Com Amor E Ódio, Katerina
1 Capítulo I - Katerina
Hoje completo 17 anos. Minha mãe me disse a um tempo atrás que com 17 eu já teria idade suficiente para poder me casar, mas não quero um casamento arranjado como os que sempre vejo por aí, quero me casar por amor!
Me levanto da cama e visto meu melhor vestido, hoje é um dia especial para mim, quero estar deslumbrante. Sento em minha penteadeira e penteio meus longos e castanhos cachos com bastante delicadeza. Minha mãe, Aleksandra, abre a porta de meus aposentos e me interrompe :
– Katerina, minha querida. — Diz mamãe enquanto acaricia meus cachos — Já é tarde, venha comer algo.
– Um segundo mamãe, estou terminando de me aprontar.
– Claro querida. — Ela se retira de meus aposentos e fecha a porta.
Me levanto da penteadeira e vou em direção à porta, quando algum som vindo da janela me chama a atenção. Parece ser alguém cantando, um homem talvez. Ah sim, Elijah!
Abro a janela e lá está Elijah Mikaelson com sua irmã Rebekah.
– Bom dia Elijah, Rebekah.
Rebekah vem correndo à mim, com seus lindo cachos loiros balançando.
– Katerina, como vai ? Soube que hoje está a fazer 17 anos.
– Vou bem Rebekah. Sim, hoje faço 17 anos. Mamãe disse que já estou na idade de me casar.
Ela sorri para mim e se despede.
– Eu queria ficar mais um instante aqui, mas Niklaus pediu que eu saísse com Elijah para o ajudar a procurar Henrik, viu ele por aí?
– Não, acabei de acordar. Desculpe não poder ajudar.
– Tudo bem, até mais.
– Até.
Elijah ficou observando Rebekah se despedir e quando ela chegou perto, ele sussurrou algo em seu ouvido. Não sei o que ele disse, mas Rebekah seguiu sozinha à procura de Henrik e ele veio em direção à minha janela.
– Olá Katerina, está radiante hoje!
– Obrigada Elijah, você também.
– Meus cumprimentos pelo seu aniversário.
– Obrigada. — Abro um pequeno sorriso — Você é tão gentil.
Ele sorri de volta para mim.
– Gostaria de dar um passeio pela tarde?
– Sim quero, mas antes terei que pedir permissão para minha mãe.
– Sem problemas, te espero debaixo do Carvalho Branco 2 horas antes de o sol se pôr.
Ele se afasta e vai embora.
Ouço minha mãe chamar pelo meu nome e vou para a cozinha, preciso comer algo.
Quando chego à cozinha, vi que mamãe preparou uma salada de frutas especialmente para mim. Dhara, minha irmã caçula, e Damyan, meu pai, estão a comer pão com fatias de peito de Peru.
Sento-me a mesa e começo a comer o que minha mãe preparou. Enquanto como, minha mente viaja. A única coisa em que consigo pensar nesse momento é sobre meu casamento. Onde será, quando será e por último mas não menos importante, com quem será. Espero encontrar alguém que me ame verdadeiramente, que não sinta medo de me amar.
Sigo pensando em meu casamento até que Dhara me interrompe.
– Katerina, me leve ao lago, por favor.
– Ah, claro Dhara, mas antes pergunte se mamãe e papai deixarão.
Meu pai não diz nada quando Dhara pergunta. Ele parecia estar zangado com algo, deve ser com o fato de eu já poder me casar.
Mamãe, ao contrário de papai, diz que sim. Ela dá um beijo em cada uma das bochechas rosadas de Dhara e diz para não voltarmos tarde. Me lembro do pedido que Elijah fez e peço à ela.
– Mamãe, horas antes do sol se pôr a senhora me dá permissão para ir caminhar com Elijah?
– Elijah? — Diz mamãe.
– Sim, filho de Esther e Mikael Mikaelson.
– Claro querida, volte antes de escurecer.
– Obrigada mamãe. Com licença.
Me levanto da mesa e saio com Dhara.
Dhara é uma criança de apenas 9 anos. Diferente de meu pai e eu, ela tem cabelos lisos e loiros como ouro. Sua pele é branca e seus olhos são azuis como o céu. Minha mãe também é loira, mas os olhos são castanhos. Dhara deu sorte grande por ter saído com olhos tão belos.
Estávamos indo ao lago de mãos dadas quando Dhara me questiona.
– Irmã, por que meus olhos não são castanhos como os seus? E meus cabelos, por que não são cacheados e castanhos? Queria ser tão bela quanto você ...
– Dhara, pare! Você tem a pele branca como leite, lindos cabelos loiros e lindos olhos azuis, é tão linda quanto eu.
– Mas eu queria ser como você, seus cachos são encantadores e seus olhos são maravilhosos. Não é atoa que Elijah é apaixonado por você.
– Quem te disse isso? Não fale asneiras, Elijah é apenas um amigo.
– Eu percebo isso maninha, ele te olha de um jeito tão carinhoso.
– Tá bom, agora pare de falar besteiras.
– Mas é verdade.
– Sim Dhara, agora fale menos e ande mais. Parece uma lesma! — Olho para ela e sorrio.
Ela dá uma risada meiga e encantadora.
Começamos a correr em direção ao lago. Apostamos uma corrida para ver quem chega primeiro, adoro brincar com Dhara, ela fica feliz e eu adoro vê-la feliz.
Chegamos ao lago e ficamos brincando por um bom tempo. Olho no relógio de sol que tem lá perto e vejo que já é quase Meio dia. Eu e Dhara voltamos para casa, já estava na hora do almoço.
Almocei e fui tirar uma sesta.
Minha mãe me acorda pela tarde e me entrega um embrulho.
– O que é isso?
– Abra querida, é seu presente.
Eu abro e dentro, encontro uma pequena caixinha de madeira. Abro a pequena caixinha e dentro encontro um colar prata com uma pedra de Lápis-Lazuli.
– Nossa mamãe, obrigada. Eu amei, é lindo !
– Não me agradeça querida, agradeça seu pai. Foi ele quem fez.
Olhei para a porta e lá estava meu pai.
Levantei da cama e fui abraçá-lo.
– Obrigada papai, muito obrigada!
Meu pai retribui o abraço e dá um beijo em minha testa.
– Eu te amo filha.
– Eu também te amo papai.
Papai me libertou de seus braços e colocou o colar em meu pescoço . Lembrei-me do meu passeio com Elijah, fui pentear meu cabelo e colocar um casaco, parecia frio lá fora.
Me despedi de meus pais e da pequena Dhara, que ajudava mamãe a tecer.
Fui ao encontro de Elijah, sentei em um banco perto do Carvalho Branco e fiquei lá esperando-o chegar.
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