Colégio Interno - Brittana
33 Ciúmes
Notas iniciais
Quinn caminhava arrastando os pés pelo corredor. Santana havia “delicadamente” a expulsado do quarto, e ela via-se obrigada a voltar para o seu. Rachel certamente estaria preocupada com ela, disso ela tinha certeza. Só não sabia se estava pronta para a reação da namorada quando contasse o que havia acontecido.
Ainda era cedo quando entrou no quarto. Abriu a porta o mais silenciosamente que conseguiu e encontrou Rachel adormecida. Não conteve o largo sorriso em seus lábios e aproximou-se cautelosamente, deitando ao lado da morena e enlaçando sua cintura. Rachel acordou ao sentir o contato da pele de Quinn com a sua e virou-se para fitar a namorada. Quinn encarou os olhos escuros por alguns segundos, mas nada disse. Rachel assentiu, como um acordo silencioso, e puxou o queixo de Quinn, tomando seus lábios. A loira cedeu passagem à língua de Rachel e puxou o corpo pequeno para mais perto de si. Descolaram os lábios em busca de ar e Quinn rapidamente voltou a distribuir vários selinhos pelo rosto de Rachel.
- Q... – Rachel chamou acariciando o rosto da loira – Quando quiser conversar...
- Eu sei, Rach. – Quinn respondeu.
A morena assentiu e encostou-se no peito de Quinn, fechando os olhos novamente.
- Rach – Quinn chamou, enquanto acariciava os cabelos escuros da namorada.
- Hm?
- Eu amo você.
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Brittany passava lentamente pela escola. Uma clara expressão sonolenta estava estampada em sua face. Ela odiava quartas-feiras. Tinha apenas duas aulas com Santana, e depois tinha praticamente nenhum período livre no mesmo espaço de tempo do que a namorada. Geralmente passava as horas com Rachel ou Mercedes, mas a pequena estava trancada no quarto com Quinn a manhã inteira e Mercedes estava na enfermaria com sabe-se lá o que na garganta. Tina tinha aulas, assim como o resto do coral, deixando a loira uma única opção. Um sorriso torto brotou em seus lábios enquanto se dirigia para o quarto da professora de espanhol.
Bateu na porta algumas vezes, mas ninguém abriu. Deveria estar com mais uma gripe horrenda ou algo do tipo. Brittany acreditava que a professora só ia à enfermaria por causa de Olivia, o que fazia Santana rir. A loira resmungou alto, entediada, e arrastou-se de volta ao quarto. Estava na metade do caminho quando alguém a chamou.
- Falando sozinha, Brittany? – Jennifer perguntou, aproximando-se com um sorriso.
- Eu... É, bem... Mais ou menos. – A loira respondeu, surpresa.
- Sem aulas? – Jennifer arriscou.
- É. – Brittany disse – Você também?
- Sim, tenho os próximos períodos vagos. – A ruiva falou, arrumando os cabelos em um rabo bagunçado. – Aceita companhia?
Brittany sorriu e assentiu, sentando-se perto da ruiva. Talvez não fosse de todo ruim.
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Quinn acordou com o rosto enterrado no pescoço de Rachel. A loira sorriu e sentou-se na cama, ajeitando os cabelos bagunçados. Em seguida, inclinou-se para perto da namorada e começou a beijar o pescoço exposto de Rachel. A morena abriu um pequeno sorriso enquanto Quinn beijava o rosto da morena, parando finalmente nos lábios. Rachel abraçou a cintura de Quinn e enterrou uma mão em seus cabelos, deixando as mechas loiras em completa desorganização.
- É bom acordar assim, sabia? – Rachel perguntou beijando os lábios da loira.
- Sabia. – Quinn respondeu abrindo um sorriso convencido – Desde quando acordar com Quinn Fabray é ruim?
- Boba. – A morena disse sentando.
- Você adora.
Rachel abraçou Quinn e encostou a cabeça no ombro da loira. Quinn ficou brincando distraidamente com uma mecha escura dos cabelos de Rachel enquanto ouvia a namorada cantarolar uma música qualquer.
- Rach – Quinn chamou após alguns minutos.
- Hm? – A morena interrompeu sua música.
- Eu conheci a Beth. – Quinn disse.
Rachel abriu a boca, mas não saiu nenhum som. Sua voz parecia ter travado na metade do caminho e estava presa em sua própria garganta. Quinn fechou os olhos e apertou a mão de Rachel, tirando-a de seus devaneios.
- E como foi? – A morena finalmente perguntou.
