindo!

Tenten mal acabou de dizer e o carro executivo que usaram para ingressar na base apareceu, freou de forma abrupta e as portas se abriram. Por elas puderam ver Ino fazendo os pneus cantarem.

— Entra no carro! – A Yamanaka gritou. – Agora!

Todos seguiram para o automóvel com exceção de Shikamaru. Não, aquilo não podia ser verdade. Já tinha visto aquele filme e ele não tinha final feliz. Via Ino gritando consigo, mas a voz da mulher não chegava em seus ouvidos. Apenas a tradicional e fatal melodia aterrorizante do morteiro. É, iria morrer de qualquer modo.

Tenten regressou em sua caminhada sendo alvo fácil de projeteis metálicos. Agachou na frente do Nara e envolveu o rosto do homem com as mãos. Shikamaru parecia ter entrado em estado catatônico.

— Shikamaru! – Ele via o rosto feminino bem próximo ao seu. Sentia as mãos acariciando o seu rosto, mas não entendia o que ela queria. Ele tinha perdido a razão? Ou era improviso demais para um cara que amava os planos? – Temos que ir!

Tenten gritou, mas Shikamaru não reagiu. Sentiu o desespero gelar as suas veias. Não iria morrer ali e jamais deixaria o Nara para trás. Apenas restava uma opção. Shikamaru viu Tenten retirar uma das mãos de sua face rapidamente e retornar do mesmo modo que foi, entretanto com muita força.

O tapa ardeu, mas não o despertou. Novamente Shikamaru viu a mesma mão se afastar e se aproximar. Outro tapa? Não. Agarrou a mão de Tenten e o mundo pareceu despertar a sua volta.

— Vamos? – Tenten questionou.

— Vamos! – A razão regressou para o corpo do homem. Pois para ele aquilo era surreal e era duro admitir, mas estava com receio. E novamente travou, quando chegou em frente ao carro e o banco do passageiro era dele.

— Não vou sentar aí. – Gritou, mas sentiu o empurrão de Tenten e a mão de Ino agarrando o colarinho da farda. Tenten fechou a porta da frente e Ino travou a mesma.

Tenten conseguiu ingressar no automóvel pela janela, quando Ino já acelerava em rumo ao portão. Saltou para dentro do automóvel encontrando dois homens visivelmente impressionados. Aquilo era improviso demais até para Gaara.

Acelerou o carro como se sua vida dependesse da velocidade do automóvel e de fato dependia. Ino dirigia bem, mas o chão liso e frio fazia os pneus inapropriados deslizarem a cada pisada no acelerador.

Os olhos azuis alternavam entre olhar para o curso e para Shikamaru. Este não parecia estar bem e devido a isso o silencio no carro era grande, mas a cena atrás era cômica. De forma paciente Gaara estava espremido entre Hyuuga e Mitsashi. As mãos postas sobre a pernas enquanto os outros dois procuravam munição em qualquer canto. Foi com o engatilhar da arma que Shikamaru pareceu despertar. Olhou para o notebook posto no carpete e observou o processo, o qual estava quase concluído. Foi então que lembrou do satélite.

— Ino, tente manter o carro no raio de trinta quilômetros. – Shikamaru fez um pedido absurdo. – Caso contrário a transmissão irá cessar.

— Quantos por cento falta? – Ino inqueriu e olhou pelo retrovisor. A resposta de Shikamaru não veio, pois, a loira começou a rir. – Por favor, fale que é pouco porque uma frota está vindo nos abater.

Shikamaru olhou para o retrovisor e verificou a situação. Ino estava correta e por um momento pensou ter visto um dos famosos tanques de guerra. Algo que não era surreal, visto que estavam em uma base.

— 15%. Dá para segurar? – Shikamaru olhou para Ino e esta olhou para os três. Shikamaru acompanhou o olhar. – Podemos abortar, caso queiram.

— Nesta altura do campeonato? – Tenten estalou a língua no céu da boca. – Tsc, nem sonhando.

— Faremos o possível. – Ino respondeu e como se fosse uma ordem os tiros começaram. Aquilo estava ficando cansativo.

— Sendo assim. – Gaara chamou atenção para si. – Vou tomar um ar lá fora.

