Colégio Interno - Brittana
24 Vinte Segundos de Coragem II
Notas iniciais
Os dias passavam rapidamente no internato. A Megera havia parado com as buscas pela culpada de manchar a sua roupa, visto que não encontrara nada que pudesse incriminar uma das meninas. O fato aliviara secretamente Quinn, que sentira um peso enorme saindo de seus ombros. Ela ainda se sentia culpada por quase ter exposto as amigas, e estava um pouco mais cautelosa com suas brincadeiras. Quando ia aprontar, chamava Santana para ajudar.
A latina estava cada vez mais próxima de Brittany. Ela estava aos poucos expondo todos os detalhes do seu passado para a única pessoa que realmente importava, e Brittany dava o seu melhor para fazer o mesmo. Mas ainda sentia o estúpido bloqueio quando se tratava de transar com Brittany. A loira dizia não se importar, mas Santana já estava de saco cheio de si mesma. Temia que Brittany ficasse cansada de espera-la, mas no fundo sabia que era bobagem. Ela sempre esperaria, não importa o quanto Santana demorasse. Ela valia a espera.
Mas nem este pensamento impediu Santana de procurar a professora pela milionésima vez no ano. Holly amava ver o rosto vermelho de Santana cada vez que procurava pela professora para pedir ajuda. Era um dos prazeres secretos de ser a conselheira das meninas, conseguia vê-las por inteiro, sem nenhuma máscara ou barreira as protegendo. E a que mais gostava de ver assim, era Santana.
Quando a morena se despia de todas as suas proteções, ficava a mulher que Brittany via. A que ela só permitia ser vista pela namorada, e em raros momentos, por Quinn. E era a pessoa por trás de todas essas outras Santanas que Holly mais gostava de ver.
A latina bateu na porta da professora, com o rosto adquirindo a coloração vermelho vivo. Assim que a professora abriu a porta, um sorriso largo formou-se em seus lábios. Tinha vontade de fazer alguma piada com as bochechas de Santana, mas só a afastaria. Ao invés disso, abriu passagem para a morena.
– O que posso fazer por você, Santana? – A professora perguntou, acomodando-se em sua cadeira.
– Eu... Eu... Eu quero... Ah, eu não sei como dizer isso. – Santana exclamou, enterrando o rosto vermelho nas mãos.
– Dios mio, Santana. O que é que aconteceu? – Holly perguntou, analisando as feições da morena.
– Eu não consigo. – Santana disse.
– Meu amor, por mais que eu queira muito, eu não consigo adivinhar todo o resto da sua frase. Não consegue o que exatamente? – A professora perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Transar com Brittany. – a morena murmurou.
– O quê?
– Transar com Brittany! – A morena disse mais alto, tampando a boca imediatamente.
– Eu ouvi da primeira vez, só queria ver a sua cara. – A professora disse calmamente. – Santana, acredite ou não, eu vou te pedir uma coisa que vai requerer que você repita essa frase.
– Não me diga que é isso o que você está pensando. – Santana disse com a voz baixa.
– Exatamente isso. – Holly respondeu com um meio sorriso – E já que você já sabe do que se trata, dê o fora daqui. Eu vou corrigir as provas de vocês, e não quero saber de você me pressionando para mudar a nota da sua namorada.
– A minha Britt-Britt é genial, Srta. H! – Santana protestou, antes de bater a porta.
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Santana caminhou nervosamente pelos corredores. Não tinha pensado que se rebaixaria a tanto, era detestável em seu ponto de vista. Ela caminhou até o quarto 516 e bateu na porta. Queria, na verdade, bater a cabeça com força contra a parede até conseguir sair de seus medos.
Santana fora recebida por uma Quinn sonolenta e com os cabelos louros bagunçados. A amiga fez uma careta ao ver Santana.
– O que foi agora? – Quinn perguntou esfregando os olhos.
– Pelo amor de deus, me diga que está sozinha – Santana disse com uma careta.
– Estou. Por que o...
Santana não deixou a amiga completar a frase e entrou no quarto, sentando-se na cama abandonada por Quinn. A loira revirou os olhos e sentou-se ao lado da amiga.
– Lopez, você está bem? Acho que me confundiu com a Srta. Holiday. – Quinn disse se espreguiçando.
– Infelizmente, ela me mandou procurar você. – Santana respondeu, balançando a cabeça – E infelizmente, ela está certa. Eu preciso da sua ajuda.
– Uau. Repete, eu vou gravar isso – Quinn falou sorrindo – E o que a minha humilde pessoa poderia fazer por você, Srta. Lopez?
– Eu quero... Você sabe. – Santana disse, ficando vermelha.
– Não, não sei. O que você quer, latina abobalhada? – A loira perguntou, divertindo-se com a cara da amiga.
– Transar com ela. – Santana respondeu, escondendo as bochechas vermelhas entre as mãos.
Quinn mordeu os lábios para não rir da cara da amiga. Ao invés disso, sentou-se mais próxima dela e pousou a mão em seu ombro.
– Um dia, eu vou fazer um milhão de piadas sobre a sua cara agora. Mas não hoje. – Quinn disse, abrindo um meio sorriso – A minha irmã tem um tipo de “mantra”, sei lá. Alguma dessas coisas malucas ai. Mas eu acho que faz sentido, e acredite ou não, essa porra funciona. Vinte segundos da mais estúpida coragem podem te levar a coisas maravilhosas. Só isso. Vinte segundos, sem parar para pensar nas consequências, nos medos, em nada. Só faça. Eu juro por deus que funciona, S.
– Eu não sei se eu consigo. – A latina suspirou.
– Nunca vai saber se não tentar.
Santana levantou a cabeça e sorriu para Quinn. A latina levantou-se da cama da amiga e caminhou até a porta, detendo-se antes de sair.
– Se você disser isso para qualquer pessoa, eu nego até a morte. Mas você é foda, Q. Eu te amo, vadia. – Santana disse, fechando a porta atrás de si.
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Vinte segundos da mais estúpida coragem podem te levar a coisas maravilhosas. Quem sabe. Não havia nenhuma garantia de que pudesse funcionar, mas nenhuma de que fosse dar errado. Santana caminhou com passos largos até o seu quarto, parando antes de abrir a porta por alguns segundos. Ela girou a chave na maçaneta e sorriu ao encontrar Brittany sentada na cama, entretida com algum livro.
– Oi – A loira cumprimentou com um sorriso.
– Oi – Santana retribuiu.
Assim que fechou a porta, a loira saltitou da cama até o lado de Santana, envolvendo-a pela cintura e beijando seus lábios. A latina sorriu, abraçando Brittany pela cintura.
Vinte segundos. Não podia ser tão difícil.
– Britt... – Santana chamou, fazendo a loira virar-se para ela.
Brittany foi pega de surpresa por Santana, que a enlaçou pelo pescoço e beijou seus lábios com fome. A loira abriu um sorriso e puxou Santana pela cintura, passando as mãos por sua pele exposta. A morena sentiu seu corpo arder em chamas com o toque, e delicadamente conduziu Brittany para a cama.
– Eu quero você. Agora.
Notas finais
E mais uma coisa, tem alguma personagem que vocês queriam que estivesse na história? Estou aberta a sugestões. Boa noite
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