College Boy

5 Capítulo 04


Notas iniciais
Vou poupar vocês de um discurso imenso de desculpas e de como eu tenho ideia do quanto demorou, porque, francamente, se vocês quiserem ler isso é só ir pro capítulo anterior que está nas notas iniciais de lá. De qualquer forma, para não dizerem que estou tão dECEPCIONADA COM ESSA DEMORA TANTO QUANTO VOCÊS, vou apenas deixar aqui por escrito um "sinto muito". Enfim, esse capítulo foi escrito por mim, eu tive ajuda da minha (melhor) amiga Ana (um pequeno exu ambulante), que me ajudou na composição da escrita e me trouxe inspiração. E isso explica porque eu gostei (muito) desse capítulo. Enjoy, nos vemos lá em baixo. Observação: Não tenho certeza de vocês leem as notas, mas é muito necessário e, como eu achei que ia ficar pesado colocar lá em baixo, queria dizer OBRIGADÃO PELOS 100 COMENTÁRIOS, me beijem.

Apesar do fato de que eu nunca tive um raciocínio lógico razoável pela manhã, eu tinha certeza de que algo estava claramente errado quando senti meu corpo aquecido e envolvido por algo que, muito provavelmente, não era o lençol macio de cor azul que eu havia utilizado para me cobrir na noite anterior.

Ainda relutando com a minha vontade de permanecer na cama e acreditando fielmente que toda essa sensação era apenas um delírio matinal causado pela recusa do convite um tanto quanto tentador de Casper, esforcei-me ao máximo para abrir os olhos e mantê-los assim até que se acostumassem com a claridade vinda de uma das três janelas do quarto.

Quando virei meu rosto para o outro lado da cama, deparei-me com Casper de olhos fechados, com uma feição angelical e respiração pesada e lenta. Desci os olhos até o seu peitoral nu e desviei todo e qualquer tipo de pensamento que envolvesse tocá-lo. Um de seus braços, delicadamente, apoderava-se de minha cintura e fazia com que meu quadril estivesse próximo ao seu corpo. Era quase indecente.

Tudo isso seria realmente aceitável se, por acaso, eu tivesse chegado à conclusão de que uma boa namorada, de fato, deve dormir com seu namorado. Mesmo que ele seja, tecnicamente, de mentira.

Entretanto, isso não aconteceu. E, obviamente, Casper não sabe aceitar quando uma garota não é seduzida pelo seu sorriso torto e seus olhos azuis invejáveis.

Suspirei fundo e continuei ali, deitada de frente com aquela figura insuportavelmente bela, tentando reunir forças para deixar minha posição de conforto entre os lençóis e, com certo arrependimento, retirar aqueles braços fortes e realmente atraentes que estavam em torno de minha cintura.

Quantas garotas já haviam sonhado em possuir os braços de Casper Jenkins em sua silhueta durante uma noite inteira e uma quantidade satisfatória de horas pela manhã, antes daquela comum rotina onde ele promete que as ligará no dia seguinte com um sorriso falso, as deixando repletas de esperança? Exatamente, milhares. Arrisco dizer que noventa e oito por cento de nosso campus universitário. Escusado seria dizer que, mais do que obviamente, eu faço parte dos dois por cento, uma porcentagem muito bem dividida entre uma garota de cabelos azuis e algumas lésbicas veteranas.

Depois de alguns minutos enquanto eu aproveitava do aconchego proporcionado pelos – mesmo que eu odeie admitir – braços de Casper, acabei deslizando sutilmente até me ver livre daquela situação em especial.

Eu poderia ter sido bruta e empurrado aquele idiota de minha cama, mas – por mais divertido que parecesse – começar o segundo dia de faculdade com Casper realmente irritado não estava nos meus planos.

Além da hipótese de Casper ter derramado algum tipo de alucinógeno na água que tomo antes de dormir, a única razão aceitável para meu bom humor repentino era o fato de poder tomar banho primeiro e quebrar uma das regras idiotas impostas pelo meu colega de quarto. E, cá entre nós, não acho que Casper Jenkins seja o tipo de pessoa que sabe, ao menos, pronunciar “alucinógeno”.

