Notas iniciais
EU VOLTEI!!!!!! Desculpem a demora, mas eu estou enrolada com provas, trabalhos e coisas da escola. Prometo não demorar mais tanto. Beijos!

Santana estava acordada havia certo tempo. Levantara-se da cama e agora estava sentada na escrivaninha, fitando a parede. Brittany ainda dormia profundamente, os cabelos louros espalhados no travesseiro, seu cheiro embriagando Santana e confundindo seus sentidos. Pela primeira vez, ela precisou se afastar da loira. Estava sentindo-se fraca, sufocada. Sentia ódio de si mesma, e a vontade que tinha era de socar a parede com toda a força que conseguia, a ponto de abrir um buraco. Odiava-se por não ser forte o suficiente para ficar sem Brittany, odiava o fato de que não conseguia afastar a namorada nem pelo bem dela. Brittany era seu porto seguro, e ao mesmo tempo seu ponto fraco. Poderia ser facilmente destruída se a usassem contra si.

Sua raiva, medos e insegurança se dissiparam no momento em que braços hábeis abraçaram sua cintura e lábios macios beijaram sua bochecha. Um sorriso lento se espalhou por seu rosto, uma onda de paz e tranquilidade se instalando no ambiente. Jogou a cabeça para trás, deitando-a no peito de Brittany. A loura tinha um olhar preocupado sobre Santana, mas a latina achou melhor ignorá-lo e colou seus lábios nos da namorada.

- Bom dia. – Santana murmurou contra os lábios finos da loira.

Brittany abriu um sorriso fraco e sentou no colo da namorada. Santana abraçou a cintura da loura e enterrou o rosto em seu pescoço.

- Quando eles chegam? – Brittany perguntou, após momentos em silêncio.

- Hoje à tarde. – Santana respondeu.

Um silêncio tomou conta do quarto. Os braços de Santana continuavam apertando firmemente a cintura de Brittany, e a loira se mantinha ocupada brincando com os cabelos da namorada.

- O que você quer fazer, San? – Brittany sussurrou, tirando a latina de seus devaneios.

- Sobre eles? – retrucou. – Sinceramente? Nada. Não quero que eles se metam na minha vida, e não vou deixar que eles encostem em você. Mas não vou fazer nada. Eu não quero ficar longe de você, e não vou só por causa da minha mãe e daquele maluco. Eu quero ficar com você do início ao fim, mas eu também não posso te obrigar a fazer isso por mim. Eu conheço a minha família, e eles podem ser perigosos. Eu não quero que você fique se você estiver com medo, Britt. Então, a pergunta é: o que você quer fazer?

Brittany sorriu e puxou o queixo de Santana, de modo que ela encarasse os olhos azuis.

- Você sabe que eu faço tudo por você. – Brittany brincou, beijando os lábios carnudos. – Eu não vou a lugar algum. Nem que você queira, Santana Lopez. Vamos fazer isso como sempre fizemos, juntas.

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Horas mais tarde, Santana e Brittany já estavam prontas. Os jogos não haviam terminado, e a próxima competição seria um campeonato misto de vôlei. Santana, Brittany e Quinn tinham facilidade com tal esporte, ao contrário de Rachel, que já se encontrava em desvantagem devido ao tamanho. Mas essa não era a preocupação maior das meninas.

Por mais que Santana colocasse mil máscaras e construísse inúmeras barreiras, e por mais que Quinn tentasse ocultar o pavor estampado em seu rosto, Rachel e Brittany conseguiam vê-las. Era inútil tentar esconder. Elas estavam nervosas, isto era fato. Visível para poucos, mas ainda assim um fato.

As quatro estavam sentadas na mesa para o café. Santana brincava com a barra da saia e Quinn mexia nervosamente em seu copo com café. Rachel e Brittany se entreolhavam, ainda incertas do que fazer.

- Ok. – Brittany disse, quebrando o silêncio. – Vocês precisam relaxar um pouco. Não é o fim do mundo. E também não é como se eles fossem descobrir sobre nós assim que olhassem para vocês.