Shikamaru deixou aparentar seu nervosismo, como se a declaração de Gaara fosse uma péssima notícia. Contudo não manifestou objeção. Gaara então saiu pela janela e subiu em cima do automóvel. Neji cedeu o fuzil para o Sabaku e puxou uma faca espessa de metal.

— Gaara! – Neji o chamou e a cabeça do homem pendeu para baixo. – Vou abrir uma fenda no teto para você se segurar. Vê se consegue não levar uma facada no processo.

— Está bem! – Gaara gritou e sumiu da visão dos quatro. Tenten fitou Neji enquanto este esfaqueou o teto do carro. Com muita força conseguiu abrir uma fenda suficiente para Gaara se segurar.

— E agora? – Ino questionou para Shikamaru e este a fitou, balançou a cabeça e jogou os ombros para cima.

— Continua dirigindo. – Ino acatou a ordem e acelerou mais um pouco. – Falta 12%.

*

Adorava o verão, sempre soube disto, mas agora confirmava este amor pela estação mais quente do ano. Gaara deitou o fuzil na lateral e enfiou sua mão na fenda que o Hyuuga abriu para ele. Ah, sim! Amava aquele cara também.

Deixou suas observações de lado quando uma bala ricocheteou no metal e como se a mesma fosse um aviso uma frota de carros militares surgiu entre a nevasca. Identificou três blindados, em média de sete jipes equipados com armamentos de grosso calibre. Era complicado, mas não era impossível. Entretanto discordou de si próprio, quando viu que tinham apoio aéreo. Dois helicópteros de uso militar.

Qual era a probabilidade de sair vivo daquela empreitada? Menos cem por cento. A não ser que o plano fosse muito bom, pois os combatentes eram.

*

— Pessoal! – Ino se assustou a ver o ruivo pendurado ao lado de sua janela. – Temos um pequeno problema! Temos três blindados, sete jipes e dois helicópteros para abater.

De toda informação que Gaara passou a única que ainda emblemava a cabeça da Yamanaka era a parte do: pequeno problema. Ou Gaara era muito otimista ou muito suicida e Ino ficava com a segunda opção.

— Qual é o plano? – Gaara perguntou paciente ainda de cabeça para baixo. Os pneus derraparam e o Sabaku quase foi ao chão. Ino se desesperou e Gaara a olhou incrédulo após conseguir se fixar de modo seguro. – Não tenho cinto de segurança aqui em cima meu bem.

— Não tem plano. – Shikamaru respondeu à pergunta antes que Ino retrucasse Gaara. – Apenas precisamos ficar mais um tempo nas mediações.

Silencio. De repente Neji e Tenten estavam quietos demais. Gaara complacente e Ino muito concentrada em sua tarefa. O som audível no momento era o assobio gelado da nevasca, o som das balas e das pequenas explosões.

— Temos que derrubar os helicópteros! – Ino gritou e trincou a mandíbula, quando conseguiu desviar de um míssil lançado do alto.

— É uma ótima ideia! – Gaara comentou e retornou para cima do carro. Fez disparos ineficientes com o fuzil. Nada derrubaria um helicóptero, não com o armamento que tinham. – Tenten! Tem explosivo?

— Tem sim senhor! – Tenten parou de atirar pela janela quando Gaara questionou. – Shikamaru, pegue a mochila que está próxima aos seus pés.

Um pedido simples, mas para Shikamaru pareceu ser o pressagio de uma tragédia. Ino esperou ele pegar a mochila, mas o Nara não moveu um dedo.

— O que tem de errado com você? – Perguntou e tirou as mãos do volante. Pode ouvir o grito de Gaara quando o carro perdeu o governo. Ino abaixou, agarrou a alça da mochila, entregou para Tenten e fixou as mãos no volante. – Vamos entrar em combate.

*

Pensava e repensava. Não, seria uma péssima ideia, concluía. E segundos depois sua cabeça o fazia crer que aquela era a única saída. Neji pensava, fitava Tenten, via Gaara se pendurar e atirar. Ino fazendo cada manobra evasiva de perder o folego. E Shikamaru em um estado alarmante. E compreendia-o, até mesmo sentia empatia pela sua situação. Gaara não era o melhor em seguir ordens, Tenten seguia o mesmo rumo. E Ino parecia ter se juntado a causa. E ele? Bem, Neji decidiu que iria capotar o carro.

