Notas iniciais
Bem, eu não sei... Essa história está me dando muito o que pensar então eu espero que vocês gostem! boa leitura pessoal!

Acordei tossindo, levantei-me tonta e com os olhos baixos tentando achar a porta. Minhas pernas estavam bambas e acabei caindo de joelho. Mas logo felizmente encontrei a maçaneta e abri a porta. Mas cai de frente e gritei:

– Senhora Marta! – Gritei fraquejando.

Uma senhora já idosa veio correndo com uma cara feia, mas me socorreu ali mesmo com vários remédios.

O resto do meu dia foi apenas mais crises. Desde pequena fora assim. Nasci como todo mundo, mas não estou crescendo como todo mundo.

Meus pais morreram depois que interei um ano e desde lá tenho morado com a senhora Marta. Uma mulher na época, que minha mãe fez algo extremamente valioso para ela e para pagar a divida ficou comigo. Meus pais eram muito ricos, mas isso me foi tirado por segurança. E passei a morar em uma casa de madeira velha e com um cheiro agradável que eu não sei se trocaria por outra.

Isso é meio louco. Ninguém iria querer morar nessa casa, mas ela me atraia e eu nunca descobri o por que.

Quando eu tinha cinco anos tive a minha primeira crise. Levaram-me ao médico. Disseram que eu estava com asma e passaram remédios para mim, mas não funcionou. Analisaram-me por mais dois anos até descobrir alguns remédios que me ajudavam, mas nunca a doença, pois posso apresentar coisas piores que asma – acredite é horrível. Mas não podemos pagar alguém para descobrir o que tenho então me contento com o que tenho.

Estudo a quatro anos em uma escola perto de casa, onde tudo é normal. Menos eu.

Um dia desses, minha professora me expulsou da sala porque eu fiquei frustrada com o fato de todos me rejeitarem nos trabalhos e acabei destruindo o trabalho de uma loira que disse que eu era uma bastarda.

Não sou agressiva – só às vezes. Por isso deixei pra lá. E a minha vida se resume nisso. Sem pais, doença, esquisitice e certinha. Ah eu não falei, sempre fui considerada a certinha, a melhor e a perfeita. Mas esse porque não tem que ser eu que tenho que explicar.

DOIS DIAS DEPOIS.

– Por favor, Maria, saia da minha sala. – disse o médico Marcus.

– Está cometendo um engano! Eu não sou uma pessoa ruim.

– Se não é... Então me diga que tipo de pessoa é.

Senti lágrimas caírem do meu rosto e sai correndo. Sai a casa e fui para um parque aonde ninguém ia. E lá estava eu só e chorando.

Toda vez que alguém ver algo de bom em mim, outra pessoa vem e faz todos pensarem que eu sou a mentirosa, orgulhosa, malvada...

É incrível como todos me odeiam pelo menos Marta ainda não diz isso na minha cara.

– Oi – Falou duas vozes em uníssonos.

Ergui o meu rosto e me deparei com dois seres que eu não conhecia.

– Oi.

Os dois eram loiros e altos. O moço tinha o rosto estável e sereno, e vesti um terno preto. A irmã parecia uma mulher poderosa. Suas expressões eram de imponência e estava vestida com uma blusa por dentro de uma saia que deixavam suas pernas grossas e brancas expostas, e um salto alto definia seus pés.

Encarei os dois, pois estava confusa.

– Procuramos uma garota chamada Mary — falou a mulher.

– Desculpa não sou eu — falei

– Como se chama? — perguntou o homem me encarando e mudando todas as suas expressões serenas.

– Maria... Maria Eduarda – tentei dar um sorriso.


Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem por favor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.