Não vou mentir, admito que, por alguns segundos, a possibilidade do chuveiro do colégio ser relativamente satisfatório passou por minha cabeça. Mas, infelizmente, isso acabou não passando de uma simples teoria. O fato da velocidade da água ser relativamente fraca acabou por prolongar meu banho, mas nada além de alguns minutos insignificantes.

Prendi meus cabelos e saí daquele compartimento de tamanho razoável para um banheiro de campus universitário, enrolada em minha toalha cor-de-rosa.

– Você sabe muito bem que não adianta nada sair dos meus braços mais cedo para tomar banho primeiro, não sabe? – Casper soltou, com a voz sonolenta, assim que colocou os olhos em mim.

– E você sabe muito bem que se deitar comigo por uma noite não mudará a minha decisão de não compartilhar os mesmos lençóis que você, não sabe, Jenkins? – falei. – E, tecnicamente, não sou obrigada a esperar você acordar para tomar um banho.

– Ao menos você consegue seguir uma das regras – ele sorriu torto. – Nudez parcial será sempre bem-vinda, Lewis – e passou seus orbes azuis por toda a região pela qual a toalha cobria meu corpo.

– E você é quase profissional quando o assunto é invadir a privacidade de alguém durante uma noite de sono – falei, tentando me controlar enquanto Casper não fazia esforços para conter as gargalhadas irônicas que saíam de sua boca vermelha. – Ria enquanto pode, Casper. Eu garanto que você não irá sentir minha respiração em seu pescoço duas vezes.

– E eu garanto que você estará implorando para poder respirar em meu pescoço daqui a algumas semanas, Lewis. Sou eu quem não precisarei pedir duas vezes – ele estreitou os olhos, encarando os meus de forma devidamente obscena, com um sorriso quase aparente em seus lábios.

Após algumas tentativas falhas de desviar minha atenção dele e me concentrar em não proliferar a quantidade adequada de hormônios presentes em meu organismo, percebi que Casper havia abandonado o emaranhado de lençóis azuis e estava se dirigindo até a porta do banheiro, trancando-a.

Definitivamente, estou dividindo um quarto de universidade com um babaca. E, para piorar a minha situação, não basta ele ter resposta para tudo, também tem que ser extremamente sedutor.

Caminhei até o guarda-roupa, tirando um conjunto qualquer dali, acompanhado de uma varsity. Vasculhei o bolso do casaco militar que usei no dia anterior, à procura do horário entregue pela secretária da recepção.

Não que eu tenha ficado extremamente infeliz ao constatar que a universidade me proporcionaria história, geografia, biologia, matemática e filosofia em um único dia, mas, digamos que nunca foram matérias capazes de agradar meu cérebro o suficiente para a conquista de um belo dez no colegial. E, provavelmente, não seria nesse lugar que isso aconteceria. Não com Casper queimando o que resta dos meus neurônios capazes de absorver informações agilmente.

Ficar parada aqui também não me ajudaria no primeiro boletim. Por mais que eu quisesse voltar a dormir, não ir para a primeira aula de biologia do semestre não era uma alternativa sensata. E, de qualquer forma, se eu fosse mais cedo, provavelmente não teria que enfrentar o longo corredor dos dormitórios preenchidos por, aproximadamente, seiscentos aromas de desodorantes diferentes, olhares receosos e uma variação entre braços musculosos e braços finos.

Tudo parecia ser tanto vantajoso quanto plausível, o que significa que uma parte de mim ainda sabia raciocinar sem danos aparentes. Sorri sem mostrar os dentes e coloquei o horário em um dos bolsos da varsity, a caminho da porta.

Estava prestes a sair, quando um aroma floral e cítrico, quase amadeirado adentrou minhas narinas, fazendo-me virar para a porta do banheiro e, consequentemente, encarar Casper Jenkins sem camisa.