— Tenho uma ideia. – Chamou a atenção para si e encarou Shikamaru. Este o olhou seguro, porque a seu ver Neji era centrado o suficiente para não sugerir nenhuma besteira. – Mas preciso de espaço e o risco é grande.

— Prossiga. – Tenten pediu e jogou uma bomba pela janela. Colocou a cabeça para fora e tentou observar o artefato que sumiu. Logo acionou um comando. Pelo retrovisor Ino viu a pequena explosão e um jipe capotando pelos ares. Aquela visão era um deleite para seus olhos. Neji espremeu Tenten em um canto e começou a chutar a porta com finalidade de desprende-la do resto do automóvel.

— Ei! – Tenten resmungou. – Deixa que eu faço isso.

Neji parou de chutar e Tenten o empurrou. Procurou algo na mochila e pares de olhos se arregalaram a ver a dinamite na mão da mulher.

— Não! Não! – Neji começou. – É para arrancar a porta, Tenten. E não explodir o carro.

— Estou ciente. – Tenten respondeu calma demais e Neji levou a mão para o rosto. Observou Tenten fixar a dinamite pequena no lado de fora. – Empresta o isqueiro!

Pediu para Shikamaru e este cedeu em uma completa relutância, mas Ino o obrigou com o olhar. Neji viu ela tentar acender e falhar miseravelmente. Tomou o isqueiro de sua mão e a pequena chama ficou visível. Tenten mordeu o lábio inferior, quando o fogo pegou no pavio. Se afastou o máximo possível da porta, seguiu de forma desajeitada para trás de Neji e o segurou como se ele fosse um escudo.

Explodiu.

O carro perdeu o equilíbrio, mas logo se estabilizou. Em cima do carro Gaara viu a porta se desprender e logo sumir em meio a nevasca. Foste o que fosse que estavam fazendo lá embaixo estava mais divertido do que ficar lá em cima.

— Você me usou como escudo?! – Tenten escutou a declaração de Neji numa completa fúria.

— Você estava com colete. – Tenten se justificou com um sorriso forçado na face. – E deu tudo certo, não é?

Neji negou e a ignorou em sequência. Abriu a mochila e começou a montar uma arma de calibre grosso em completo silencio. Shikamaru olhou para trás novamente, mas cedeu sua atenção para o mapa. Entretanto pensou ter visto algo que capotaria o carro e então, novamente, olhou para trás. E não é que tinha visto mesmo uma arma de fogo de potência extraordinária.

— Uma Ponto 50? – Ino fitou o retrovisor a ouvir Shikamaru questionar desacreditado. – Uma Ponto 50 vai capotar o carro no primeiro disparo, Neji!

— É bem provável que isso ocorra. – Neji começou enquanto encaixava uma das últimas partes. – Mas precisamos derrubar aqueles helicópteros. Gaara!

Ino e Shikamaru se entreolharam. Todos sabiam do desempenho daquela arma, bem como sabiam do coice que ela dava. Usar uma Ponto 50 sem suporte fixo no chão ou em metal era o mesmo que pedir para morrer. Por outro lado, aquela arma de calibre grosso derrubava até aviões de pequeno porte.

— Estou um pouco ocupado aqui, Neji! – Gaara, novamente se pendurou. – Esses russos são casca-grossa.

— Dá para você parar de me ofender?! – Neji gritou com o amigo e Gaara se calou. Não por ter visto a porra de uma Ponto 50, não! Na verdade, parou porque pensou em ter escutado uma informação, a qual dava margem de entendimento que Neji era russo.

— Você é russo? – O silencio no automóvel foi grande. Ino olhou par Tenten incrédula devido a incredulidade do Sabaku diante a nova informação. Gaara viu o afirmar de Neji e deixou uma expressão indecifrável na face.

— Você é russo e me deixou entrar em uma base russa sendo que não sei falar nada neste idioma? – Gaara estava nervoso. Como o seu amigo tinha feito isso consigo?