- Mas ainda assim é complicado. – Santana gemeu. – Eu não consigo fazer isso.

- Cale a boca, Lopez. Não é a sua filha que…

- CHEGA. – Rachel gritou, batendo na mesa. – Vocês duas, tratem de se comportar. Brittany está certa, não é o fim do mundo, mas vai ser se vocês duas não se acalmarem.

Santana revirou os olhos e murmurou alguns xingamentos em espanhol, seguida por um olhar repreendedor de Brittany. A morena engoliu em seco e voltou sua atenção para o prato. Quinn continuava mexendo no café distraidamente, acompanhando o movimento do refeitório.

- San, — Brittany sussurrou. – Podemos subir um pouco?

- O quê? – a latina disse. – Ah, claro. Vamos, B.

Despediram-se das amigas e subiram os lances de escada até o quarto. Santana trancou a porta e repentinamente sentiu braços longos abraçarem sua cintura com firmeza. Ela sorriu e voltou-se para Brittany, que em segundos já havia selado seus lábios. A loira pediu passagem com a língua, intensificando o beijo. Santana ficou surpresa, mas correspondeu, puxando Brittany pelo pescoço. Aos poucos, a loira começou a conduzi-la para a cama, deitando-se por cima da latina.

- Britt, — Santana chamou, tentando manter-se sã ao sentir os lábios de Brittany descendo pelo seu pescoço. – O que… o que está f-f-fazendo?

- O que parece que eu estou fazendo, Santana? – ela retrucou com um sorriso divertido nos lábios.

- E-eu… q-q-quer dizer, p-p-por que agora? – a morena gaguejou.

- Você precisa relaxar um pouco, meu amor. – Brittany sussurrou no ouvido da latina. – Deixe que eu te ajudo com isso.

- E-eu não estou estressada. – Santana murmurou.

- Quer que eu pare? – Brittany perguntou, um sorriso travesso dançando em seus lábios rosados.

- Nem pense nisso.

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Holly caminhava nervosamente por seu quarto. Os pais de Quinn e Santana deveriam chegar daqui a poucas horas, e ela parecia mais estressada do que as duas meninas juntas. Ela mal havia dormido a noite pensando nelas.

O som da porta a tirou de seus surtos histéricos e ela refez seu caminho até a entrada. Do outro lado da porta, Olivia sorria amplamente, com seus óculos de lentes grossas escorregando pelo nariz. Em suas mãos, dois copos de café.

A loira não pode conter seu sorriso ao vê-la. Abriu passagem e trancou a porta, dando um breve beijo nos lábios da mulher. Olivia tinha os olhos castanhos brilhantes, encantando a mulher mais velha.

- Senti sua falta no café. – A enfermeira comentou, enquanto aconchegava-se nos braços da mulher. – Aconteceu alguma coisa?

- Sim. – Holly confessou. – Os pais de Quinn e Santana vão vir “visitar” o colégio. Isto não está cheirando bem… tem alguma coisa ai, e eu preciso descobrir o que é.

Olivia assentiu e voltou a encostar a cabeça no peito da loira. Holly brincava com os cabelos castanhos agora soltos, enrolando as mechas em seus dedos.

- Por que eu?

Olivia levantou a cabeça e virou-se para a professora. Os olhos azuis a fitavam curiosamente, como se precisassem de uma resposta imediata para todas suas perguntas.

- Porque você o que? – Olivia perguntou, ajeitando-se melhor na cama.

- Por que você quis ficar comigo? – Holly respondeu. – Eu sou uns bons dez anos mais velha do que você, não posso oferecer tudo o que você merece. Por que eu? Por que alguém como você ficaria com alguém como eu?

- Por que não você?

Um sorriso pequeno tomou lugar nos lábios da enfermeira. Era uma resposta simples, mas dizia muito para ela. Holly inclinou-se e colou seus lábios nos dela. Um beijo calmo, sem malícias, sem segundas intenções. Apenas uma promessa de um amor duradouro, algo verdadeiro.

Notas finais
E ai? Estou com saudades de vocês!