Que eu me lembre, nunca cometi pecados graves o suficiente, não fui presa e nem tentei agarrá-lo enquanto estava dormindo para merecer uma visão dessas.

Senti minhas bochechas corarem com a – se devo dizer – mais envolvente, fascinante e atraente vista que já vira em todos os meus dezoito anos de vida.

Pude reparar que Casper estava me analisando da cabeça aos pés com um olhar sincero e inocente. Antes que os cantos de minha boca se voltassem, involuntariamente, para cima e formassem um sorriso, desviei os olhos do corpo dele.

– Tinha certeza de que você não sairia sem mim para o paraíso dos estudos – sua voz suave me fez piscar algumas vezes.

– Na realidade, eu já estaria fora daqui a alguns minutos, Casper – constatei. – Se você, obviamente, não tivesse interrompido minha fuga.

– Eu não interrompi sua fuga, Maddie. Só a desconcentrei o suficiente para te salvar – antes que eu protestasse, ele continuou a falar. – Caso você não queira se perder pelos corredores, tenho a impressão de que você precisará de mim.

Por momentos mantive minha pose orgulhosa, como se, ao menos, eu tivesse uma pequena chance de encontrar a respectiva sala de biologia. Mas, infelizmente, Casper estava certo. Por mais que eu quisesse abandoná-lo ali, sozinho, eu sabia que quem acabaria solitária, completamente perdida em um dos imensos corredores da universidade seria eu. Somente eu.

Assim que ele colocou suas roupas, ofeguei e caminhei até ele, agarrando seu braço direito.

– Apenas me leve até a sala de biologia – murmurei baixo. – E não sorria com isso, Jenkins.

No final das contas, talvez não existissem partes de mim que soubessem raciocinar corretamente. Talvez, uma noite nos braços de Casper tenha danificado todos os neurônios que eu julguei que ainda existissem dentro de mim.

Notas finais
Então, aparentemente, é isso. Esperem pelo próximo capítulo porque gritem comigo ELES VÃO FINALMENTE SAIR DO QUARTO E TER INTERAÇÃO SOCIAL ACEITÁVEL PARA DOIS ADOLESCENTES, o que eu acho o máximo caso queiram saber. Queria fazer um breve agradecimento à Ana que me ajudou a passar pro papel todas as ideias que me passaram por MP (vocês sabem quem vocês são) e pelos incentivos e cobrança por Facebook e Twitter (vocês sabem quem vocês são), muito obrigada, eu estou amando vocês nesse momento de glória e emoção. Prometo que, da próxima vez, anoto users, nomes e o perfil do Nyah!. É quase uma hora da manhã e, COMO EU QUERIA MUITO POSTAR ESSE CAPÍTULO NO MINUTO EM QUE EU ACABASSE ELE PARA FAZER COM QUE O FINAL DE SEMANA DE VOCÊS SEJA DIGNO DE LUZ E SORRISOS, não tive tempo para isso. Vou colocar uma coisa muito importante em CAPS LOCK aqui porque coisas importantes merecem ter sua importância destacada: ESTOU ACEITANDO COM CARINHO REVIEWS E >>PRINCIPALMENTE Última coisa importante e prometo que PARO DE GRITAR: A ANA (A QUE ME AJUDOU A ESCREVER) DECIDIU FAZER "ILUSTRAÇÕES" POR CAPÍTULO NO THE SIMS 3, O QUE É MUITO LEGAL PORQUE VOCÊS PODEM TER A MESMA VISÃO ILUSTRATIVA DA HISTÓRIA QUE ELA TEM. O Twitter dela está no disclamer, falem com ela por lá e digam que está perfeito. Aqui as imagens: Maddie (http://i.imgur.com/M5k28mh.png) e Casper (http://i.imgur.com/A8oyOWI.png). É isso, espero mesmo que vocês tenham lido essas notas, principalmente as coisas que eu GRITEI, espero que curtam e aquietem o fogo da ppk por alguns dias. Eu amo vocês e é isso, a melação acaba por aqui, beijos com essência de maracujá ♥