— Não estava afim de raspar o cabelo. – Neji encarou o amigo.

— Não querendo ser chato não, mas não acho que esta hora seja a melhor para lavar a roupa por assim dizer. – Shikamaru gritou, assim que Ino virou o carro abruptamente. As junções nos dedos da loira ao apertar o volante ficaram em evidencia devido a força que ela exercia no volante a fim de desviar de outro ataque aéreo.

— Gaara, pegue o suporte no porta-malas. – Neji pediu, mas Gaara permaneceu no mesmo lugar.

— Vou deixar claro que só irei ajudar a salvar nossa pele para eu mesmo te matar depois, desgraçado! – Gaara sumiu e Neji riu de forma contida. Um dia Gaara iria descobrir sua nacionalidade de qualquer forma.

— Vou arrancar o banco. – Neji informou a Tenten, a única que atirava com assiduidade. – Se importa em fazer companhia a Gaara?

— Nem um pouco. – Tenten respondeu e pendurou a arma no corpo. – Estou subindo.

— Espera! – Neji ordenou e Tenten cessou em sua saída nada espetacular pela janela. Viu Neji tirar o próprio colete que vestia por debaixo da blusa da farda. – Vista-o.

Tenten colocou o colete com a ajuda de Neji, o qual ajustava para o tamanho adequado a Tenten, quando Gaara apareceu com o suporte.

Tenten segurou nas mãos de Gaara e este a puxou para cima. Segundos depois Ino viu ambos com a cabeça para baixo e olhou incrédula para Shikamaru.

— Tem um vilarejo abandonado próximo daqui. – Shikamaru parecia ter retornado aos eixos. – Podemos usá-lo para evadir, que tal?

— Ótima ideia. – Ino mudou a direção do carro de forma repentina e o mesmo derrapou na neve. Viu o banco traseiro sendo atirado fora e os pés de Gaara invadir o para-brisa.

— Precisa de ajuda? – O Nara inqueriu a Neji, o qual negou com a cabeça. A fixação estava completa. Agora era apenas atirar e rezar, para que, o carro não capotasse.

*

Ambos estavam estirados sobre a cobertura do automóvel. O braço direito de Tenten estava entrelaçado ao de Gaara, pois na fenda cabia apenas uma mão. Gaara atirava sem um alvo especifico. Era tanta gente para abater! Enquanto Tenten, novamente, mexia com explosivos. Ambos se olharam rapidamente. Não era o momento mais propício para travar uma conversa trivial, porém ambos não viam mal algum.

— Não sei por que ficou tão nervoso por saber da nacionalidade do Hyuuga. – Tenten começou aos gritos, lançou uma bomba e está logo explodiu abatendo de forma incrível um carro blindado. – Ino fala em alemão.

Gaara cedeu atenção a Tenten e está começou a rir, mas logo retomou a seriedade que não costumava ter.

— E o que tem? Ela pode ter feitos aulas ou sei lá! – Gaara protegeu a cabeça, quando um helicóptero sobrevoou o automóvel efetuando disparos.

— Não, não. Ela me disse que é alemã. – Gaara olhou para Tenten e ficou em silencio. Diferente da Mitsashi que se divertia com aquela preocupação descabida do Sabaku.

— O interesse acabou. – Gaara falou de forma séria, mas Tenten não cedeu importância. Iria rebater, quando o cano longo da Ponto 50 ficou para fora do automóvel. Provavelmente com a parte mais volumosa da arma na parte interna.

— Neji anda com uma Ponto 50 desmontada por aí – Tenten começou e subiu sobre o corpo do ruivo. Iriam ter que se segurar. – Sério que nunca desconfiou da onde ele veio?

Ambos riram uma última vez. Porque, aquele carro iria capotar com certeza.

*

— Ino! – Neji a chamou. – Vamos ter que equilibrar o carro a cada disparo.

— Certo. – A Yamanaka fitou o Hyuuga pelo retrovisor. No primeiro sinal Neji iria disparar. Era simples, quando a aeronave estive na mira Ino teria que sair do curso vertical e virar o carro na horizontal atingindo o ângulo de 180º graus. Neji efetuaria o disparo e em questões de milésimos Ino teria que devolver o carro no seu curso normal, caso contrário o carro tombaria para o lado.