- Inusitado – Quinn disse com um sorriso torto – Eu meio que a atropelei. Eu estava indo para a aula de Álgebra quando nós acabamos tropeçando uma na outra. Foi, de certa forma, engraçado. Desculpe não ter voltado ontem, mas eu... Eu odeio admitir isso, mas eu precisava de Santana.
Rachel sorriu docemente e beijou os lábios de Quinn.
- Qual é o gosto dessas palavras na sua boca? – Rachel perguntou rindo.
- Vinagre. – Quinn respondeu com uma careta – E por tudo que há de mais sagrado, nunca, em circunstância alguma, a deixe saber que eu disse isso.
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Santana carregava a pilha de livros em direção ao seu armário mais uma vez. O sono quase a dominara no meio da aula de Sociologia, mas com alguns cutucões de Sugar e Tina, ela conseguira manter-se acordada até o fim.
Abriu um sorriso ao dar-se por conta de que aquela era a sua última aula, o que significava que ela estava livre. Caminhou tentando não tropeçar em nada em direção ao seu armário e logo ouviu o seu som preferido: a risada de Brittany ecoando pelos corredores. Mas seu sorriso murchou ao ver quem estava ao seu lado.
Santana controlou seu corpo para não deixa-lo ser tomado pelos ciúmes ou pela vontade doentia de pular no pescoço da ruiva, mas era quase impossível. O ódio sucumbia seu corpo e ela estava deixando-se tomar por seus instintos.
Brittany, ao notar a presença de Santana, deixou Jennifer na escadaria sozinha e correu em direção à namorada. Olhou rapidamente para os lados, e ao constatar que não havia ninguém, tomou os lábios da morena para si. Os ciúmes que Santana sentia logo foram deixados de lado e a morena deu espaço para todos os sentimentos que Brittany a fazia sentir. A língua macia da loira invadiu sua boca, e ela sentiu seus livros caírem de seus braços enquanto ela enlaçava o pescoço da namorada, aprofundando o beijo. Afastaram-se por falta de ar e Santana ficou a encarando com um sorriso maroto nos lábios. Brittany retribuiu o sorriso antes de ajoelhar-se para ajudar Santana a juntar os livros caídos no chão.
Rapidamente, guardaram tudo no armário. Brittany entrelaçou os mindinhos e deu um rápido aceno para Jennifer antes de virar-se e acompanhar os passos lentos de Santana. Ela observou os ombros tensos da namorada e seus lábios apertados, formando uma linha fina. Sabia que tinha algo a incomodando, mas também não podia adivinhar o que era. Tentou decifrar os olhos escuros de Santana, mas nada eles a diziam. Brittany deixou os ombros caírem em um sinal de derrota. Teria que esperar que chegassem ao quarto.
Mal fechou a porta e sentiu as mãos ágeis de Santana abraçarem pela cintura e a derrubarem na cama. Brittany não conseguiu raciocinar, pois logo os lábios de Santana já estavam colados nos seus e as mãos da morena passavam por seu corpo sem restrições. Contra sua vontade, ela afastou a namorada de si e sentou-a em seu colo. Santana tentou avançar novamente, mas Brittany a impediu.
- O que foi? – Santana perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Só... Vamos com calma. – Brittany disse ofegante – Eu quero conversar com você.
Santana assentiu e aconchegou-se melhor no colo de Brittany, acariciando o rosto da loira.
- O que há de errado? – Brittany perguntou.
- Como assim? – Santana retrucou, brincando com os cabelos da loura.
- Ombros tensos, lábios apertados... – Brittany observou – Nem sempre eu sei o que você está pensando, Sanny. O que incomoda você?
Santana suspirou e abriu um pequeno sorriso. Era impossível esconder qualquer coisa de Brittany.
- Eu só... É... Você e a Jennifer... Eu...
- Está com ciúmes? – Brittany perguntou com um sorriso divertido.
- Para... Não tem graça. – Santana reclamou desviando os olhos da namorada.
- Desculpa San, mas é que você com esse biquinho fica a coisa mais fofa do mundo. – Brittany disse beijando os lábios de Santana. – E não precisa se preocupar, você é a minha única e exclusiva princesa que eu mais amo nesse mundo. Só você.
Santana voltou a encarar os olhos azuis e depositou um pequeno beijo nos lábios de Brittany. O que começou com um beijo calmo e sem más intenções tornou-se algo ardente. Santana já estava por cima de Brittany, invadindo a boca da namorada com a língua.
- Retomamos de onde paramos? – Brittany perguntou tentando recuperar o ar.
- Com certeza.
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