Colégio Interno - Brittana
13 Minha
Notas iniciais
- Onde estamos indo? – Quinn perguntou, tropeçando em uma pedra. – Ah meu deus, você vai nos matar? Pelo amor de deus, me diga que a Santana não está te influenciando tanto assim.
- Já vai saber – Brittany respondeu sorrindo – E Santana é ótima, não fale assim dela. Além do mais, eu só quero mostrar uma coisa para você.
- Certo, mas isso é algo que Santana diria antes de matar alguém – Quinn retrucou – Sei lá, algo a ver com “levar a vítima mais depressa para a armadilha”. Mas se você diz...
Brittany continuou andando até julgar que já estavam longe o suficiente do campo de visão das freiras. Então, puxou a caixinha de veludo preta do bolso e abriu, revelando dois anéis de prata com uma pequena pedra presa no centro. Quinn arregalou os olhos verdes e pegou um deles na mão, lendo o nome de Santana gravado na pequena aliança.
- Eu... Brittany, não sei nem o que dizer. – Quinn falou após longos segundos em silêncio – São lindos.
- Eu quero que ela tenha tudo do jeito certo. Do jeito que ela merece, sabe? – Brittany confessou – Eu sei o quanto são importantes para ela essas coisas, eu sei que ela gosta. Eu achei... Bom, só achei que eu deveria. Parecia o certo.
- E é! – Quinn exclamou – Você acertou em cheio, B. Ela vai amar, isso eu posso garantir. E como você vai fazer isso?
- E-eu não sei. Você a conhece bem, Q. Pensei que pudesse me ajudar. – Brittany disse, encostando-se a uma árvore.
- Eu... Bom, apenas diga o que está em seu coração. Santana adora isso, B. Ela se faz de durona, mas tem o coração mole. E pelo o que eu sei da minha melhor amiga, ela vai amar qualquer coisa que você faça por ela. Ela ficou toda boba porque você não quis desgrudar dela no hospital. Vá em frente.
Brittany sorriu.
- Obrigada, Q.
- Agora é melhor irmos. Eu disse à Rachel que se eu não voltasse em meia-hora, ela deveria chamar ajuda porque você teria me matado. Sério, às vezes eu me preocupo que Santana tire toda a sua inocência, Britt. Cuidado para não se tornar uma psicopata ou coisa parecida.
- Idiota.
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Brittany entrou no quarto com um sorriso bobo no rosto. Santana abriu os braços para receber a loira e beijou sua bochecha.
- Quer ir um pouco lá fora? – Brittany perguntou – A noite está bonita hoje, San.
- Vamos. – a latina concordou rapidamente, estendendo a mão para Brittany.
As duas caminharam sorrateiramente pelo pátio da escola até o bosque, tomando o máximo de cuidado para não serem vistas. Assim que adentraram o matagal, Santana tomou a mão da loira e a puxou para debaixo de uma das árvores. Santana encostou-se ao tronco da árvore e puxou o corpo da loira contra seu peito, fazendo-a deitar e ficando em silêncio por alguns segundos.
- As estrelas são mais bonitas aqui do que na cidade. – Brittany disse quebrando o silêncio. – São mais brilhantes aqui fora.
- Verdade, e parecem ser mais. – Santana concordou – Eu gosto, é bonito.
- O que você vê quando olha para elas? – Brittany perguntou.
- Como assim, Britt?
- Olha, — A loira indicou com o dedo – Ali eu enxergo um peixinho, logo ali um sorriso.
Santana sorriu, enxergando os desenhos imaginários que a loira fazia.
- Eu amo o jeito que você enxerga as coisas, B. – A latina disse. – Faz tudo parecer tão simples.
- É porque é simples, San. Só precisa enxergar. – A loira retrucou. – O que você vê?
Santana olhou para o céu, tentando enxergar mais desenhos. Mas não via nada, por mais que tentasse. Brittany percebeu a dificuldade da latina e saiu de seu colo, sentando ao seu lado.
- Feche os olhos, só por um segundo – A loira orientou – Deixe a mente aberta. Consegue?
A morena fechou os olhos. Segundos depois, assentiu.
- Agora abra. Me diga o que vê.
Santana abriu os olhos e deixou que eles passeassem por meio das estrelas. A latina abriu um sorriso e começou a apontar os desenhos.
- Ali tem um navio – Ela disse mais alegre – Um raio, uma flor. E ali tem um coração.
Brittany seguiu com os olhos as mãos da morena. Puxou seu rosto para beijá-la sem pressa.
- Você é incrível. – Santana sussurrou.
- Não tanto quanto você – Brittany retrucou.
A latina sorriu e abraçou-se ao pescoço da loira. Brittany afastou-se e apoiou-se em seus joelhos, segurando as mãos de Santana.
- Você é a melhor pessoa que eu conheço, Santana. Você é doce, carinhosa, incrível... Você é tudo de bom. E eu quero que você seja minha, e eu vou fazer isso do jeito certo, porque você só merece o melhor – Brittany disse puxando a caixinha preta do bolso. – Eu conversei com Quinn, e ela me disse para falar o que estivesse na minha mente. Mas eu acho que não tem nada que descreva como eu me sinto agora. E-eu não sou muito boa com palavras, eu me atrapalho na maioria das vezes e deixo tudo confuso, mas eu juro que eu estou tentando o meu melhor por você. Santana Lopez, você me daria a honra de ser oficialmente a minha namorada?
Santana já tinha lágrimas nos olhos escuros. A latina puxou o rosto de Brittany e selou seus lábios, fazendo surgir um sorriso no rosto da loira.
- Isso foi um sim? – Brittany perguntou.
- Definitivamente sim. – Santana respondeu abraçando o corpo de Brittany.
A loira pegou a mão da namorada e puxou um dos anéis, que tinha o seu nome gravado. Santana pegou o outro e colocou na mão de Brittany, que tinha um sorriso brilhante no rosto.
- Agora você é minha. – Brittany disse puxando Santana pela cintura para beijá-la.
- Sempre fui.
A loira sorriu e estendeu a mão para Santana, puxando-a pela cintura de volta para o quarto. A latina abraçou-se ao corpo de Brittany até chegarem ao limite do bosque. Santana afastou-se do corpo da loira e estendeu-lhe o mindinho, caminhando em silêncio e com um sorriso bobo nos lábios até o quarto.
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