— Quando quiser, Neji! – Ino gritou. O Hyuuga posicionou a mira. O espaço impossibilitava que ele se deitasse, como orientado no manuseio daquela arma. Então ele apenas se ajoelhou e encostou na porta que sobrou. O Helicóptero voava graciosamente.

— Agora! – Ordenou. O disparo fora efetuado. Ino girou o volante, mudou de marcha e enfiou o pé no freio. O carro deslizou na horizontal, ficou nesta posição em exatos poucos segundos. Tempo suficiente para a bala rasgar a boca da arma e seguir o seu alvo. O tranco que a arma bélica gerou fez Neji ser prensado contra a porta por um instante. O carro não iria conseguir estabilizar por conta do terreno deslizante, caso não estivesse sob governo da Yamanaka. Ino fincou o pé na embreagem e puxou o freio de mão numa velocidade absurda. Deixou um grito escapar, quando um lado do carro suspendeu, mas cessou assim que se estabilizou.

Caso não tivesse acionado o freio de mão o carro capotaria. Aquilo foi parar no topo do pódio de coisas sensacionais. E Neji apenas parou de olhar para mulher, quando o helicóptero despencou em chamas.

— Vocês são demais! – Shikamaru disse entre dentes totalmente extasiado pelo feito de ambos. Ino desengatou o freio de mão e retornou a afundar o acelerador. – 100%, Ino!

— Cincos disparos, consegue? – Neji inqueriu a Yamanaka e viu o acenar positivo dela. Ótimo, agora era apenas atirar e não capotar.

*

— Será que não tem espaço mesmo para gente lá? – Tenten gritou quando outro disparo fora efetuado e ambos quase foram lançados da cobertura do automóvel. Viram o segundo helicóptero arder em chamas. Tenten apertou ainda mais o corpo de Gaara, quando outro disparo fora efetuado em sequência. E escutou com muita dificuldade Shikamaru pedir para parar o carro, pois ele iria morrer e como não bastasse isso gritou, novamente, por Temari.

Tenten e Gaara caíram no riso. Por que morrer naquela altura do campeonato era ultraje. A Mitsashi olhou para frente, rumo onde Ino dirigia com maestria e viu ruinas de um vilarejo. Os jipes já tinham sido abatidos e os helicópteros idem. Apenas faltava um blindado.

— Você não tinha trazido um lança granada? – Gaara questionou a Tenten e esta negou.

— Não coube no carro! – Informou aos gritos. Aquilo significava que teria mais um disparo. O último e com a sorte que tinham este seria o disparo que faria o carro capotar. Como não bastasse o clima gelado eles também tinham um grande pé-frio.

*

— Ino, dois disparos consecutivos! — Neji informou e Ino sentiu a responsabilidade pesar novamente. Na última vez que o Hyuuga propôs a efetuação de disparos consecutivos o carro quase capotou.

— Mas avisa! – Ino gritou, no entanto, não a tempo de impedir que o Hyuuga efetuasse o disparo sem seu consentimento. Naquela altura estava concordando com Gaara: os russos realmente eram insanos.

Freou, mas não conseguiu estabilizar o carro, entretanto o automóvel não tombou graças a parede de uma construção antiga, a qual amassou todo a lateral do carro. Neji nem mesmo esperou e efetuou o último disparo. E o tiro foi certeiro. Logo o blindado começou a parar. Aquilo era um sonho.

O embate tinha acabado.

O dia estava clareando e os cinco apenas tomavam ciência daquele fato agora, quando o tiroteio e a perseguição havia cessado. Aquilo era inacreditável. Neji encostou a cabeça na arma, Shikamaru acendeu um cigarro e Ino jogou a cabeça para trás.

— Onde estão Gaara e Tenten? – Ino questionou preocupada e os outros dois cederam a atenção merecida a pergunta. Ino tentou ligar o carro, mas este não respondeu. Estava detonado demais para voltar a funcionar e percebeu que teria que andar, quando uma fumaça negra começou a escapar do capô.

