Colégio Interno
23 Amorzinho
Notas iniciais
Esse é, provavelmente, o meu capítulo favorito. Porque tá muito fofo, minha gente! Eu to vomitando arco íris aqui sozinha. É UM CAPÍTULO NARRADO PELO LUCAS, o que o torna diferente logo de início. É curtinho porque não é algo que eu queira jogar perdido no meio de outro.
Ok, eu tinha que criar coragem. Eu tinha que, precisava, criar coragem. Eu diria a ela que, pela primeira vez em minha vida, estava gostando de alguém. Ok, não foi a primeira vez, mas era mais sincero, puro e, com certeza, nunca havia me apaixonado por alguém em tão pouco tempo.
— Bu – miei – Eu... Posso falar contigo?
— Claro – disse ela, sorrindo doce. Eu adorava aquele sorriso. Santo Deus, como eu adorava – Pode falar.
— Poderíamos ir a um lugar um pouquinho mais reservado?
Mandie me lançou um olhar malicioso e eu apenas a ignorei. Como se ela tivesse alguma moral pra falar bosta a respeito de minha pessoa? Bruna apenas assentiu, segurando minha mão e me guiando até o elevador. Quando chegamos no térreo, caminhamos até um lugar deserto completamente em silêncio e, quando chegamos, segurei sua mão. Crê em Deus Pai. Estava soando frio.
— Bruna... Eu...
Passei algum tempo gaguejando e fitando seus olhos castanhos sem saber o que dizer. Ela apenas sorria pra mim, me encorajando a continuar.
— É possível que você me ache um retardado, um imbecil, tosco e idiota. Porém, eu preciso dizer. Dizer que eu já gosto pra caralho de você, mais do que gostei de qualquer outra menina antes. Acho porra nenhuma! – gritei, fazendo-a dar um pulinho de susto e rir – Eu tenho certeza. Você é a menina da minha vida e eu não consigo mais viver na vontade de te ter só pra mim e poder te chamar de “minha”. Talvez esteja cedo demais pra gente namorar, mas...
— Mas se você me pedir, eu aceito – ela sussurrou.
— Você tá... – ela assentiu – Você é perfeita, sabia disso?
Ela apenas sorriu tímida e eu me levantei. Segurei seu rosto de maneira delicada, abaixando pra encostar minha testa na sua. Sorri ao ver que ela já estava de olhos fechados e selei meus lábios nos dela. Amava a sensação de poder chamá-la de minha. E acho que a amava também.
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