Notas iniciais
LEIAM LEIAM LEIAM

Boa noite! Eu estou passando para avisar que eu não sei se conseguirei postar tão cedo esta semana, pois estou cheia de provas. Segundo, preciso que façam uma votação de quem deve ficar com Holly. Recebi duas sugestões: Olivia e Will. Mandem a opinião de vocês nos comentários, ou se acham que ela deve ficar sozinha e a Olivia com o Will... Enfim. Beijos e até breve.

Brittany acordou sozinha. Teve dificuldades para dormir, como tinha desde que Santana fora embora, mas naquela noite elas não foram tão horríveis. Havia concordado, contra a sua vontade, que era melhor dormirem em camas separadas, até que Santana se sentisse segura para voltar a ficar com ela. Mas mesmo assim, o simples fato de tê-la no mesmo quarto já a satisfazia.

Vestiu-se rapidamente e arrumou seus cabelos louros em um rabo de cavalo alto. Olhou para o relógio e constatou que estava quinze minutos adiantada. Sorriu e caminhou até a cama de Santana, acariciando seus cabelos enquanto a morena dormia profundamente. Ela tinha um pequeno sorriso nos lábios carnudos e estava com os cabelos desgrenhados. Brittany não podia acha-la mais perfeita.

– San. – Brittany chamou beijando o topo de sua cabeça. – Sanny, acorda.

Santana abriu um pequeno sorriso e aos poucos começou a abrir os olhos escuros. A luminosidade daquele dia era baixa, como na maior parte deles. Não estava tão frio, mas mesmo assim Santana sentia arrepios percorrendo seu corpo. Brittany acariciou o rosto de Santana e beijou sua testa.

– Já está na hora? – Santana perguntou sonolenta.

– Ainda não. Mas eu sei que você odeia acordar com os sinos, então... – Brittany respondeu sentando-se na beirada da cama.

– Nesse caso, deita um pouco comigo. – Santana pediu dando espaço para a loira.

– Tem certeza? – Brittany disse arqueando uma sobrancelha.

– Tenho. Deita aqui, B.

Brittany tirou os tênis e deitou-se ao lado de Santana, aconchegando a morena ao seu peito. Santana deu um meio sorriso e engatinhou até o rosto de Brittany, mordendo carinhosamente seu queixo. A loura sorriu e abraçou a cintura da morena, deixando Santana deitar sua cabeça em seu ombro.

– Eu senti sua falta. – Brittany murmurou contra os cabelos negros.

– Eu também, Britt-Britt. – Santana respondeu. – Mas me prometa que nunca vai fazer isso de novo.

– Isso o que, San? – Brittany retrucou, desenhando círculos nas costas de Santana.

– Ficar... Assim. Sem comer, sem dormir, sem... Sem ser você. – Santana disse encostando o queixo no peito da loira.

Brittany fitou-a com os olhos azuis profundos por longos segundos, sem saber ao certo o que dizer. Quis abraça-la, beijá-la, dizer que estava tudo bem, mas sua voz ficou presa na garganta. Sentou-se na cama e suspirou alto. Santana sentou-se junto a ela, abraçando-a por trás e pousando seu rosto nos ombros pálidos de Brittany.

– Prometo. Mas só se você prometer que nunca mais vai me deixar. – Brittany sussurrou em um tom quase inaudível.

Santana segurou o rosto da loira entre suas mãos e puxou-a em direção aos seus lábios. Brittany sentiu o gosto doce da língua de Santana encontrando-se com a sua e soltou um pequeno gemido. Santana sorriu e puxou-a pelo pescoço para mais perto de si, enterrando as mãos nos cabelos louros. As duas apenas se separaram quando ouviram o badalar dos sinos ecoando alto no quarto. Brittany lançou lhe um sorriso sem graça e afastou-se de Santana, refazendo o rabo de cavalo. A morena amaldiçoava os sinos da igreja por terem a parado, mas talvez fosse melhor manter tudo como estava por um tempo. Santana concordou com si mesma e saltou da cama, caminhando em direção ao banheiro.

Alguns minutos depois voltou arrumada, encontrando Brittany com um olhar triste sobre a tigela improvisada do gato. Santana envolveu-a em seus braços, beijando o topo dos cabelos louros.

– Nós vamos encontra-lo, B. Eu prometo. – Santana sussurrou contra os cabelos de Brittany.

A loura abriu um sorriso fraco e aceitou a mão que Santana estendia a ela, levantando-se da cama. Saíram do quarto e a morena logo entrelaçou os dedos, fazendo um sorriso enorme nascer nos lábios de Brittany. Já era um recomeço.

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Quinn fez uma careta de dor enquanto Olivia apertava os pontos em sua testa. A loira havia batido a cabeça com força na bancada de seu quarto, e Rachel tivera que carrega-la até ali.

– Se você não ficar quieta, não vou conseguir terminar isso hoje, Srta. Fabray. – Olivia disse com um sorriso divertido no rosto.

– Mas dói! – Quinn resmungou, apertando com força a mão da namorada.

Rachel apenas sorriu e depositou um rápido beijo na nuca de Quinn. A loura fechou os olhos com força e tateou em busca das mãos da namorada.

– Olivia! – Uma voz chamou – Preciso falar com você agora.

Quinn abriu os olhos verdes e deparou-se com a única pessoa que não queria ver. A Megera tinha uma expressão irritada no rosto, o que fez a enfermeira engolir em seco.

– E-eu já estou indo, Srta. Lewis. Só preciso terminar com a testa da Srta. Fabray e...

– Não seja por isso! – Uma segunda voz cortou. – Eu mesma o faço.

Quinn gelou ao ver Shelby atravessar a enfermaria e tomar a agulha das mãos de Olivia. A morena assentiu e seguiu a velhaca para fora da enfermaria.

A tensão era palpável no ar. Rachel posicionou-se atrás da namorada, massageando suas costas delicadamente. Quinn olhava a mulher com uma expressão fria, ou pelo menos o mais fria que conseguia ser.

– Então, Srta. Fabray, soube que conheceu a minha filha. – Shelby disse cortando o silêncio.

Minha filha – Quinn corrigiu. – E sim, conheci Beth.

– Interessante modo de conhecer uma criança. E ela não é sua. – Shelby murmurou.

– Oh, sim, ela é minha. – Quinn rosnou. – Quando se sequestra uma criança de sua mãe não se pode considerar uma adoção legal, certo sogrinha?

Shelby a olhou com uma expressão indecifrável no rosto. Terminou de dar os pontos na testa de Quinn e pôs-se a limpar o resto dos arranhões.

– Você não entende, Quinn Fabray. Ao menos não ainda. – Shelby disse em um tom baixo. – Um dia você vai me agradecer por ter “sequestrado” essa criança.

– O que você quer dizer com isso? – Quinn perguntou irritada.

– Você entenderá.

– Eu a quero de volta.

– Não deixe que seus pais saibam que ela está viva, Quinn. – Shelby advertiu. – Para o bem de vocês duas, nunca os deixe descobrir. Um dia você entenderá.

Depois disso, um silêncio se estabeleceu na enfermaria. Shelby limpou o corte de Quinn e seus arranhões, passou algumas recomendações para a loira e saiu da enfermaria sem dizer nada. Quinn e Rachel se entreolharam confusas, mas nada disseram. O silêncio só foi cortado quando a voz suave de Olivia preencheu o ar.

– Ah, ótimo, vocês estão aqui. Podem me dizer o que exatamente eu devo fazer com esse gato?

Notas finais
Aprovado? Sexta é meu aniversário... Só pra constar.