— Estamos aqui! – Gaara e Tenten saltaram de cima do carro. Todos se encaram naquele silencio que trazia paz. A nevasca diminuindo, a fumaça do cigarro e os tímidos raios solares transmitiam uma paz surreal ao ambiente.

— Acho que isso foi demais até para mim. – Gaara comentou sentando no gelo mesmo. Todos estavam horríveis era verdade, mas Shikamaru estava pior. O silêncio prosseguiu até Tenten começar a rir. Ino a olhou sem entender e Neji nem mesmo cedeu importância.

— Se Naruto estivesse aqui. – Foi a morena mencionar o nome do piloto que todos começaram a rir. – Ele seria o nosso Tenente cara de pau.

Tenten concluiu fazendo referência a um filme bastante famoso e que provavelmente Naruto já tinha assistido no mínimo cinco vezes.

— Até tínhamos um furgão. – Ino comentou e o riso aumentou.

— Não acho que estamos para este filme. – Shikamaru chamou atenção para ele. – Que tal corrida mortal?

— Acho que encaixa melhor. – Neji concordou, como se toda aquela situação se encaixasse melhor com o título. Porque fora uma corrida mortal, afinal.

— Em rota de colisão. – Gaara falou pensativo procurando um subtítulo e o riso de Tenten demonstrava que a morena tinha aprovado. –Ficou bacana, mas vamos dar um fora desta geladeira.

— Como? Fundimos o motor do carro. – Ino apontou para a fumaça que saia do capô. Shikamaru olhou a sua volta e depois para aquelas pessoas. Para sua equipe.

— Eu tenho um plano. – Saiu do automóvel pela passagem de Ino e todos o observaram de forma paciente. Shikamaru tinha sofrido demais na mão deles. – Vamos improvisar.

Gaara riu e levantou afim de bater nas costas de Shikamaru em uma camaradagem criada recentemente. Ino abriu um sorriso largo, pois pelo o que parecia o homem dos planos estava aderindo ao improviso, contudo não era exatamente por isso o seu sorriso.

— Então, Neji. – Ino chamou a atenção do Hyuuga para si e de Gaara logo em seguida. – Eu atiro ou você atira?

— Você atira. – Neji respondeu e jogou um revolver para Ino. Gaara ficou observando aquela parceira até perceber que ele seria o alvo.

— Mas desta vez a culpa nem foi minha! – Gaara rebateu rapidamente começando a se distanciar preocupado.

— Gaara. – Tenten falou de forma gentil. – A culpa sempre vai ser sua no final.

Gaara olhou para o amigo de longa data e para os recentes. Viu o Nara concordar e Ino mirar em sua perna.

— Não vai falar nada não, Shikamaru? – Procurou amparo no último ser que poderia interceder por si.

— Atira de raspão para não compromete-lo. – Gaara cerrou os olhos e soltou uma sequência de palavrões. Correu o máximo que pode e ao ouvir o disparo da arma quem gritou o nome da irmã foi ele.

— TEMARI!

Notas finais
Então, sobre a Ponto 50. Não é possível utilizar esta arma sem fixar ela em uma base fixa. O poder de fogo dela realmente é impressionante. E usar ela como foi exposto na fic é totalmente fora de cogitação. Então é tudo invenção, viu! A única parte verídica é que realmente ela pode derrubar aviões de pequeno porte. Espero que tenham compreendido que a parte final do capítulo 11 ( da primeira equipe) era um sonho de Shikamaru kkk Onde o plano dele deu errado. Não muito diferente do que aconteceu realmente (haha peguei vocês) O filme que Tenten fez referência é Esquadrão Classe A. Acho que tudo mundo já viu, não? C3 é um sistema de classificação de intensidade de explosivos ( C1, C2, C3 e C4) Sendo a C4 com poder destrutivo maior. Bomba mesmo! Neji é russo minha gente :D Ino alemã :D Espero que não tenham estranhado tanto. Ansiosos para saber da onde são os outros? Tadinho do Shika, né? Kkkkk Sobre os romances: vocês irão ter que captar nos detalhes. Por que é muita ação, gente. Bom, espero que tenham apreciado. E volto o mais rápido possível. Nos vemos nos comentários? Câmbio ♥