Notas iniciais
Obrigada por todos esses Reviews que vocês estão me deixando viu?? Que bom que estão gostando! pressentimento

- Thomas, desculpa, desculpa, desculpa por aquilo que eu fiz. — Espremi meu rosto em seu ombro.

- Tá tudo bem Manu, eu sei que você ficou irritada. — Ele sorriu

- Nossa, parece que tá tudo errado na minha vida. — Eu disse, enquanto pegava meu sorvete que eu havia pedido.

É, Lanza expulsou Giovanna do hotel, Thomas disse que ele ia pensar em algo que não quis dizer. É, não sabia onde estava com a cabeça quando disse aquilo na escada. Eu estava muito mal, então o resto dos meninos desceram comigo, e fomos para uma sorveteria do lado do hotel. Foi tudo mais tranquilo, já que nem todo mundo conhecia a banda Restart no México.

Eu estava ajudando os garotos, que estavam perdidos. É, acho que já mencionei que minha mãe era professora de espanhol.

- Pleno México e a gente chupando sorvete. — Koba riu.

- Tem razão. — Ri também.

- Gente, olha ali! — Pe Lu apontou para o outro lado da rua.

Lanza estava saindo do hotel, ao encontro de nós. Ele estava com uma expressão horrível, porém com aquele brilho nos olhos maravilhoso.

- Aí gente, vazei. — disse, colocando minha franja sobre o rosto. — Não consigo encarar ele depois do que eu disse.

- O que você disse? — Thomas segurou meu braço.

- Ai Deus! — Resmunguei, gesticulando um "depois" com as mãos.

Saí correndo para o hotel, entrando com tudo no quarto do Thomas e do Lanza, me taquei na cama do Thominhas e comecei a chorar. Como eu iria olhar para o rosto do Lanza depois do que eu disse?? Se não fosse aquela idiotinha... As vezes fico pensando, o quanto tinha de coincidência de a EX do Lanza estar no mesmo avião, indo para o México. Ela veio aqui pra fazer o quê?

É, eu ando dormindo do nada. De novo eu acordei, o Thomas estava dormindo do meu lado, abraçado comigo. Como eu desejava que esse momento nunca acabasse. O thomas nunca me julgou, sempre me apoiou... Por isso o considero meu melhor amigo e ele me considerava também. Olhei meu relógio de pulso. Oito da manhã. É, havíamos dormindo pouco levando em conta que chegamos aqui no México umas seis... Lanza estava na cama ao lado, como sempre... Nunca senti uma vontade tão imensa de morder ele.

Fechei meus olhos de novo, mas não consegui dormir mais. Fiquei olhando para o teto, até que o celular do Lanza toca. Virei meu rosto na hora, encarando Thomas, com meu rosto bem perto do dele.

- Bom dia! — disse, me empurrando um pouco pra trás.

- Bom dia! — Ele sorriu, com cara de cansado e o cabelo todo despenteado. — Preparada pra hoje? — Ele se sentou na cama.

- Para o quê? — Bocejei, arrumando seu cabelo.

- A banda vai dar entrevistas para uma revista, e depois ir para uma rádio. E você claro, vai nos ajudar com o espanhol. — Ele riu.

- Eu sou a salvação da vida de vocês. — Eu ri também — Eu vou tomar um banho. — me levantei.

- O Pe tá no banheiro, acho que tá escovando os dentes. — Thomas olhou para mim.

- Foda-se. — Nós rimos.

Me levantei e abri a porta do banheiro, realmente ele estava escovando os dentes.

- Bom dia. — Disse com a cabeça baixa, pegando minha escova e pasta no armário.

- 'Om 'Ia — Ele disse com pasta na boca e eu não consegui, tive que soltar uma risadinha.

Eu fiquei escovando os dentes ao seu lado, sem trocar uma palavra com ele. Quando saiu, eu tomei coragem pra tomar banho naquele frio. Era como se eu tinha um pressentimento que iria acontecer alguma coisa nesse dia. Enfim, consegui colocar na minha cabeça que não ia acontecer nada. Tive depois que tomar coragem para sair debaixo daquela água quentinha, finalmente desliguei. Enrolei a toalha do hotel em meu corpo.

- Licença aí — Disse sem graça, segurando a toalha para não cair.

- Relaxa. — Thomas apontou para Lanza, que estava só de cueca. Perdi o fôlego.

Fui correndo até minha mala, e peguei as primeiras roupas que estavam lá. Uma baby look e saia preta rendada, roupa íntima também, claro.

