Notas iniciais
Espero que gostem

Capítulo Único

Nem acredito que consegui conquistar meu sonho. Eu sempre quis entrar numa guilda, e queria evoluir como maga de espíritos estelares e cá estou! Entrei para a Fairy Tail com a ajuda do Natsu e com certeza eu não teria feito escolha melhor.

Aliás, tenho muito a agradecer a ele, talvez eu nem tivesse conseguido entrar na Fairy Tail sem sua ajuda, sem contar que Natsu sempre me protege e me incentiva quando preciso. Não só ele, claro, aqui tenho uma família de verdade, sei que posso contar com todos – quer dizer, com quase todos – quando precisar. Só que ele é de alguma forma especial, deve ser a convivência.

E por causa desse convívio eu sei que ele está com problema. Por quê? Simples, parece que aquele Natsu alegre que todos nós conhecemos nunca existiu, faz mais ou menos duas semanas que ele anda calado demais. E isso realmente me incomoda, não gosto de ver meus nakamas abatidos.

– Okaeri! – antes mesmo que pudesse entrar em casa escutei uma conhecida voz que não deveria estar aqui.

– NATSU! – gritei indignada, por que raios ele sempre está na minha casa?! Apesar de que nunca mais tinha vindo aqui. Quase pude sentir sua falta.

– Eu! – ele falou com um sorriso enorme no rosto.

– O que houve com você? – perguntei confusa. Onde estava aquele Natsu deprimido de algumas horas atrás? Depois eu que sou a estranha.

– O que houve comigo? – agora nós dois estávamos confusos.

– É... você andava quieto demais.

– Você é estranha. – ele respondeu. No fundo eu sabia que estava me preocupando à toa, mas é bom vê-lo voltar ao normal – Não tem nada pra comer por aqui? – talvez não precisasse estar tão normal.

– Esqueça. – suspirei derrotada – Você é um morto de fome, Natsu. Só veio aqui para comer, não foi?

– Que mentira, eu vim te fazer companhia, mas eu também estou com fome. E você como a boa pessoa que é vai me dar um pedaço daquele bolo de cerejas, não é? – bolo de cerejas? Mas que enxerido! Ele já havia ido xeretar minha cozinha. E como se não bastasse era um falso. Tenho a absoluta certeza de que ele não tinha o que comer em casa.

Em alguns minutos Natsu já estava no penúltimo pedaço, enquanto eu ainda estava no primeiro.

– Me responda uma coisa... você não tem casa? – indaguei com um sorriso sínico.

– Mas não tenho companhia.

– E o Happy? – aliás, espero que ele não esteja arranhado minhas paredes.

– Boa companhia. – Natsu fez questão de frisar a parte do “boa”, o que me fez inexplicavelmente corar. Meu rosto parecia estar em chamas. – O que você tem? Está com febre? – uma de suas finas sobrancelhas estava arqueada em sinal de confusão.

– Nã-não! Aliás, pensei que esse bolo fosse pra nós dois. – meditei enquanto o via passar o dedo na tigela e em seguida levá-lo a boca. Onde estavam os bons modos?

– Tem certeza que não está com febre? – perguntou se aproximando de mim, ele havia ignorado totalmente meu comentário. Natsu levava uma mão a minha testa, queria conferir minha temperatura.

– Eu estou bem! Cadê o Happy? – tratei logo de mudar de assunto, ainda podia sentir meu rosto em brasas. O que estava acontecendo?

– Você é realmente estranha. – sua mão parou no meio do caminho. Fitava-me irônico, como se eu fosse realmente algo bizarro. Ele come fogo e eu sou estranha? – O Happy deve ter ido assaltar os peixes da Marijane. – Natsu devia ensinar boas maneiras àquele gato.

– Me dê logo esse pedaço antes que você não deixe nada pra mim.

– Vai querer a cereja? – Natsu tinha um inexplicável brilho nos olhos, devia querer degustar a última. É como dizem, o último pedaço sempre é o mais gostoso.

– Claro que sim. – eu não queria.

– A gente não pode dividir?

– Não. – era só o deleite de negar comida a ele, algo verdadeiramente prazeroso. Hum... assumo, talvez eu seja um pouco estranha.

– Depois eu que sou morto de fome. – ele passou a cereja pra mim, eu tratei logo de devorá-la antes que fosse tarde demais – Sabe Lucy, – começou repentinamente sério – tem uma coisa que está me incomodando. – sua voz morreu antes que conseguisse finalizar a frase.

– E o que é? – sabia, ele estava estranho demais esses dias.

– Eu... eu... – agora eu estava confusa, posso jurar que vi em seu rosto um leve tom rubro.Estava sem graça? Céus! Nunca o tinha visto envergonhado.

– Eu... – incentivei.

– É... eu ando com um desejo estranho.

– Desejo? – perguntei visivelmente desconfiada. Isso era golpe! Só podia ser. Ele devia estar querendo filar alguma coisa daqui.

– Eu... eu ando com vontade de te beijar. – Natsu terminou de falar completamente rubro. E por essa eu realmente não esperava, estava estática – Eu quero experimentar isso há algum tempo. – ele falou aproximando-se, e eu não conseguia sequer respirar.

Natsu pegou meu rosto em suas mãos delicadamente, e hesitou. Ele queria uma reação, queria minha reação. Mas eu estava extasiada, nunca esperei nada do tipo vindo dele. Reação era uma falta.

E em um instante selou sua boca à minha.

Imediatamente senti um formigamento em meus lábios, fiquei arquejante. Minhas mãos estavam gélidas, parecia que o sangue concentrava-se apenas em meu rosto.

Uma sensação desconhecida apossou-se de mim, eu queria mais, e nenhum de nós estava preparado para o que eu ia fazer.

Minhas mãos percorreram o caminho até seus cabelos, e ele assustou-se por um momento, mas logo senti suas mãos enlaçarem minha cintura.

Mas infelizmente tivemos que nos separar, ambos traídos pelo oxigênio. Minha cabeça latejava, as paredes não estavam em seus devidos lugares. Meu peito não parava quieto, subia e descia violentamente.

– Nossa! – ele disse com um sorriso travesso – Se eu soubesse, teria feito isso há mais tempo. – falava de forma pausada, estava ofegante.

Eu não conseguia falar. Falar seria demais para meus pulmões, era melhor estabilizar minha respiração. Então apenas sorri.

­– Lucy aishiteiru. – de novo pega despreparada. Mas dessa vez eu tinha uma certeza. Não sei desde quando ou como, mas eu podia corresponder aos sentimentos dele.

– Aishiteirumo. – falei sorridente. Algo dentro de mim parecia mais leve, eu estava incrivelmente feliz.

E outra vez ele pegou meu rosto em suas mãos e me beijou, mas dessa vez sem hesitar.

– Você está com gosto de cerejas.

~ Owari ~

Hey galerinha dumal Õ/ *semata*

Perdoem-me por algum erro de escrita ou se eu saí bastante do perfil dos personagens, é que faz pouco tempo que comecei a ler/assistir Fairy Tail. Eu não me arriscaria a escrever nada sem muito conhecimento sobre a série, mas como vi que a sessão do anime aqui no Nyah é definitivamente necessitada resolvi postar alguma coisa *-*

E é claro que postei uma fic fofita da Lucy e do Natsu, por que eu os acho fofos juntos *________*

Espero que não tenha ficado tããão ruim assim. E também espero que mais pessoas postem D:

E aí, mereço reviews?

Faz uma autora surtada muito feliz, sabe? *____*

Kissus no kokoro minna-san

=**

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!