Me tranquei no banheiro de novo. Adorava pegar roupas aleatórias, que era quando eu fazia uma escolha certa de roupas. Mas não iria ficar assim no frio, vesti uma meia calça e luvas listradas também.

- Você tá linda Manu. — Pedro sorriu.

- Obrigada. — Disse, enquanto colocava minha bota preta.

- Amarra aqui pra mim Manu? — Thomas esticou os pés.

- eu não. — gargalhei, e acabei amarrando o tênis dele.

- E aí gente, vamos? — Pedro Lucas abriu a porta.

- Bora! — Pulei da cama.

Dei bom dia para o Pe Lu e Koba que eram muito carinhosos comigo. Desci em silêncio, enquanto os meninos cantavam e dançavam no elevador. Eu não estava nada bem. Van? Baderna de sempre. Mas dessa vez não participei. Eu admirava os prédios e casas virando vultos na janela, até que chegamos na primeira parada. Uma revista teen mexicana sei lá o quê.

Entramos pelos fundos, sem sinal de fãs... Eu estava sempre agarrada no braço do Thomas. Fomos super bem recebidos. Foi muito engraçado os garotos falando espanhol errado, e eu corrigindo eles, para a mulher que fazia cara de quem não estava entendendo nada do que aqueles loucos coloridos falavam.

- Me enteré deun nuevo miembroque ya esamadopor los fans.Quién es? — O quê? A entrevistadora falou de mim?

- És ela aqui. — Thomas deu de falar portunhol, apontando para mim.

-soy yo! — Sorri, dando um tapinha no ombro do Thomas. — Portunhol não, tá Thomas? — Falei pra ele, rindo.

- Cómo te sientes,que tienetodo estecariño porlos fans? — A mulher disse sorridente.

- En realidad, yoni siquiera sabíaqueteníatanto cariñopor mí.Creo que eso esmuy bueno.- falei, e os meninos fizeram uma careta por causa da minha facilidade com a língua espanhola.

A entrevista durou umas duas horas, ou mais. Saímos de lá para almoçar em um restaurante de frente para a editora.

- Eu quero experimentar esses famosos tacos. — Lanza fez biquinho.

- Acredite, é bom. — Eu disse, já que havia comido.

Comemos, eu já estava melhor, entrei na palhaçada dos garotos e da equipe. Eu estava comendo um taco muito, muito, muito, muito apimentado.

- Socorro. — Eu disse, com a boca ardendo. — Minha boca vai pegar fogo. — comecei a rir.

- A minha também. — Thomas falou de boca cheia.

- Olha a educação. — Dei um tapa na cabeça dele.

- Olha o bullyng. — Pe Lu gargalhou.

- Manuella, você pode vir conversar comigo? — Lanza disse.

- Ahn... Posso... — Olhei para os lados.

- Vem aqui na frente... — ele saiu na frente

Eu saí atrás dele, sentando na guia da calçada ao lado dele, que olhava nos meus olhos. Eu desviei o olhar, vendo os carros passando na rua.

- Manu, eu quero pedir desculpas pra você. — Ele olhou para mim. — O que eu disse era verdade, a gente estava conversando e ela me beijou, sério.

- Mas fui eu que me descontrolei. — Olhei para o chão — Você é livre pra fazer o que queria naquela hora...

- Só naquela hora por quê? — Ele levantou minha cabeça com as mãos.

- Porque agora você é meu. — Sorri, chegando cada vez mais perto de seu rosto, encostando novamente meus lábios nos seus.

- Eu sempre fui seu. — Ele sorriu.

Naquela hora, senti tudo tremer. Pensei que eu estava louca, mas logo percebi que todo mundo saiu correndo do restaurante, e correndo na rua.

- Ai meu Deus. Era isso. — Me levantei, puxando o Lanza para o meio da rua.

- Isso o quê? — Ele olhou para mim, tenso.

- Eu sabia que ia acontecer alguma coisa. — Eu tentava alcançar os meninos, cambaleando.

- Espera, eu quero vomitar. — Ele deu meia volta.

- Calma! — Gritei, o levando para o meio de uma praça que estava mais ou menos seguindo a rua em que agora estava um caos.

Nós sentamos num banco, Lanza ficou curvado para a frente, e eu passando a mão nas costas dele. Nunca soube o que fazer no momento em que alguém passava mal, eu não senti nada, pra mim até que era uma sensação diferente, mas me sentia angustiada por ver pessoas saindo correndo na rua, estéricas. Logo as coisas pararam de balançar. Lanza voltou para a frente, com uma expressão de pânico.

- Tá melhor agora? — Olhei para seu rosto.

- Muito melhor. — Ele me abraçou. — ainda mais olhando para você agora.